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Segunda-feira, 28/6/2010
Onde botar os livros?
Ronaldo Correia de Brito

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+ 11 Comentário(s)


LIANA TIMM© (http://timm.art.br/)

Ainda lerei Os Buddenbrooks, de Thomas Mann? Provavelmente não. Já atravessei as centenas de páginas de A Montanha Mágica, romance considerado por Ítalo Calvino como a introdução mais completa à cultura do século XX. De quebra, li as novelas Morte em Veneza, O Eleito e Tônio Kröger. Chega de Mann. Nem pelo Doutor Fausto ou José e Seus Irmãos eu me aventurarei mais.

E por que teimo em guardar os livros se tenho certeza que nunca os lerei? Por cupidez ou esquecimento. Mais provavelmente porque os deixei na oitava prateleira de minha estante monumental, onde quase nunca os alcanço. Amamos até mesmo os que nunca lemos, pois eles fazem parte de nossa história. O desmonte de uma biblioteca nos obriga a repensar o significado dos livros, a avaliar se continuamos ou não com eles, a desfazer um contrato amoroso que dura trinta ou quarenta anos.

O mais difícil em mudar de casa é a troca de hábitos. As casas são geralmente amplas e possuem cômodos largos. Deixamos a biblioteca proliferar em estantes de até quatro metros de altura. Alimentamos a ilusão de uma eterna juventude, de continuar capazes de subir em escadas e alcançar um livro esquecido, comprado talvez na juventude.

― Ah! Desse aqui não posso me desfazer: Vento Forte, de Miguel Angel Asturias. Comprei num sebo de calçada, ao lado do Cinema Trianon. O cinema nem existe mais. Também caiu de moda ler escritores latino-americanos. Era uma febre nos anos setenta e oitenta. A meninada não se liga no papo de América Latina. Usam camisa com retrato do Che, nem sei por quê. Os intelectuais de esquerda nos tempos da repressão liam Onetti, Arguedas, Rulfo, Galeano, Vallejo e escutavam a música dos irmãos Parra. Torciam o nariz para Cortázar e queimavam os livros de Borges, dizendo que ele se vendeu a Pinochet. No final das contas, o grande sobrevivente da literatura foi mesmo Borges.

É bem difícil dar um novo destino aos livros que amamos e que nos custaram caro. Organizei uma biblioteca de cerca de cinquenta volumes e dei de presente a um sobrinho. Como gostaria de possuir aqueles livros aos quinze anos! Lembrei um comentário de Claude Lévi-Strauss sobre os índios nambikwara, em Tristes Trópicos. Davam roupas aos índios nus, eles as colocavam sobre o corpo durante algumas horas e depois largavam os molambos pelos chãos da tribo. Não passavam de trapos desnecessários às suas vidas.

Para muita gente os livros são trapos desnecessários. Ficaria magoado se nada significassem para os meus sobrinhos. Sempre os presenteei com livros e recebi agradecimentos constrangidos. Acredito que nem todos são como José Mindlin, mas não custa nada demonstrar um pouco de interesse.

Doar livros é bem difícil. As bibliotecas públicas não têm espaço, nem funcionários que os classifiquem e cuidem deles. Em muitas bibliotecas os livros ficam amontoados e terminam se estragando. Morro de medo que os volumes de Pedro Nava sejam devorados por cupins e traças.

Os livros são o meu baú de ossos. Gosto de carregá-los como Remédios, a Bela. Lembram a personagem de Gabriel García Márquez, em Cem anos de Solidão? Ela arrastava um saco com os ossos dos antepassados. Carrego meus livros comigo. De vez em quando deixo alguns pelo caminho. Essa frase é de péssimo gosto. Do mesmo mau gosto da classe média que não pensa em cômodos para bibliotecas quando constrói apartamentos.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no Terra Magazine, em abril de 2010. Leia também "Decompondo uma biblioteca".


