ENTREVISTAS
Segunda-feira,
4/5/2009
Entrevistas
Entrevistados
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Cris Dias
>>> "Quando falam de 'rede social', todo mundo, claro, pensa em Orkut. Em amigos. Em scraps. Em álbuns e comunidades. E aí piram quando descobrem que no Twitter não tem nada disso. E que é isso que torna ele tão mágico, para tanta gente: você usa como quiser. O Twitter é a melhor coisa da internet desde os blogs. A gente achava que, nos blogs, havia conversas? Os blogs hoje parecem tão lentos quanto livros de papel. O Twitter permite ver as coisas se desdobrando diante dos nossos olhos."
por Julio Daio Borges
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Ricardo Freire
>>> "Acho que escrever na 'primeira pessoa na velha mídia' ou 'blogar na nova mídia' não é muito diferente de participar de um Big Brother: você cria um personagem, bem parecido com você, mas um pouquinho melhorado. De vez em quando — sobretudo no calor da internet —, você entrega um pouco mais do que gostaria. Mas, no fim das contas, eu acho que até saio no lucro. Minha 'persona blogueira' é muito mais extrovertida do que eu jamais serei na vida real."
por Julio Daio Borges
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Lúcia Guimarães
>>> "A impressão que tenho hoje é que algumas redações estão no piloto automático. E não acredito na desculpa do jornalismo em tempo real. Antes os editores não deixavam passar besteira. Às vezes, sou entrevistada por jovens e fico triste com o despreparo. Não é questão de inteligência. A culpa não é deles. É dos veteranos, dos chefes que soltam a turma. Como o nível em geral baixou muito, o leitor não cobra qualidade, o editor não edita e o repórter jovem vai perpetuando sua rotina solitária."
por Julio Daio Borges
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Douglas Diegues
>>> "El portunhol selvagem brota de la nada como flor selvagem de la buesta de las vakas. Soy apenas el inbentor de um concepto de portunhol selvagem, um portunhol salbahem enquanto habla y escritura y non-lengua. Um concepto falsificado, paraguayensis, pero que nim Borges y suos acólitos nim los kapos de Oxford ou de la Sorbonna lo podem refutar. Porque de hecho el portunhol selvagem se hay inventado a si mesmo em distintas épocas, antes y después de la Guerra de la Kuádruple Alianza."
por Julio Daio Borges
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André Fonseca
>>> "Preguiça jornalística; falta de cobrança do público leitor; pouquíssimos jornalistas realmente aptos a falar de cultura até como política; influência das assessorias de imprensa e da indústria na definição de pautas; revistas e jornais que subestimam seus leitores; jornalistas culturais que preferem agir mais como 'críticos de arte' do que como verdadeiros jornalistas... ― são esses alguns dos fatores que, somados, talvez possam explicar a nossa parca cobertura cultural hoje."
por Julio Daio Borges
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Miguel Sanches Neto
>>> "Embora não assine embaixo de tudo que diz o narrador de A primeira mulher, acho que ele tem muito de mim. Não consigo acreditar em quase nada hoje em dia fora das relações de amor. O mundo ficou imenso e altamente interativo, mas cada vez ele nos empurra mais, se queremos sentimentos autênticos, para pequenos grupos, os de nosso afeto. É preciso diminuir o mundo para que ele faça sentido. É preciso fechar-se para o mundo em busca de autenticidade."
por Julio Daio Borges
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Heloisa Fischer
>>> "O momento atual é positivo para os clássicos, não apenas pela facilidade de acesso via internet, mas também porque vivemos a era da flexibilidade. As fronteiras caíram, inclusive entre os gêneros musicais. Temos uma nova geração sem preconceitos, cujos ouvidos estão abertos a novidades. Essa geração está on-line, necessariamente. Se houver maneiras de a música clássica chegar, usando a linguagem que esta geração entende, podemos ter um grande resultado."
por Julio Daio Borges
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Ana Elisa Ribeiro
>>> "Eu faria quase tudo de novo, do mesmo jeito. Houve infelicidade no meio do caminho. Minha vida se misturou completamente com a internet. Também houve momentos de extrema confusão, quando me tornei um personagem. E houve momentos de felicidade. Mas é tudo tão cruzado que perdi a noção do que seria viver sem a Rede. Quero dizer isso sem nenhum deslumbramento. Para se ter uma idéia, conheci meu marido na internet."
por Julio Daio Borges
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Cronópios
>>> "O fato é que os recursos naturais não vão durar para sempre e o modelo de negócio do livro de papel precisa ser repensado. O leitor tem de ser mais crítico: não pode mais se deixar levar só por exposição em vitrine (de livraria, de jornal, de televisão). Nesse contexto, a internet é cada vez mais importante ― uma vez que os jornais e as revistas não são mais confiáveis. Há muitos interesses em jogo. Qualquer pessoa mais informada, hoje, sabe."
por Julio Daio Borges
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Edney Souza
>>> "Depois de ter tantos amigos jornalistas, eu creio que aprendi a língua deles ― mas, tirando os jornalistas que me são próximos (ou próximos de outros blogueiros), a maioria não entende do que estamos falando na internet. Da mesma forma que a maior parte da blogosfera ― sem quase nenhum contato com jornalistas ― não sabe quais são as reais preocupações do jornalismo com esta transformação que hoje vivemos, no mundo da comunicação."
por Julio Daio Borges
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Julio Daio Borges
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