A LPB e o thriller verde-amarelo | Luis Eduardo Matta | Digestivo Cultural

busca | avançada
24629 visitas/dia
1,1 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Red Bull Station estreia exposições de letrista e de coletivo feminino em julho
>>> Alaíde Costa e Toninho Horta mostram CD em parceria na CAIXA Cultural São Paulo
>>> O Julgamento Secreto de Joana D'Arc com Silmara Deon estreia no Teatro Oficina
>>> Novo app conecta, de graça, clientes a profissionais e prestadores de serviço
>>> Inauguração da Spazeo com show do Circuladô de Fulô - 28/07
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Entrevista com a tradutora Denise Bottmann
>>> O Brasil que eu quero
>>> O dia em que não conheci Chico Buarque
>>> Um Furto
>>> Mais outro cais
>>> A falta que Tom Wolfe fará
>>> O massacre da primavera
>>> Reflexões sobre a Liga Hanseática e a integração
>>> A Fera na Selva, filme de Paulo Betti
>>> Raio-X do imperialismo
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Tempo & Espaço
>>> Mão única
>>> A passos de peregrinos ll
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES IV
>>> Shomin-Geki, vidas comuns no cinema japonês
>>> Con(fusões)
>>> A passos de peregrinos l
>>> Ocaso
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES I
>>> Sob o mesmo teto
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Raio-X do imperialismo
>>> No Metrópolis, da TV Cultura
>>> O Brasil que eu quero
>>> Pensar sem memória
>>> A Fera na Selva, filme de Paulo Betti
>>> O Digestivo e o texto do Francisco Escorsim
>>> Restos, por Mário Araújo
>>> A maçã de Isaac Newton
>>> O que é um livro?
>>> Cisne Negro: por uma inversão na ditadura do gozar
Mais Recentes
>>> O livro das grandes reportagens
>>> Deixe os homens aos seus pés
>>> Quem mexeu no meu queijo?
>>> O príncipe
>>> A mulher de trinta anos
>>> O texto Argumentativo
>>> Fernão Capelo Gaivota
>>> Tudo valeu a pena
>>> Tudo tem seu preço
>>> O poder dos quietos
>>> Despedindo-se da Terra
>>> Despertar para a vida
>>> É preciso Algo Mais
>>> Marcas da Vida
>>> Novamente Juntos
>>> Reviver por Amor
>>> Vivendo no Mundo dos Espíritos
>>> Estatística Indutiva: Teoria e Aplicação
>>> Macro e Micro Cosmos: Visão Filosófica do Taoísmo e Conceitos de Medicina Tradicional Chinesa
>>> Inside Out - Student's Book - Intermediate
>>> Inside Out - Workbook - Intermediate
>>> Le Français Est À La Mode
>>> A Cabana
>>> O vendedor de Sonhos e a Revolução dos Anônimos
>>> Marketing de Ação
>>> Na Moda
>>> Comunicação Organizacional - Gestão de Relações Públicas
>>> As mentiras que os homens contam
>>> Seja líder de si mesmo
>>> Superdicas para Falar bem em conversas e apresentações
>>> Manual de Umbanda para Chefes de Terreiros
>>> As Cartas do Caminho Sagrado - Sem as Cartas
>>> Saravá Seu Tranca Ruas
>>> Saravá Oxóce
>>> A Face Oculta da Mente - 25ª Edição
>>> As Fôrças Físicas da Mente - Tomo 2
>>> A Identidade Bourne
>>> A Missão 60 - Memórias de Um Pilôto de Guerra Brasileiro
>>> Problemas de Aprendizagem
>>> Eu Nas Entrelinhas - Extratos e Retratos de Minha Vida
>>> Os Mais Extraordinários Contos de Suspense
>>> Subsidios Para Uma Reformulação Política
>>> Pequenas Histórias, Grandes Lições - Volume 2
>>> Pequenas Histórias, Grandes Lições - Volume 1
>>> A Canção do Arrozal em Flor - Romance
>>> Tancredo Neves A Realidade e o Mito - Estudo de Sociologia Política
>>> Os Donos do Poder - Formação do Patronato Político Brasileiro - Vol. 1
>>> O Espelho Mágico - Um Fenômeno Social Chamado Corpo e Alma
>>> Ciência do Comportamento na Indústria - 1977
>>> Diálogo com a América Latina: Panorama de Uma Literatura...
COLUNAS

Quinta-feira, 20/11/2003
A LPB e o thriller verde-amarelo
Luis Eduardo Matta

+ de 13500 Acessos
+ 8 Comentário(s)

Nação nova e multirracial, o Brasil sempre assimilou com espantosa facilidade influências oriundas dos lugares mais diversos e, graças a isso, pôde construir ao longo de décadas um notável e portentoso currículo cultural, que se expandiu a todos os segmentos da arte e vem se adaptando a cada época, acompanhando a própria evolução da sociedade.

Não seria, portanto, temerário afirmar que o nosso país, justamente por conta desta disposição em acolher o novo, não possui ― e, provavelmente, jamais possuirá ― uma identidade pronta, definitiva, acabada. Ela continuará em permanente mutação, dialogando com o seu tempo, buscando novos caminhos, assimilando novas tendências, processando-as e dando-lhes uma nova configuração. Não somente na arte, mas também no próprio imaginário do povo e na sua relação com o país e com o resto do mundo.

