Digestivo nº 294 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
37883 visitas/dia
1,3 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> Espírito de porco
>>> Não Aguento Mais a Empiricus
>>> Nine Eleven
>>> E a bomba caiu!
>>> Arte é entropia
>>> Impressões sobre São Paulo
Mais Recentes
>>> Zollinger - Atlas de Cirurgia de E. Christopher Ellison, Robert M. Zollinger pela Guanabara Koogan; (2017)
>>> O Hobbit: A batalha dos cinco exercítos : guia ilustrado de Jude Fisher pela WMF Martins Fontes (2014)
>>> Radiografia da Alma de Pe. Hewaldo Trevisan pela Planeta (2010)
>>> Convênios e outros instrumentos de "Administração Consensual"na Gestão Pública do século XXI - Restrições em Ano Eleitoral de Jessé Torres Pereira Junior e Marinês Restelatto Dotti pela Fórum (2010)
>>> Estalos e Rabiscos - Mãos à Obra Literária de Walter Galvani pela Novaprova (2011)
>>> Distrito Federal Paisagem, População e Poder de Marília Peluso e Washington Candido pela Harbra (2006)
>>> Parto de Mim de Vera Pinheiro pela Pallotti (2005)
>>> Deuses americanos de Neil Gaiman pela Intrínseca (2016)
>>> A Ilha dos Prazeres de André Rangel Rios pela Uapê (1996)
>>> A pequena pianista de Jane Hawking pela Única (2017)
>>> Tradição e Novidade na Ciência da Linguagem de Eugenio Coseriu pela Presença- Usp (1980)
>>> Jovens Sem-Terra - Identidade em movimento de Maria Teresa Castelo Branco pela Ufpr (2003)
>>> Os Segredos das Mulheres Inteligentes de Julia Sokol e Steven Carter pela Sextante (2010)
>>> Lettres et Maximes de Épicure pela Librio (2015)
>>> Um Mundo a Construir de Marta Harnecker pela Expressão Popular (2018)
>>> Da RegenciaÀ Queda de Rozas (Rosas)/ Encadernado de Pandiá Calógeras pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> Psicoterapia y Relaciones Humanas de Carl Rogers e G. Marian Kinget pela Alfaguarra (1971)
>>> O Vinho no Gerúndio de Júlio Anselmo de Sousa Neto pela Gutenberg (2004)
>>> Michel Foucault, Filosofia e Biopolítica de Guilherme Castelo Branco pela Autêntica (2015)
>>> Vidas Provisórias de Edney Silvestre pela Intrínseca (2013)
>>> Introdução À Arqueologia Brasileira: Etnografia e História de Angyone Costa pela Cia. Ed. Nacional (1938)
>>> A Glória de Euclides da Cunha ; Edição Ilustrada/ Brasiliana de Francisco Venancio Filho pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> A Glória de Euclides da Cunha ; Edição Ilustrada/ Brasiliana de Francisco Venancio Filho pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> Viñas, Bodegas & Vinos de Argentina de Austral Spectator pela Austral Spectator (2007)
>>> Alexandre, o Conquistador de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> A Fiandeira de Ouro de Sonia Junqueira pela Positivo (2008)
>>> Feudalismo de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> Alfabeto de Histórias de Gilles Eduar pela Ática (2008)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> Marketing Nas Empresas Brasileiras: Organização de Vendas de Joaquim Carlos da Silva pela Record/ RJ.
>>> Dicionário da Língua Portuguesa de Malthus Oliveira de Queiroz pela Sucesso (2014)
>>> Salgueiro 50 Anos de Glória de Haroldo Costa pela Record (2003)
>>> Mitologia Grega de Pierre Grimal pela L&PM (2009)
>>> Além do Bem e do Mal de F. Nietzsche pela Escala (2005)
>>> La Muerte de la Familia de David Cooper pela Paidos (1974)
>>> La Tentation d'Exiter de E. M. Cioran pela Gallimard (1988)
>>> Os Pioneiros - a Saga da Família Kent- Vol. III de John Jakes pela Record/ RJ.
>>> O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago pela Companhia das Letras (2015)
>>> A Vinda da Família Real para o Brasil de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> O Quarto Pato de Índigo pela Positivo (2008)
>>> Sociedade do Cansaço de Byung-Chul Han pela Vozes (2015)
>>> O Tempo Escapou do Relógio de Marcos Bagno pela Positivo (2011)
>>> A Sujeição das Mulheres de Stuart Mill pela Escala (2006)
>>> Admirável Ovo Novo de Paulo Venturelli pela Positivo (2011)
>>> Pequenas Confissões de Georgina Martins pela Positivo (2008)
>>> Fantasma Equilibrista de Tânia Alexandre Martinelli pela Positivo (2009)
>>> A História de Cada Um de Juciara Rodrigues pela Scipione (2010)
>>> Exercícios de Admiração de E. M. Cioran pela Rocco (2011)
DIGESTIVOS

