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Sexta-feira, 15/2/2008
Blog
Redação
 
Papo com Valdeck A. de Jesus

1. Quer dizer que a leitura — além de todos os benefícios intelectuais conhecidos — pode salvar também vidas, como a sua?

Exatamente. Nós vivemos numa sociedade capitalista. As regras do jogo são determinadas por quem está no poder, na tentativa de manter o controle nas mãos da elite pensante. Esta mesma elite que "combate" a corrupção, a discriminação e a pobreza nada faz para facilitar a distribuição de renda e para capacitar os indivíduos a se tornarem cidadãos conscientes dos seus direitos e deveres.

É muito fácil manter o poder quando se tem uma população desinformada, desestruturada socialmente, marginalizada e segregada. Informação é poder.

Eu era um "boi" no meio da manada, e levava, literalmente, uma "vida de gado". A leitura de bons textos me fez refletir e descobrir que eu podia mudar meu próprio destino. Ainda sou uma peça na grande engrenagem do sistema, porém tenho plena consciência de meu papel como cidadão. Atuo sempre de forma a modificar, para melhor, a minha vida e a vida daqueles que me cercam, não me esquecendo da comunidade da qual faço parte.

2. Você diz que uma das suas missões é disseminar o hábito da leitura entre pessoas próximas. Com toda a experiência acumulada ao longo dos anos, o que você sugeriria para termos melhores programas, justamente, de "incentivo à leitura"?

A leitura é passada para as pessoas como um castigo. Desde a escola primária até a faculdade, são poucos os profissionais que se dão ao trabalho de incentivar a leitura.

E leitura para mim não é apenas um decodificar de signos e significados; não é apenas juntar palavras. É algo mais amplo. É a leitura da vida, a compreensão do mundo; é saber se posicionar perante os problemas que assolam um País, propondo soluções.

O que precisa ser feito é despertar nas pessoas a consciência de que o futuro depende de cada um de nós.

Os programas de incentivo à leitura devem incorporar o ser humano no processo. Não basta apenas sentar numa roda de analfabetos funcionais e começar a ler e reler textos.

Desenvolvo, por exemplo, um projeto de publicação de autores inéditos há três anos. Chama-se Prêmio Valdeck Almeida de Jesus de Poesia. Visa selecionar poemas de autores anônimos e publicá-los num livro. Todos os custos de divulgação, edição, correção ortográfica e gramatical, custos gráficos e editoriais, são bancados por mim. Não é muita coisa, mas é algo em que acredito. Prefiro não esperar por ajuda ou incentivos externos. O que posso fazer com meus próprios recursos eu vou fazendo.

3. Você tinha pais analfabetos, mas aprendeu a ler, está fazendo faculdade de jornalismo e tornou-se escritor. O que diria para alguns dos nossos homens públicos que justificam sua ignorância com desculpa esfarrapada de que não tiveram "tempo" para estudar?

Eu ensinei minha mãe a ler e escrever. Meu pai faleceu antes que eu pudesse fazer o mesmo com ele. Fiquei órfão de pai aos dezessete anos de idade. A partir de então, coube a mim chefiar a família, cuidar de sete irmãos menores. Trabalhava durante o dia e estudava à noite. Muitas vezes eu chegava em casa tarde da noite e não encontrava nada para comer.

Minha mãe costumava me consolar dizendo: "Amanhã Jesus vai trazer comida". Eu confiava nela e ficava esperando. No dia seguinte, partia para o trabalho e para a rotina de estudar à noite. Foram muitos anos de peleja, mas nunca desisti.

Sempre estudei em escola pública, onde nem sempre havia professores para todas as matérias e onde o ensino era, geralmente, muito fraco. Nos finais de semana, eu tentava estudar sozinho ou com colegas, para não ficar restrito ao assunto que o professor abordava em aula. Usava o tempo de descanso ou de diversão para aprender um pouco mais.

A gente arranja tempo pra tudo, quando quer. A ignorância mata qualquer ser humano. O remédio é estudar, com tempo ou sem tempo. Nos dias de hoje, é possível estudar até mesmo via internet. Várias faculdades estão oferecendo cursos à distância, com aval do MEC. Não há desculpas para o país continuar com baixos índices na educação.

