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Sábado, 2/4/2016
Germina - Revista de Literatura e Arte
Heberti Rodrigo

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View from a Paris window. Fonte:www.allposters.com.br

Há momentos em que é preciso escolher entre viver a sua própria vida plenamente, inteiramente, completamente, ou assumir a existência degradante, ignóbil e falsa que o mundo, na sua hipocrisia, nos impõe. Oscar Wilde


Ao longo dos últimos dez anos, foram tantos - inclusive amigos íntimos - os que me disseram que escrever não dará certo, que não deveria me desviar dos caminhos convencionais porque, na opinião deles, não faz sentido alguém se dedicar a algo que não dá dinheiro quando deveria se preocupar em concluir uma faculdade, deixando para escrever nas horas vagas, quando estivesse exausto, que acabou acontecendo o contrário do que tencionavam: recrudesceu em mim a vontade de provar que se uma pessoa realmente acredita no que faz, se há nela uma autêntica paixão, ela se torna capaz de curvar a realidade em torno de si a ponto de tornar real o que antes não passava de uma fantasia pessoal. Muitos ainda não acreditam que seja possível que isso possa acontecer com elas ou alguém próximo, e quando começa a acontecer, obstinam-se em não ver. Ouço, também, destas mesmas pessoas a afirmação de que a realidade arruina com nossas fantasias, nossos sonhos. Ouço isso com tanta frequência que parece-me que, infelizmente para elas próprias, transformaram-na numa lei. Para mim, tudo se resume a um questão pessoal e de difícil resposta, não a uma lei geral, e estou decidido a encontrar, a elaborar, a minha resposta.

Estar na edição de março da conceituada Germina - Revista de Literatura e Arte é um inequivoco incentivo à elaboração dessa resposta. É muito gratificante ver um texto publicado, lido, sentir que estou avançando e sendo reconhecido. Ainda há pessoas que insistem para que eu tome como minha a convicção que assumiram como uma lei geral para suas vidas, talvez para melhor se justificarem a si mesmas pelo caminho que trilham; entretanto, há também aquelas que me incentivam a continuar. Ao longo dos anos, muitas vezes escrevi agradecendo-lhes. Nesta ocasião, em decorrência do que aconteceu em março, gostaria de citar e mostrar minha gratidão a duas delas: a primeira é o Léo, daqui de Petrópolis, com quem poucas vezes conversei, mas sempre me suscitou a impressão de compreender o que move alguém como eu. É bom reconhecer essa compreensão no olhar, senti-la na maneira pela qual nos tratam quando ainda estamos no início e tudo ainda é tão incerto e o mundo, em alguns momentos, parece conspirar contra nós. A outra pessoa, com a qual apenas troquei poucas mensagens por e-mail, e fez diferença, é a editora Silvana Guimarães. Os dois, cada um ao seu jeito, me ajudaram a curvar a realidade em torno de mim, a fazer com que eu começasse a ser reconhecido como escritor. Em março, pela primeira vez, senti, em minha terra, algo que somente havia experimentado em Paris, na Shakespeare and Company, e na Alemanha. Tomo a liberdade de agradecer à Silvana, não apenas por mim, mas por todos aqueles que, como eu, sentem necessidade de divulgar o próprio trabalho e encontram acolhida na Germina. Isso é extremamente importante para quem se envolve com a arte, sobretudo, num país como o nosso. Abaixo o link para os textos que escrevi e fazem parte da edição de março da Germina:

Três Textos

Para terminar, umas palavras de Ernest Becker que se assemelham ao modo como vejo a minha escrita, o meu trabalho.

'A chave para o tipo criativo está em que ele fica separado do conjunto comum de significados compartilhados. Existe algo, em sua experiência de vida, que o faz entender o mundo como um problema. Em consequência, tem que entendê-lo pessoalmente. Isso é verdadeiro para todas as pessoas criativas, em maior ou menor grau, mas é especialmente óbvio no artista. A existência se torna um problema que precisa de uma resposta ideal. Mas quando você já não aceita a solução coletiva para o problema da existência, você terá que criar a sua solução. A obra de arte é, então, a resposta ideal do indivíduo criativo para o problema da existência tal como ele o entende - não apenas a existência do mundo exterior, mas especialmente a sua própria existência: quem é ele como pessoa dolorosamente separada, sem coisa alguma partilhada em que se apoiar. Ele tem que responder ao ônus de sua extrema individualização, de seu isolamento tão doloroso. Quer saber como conseguir a imortalidade como resultado de seus dotes sem igual. Seu trabalho criativo é, ao mesmo tempo, a expressão de seu heroísmo e a justificação desse heroísmo. É a sua "religião particular" - como disse Rank. A originalidade desse trabalho lhe dá a imortalidade pessoal; (...) As pessoas precisam de um "além", mas estendem os braços, primeiro, para o que estiver mais perto. Isso lhes dá satisfação de que precisam, mas ao mesmo tempo as limita e escraviza. É assim que se pode entender todo o problema da vida humana. Para o artista, sua obra é o seu "além", e não o de outras pessoas."

Trecho extraído do livro A Negação da Morte, de Ernest Becker


Postado por Heberti Rodrigo
Em 2/4/2016 às 09h57


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