Sexta-feira, 1/9/2006
Digestivo nº 294
Julio Daio Borges

+ de 4700 Acessos
+ 3 Comentário(s)




Internet >>> Running to stand still
De forma canhestra a imprensa descobriu que quando fala de sua própria crise vende mais jornais e mais revistas. Como muitos jornais não admitem a crise ainda, ou não a discutem abertamente (de dentro pra fora), as revistas descobriram o filão e vêm capitalizando em cima dele. Por conseqüência, dá igual Ibope falar de internet (sempre a grande vilã) e de tecnologia (sua irmã gêmea). Aqui no Brasil, tivemos a Época sobre blogs, agora temos a Carta Capital sobre “sites que mudaram o mundo” e a Exame sobre a Geração Digital (uma capa originalmente da Business Week, quase de um ano atrás). Até a implacável The Economist faturou, ultimamente, com um belo dossiê sobre a “nova mídia” e, agora, estampa uma capa sobre “quem matou os jornais”. Quem matou não importa tanto; importa mais que eles estão morrendo... Não importa, também, chutar cachorro morto, mas importa, sim, tirar lições de sobrevivência de quem está resistindo. Como o Guardian, na Inglaterra. De cabeça na internet, o jornalão que virou tablóide é hoje mais lido no mundo do que na Europa, graças à World Wide Web. Também a BBC, tradicional agência de notícias britânica, soube angariar a simpatia dos internautas anglófonos pelo seu pioneirismo, produzindo podcasts, reproduzindo, como ninguém, comentários dos leitores e cunhando o adágio de que “nasce um blog a cada segundo”. A reportagem da Economist é, mais uma vez, para quem acompanha a discussão na WWW, superficial. Justifica fazer uma chamada de capa, que rodou o mundo, depois apresentar uma materiola de três páginas? O mote é o livro The Vanishing Newspaper: Saving Journalism In The Information Age, uma pauta quase antiga (outra do ano passado). Se a Economist, atrasada, não tem todas as respostas, talvez o livro tenha. E se não tiver, só a internet terá – para o eterno desespero da imprensa impressa. [Comente esta Nota]
>>> Economist
 