4. Você concorda com a máxima de Monteiro Lobato, segundo a qual "um país se faz com homens e livros"? Será que no Brasil ainda tem alguém com poder (de fazer alguma coisa) que concorda com isso?

Vários países do mundo investem na educação, pois percebem que é a única saída. Concordo com Monteiro Lobato, sim. Homens e livros fazem uma nação. Mas não basta ter homens. Nem basta ter livros nas estantes. É necessário que os livros estejam nas mãos, nas cabeças.

No Brasil de hoje, infelizmente não consigo ver um quadro muito positivo. As pessoas estão cada vez mais individualistas e egoístas. Mas ainda tem muita gente boa produzindo boas coisas. Há trabalhos alternativos e independentes de ONGs e de pessoas seriamente comprometidas com a causa social. Acredito que ainda há tempo de encher este país de livros, de homens-leitores e de homens pensantes. A filosofia já faz parte do currículo da escola pública, e isso é um ótimo sinal de mudanças. Os frutos virão em alguns anos.

5. O seu livro é a prova maior de que você venceu. Por que será que, no nosso País, uma vitória intelectual, como a sua, não é tão valorizada quanto uma vitória, digamos, material?

Vivemos a era do "parecer". Houve a era do "ser" (década de 60), do "ter" (70), e agora vivemos a era do "parecer". As pessoas valorizam muito a aparência. E não somente a aparência física, um corpo sarado, um cabelo tingido, busto siliconado etc. As pessoas priorizam a estética em detrimento do conteúdo. O que está visível — mesmo que aparentemente — é muito valorizado. Houve uma desvalorização do ser humano como pessoa, devido ao capitalismo, ao individualismo. Somos átomos dispersos na multidão, sem cara, sem identidade. Não somos mais um país ou um mundo com rosto. Somos apenas corpos e aparências.

Uma vitória intelectual não é medida, não é vista. Não se valoriza o "saber". Se você tiver como fazer uma exposição de sua imagem na mídia, bombardear o público com sua figura, você não precisa fazer mais nada. As pessoas preferem viver de aparências. Saber não enche barriga, não leva ninguém a aparecer no mundo do espetáculo midiático. Daí porque estudar é algo tão desvalorizado, tão menosprezado.

6. Nas discussões sobre como fazer do Brasil um "País de Leitores", sempre surge a lista de autores (ou de leituras) que poderiam auxiliar nesse processo. No seu caso, quais foram os escritores que, com seus livros, mais te incentivaram a ler?

Eu tive contato com a literatura muito cedo. Estudei em uma escola pública do interior da Bahia, onde recebi muito incentivo para ler. A poesia foi a primeira forma de leitura que conheci e gostei. Depois veio a literatura de cordel, falando de situações corriqueiras e que tinham muito a ver com a minha realidade. Tomei gosto e comecei a escrever poemas. Em seguida, veio a militância política e a luta estudantil, que me despertou o senso crítico e a visão mais politizada.

Eu lia de tudo. De jornais do PCdoB a bula de remédio, rótulos de xampus... Quando descobri a biblioteca pública da cidade, me tornei um leitor inveterado de Carlos Drummond, Castro Alves, Graciliano Ramos, Augusto dos Anjos e muitos outros.

As revistas em quadrinhos, companheiras de meus recreios juvenis, também ajudaram muito no gosto pela leitura. Os desenhos, a linguagem coloquial, os textos curtos e instrutivos, tudo aquilo fez de mim um leitor ávido. Na adolescência, morei numa fazenda onde havia muitas revistas em quadrinhos na biblioteca da patroa. Quando a patroa viajava, eu entrava na casa por uma janela defeituosa e pegava dezenas delas. Depois de ler cada uma, eu voltava, devolvia-as ao local de origem e pegava mais.

7. E quais escritores te incentivaram — mais além — a escrever? Por quê?

A escrita flui à medida que você lê mais. Acredito que um bom escritor sempre foi um bom leitor. É um processo intrínseco. Um depende do outro. Meus primeiros escritos foram poesias e cordéis, numa tentativa de imitar os textos que eu lia. Sempre fui uma pessoa comprometida com a vida, sempre busquei atuar, nunca esperar que a vida me realizasse os sonhos. Construo meus próprios sonhos no dia-a-dia.

