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Quarta-feira, 22/12/2004
Digestivo nº 206
Julio Daio Borges

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+ 3 Comentário(s)




Imprensa >>> Uma leitura jornalística
Otavio Frias Filho é mormente conhecido por ser o herdeiro do Grupo Folha. Diretor de redação do jornal, está envolvido com a administração do maior diário do País há mais de 20 anos. É também dramaturgo e autor de um dos mais bem-sucedidos livros de ensaios do ano passado, Queda Livre (Companhia das Letras). O que pouca gente sabe é que Otavio, se não fosse o que é hoje, gostaria de ter sido professor universitário. Talvez por isso, tenha seguido tão envolvido com a USP, onde recebeu sua formação e de onde recrutou penas para engrossar as fileiras da Folha (o periódico com o maior número de acadêmicos por centímetro-quadrado). Pois Otavio Frias Filho pôde exercitar sua outra vocação, pedagógica, na Casa do Saber, conduzida por seu ex-ombudsman, Mario Vitor Santos, onde ministrou com brilhantismo o curso “Alguns textos que marcaram a ‘ideologia’ americana”. Modesto, Otavio não se confessou um estudioso da história dos Estados Unidos da América, mas em quatro semanas se revelou um profundo conhecedor do país das 13 Colônias e dos Pais Fundadores. Partiu do estabelecimento das primeiras fronteiras orgânicas, passou pelas guerras de conquista, ressaltou a tradição política herdada da Inglaterra, invocou Max Weber, contrapôs a Thomas Jefferson, atravessou Lincoln e a Guerra da Secessão, varreu o século XX e aterrissou na era do neoconservadorismo de George W. Bush. Devido às paixões que hoje assaltam a discussão política norte-americana, o curso teve momentos acalorados, quando Otavio resistiu muito em dar sua opinião, preferindo ponderar ambos os lados da questão. Entre Tocqueville e Thoreau, claramente dois autores de sua predileção, Otavio Frias Filho flanou pela historiografia dessa nação continental que, segundo seu ponto de vista, tem muito a ensinar a nós. Acredita ele que a China vai dar, igualmente, as cartas no novo milênio, mas que, no futuro quadro geopolítico do mundo, o Brasil também tem lugar. Que a História o ouça – como a Casa do Saber fez, com sabedoria, aliás. [Comente esta Nota]
>>> Casa do Saber | Otavio Frias Filho (entrevista)
 



Música >>> Samba e amor
Qualquer pessoa que tenha acompanhado minimamente a cena musical brasileira dos anos 90 ouviu falar do Nouvelle Cuisine. Mais do que uma inspiração da “nova cozinha” francesa, que deixou discípulos gastronômicos fiéis até hoje, o conjunto se sustentava na interpretação e na voz cool de Carlos Fernando. Claro que “cool” é um termo batido que perdeu seu significado, e claro que não adiantaria falar aqui também em cult (outra palavra vazia) no que se refere ao Nouvelle Cuisine. Ainda assim, qualquer coisa que sugira sofisticado, econômico, jazzy, bossa-novístico (no que esses dois estilos têm de melhor) pode ser aplicado ao binômio Carlos Fernando-Nouvelle Cuisine. Isso é uma ponta; a outra ponta é Toninho Horta, o mestre mineiro das 6 cordas e que influenciou (para não dizer que “ensinou tudo a”) Pat Metheny – o guitarrista americano que ganhou o mundo salpicando música brasileira aqui e ali, solo ou em grupo. Pois em 1994, quando o Nouvelle Cuisine dava as cartas, Carlos Fernando e Toninho Horta se reuniram para gravar Chico Buarque. Dada a importância e a relevância do registro, pode-se dizer que ele praticamente passou em branco (por algum motivo obscuro) – a não ser pelo fato de que a Dubas relançou o álbum, Qualquer Canção, agora, 10 anos depois (e justamente em comemoração dos seus próprios 10 anos). É um disco para sentar e ouvir, porque Carlos Fernando conseguiu ser tudo o que os novos vocais masculinos tentam hoje e não conseguem; e porque Toninho Horta está em sua melhor forma, rivalizando com performances histórias como, por exemplo, a do reeditado Elis & Tom (1974). Já Chico Buarque, que tantas homenagens recebeu (mesmo sem contar essas dos últimos anos), poucas vezes foi tão compreendido e bem trabalhado. “Pedro Pedreiro” virou quase um bebop; “Tatuagem” se transformou na canção mais joão-gilbertiana que João Gilberto jamais gravou; “Brejo da Cruz” produziu um inusitado, e improvisado, diálogo entre violão e voz; “As Vitrines” ganhou versão arpejada, densa, recitada, inebriante. Num tempo em que a noção de álbum se perdeu ou se fragmentou, Qualquer Canção resgata esses fundamentais “vestígios de estranha civilização”. [Comente esta Nota]
>>> Qualquer Canção - Carlos Fernando e Toninho Horta - Dubas
 