Imprensa >>> Paladares alterados
De todos os revivals dos anos 80, talvez o retorno da Bizz seja, editorialmente falando, o melhor deles. Bizz e, não, Showbizz (aquela versão mais decadente dos anos 90). Ninguém botava muita fé na ressurreição de gente como Alex Antunes (que fez suas aparições na revista Zero, uma das “crias” da Bizz nos anos 2000) e nem na restauração de um formato que dificilmente compete, em agilidade, com uma infinidade de blogs, ezines e até sites musicais. De todas as iniciativas da editora Abril de se comunicar com leitores da internet, talvez a Bizz seja a mais inteligente: fala com o internauta de igual pra igual, não soa paternalista e nem se mete a pautar o que é “moderno”. Mesmo tratando de temas atualíssimos que domina tanto quanto qualquer pessoa, a Bizz tem feito um belo uso de seu arquivo (e do seu background) de tantos anos. Então, por exemplo: seu dossiê sobre Pink Floyd, passado e futuro pós-Live 8, é um dos mais completos disponíveis em português. Claro que duas décadas de jornalismo rock exercem uma força gravitacional que, algumas vezes, distorce a realidade das coisas: por exemplo, quem se interessa por Queen hoje? E por “Bohemian Rapsody” (quando a MTV morre aos poucos)? E, na crise dos CDs, nada como resenhar, também, DVDs. E, na crise do rádio (as crises sempre são em maior número), nada como discutir, seriamente, os podcasts. Dado o ocaso das gravadoras, a pressão dos grandes artistas arrefece, a revista pode respirar um pouco, apostar em novos nomes e abandonar aquelas discussões bizantinas de antes: “Para onde vai o pop? Qual o futuro do pop? O que é pop hoje?”. A Bizz de 2006 parece proclamar: “O pop morreu. Viva o pop!”. Amém. [Comente esta Nota]
>>> Bizz
 



Gastronomia >>> De re coquinaria
Quem não entende do negócio, geralmente, acha que, porque as pessoas nunca param de comer, não existe crise que afete os restaurantes. Na verdade, como afirma Márcio Alemão em sua coluna, depois do boom gastronômico – pós-Collor, pós-abertura das importações –, vive-se um momento de saciedade no mercado, e até de saturação. O Viandier, Casa de Gastronomia, parece que nasceu sabendo disso e está dando à comida e à culinária (para os que preferem outra palavra) novo enfoque. O Viandier, quase sem querer, está se tornando, para a gastronomia em São Paulo, o que a Casa do Saber é hoje para a filosofia: um foco de curiosidade inédito, com embasamento histórico e com apoio de verdadeiros conhecedores do assunto. E o público está fazendo sua parte: está reagindo, freqüentando os cursos e encarando o conhecimento, ao menos, com vontade. Um exemplo concreto pode ser vivenciado pelas aulas dos historiador da USP, Ricardo Maranhão, na série que ele mesmo batizou de “Viagens Gastronômicas pela História”. Na última, Maranhão passou pela culinária mediterrânea. Retrocedeu até o Egito Antigo, até a invenção do pão, passou pelos romanos, pelo conceito de civilização, pela expansão do Império, pela influência dos “bárbaros”, e terminou com a última contribuição ao reino do azeite, do vinho e, óbvio, do manjericão: as especiarias, ou seja, os mouros! E como todo esse papo – da evolução e da preparação de pratos – vai dando água na boca, foi servido – depois de, lógico, muitos pães, com azeite de oliva e azeitonas – um peixe marinado em ervas aromáticas. A receita é acoplada à aula e o professor tira as dúvidas, desde o mapa-múndi até o peixe melhor para comprar no Mercadão. Se o boom gastronômico começa a ser questionado pelos conhecedores, o boom de cursos gastronômicos está só começando – para matar a nossa fome. [Comente esta Nota]
>>> Viandier
 