Graciliano Ramos tem uma escrita dura, crua, verdadeira, que demonstra o cotidiano do nordestino, do sertanejo. Como bom nordestino que sou, orgulhoso disso, fiquei encantado pelo romance Vidas Secas. Graciliano soube, como ninguém, fazer a denúncia, expor o sofrimento do sertanejo ao mundo. Certamente, este romance me inspirou a escrever, ao denunciar também as mazelas da vida.

Não acredito que o Nordeste seja pobre por causa da seca. O problema do Nordeste é o abandono, é a falta de políticas públicas de inclusão, é falta de seriedade do governo federal e dos governos locais. É a falta de investimento em educação. Como eu disse, é muito mais fácil manipular alguém que não tenha conhecimento, que não seja cidadão pleno. É a política do clientelismo e do coronelismo, que felizmente está sendo dizimada, muito lentamente, mas está.

8. Sua trajetória pessoal não tem uma ligação direta com a internet, mas, mesmo assim, gostaria de perguntar: como vê a atual explosão de autores na Web?

Não podemos ignorar a existência de novas mídias. Eu vejo o surgimento de autores na Web como uma alternativa para quem não consegue chegar às editoras. O mercado editorial é capitalista. Não importa se você é um bom escritor. Importa, sim, se você consegue vender. Como não há muitos projetos sérios que estimulem o novo autor, a maioria acaba partindo para a publicação em site pessoais, blogs etc.

É uma boa saída para a literatura, já que os jovens e adultos que não lêem no papel, podem ser seduzidos pela mágica da telinha de um computador. Além do mais, muitas crianças têm acesso à internet e já podem ser atingidas através desse canal de comunicação.

Eu já ouvi sobre casos de escritores que começaram na internet e acabaram publicando em papel, e também sobre casos inversos.

Não acredito que qualquer leitura é melhor que nenhuma leitura. Por isso eu penso que é necessário os pais terem um controle do que seus filhos vêem na internet. O perigo ronda a todos e em todos os lugares.

9. O livro eletrônico e o acesso amplo à Rede, na sua opinião, podem ajudar a formar mais leitores?

Creio que, enquanto houver um só cidadão analfabeto no país, não podemos respirar aliviados. A democratização da informação se dá de forma muito mais rápida e eficiente através da internet, que consegue alcançar pessoas em todos os cantos do planeta, independente de fronteiras e idiomas. Há tradutores on-line eficientes, que praticamente conectam culturas e povos de qualquer lugar.

O livro eletrônico tem seus atrativos, mas não acredito que somente ele, isolado, mesmo com ampla disponibilidade na internet, seja a solução. Deve-se investir em livros impressos, em internet e livro eletrônico, em programas sobre literatura na TV e no rádio, enfim, temos que cercar o País inteiro com uma ampla rede de incentivadores à leitura. E o ser humano, o contador de histórias, o cantador, o repentista, o cordelista, todas as culturas populares precisam ser incentivadas também. Tem que haver livro de todas as formas, para todos os gostos.

10. Qual a sua mensagem para quem sabe que deveria ler mais, mas que, ao mesmo tempo, não consegue encaixar a leitura entre suas tarefas diárias?

Começar a ler textos curtos. Procurar autores e assuntos que lhe chamem a atenção, ler jornais diariamente, acessar sites culturais na internet, assistir a programas educativos, documentários e entrevistas na TV e no rádio. Enfim, não deixar o corpo mole tomar conta.

Para ir além
Memorial do Inferno

[27 Comentário(s)]

Postado por Julio Daio Borges
15/2/2008 às 12h45

 
Devaneios wireless

Se pudesse, trabalharia numa redação completamente on-line. Com cobertura via Palm, conexão a rádio, satélite, o escambau. Fotografando e filmando ao mesmo tempo. Pondo áudio no lugar de aspas. Mapeando a realidade via Google Maps ou Earth. Dando voz aos comentários, pondo a turma pra participar mesmo.

Web é um negócio interessante demais. Mas pouca gente arrisca experiências, acredita ou se toca. Colei todas as listas de telefones do jornal no Google Docs. De longe, a busca Google e do próprio Firefox ganham de gente rolando a tela (e a memória) em busca daquele contato desejado. Basta um enter para estar com tudo à mão ― ou, pelo menos, o começo do caminho para uma matéria. Lista telefônica? Coisa do passado. Mas tem quem ainda folheia piamente...