Cinema >>> Acossado
Por algum motivo, têm pipocado, através do mundo, revisionismos sobre os anos 60. Desde as incursões discursivo-cinematográficas de Denys Arcand até romances, como no Brasil, O Silêncio do Delator, de José Nêumanne. Bernardo Bertolucci, o diretor italiano que já havia visitado o tema, digamos, indiretamente, resolveu também mergulhar de cabeça e escolheu o episódio de maio de 68. O interessante é que, embora tenha tomado para si um marco político dos mais candentes, produziu um filme lírico — chegando, até onde se pode afirmar, a conclusões muito semelhantes às do brasileiro Nêumanne e às do canadense Arcand. A maior herança dos anos 60, segundo Os Sonhadores (The Dreamers, o longa), foi a revolução comportamental, de costumes, e não a política, de engajamento social. Óbvio que essa visão irritou os sobreviventes ideológicos daquele então, e fez com que, por exemplo na França, se lançassem trocadilhos depreciativos em cima do título em francês, Les Innocents. The Dreamers, de certa forma (consciente ou não), faz pouco da agitação juvenil que envolveu a Paris de 1968 — pois seus protagonistas, mais do que se encantar com a movimentação nas ruas, preferem explorar sua sexualidade, solitária ou em grupo, com ou sem tabus. Os Sonhadores começa com a interdição da Cinemathèque Française, onde os personagens se descobrem, e se encerra com o enfrentamento entre policias e estudantes, com direito a gás lacrimogêneo e coquetéis motolov. Mas são apenas molduras finas que justamente contextualizam o miolo do filme, onde um americano, uma francesa e seu irmão se trancam num apartamento e se amam sem restrição. Malgrado os protestos dos detratores da "arte pela arte" (eles acham inconcebível que se fale de 68 sem exatamente se falar em 68), Bertolucci conseguiu o feito brilhante de retratar, vá lá, o desbunde sexual daqueles anos, sem cair em clichês inevitáveis e sem produzir uma "novidade" que não traz nada de novo (três décadas e meia depois). Mesmo para quem não vê graça em política (e essa é a reclamação das viúvas de 1968), The Dreamers é uma viagem irresistível com trilha sonora de Jimi Hendrix, Jim Morrison e Janis Joplin. Não vai conquistar todo mundo, é lógico — mas os poucos fisgados já terão compensado as atuais chuvas e trovoadas. [Comente esta Nota]
>>> The Dreamers - Bernardo Bertolucci (entrevista)
 
>>> CHARGE: "O PRESIDENTE MEDICAMENTO" POR DIOGO



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Julio Daio Borges
Editor

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/12/2004
403. anos 60
21h56min
Caro Julio, acho que se tem "repensado" os anos 60 em função da caretice, dos fanatismos religiosos e guerrinhas inacabáveis que nos assolam. algo anteriormente talvez tenha sido mais interessante, utópico ou apenas divertido. abraço, jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
22/3/2005
04h25min
saudosismo,nostalgia! eta mundinho chato, careta, cuja transformacao talvez dependa de nossa praxis pessoal, politica sem medo de fazer parte do coro dos contrarios, com muito humor e desbunde.
[Leia outros Comentários de eleni coronado]
27/3/2005
198. Idem
21h01min
Muito bom, gostei mesmo.
[Leia outros Comentários de Camila]

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