Além do Mais >>> Freischaffender Komponist
Muita gente lembra que viveu, por aqui, a moda dos saraus – mas lembra, também, que as intenções ficavam sempre restritas ao amadorismo dos participantes, ao ponto de “sarau”, a palavra, tornar-se um termo até pejorativo. Então é difícil para alguém da nossa época imaginar o que teriam sido as “Schubertíades”: no início do século XIX, reuniões que aconteciam em torno de Franz Schubert. Schubert, o compositor, carrega consigo a contradição de ter produzindo muito, proporcionalmente (em alguns anos) mais que Mozart, e de ter arrastado a fama de bon-vivant, afinal, a sífilis, que o matou, está, em seu tempo, associada a isso. As Schubertíades combinavam, portanto, diversão de altíssima qualidade (e de altíssimo risco) com gênio e elevado rigor técnico (ao menos, musical). E se pudermos considerar que o melhor de Schubert está no compositor e não no “farrista”, teremos a chance de vivenciar, nos dias de hoje, algo artisticamente próximo das Schubertíades originais. Como aconteceu nos Concertos BankBoston, em fins de agosto. O Espaço Cultural BankBoston transpirou Schubert com o violino de Régis Pasquier, o piano de Emmanuel Strosser, ambos franceses, o violoncelo e o contrabaixo de Michel Haran (de Israel), mais o reforço das cordas dos Solistas Interarte, do Brasil. O ponto alto foi, sem dúvida, o célebre quinteto “A Truta” – um tour de force a exemplo da Nona Sinfonia do mesmo compositor. João Marcos Coelho, no libreto e na platéia, aliás, observou que, na contramão de Mozart e Beethoven, que reforçavam seus quintetos com uma segunda viola, Schubert preferia realçar os extremos, introduzir um contrabaixo e criar uma aura sinfônica dentro da música de câmara. Um ótimo exemplo disso foi o Quinteto para cordas em dó maior op. 163 D 956, outra prova de fogo para as mesmas cordas, embora não fosse muito mais fácil para o piano. Strosser deu, além disso, uma demonstração de brilho desde o início – com Klavierstücke em mi bemol menor nº 1 D 946. (Depois do intervalo, a Sonatina para violino e piano em ré maior op. 137 nº 1 D 384 teria uma execução igualmente correta.) Tendo viajado quase duzentos anos para trás, o espectador contemporâneo sai da sala se perguntando se os participantes das primeiras Schubertíades tinham consciência de que esse ritual se repetiria não no outro século apenas, mas no outro milênio... Eles poderiam não saber, mas Schubert certamente sabia, o festeiro e o compositor. [Comente esta Nota]
>>> Concertos BankBoston
 



Música >>> Tubo de Ensaio
Os próprios integrantes do Los Hermanos tiram sarro, mas eles mesmos reconhecem que estão naquela faixa perigosa entre ser a grande banda dos anos 2000 e, descambando, “a banda de rock da família brasileira”. Entre o bom exemplo e o exemplo ostensivo (caricato até), o Los Hermanos, como conjunto, já inspira fortemente outros grupos, como o Instiga, de Campinas. Por coincidência, o Instiga igualmente se localiza numa faixa perigosa: entre a inspiração no melhor sentido do termo e a confusão de identidade que, para muitos, pode sugerir o plágio (ou o pastiche). Ouvindo Máquina Milenar, o CD independente do conjunto, é impossível não pensar em Los Hermanos. Talvez pela voz rouca de Christian Camilo (que lembra Marcelo Camelo até no nome). Talvez pelas guitarras ritmadas à Amarante, num timbre à la Strokes (100% anos 2000, que os próprios “Hermanos” perseguem), a cargo, no Instiga, de Guilherme Molina. Talvez, até, pela bateria de Pedro Leite (compacta à maneira de Barba) e pelas linhas de baixo de Heitor Pellegrina (mais aparentes que o revezamento entre Camelo, Amarante e Kassin). Para completar, o Instiga também tem boas letras e bons refrões – ainda que Camilo (e, não, Camelo) estique um pouco demais as vogais (seduzido pelo próprio alcance), e ainda que, dali, não saia nenhum “novo” Chico Buarque de Hollanda. Em resumo, estar à sombra do Los Hermanos, para o Instiga, é bom e ruim. É bom porque as pessoas já têm uma referência, quase imediata, do que seja seu “som” e, extrapolando, suas intenções. E ruim porque o Instiga vai ter sempre de provar que consegue sair dessa sombra e criar, no futuro, uma identidade própria – inconfundível. Mal comparando, o Instiga ainda tem de gravar o seu Bloco do eu sozinho e, também, o seu Ventura. O seu 4, talvez, não, porque o 4, do Los Hermanos, – mais de um ano depois – não é unanimidade entre crítica e público. Talento existe, disposição também – falta, ao Instiga, cair no mundo. [Comente esta Nota]
>>> Instiga
 