Ronaldo Correia de Brito
Recife, 28/6/2010

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
30/6/2010
03h51min
O livro é o amigo que ninguém deve guardar, mas espalhar, ter sempre que necessitar consultar. Um livro com uma informação faz a diferença. E não adianta este papo de que tudo está na internet. Por exemplo: não encontro, nem em sebo, o título "As revelações secretas das revoluções". Na internet, não adianta procurar. É um trabalho fantástico, que está desaparecido.
[Leia outros Comentários de Manoel Messias Perei]
30/6/2010
10h45min
Os livros guardados em nossas estantes, armários e prateleiras da vida sempre acabam nos salvando em um determinado momento, ou até mesmo quando surge a oportunidade de presentear alguém que esteja necessitado de um conteúdo em especial que vira e volta está no meio dos livros guardados. O livro é um dos poucos objetos que guardo com muito carinho em casa.
[Leia outros Comentários de Gustavo Santi]
30/6/2010
12h09min
Meus livros da estante já li quase todos, porém não tiro um sequer de lá, até empresto, a quem tenho certeza que irá cuidar bem. São preciosos, guardam vida e nos trazem lembranças.
[Leia outros Comentários de Elidiane F Ferreira]
30/6/2010
12h11min
Os livros são apenas papéis encadernados na estante. Mas como dói. Salvai-nos "São Carlos Drummond"!
[Leia outros Comentários de Paulo Pereira]
30/6/2010
20h19min
Os ebooks vão acabar com tudo isso. E tenho dito!
[Leia outros Comentários de Carlos Goettenauer]
1/7/2010
21h39min
Meus livros são parte de minha história, algo imensamente particular, que foram sutilmente garimpados entre outras milhares de espécimes, alguns em livrarias, sebos, eventos. Não posso transportar a mais ninguém essa minha história, não da forma como me pertence, e também não posso transferir a mais ninguém o valor sentimental de cada livro meu. É o caso de um velho Borges, de uma certa Lygia, Jung, Freud, entre outros. Mas há também um certo autor, ainda desconhecido, que se junta a todos esses, e é de quem mais me orgulho: eu mesmo, ao olhar meu mais recente livro! Afinal de contas, só uma pessoa havia desvendado os mistérios do tempo antes, mas não deixou nada por escrito.
[Leia outros Comentários de ROBERTO ESCRITOR]
7/7/2010
12h15min
Excelente texto. Partilho o mesmo amor pelos livros. Mas nunca penso que guardo um livro que não lerei. Prefiro iludir-me com um futuramente.
[Leia outros Comentários de Amâncio Siqueira]
21/7/2010
14h15min
Eu acho que a personagem que carregava ossos era a Rebeca... Excelente texto. Também não consigo me desapegar dos "ultrapassados" livros.
[Leia outros Comentários de William Lannart]
29/7/2010
16h56min
Eu pretendo fazer uma devassa na minha modesta biblioteca e ficar somente com os livros indispensáveis, entre os quais os de Cálculo Diferencial. Não, não sou matemático, apenas um diletante. Mas em termos de literatura decerto vou desfazer-me de Proust (chatíssimo) e Erico Verissimo (dispensável), para não falar do medíocre Jorge Amado, do qual não tenho mesmo mais nada (graças a Deus). Porém fiquei perplexo com a declaração do autor acerca de Mann. Ler Mann é indispensável, obrigatório, para qualquer um que se pretenda escritor. Penso já ter lido 97% de sua obra e relido "A Montanha Mágica", o "Dr. Fausto" e estou relendo "José e Seus Irmãos". Quem dera que Mann tivesse escrito o dobro do que escreveu! Assim como Dostoiévski, V. Woolf, W. Faulkner, Machado de Assis, E. Brontë...
[Leia outros Comentários de Gil Cleber]
1/9/2010
11h56min
Excelente texto! Me fez repensar o quanto observar uma biblioteca é um exercício de humildade, uma lembrança eloquente de nossa às vezes esquecida finitude.
[Leia outros Comentários de Gabriel Marques]
1/9/2010
16h46min
Sofri quando, por necessidade, após entregar uma pequena parte de meus livros aos meu filhos e alguns a outras pessoas, tive que me desfazer de quase dois mil livros; optei por vendê-los todos por R$ 2.000,00 a um SEBO, contentando-me de que os mesmos ainda seriam lidos e consultados. Não lamento, mas que dói, não há dúvida!
[Leia outros Comentários de Walter Luiz Cid do N]
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