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Terça-feira, 27/1/2009
Comentários
Suzana Gutierrez

Educação
Olá, Julio. Gostei de ver este espaço aberto para a educação aqui no Digestivo. A Lilian fez um excelente trabalho, garimpando tudo que fosse interessante para a educação durante o evento. E foi muita coisa, como se pode ver por este texto. Muitas vezes, a dimensão educativa de processos fica escondida ou em segundo plano frente a outras dimensões. E, na base, tudo começa com aprendizagem e apropriação :) E ninguém melhor para falar sobre isso que um professor. Abraços!

[Sobre "Educação na Campus Party 2009"]

por Suzana Gutierrez
http://www.gutierrez.pro.br/
27/1/2009 às
10h36 189.7.236.62
 
web 2.0 + movimentos sociais
Parabéns pelo artigo, Julio. Ele está coerente e bastante claro sobre os conceitos abordados. Eu acrescentaria uma dimensão a mais no que vem sendo chamado web 2.0, uma dimensão que vai além do aspecto social: a da possibilidade do movimento social. Hoje é possível tirar uma foto com um telefone celular comum e enviá-la para o Flickr com algum texto explicativo e tags, também. Ela será publicada imediatamente no Flickr e num blog do Blogger, que vai difundir esta matéria por rss. Com um pequeno esforço a mais podemos acrescentar-lhe tags da technorati e del.icio.us indexando a nossa matéria para o mundo. Isso, ao alcance de cada vez mais pessoas, rompe com a forma tradicional de divulgação da notícia, transgride filtros e censuras. Neste sentido, a web 2.0 traz em si uma contradição que pode revolucionar o padrão capitalista no qual ela vem tentando ser fechada. Abraço, Suzana

[Sobre "Web 2.0 (ou uma tentativa de)"]

por Suzana Gutierrez
http://www.ufrgs.br/tramse/gutierrez/
13/4/2006 às
10h01 200.176.226.115
 
rss, a nova cara da internet
Há mais de um ano atrás eu colaborei com uma matéria da Katia Arima sobre rss para o Estadão. Naquela época o feeds eram coisa de alguém <> :) Mais de um ano depois, dando aquela olhada para trás, vejo que os feeds foram o caminho da maior parte da minha pesquisa no mestrado (sobre blogs e tecnologias na educação) e, hoje, possibilitam realmente uma revolução em termos de distribuição da informação. Com xml podemos passar do dado ao metadado, a informação sobre a informação, inclusive carregando esta informação para dentro de ambientes criados em diversos suportes. Um exemplo são os ambientes de aprendizagem que usam metadados para "puxar" conteúdo e distribuir nos seus vários espaços. Eu penso que este assunto, entre outras coisas, vai modificar o formato de distribuição de conteúdo das páginas tradicionais. E é por estas que o formato blog está aparecendo na mídia diariamente... Alguém vai chegar aqui e vai criticar a sua matéria dizendo que está tarde para descobrir a América, porém o teu texto está ótimo, retratando bastante bem a experiência que temos quando nos encontramos com os "feeds". abraço, Suzana (Leia aqui sobre a entrevista citada...)

[Sobre "Itinerário de leituras on-line"]

por Suzana Gutierrez
1/7/2005 às
23h06 200.176.228.166
 
blogs, memória e história
Oi, Inagaki! Parabéns pelo texto correto nas suas referências e muito bem escrito. Você conseguiu colocar todas as idéias importantes sobre os blogs e sobre os processos que eles possibilitam e fez isso de forma clara, relacionando inclusive aquilo que não é tão óbvio. Eu acrescentaria à tua reflexão um outro olhar sobre a efemeridade dos posts na teia dinâmica do blog. Se, por um lado, são textos imediatos e logo caem no esquecimento, por outro e dialeticamente, os arquivos garantem a sua historicidade e a possibilidade de sua recuperação sobre novas bases. Eles possibilitam, também, o retorno do blogueiro à sua própria produção, promovendo a reflexão crítica, a re-interpretação de conceitos e práticas. De repente, o presente linka o passado e altera o futuro. É a possibilidade de retomar o passado no sentido que Karel Kosík [A dialética do concreto (1976, p.150)] afirma, quando diz que "a realidade humana não é apenas produção do novo, mas também reprodução (crítica e dialética) do passado". A memória de um blog não é só texto, é imagem também. É o registro de todas as metamorfoses e processos do autor, por meio da visualização das transformações na estrutura, nos textos, nas cores, nos acessórios, nos links adicionados. Como mapas, estas imagens capturam e fixam por um momento a realidade objetiva que está sempre em movimento. Não mostram o território em si, mostram as diferenças, os elementos que expressam a intervenção humana. Os arquivos de um blog mostram a flecha do tempo inscrita em cada mutação.

[Sobre "Blogo, logo existo"]

por Suzana Gutierrez
9/6/2005 às
23h23 200.176.36.146
 
Mundando o mundo? Não sei...
Mas estão mudando a web. Penso que os blogs são muito diferentes das antigas páginas pessoais. Dois motivos já demonstram isso: arquivos (historicidade) e comentários (diálogo/interação). Nos arquivos não só a memória do texto como, também, a memória da imagem, das metamorfoses do espaço. O formato blog permite ao blogueiro voltar o olhar sobre seus textos. Exotopia, aquilo que permite ao autor ver o todo de sua obra. O formato blog não só permite, mas provoca o diálogo, trazendo para dentro do texto a voz do outro. No meu entender, dizer que os blogs não são um fenômeno específico e diferenciado é o mesmo que dizer que a midia não evoluiu e que o Rádio e a TV não diferem muito. O blog não é somente uma ferramenta, assim como a web/internet não é apenas uma extensão de nossas faculdades (ou, tb, uma ferramenta). Blog (o aplicativo e a atividade) é um fenômeno cultural e, juntamente com outras tecnologias (rss, trackbacks, bookmarks colaborativos, ...), vai ser um ponto significativo de mudança na web. Abraço, Su

[Sobre "Sobre blogs e blogueiros"]

por Suzana
29/5/2005 às
22h19 200.176.19.133
 

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