Usando o Twitter percebo a validade de uma ferramenta com esse poder de instantaneidade no Jornalismo. Pena que, ah!, é o Twitter. Para muita gente, um brinquedinho com fundo azul (um tanto assustador). Capaz de expor muita informação, é verdade. Há muita resistência por parte das empresas em se abrir a esse tipo de novidade, criar laboratórios...

Não há nada de errado em conseguir um projeto completo, uma complexa tabela de números da saúde estadual ou várias respostas a perguntas por e-mail. O erro é não poder usar isso por falta de espaço e, para tanto, ter de abrir aspas em duas linhas, resumindo tudo, de acordo com um nome e um sobrenome. Nada de mais, simples assim. Há até uma espécie de ranço, me parece, em relação à boa vontade ― e, me desculpem, não consigo viver sem fazer um exercício crítico da própria vida.

Gostaria de poder experimentar estas "experimentações", mas ainda não é hora. Nunca é hora. A Web pode devolver ― acredito ― uma coisa mais orgânica (uns achariam isto contraditório) à cobertura jornalística. Pena que estarei velho e tendo de disputar com a concorrência, se é que poderei investir nisso... Pena mesmo.

O jeito é sonhar, estudar e correr atrás da máquina!

Rogério Kreidlow, no seu blog, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
15/2/2008 à 00h58

 
Pequenos mal-entendidos

A começar pelo título: "homossexuais baixos e não assumidos"?
É, porque "pequenos mal-entendidos" pode ser interpretado desse jeito. Forçando a barra, mas pode. Eu não sei.

Mas, de qualquer maneira, isso acontece, e muito, em toda atividade humana: alguém fala uma coisa, o outro ouve outra.

"Vovô viu a uva". Na verdade o vovô viu a viúva, de uma maneira bíblica, e o netinho comentou, e todos entenderam pela metade, e o vovô viu que era bom, tanto a viúva como a frase do netinho, que livrou a cara do vovô. Rá!

Mas vamos lá: escrevi um pequeno poema, tipo haikai, para tentar explicar a arte pra mim mesmo. Mas a musa não dorme no ponto e já veio cheia de ambigüidades. Os famosos mal-entendidos:

Falo como eu sinto
Sinto como eu calo
Escrevo como eu pinto
Pinto como eu falo

...daí pra baderna é um passo. Basta ler em voz alta que o mal-entendido fica bem entendido.

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Postado por Guga Schultze
14/2/2008 às 15h16

 
nem tanto assim

As coisas mais interessantes que temos a dizer surgem nas horas mais... solitárias, digamos assim. Você vai pensando na vida, no que tem que fazer amanhã, em como as férias estão acabando e segue por um caminho longo e cheio de bifurcações que te leva a reflexões mais profundas sobre a vida. Aí, você começa a descobrir coisas sobre si mesmo... Coisas que parecem relevantes não só pra você, mas que poderiam interessar aos outros também, e então você precisa expor essas coisas, e então você cria um blog!

Lívia, no seu Raios Cósmicos, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
14/2/2008 à 00h53

 
Empreendedorismo Cultural?

"O que leva uma pessoa a injetar energia em um site ou portal cultural?"

Rafael Reinehr, no seu site, lincando pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
13/2/2008 à 00h40

 
Amizade verdadeira

Ah! esse fenômeno instigante, o das amizades que se mantêm independentes da convivência. Será amizade? Será saudade comum dos anos vividos em amizade? Será saudade dos anos felizes ou uma afinidade que se espraia no tempo? Não sei responder.

Sei que com algumas pessoas (poucas), há uma insistência teimosa em desejar ver, trocar idéias e experiências, creio, pela certeza da reciprocidade e do "ser aceito". Sim, talvez seja a certeza de ser aceito, uma das maiores necessidades humanas neste mundo de incompreensões. Talvez seja a necessidade da existência de certeza prévia de acolhimento ao que somos, como somos e ao que pensamos, o fermento da amizade.

