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Segunda-feira, 3/2/2003
Le rouge et le noir
Julio Daio Borges

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Digestivo nº 119 >>> Dostoievski era um escritor típico: vivia acossado por dívidas. Para completar, doente e viciado em jogos de azar. Pelo menos, na época em que compôs "O jogador", novela que por contrato devia a seu editor - e que, portanto, começou e acabou em 25 dias. O resultado não chegaria a agradá-lo mas, no século seguinte, conquistaria a admiração de Thomas Mann. De fato, não contém a riqueza psicológica da última fase do escritor, a mesma elogiada por Nietzsche - ainda assim, é envolvente e "O jogador" não consegue ser abandonado enquanto não termina (dentro e fora do livro). Mereceu reedição da Bertrand Brasil, embora a capa esteja um pouco equivocada: as agruras e estrepolias de Aleksei Ivanovitch acontecem em torno da roleta e não do jogo de cartas. A tradução é de Moacir Werneck de Castro e segue o preceito atual de que Dostoievski escrevia mal (por opção) e não deve ser remendado. Palavras repetidas e descuidos similares permanecem como sinais de respeito ao original. Abaixo os franceses que embelezam seu estilo e os brasileiros com intenções similares! Salvo prova em contrário, esses detalhes formais parecem de pouca monta em relação à obra dostoievskiana. Toda ação de "O jogador" transcorre em Roletemburgo (o editor queria algo mais russo), dentro de um hotel que abrigava um cassino. O protagonista ocupa-se como preceptor de uma família falida, à espera de uma herança. A avozinha - detentora da almejada fortuna -, no entanto, aparece em pessoa (para os hóspedes), depois de oscilar entre a vida e a morte, fascinando-se com a roleta e empenhando nela somas consideráveis. Para desespero dos herdeiros, que armavam planos mirabolantes para quando sobreviesse a sua morte, a avozinha ameaça colocar todo o seu patrimônio a perder. "O jogador" é quase um ensaio sobre a frivolidade que, nesses ambientes, reina - e sobre a submissão do destino humano ao vil metal. Enquanto isso, Aleksei se apaixona por Polina; que se apaixona por Des Grieux; que se apaixona por mademoiselle Blanche; que, casando-se com o filho da avozinha, o general, planeja um golpe do baú. Às vezes divertido, às vezes trágico, o livro segue uma estrutura esquemática e, segundo a definição de Scott Thurow, pode ser lido no metrô. Assombrosamente realista, ao retratar as vertigens por que passam os inveterados jogadores, prova como Dostoievski dominava seu ofício ainda que lhe fossem adversos o tempo e as condições.
>>> "O jogador" - Fiodor Dostoievski - 192 págs. - Bertrand Brasil
 
Julio Daio Borges
Editor

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