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Sábado, 1/8/2015
As redes sociais como ferramentas de mobilização
Marcio Acselrad

+ de 700 Acessos

Ao longo da última década, vimos acontecer uma série de transformações inéditas no universo da política mundial, em que manifestações populares de insatisfação, que tiveram início com a chamada Primavera Árabe, se espalharam por todo o globo. A insatisfação de parcelas consideráveis da população levou primeiramente à queda do presidente egípcio e depois, num efeito dominó, à de vários outros ditadores que se mantinham nos cargos de mando em seus países havia décadas. O movimento não ficou restrito ao mundo árabe do norte da África, tendo se espalhado, como tudo o mais neste mundo globalizado, para os quatro cantos deste redondo planeta, de Wall Street ao Chile, do Brasil à Itália.
Eventos como estes exigem reflexão e não devemos nos furtar a elas. Em primeiro lugar, há que se considerar que manifestações populares, sublevações e rebeliões não são novidade na história política do planeta. A revolução francesa ainda surge como marco sempre que precisamos nos lembrar do poder que a insatisfação tem de mobilizar pessoas em torno de uma causa. De pouco adianta uma causa, por nobre que seja, se ela não alcança as pessoas, se não as toca de alguma maneira. E isto só pode acontecer se há algum tipo de insatisfação, um certo mal estar mobilizador que acaba canalizando as energias de um povo ou grupo em certa direção. Este aspecto é louvável, caso seja produto da conscientização, e veio junto com as transformações por que passou o ocidente no bojo das transformações advindas com a modernidade.
Sabemos também que muitas vezes, como o momento em que vivemos no Brasil de hoje, a insatisfação pode ser manipulada e a opinião pública, levada a seguir interesses meramente golpistas de setores específicos da sociedade, que geralmente não ousam dizer seus nomes, muitas vezes agem na calada da noite e costumam falar em nome de todos. Chegamos ao cúmulo de testemunhar, na última semana de julho, a um atentado a bomba ao Instituto Lula, em São Paulo, inequívoco sinal de que tais grupos estão ultrapassando os limites da ética, do bom senso e, o que é pior, da lei, ferindo as regras mínimas de convivência e, quem sabe, inaugurando um novo e mais violento momento em nossa história. Sabemos bem o que acontece quando o debate dá lugar à violência e ao ódio: a discussão e a argumentação cedem lugar à barbárie.
Barbáries, atentados e radicalismos à parte, este é o preço que se paga pela democracia: escutar as ruas, digam o que disserem. Aprendemos assim que os indivíduos podem e devem agir para aperfeiçoar as formas como são governados, quer através do voto, quer através do protesto. Mas há que se tomar cuidado com a sempre presente capacidade de manipulação que as forças conservadoras e os poderosos conglomerados midiáticos têm, e que muitas vezes rotulam como inimigas do povo as mesmas forças que transformaram para melhor suas condições de vida. Em momentos de crise, é particularmente difícil identificar o inimigo, justamente por que pode parecer muito fácil fazê-lo. Contradições da vida política...
A novidade nos casos em questão é o uso das redes sociais, que vieram para ficar, como ferramentas de mobilização política. Tal participação não pode ser ignorada, e muita tinta já foi usada para tentar compreender o papel destas novas mídias, mais participativas e colaborativas do que as tradicionais formas de comunicação massificada. No entanto é preciso tentar fugir de certo determinismo tecnológico que poderia redundar numa demasiadamente simplista interpretação de causa e efeito em que as mudanças políticas aconteceriam por causa das novas tecnologias de comunicação. É aqui, acredito, que reside o equívoco. Afinal de contas sempre que uma determinada força social surgiu e se fez ouvir, fez uso das tecnologias midiáticas disponíveis em sua época, quer se tratasse da imprensa (livros e jornais, utilizados por intelectuais de diversos matizes e classes sociais para transmitir suas ideias) quer se tratasse do rádio ou da televisão. Estes últimos, ditos meios de comunicação de massa, são geralmente pensados como formas de anestesiar a sociedade, mantendo o status quo tal como ele se apresenta em dado momento, enquanto se vê as redes sociais como plurais e democráticas, duas visões por demasiado ingênuas e simplificadoras. Não se deve esquecer que os dois principais movimentos de insatisfação popular na recente estória do Brasil (antes das manifestações de junho de 2013), o movimento pelas Diretas em 1984 e o movimento pelo impeachment de Fernando Collor em 1992, se deram durante o império destes meios de comunicação, numa época em que a internet nem sonhava em ser inventada. Por outro lado vemos que hoje, em plena era da comunicação globalizada em rede, a opinião pública muitas vezes se mostra incrivelmente alienada, repetindo como se fossem suas idéias e bordões conservadores que só produzem instabilidade e insegurança.
As redes sociais têm sua importância e a mesma não pode ser desprezada, mas daí a concluirmos que as transformações por que estamos passando dependem exclusivamente delas vai uma grande distância. As transformações acontecem por que estamos longe ainda de alcançar o sonho de uma sociedade mais justa e igualitária. As mídias são, como sempre foram, meios. Não mais que meios. Há que saber utiliza-los com sabedoria, e para isso ainda temos muito que caminhar.


Postado por Marcio Acselrad
Em 1/8/2015 às 13h49


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