O mistério da amizade talvez resida no alívio que traz a existência de alguém que nos acolha. Digo acolha e, não recolha — aí já seria dependência de um lado e paternalismo do outro. Acolher significa receber de bom grado, previamente, sem julgamentos ou resistências. É molesto o fato de que os seres humanos vivam a julgar e que suas opiniões prévias interponham barreiras na comunicação, dificultando-a. O mistério da afinidade consiste na inexistência das resistências ao outro, mesmo quando haja discordância. Isso não deriva apenas de afeto.

Quantas vezes há afeto entre as pessoas sem, porém, a aceitação natural, espontânea e prévia? Verifique se nas amizades tidas e vividas ao longo da vida, o que delas restou. Haverá muita vivência, boa e má. Raramente, porém, restará a amizade... Com os anos, vão se tornando escassas as amizades que atravessaram o terreno íntimo que lhes é próprio sem arranhões e sem mágoas, restando, como fruto, após ingentes experiências humanas e existenciais, apenas (e já é tanto...) a amizade. Amizade é o que resta da amizade. Se o que resta de uma amizade é amizade, então amizade é. Da verdadeira!

Artur da Távola, citado no Uma certa idade..., que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
12/2/2008 à 00h26

 
Distribua você também em 2008

O novo livro de Ana Rüsche, Acordados (Demônio Negro, 2007, 187 págs.), além de ser vendido em duas livrarias, circulou através de uma "distribuição por contrabando". Deu o que falar na imprensa paulistana a estratégia de distribuição da obra incentivada pelo PAC (Programa da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo). A publicação, com tiragem de dois mil exemplares, permitiu à Ana escolher 60 colaboradores ― cada um recebendo dez livros, que foram entregues a longínquos leitores gratuitamente.

* * *

Quase um contrabando também foi a circulação da revista belo-horizontina Mininas. Pelo menos até seu 13º número. Seja por correspondência ou de mão em mão, a revista de bolso acabou parando nas mãos do jornalista Lucas Mendes no programa Manhattan Connection e em matéria no Entrelinhas, da TV Cultura. Agora a estratégia é outra, assinaturas, que podem ser feitas no site da publicação.

* * *

Pois é ela mesma, a poesia que dizem estar em tudo, que vai embalar o pão francês de todo dia. Pelo menos é o que se espera fazer nas padarias da região metropolitana de Belo Horizonte. Diovvani Mendonça selecionou poemas para, através de parceria com uma empresa, serem impressos em embalagens. O projeto Pão & Poesia ― em qualquer esquina, qualquer padaria está programado para começar de fato em março deste ano.

[1 Comentário(s)]

Postado por Elisa Andrade Buzzo
11/2/2008 às 16h55

 
Caro Sr. Watterson

Bill Watterson virou o J.D. Sallinger (ou o Rubem Fonseca) dos quadrinhos desde que abandonou a tira Calvin e Haroldo. Vive recluso e evita dar autógrafos e muito menos entrevistas. Como fazer um documentário sobre uma figura dessas?

A solução encontrada por um grupo de jovens cineastas de Los Angeles foi fazer um filme centrado nos fãs, nas histórias de como o garoto e seu tigre de pelúcia mudaram as vidas dos leitores.(...)

Caro Sr. Watterson vai selecionar contribuições de fãs de toda parte, sejam textos, vídeos, desenhos. O filme ainda nem começou a ser rodado, mas já tem um cartaz bem legal.

Fausto, no seu Boteco Sujo, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
11/2/2008 à 00h37

 
Magnopyrol

(...)hoje acordei bem melhor, sabendo de novo o que fazer: emagrecer, estudar, trabalhar pelo prazer de ver as coisas andando e pelo próprio prazer de trabalhar. lembrar que, pra chegar onde eu quero, há muito trabalho e muito sacrifício pela frente, e lembrar que preciso de concentração e foco para chegar lá. e nunca me acomodar, nunca me deixar enfraquecer por mais tempo do que uma noite de sexta-feira e uma manhã de sábado. dói, eu sei. mas sem dor não há crescimento, sem abdicar de alguns prazeres não há resultados.

Eduardo Palandi, no seu life in slow motion, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
8/2/2008 à 00h31

 
A volta do cavalheirismo

Dica para o homem que é ruim de tudo: cavalheirismo salva.

Manuela Cravo, no seu Ócio improdutivo, que linca pra nós.

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Postado por Julio Daio Borges
7/2/2008 à 00h24

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