 
Julio Daio Borges
Editor

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
4/9/2006
20h17min
Julio: Ótima nota sobre o artigo na Economist. O papo de hoje... Tudo isso ainda vai mudar muito - mas rápido. Abçs, parabéns - Edu.
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
5/9/2006
10h35min
Prezado Julio, é uma pena ler um texto de alguém que me parecia ter uma percepção aguçada, falando em ‘crise de imprensa’ e defendendo isso com tanta certeza. O que posso lhe dizer, nesses anos que estive próximo a este universo, é que crise de imprensa não existe! Nunca existiu. Pior ainda é você afirmar que crise de imprensa vende. Sabe o que vende? Ficção científica. Nós sempre fomos obcecados pelo futuro e, por isso, ideais como um ‘mundo melhor por meio da grande rede mundial de computadores’ vende bem. As novas tecnologias vendem bem, mas não como vilã ou coisa do tipo. É uma pena ler um comentário desse, tão embasado no nada! Espero que não se importe com minha posição. Um abraço, Bernardo.
[Leia outros Comentários de Bernardo]
5/9/2006
12h30min
Bernardo, não sei em que mundo você vive, mas quem está falando em "crise" não sou eu: é a própria imprensa. Está lá, na capa da The Economist: "Quem Matou os Jornais?". (Note o verbo "matar" no passado...) Se você não achar que isso é sinal de crise, o que será então? O que eu observei é que a imprensa reconhece já a crise (finalmente), mas cada veículo trata de jogar a crise para a outra plataforma: ou seja, a revista joga a crise para o jornal; e vice-versa. Todos vendem mais e ninguém assume a crise para si. O que me espanta é o seguinte: os jornalistas (antes os "vanguardistas da opinião") deveriam ser os primeiros a percebê-la (a crise, de novo), mas fogem dela, como o diabo foge da cruz... Minha sugestão é que abracem a internet e reconheçam nela (e, não, na crise) o futuro. Mas sei que, infelizmente, nem todos vão captar a mensagem: preferem se perder no limbo entre uma coisa e outra. Talvez essa "purga", no final das contas, seja melhor para o jornalismo como um todo...
[Leia outros Comentários de Julio Daio Borges]

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




BRINCANDO COM FOGO
GORDON RANSAY
BEST SELLER
(2010)
R$ 30,00



METODOLOGIA PARTICIPATIVA: UMA INTRODUÇÃO A 29 INSTRUMENTOS
MARKUS BROSE
TOMO EDITORIAL
(2010)
R$ 47,00



DICIONÁRIO BÁSICO ESCOLAR DE FILOSOFIA - 1ª ED. - MAIS DE 360 VERBETES
MARLY N. PERES
GLOBAL
(2013)
R$ 49,95



DOUBLE TAKE: AN FBI THRILLER FIRST TIME IN PAPERBACK
CATHERINE COULTER
BERKLEY
(2008)
R$ 31,28



CONSTRUÇÃO DA INTELIGÊNCIA PELA CRIANÇA
MARIA DA GLÓRIA SEBER
SCIPIONE
(1995)
R$ 10,00



PROCESSO PENAL - PERGUNTAS E RESPOSTAS
CAPEZ FERNANDO
SARAIVA
(2008)
R$ 26,28



FESTA NO CEU
MATEUS RIOS; MARIA VIANA
POSITIVO LIVROS
(2013)
R$ 25,00



DIREITO CONSTITUCIONAL DESCOMPLICADO
VICENTE PAULO . MARCELO ALEXANDRINO
METODO
(2009)
R$ 50,00



CASA DE BONECAS
HENRIK IBSEN
NOVA CULTURAL
(2003)
R$ 26,91
+ frete grátis



A ESCOLA EM CUBA - IMPRESSÕES DE UMA EDUCADORA BRASILEIRA
TANIA ZAGURY
BRASILIENSE
(1988)
R$ 11,49





busca | avançada
37883 visitas/dia
1,3 milhão/mês