ENTREVISTAS
Quarta-feira,
6/2/2013
Entrevistas
Entrevistadores
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Luis Salvatore
>>> "Nenhum sonho é impossível. Somos ricos e capazes. (O que nos falta é educação direcionada.) Seja paciente e persistente. Trabalhe com paixão. Não precisa querer mudar o mundo, mude suas atitudes diárias. Monte uma equipe que compartilhe dos mesmos ideais. Nunca perca de vista a sua origem e ética. Tudo é lição e aprendizado. (Não existe fracasso.) Acredite em seu país e no nosso povo, extraordinariamente cultural e essencialmente feliz."
por Diogo Salles
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Catarse
>>> Segundo a Wikipedia, crowd funding representa a cooperação coletiva por uma rede de pessoas que investem recursos e dinheiro para patrocinar iniciativas atendendo a diversas finalidades, como o auxílio a vítimas de desastres, patrocínio de iniciativas de jornalismo-cidadão, softwares livres e até campanhas políticas. No Brasil, um grupo de amigos fundou o primeiro site de crowd funding nacional focado no empreendedorismo cultural, o Catarse.
por Vicente Escudero
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Chico Pinheiro
>>> "Creio que para todos é muito claro que o momento atual é de transformação e que nesse processo o CD fatalmente deve sentir o golpe, perdendo seu lugar e importância. Sim, os ipods continuarão (por ora) a povoar o mundo com seus playlists. Mas youtubes, iTunes, facebooks, myspaces, weblogs, tudo isso, mais do que nunca, vem revolucionando não só a arte, mas a forma de nos entendermos como indivíduos."
por Rafael Fernandes
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Sheila Leirner
>>> "Pode-se e deve-se falar em crítica de arte sempre. Embora o sujeito da crítica seja a arte, crítica é crítica e arte é arte. Uma não tem nada a ver com a outra. Se há relativização dos valores artísticos, isso não quer dizer que haja relativização dos valores críticos. Ao contrário. Quanto menor for a credibilidade na arte, maior será a credibilidade na crítica. A crítica torna-se forte apenas em duas situações: quando a arte é muito forte e quando a arte é muito fraca."
por Jardel Dias Cavalcanti
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Guilherme Fiuza
>>> "Nos anos 80 ainda havia a sedução dos grandes debates políticos, do voto de opinião, dos oradores brilhantes. A imprensa e o colunismo político tinham mais peso no dia a dia do Congresso e dos governos, porque a opinião pública estava mais ligada nos movimentos e palavras dos líderes. Hoje um percentual bem maior do eleitorado sequer lê jornal, e a internet fragmentou a informação. Acho que a cobertura política e a política em si vivem uma grande crise de identidade e de representatividade."
por Maurício Dias
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Antonio Henrique Amaral
>>> "É muito arriscado você dizer que alguma coisa é boa ou ruim em arte, eu acho. Certas obras e artistas não fazem minha cabeça, eu prefiro outra confusão, outra desordem; para mim, a desordem do ser humano é mais bem expressa em obras menos intelectuais, menos cerebrais, mais confusas, mais surreais e contraditórias. Nossa cabeça e nossas emoções são muito mais loucas do que as cuidadosas construções dos geométricos e concretos e neoconcretos."
por Jardel Dias Cavalcanti
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João Pereira Coutinho
>>> "Não pretendo ser uma espécie de ludita moderno, mas a internet tem um problema: é um instrumento nocivo se o utilizador não tiver uma formação clássica por trás. Ironicamente, a internet não dispensa a formação clássica; pelo seu caos epistemológico e até ético, a internet exige essa formação como nunca. Uma formação que nos indica o que devemos procurar; como procurar; e sobretudo como nos comportar."
por Fabio Silvestre Cardoso
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Claudio Willer
>>> "A vida é complicada. Também é fascinante. Pode ser poética e antipoética. Fazem parte da vida o amor, a paixão, o erótico, o belo, o original. Além disso, o horrível também pode ser poetizado ― Baudelaire tratou, em seus poemas, de momentos sublimes, de encontros com o maravilhoso urbano e mulheres fascinantes, e também, até mesmo, de uma carniça jogada na rua. Enfim, vida tem de tudo; e tudo pode ser poesia."
por Jardel Dias Cavalcanti
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Ryoki Inoue
>>> "Sempre tive como meta a literatura de lazer. O que escrevo é feito para leitores comuns, aqueles que buscam distração, tentam sonhar por algumas horas nas páginas de meus livros. Não tenho intenções de eruditismo e muito menos sonhos acadêmicos. Acho que a literatura que eu pratico é a mais adequada para o momento atual do Brasil, um país em que o povo está se intelectualizando, buscando aprender a gostar de ler."
por Guilherme Pontes
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Harry Crowl
>>> "As orquestras no Brasil, na sua grande maioria, não têm qualquer política cultural. São organismos públicos que servem, na maioria dos casos, de instrumentos de poder e prestígio dos regentes, ou dos políticos por trás delas. A música europeia que tocam é a do passado, dentro do desgastado cânone clássico/romântico. O espaço para os compositores atuais tem dependido da relação, sempre pessoal, com os regentes das orquestras."
por Jardel Dias Cavalcanti
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Julio Daio Borges
Editor
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