Fiz esse pequeno preâmbulo para introduzir uma questão que constituiu um verdadeiro dilema para mim há mais de dez anos quando eu ainda estava às voltas com a redação do meu primeiro romance, Conexão Beirute-Teeran, publicado em 1993. O thriller, afinal de contas, tem lugar na nossa Literatura? É possível dar forma a um thriller reconhecidamente brasileiro que consiga se equiparar em técnica e qualidade às obras dos mais reputados medalhões internacionais? O Brasil é um razoável consumidor de thrillers e, no entanto, o gênero sempre esteve ausente nas nossas letras, mesmo tendo-se em conta que este é um país que assimila tendências, as processa e lhes dá nova configuração.

Trata-se de uma corrente literária importada, assim como a ficção policial (o próprio nome já denuncia sua origem: thriller vem do verbo inglês to thrill: emocionar, vibrar, tremer, excitar). Nascido e consagrado na língua inglesa, difundiu-se rapidamente pelo mundo, conquistou adeptos e aficionados, transpôs os limites das páginas e ganhou as telas do cinema e da televisão e uma legião de seguidores em vários países. Tanto sucesso talvez seja justamente o maior obstáculo. Se algum incauto se aventurar a buscar a opinião de um crítico, de um professor de Literatura ou até mesmo de um editor, provavelmente ouvirá, entre outras considerações absurdas, que esse tipo de ficção não possui tradição no Brasil e, logo, é inviável investir em pastiches de um gênero há muito tempo inaugurado, enquanto já existe um sem-número de títulos assinados por estrelas internacionais os quais, uma vez tendo sido previamente testados nos seus mercados de origem, aportam aqui com uma chancela de "qualidade", o que lhes dá possibilidades infinitamente maiores de agradar ao público e, de quebra, agregar algum prestígio ao selo da editora.

Na verdade, a questão é muito mais ampla e ultrapassa e muito a barreira do thriller. Parece incrível, mas ainda prevalece no Brasil uma crença elitista de que toda Literatura destinada ao entretenimento ― e podemos incluir nesta categoria não apenas o thriller, mas também a ficção-científica, a Literatura policial, a feminina e a de terror, só para citar alguns exemplos ― não possui mérito literário em si e depende da acolhida por um público amplo para ter legitimado o seu ingresso no mundo das letras. Como o mercado editorial no Brasil há anos patina em índices minguados de leitura e são raríssimos os títulos nacionais que conseguem a proeza de chegar às listas dos mais vendidos, conclui-se que, sob a lógica vigente, os autores brasileiros que se arriscarem a produzir ficção de entretenimento terão pouquíssimas chances de serem levados a sério no seu ofício. Ainda mais se a base desta ficção houver tido como principal inspiração um autor ou gênero estrangeiro o que, a juízo da crítica mais empedernida, configurará um atentado mortal contra a identidade literária nacional.

O maior desafio do Brasil de hoje é transformar um povo pouco familiarizado com a leitura, que passou da tradição oral de contar histórias diretamente à cultura audiovisual, num povo letrado. A baixa instrução do brasileiro está, sem sombra de dúvida, na raiz de todas as agruras que o país atravessa hoje: fome, violência, corrupção, serviços públicos ineficientes, disparidades sociais gritantes, instabilidade econômica, desemprego, dívida pública estratosférica. Um país em tais condições não consegue exercer plenamente suas prerrogativas democráticas e vive em permanente estado de tensão, como uma embarcação desgovernada à mercê da correnteza num mar bravio. Mais do que educação pura e simples, o brasileiro precisa de cultura de verdade e isso só se adquire através da leitura.

Num ensaio escrito nos anos 80, intitulado "Por uma Literatura Brasileira de Entretenimento", o crítico José Paulo Paes analisava as causas da ausência no Brasil de uma Literatura média, de linguagem acessível, cujo principal objetivo fosse o de proporcionar uma leitura sem pretensões intelectuais, mais destinada ao lazer do cidadão médio, do que ao deleite da crítica culta e à conseqüente consagração como obra-prima de uma geração. Não me refiro aqui ao texto vazio, alienante, sem qualquer valor literário, produzido segundo fórmulas ditadas pelo mercado e que, no afã de agradar o maior número possível de consumidores, acaba se perdendo em maneirismos, fórmulas e clichês.

Por outro lado, é um equívoco acreditar que a boa Literatura só é possível se lançar mão de experimentalismos ilegíveis, floreios intelectuais, frases rebuscadas ou engajamento sócio-político. Acredito piamente que o aumento dos índices de leitura no Brasil não se dará sem uma renovação no nosso quadro de escritores e uma multiplicação dos gêneros escritos em nossa língua. É chegada a hora de se abrir espaço para uma nova vertente literária, que estabeleça um diálogo estreito com a sociedade como um todo e não apenas com uma restrita elite intelectual; democratizar a leitura, tornando-a atraente para o público de hoje e fazendo com que, sobretudo os jovens, percam a cerimônia e a preguiça diante das páginas de um livro e descubram o quão maravilhoso, mágico e enriquecedor é o ato de ler. Pode parecer antipático dizer isto, mas essa não será uma missão para os literatos, para a chamada "grande Literatura". Assim como, no século XX, vimos surgir a MPB - Música Popular Brasileira, agora é a vez de despontar a sua versão literária, a LPB - Literatura Popular Brasileira, que nada mais é do que a Literatura de entretenimento tão sonhada por José Paulo Paes.

Nesse contexto, eu acredito, sim, na viabilidade de um thriller verde-amarelo, assim como de uma Literatura policial, de terror, feminina ou de ficção-científica verde-amarela. Do mesmo modo que, nos anos 80, bandas como Blitz, Barão Vermelho, Kid Abelha, Titãs, RPM e Paralamas do Sucesso estouraram nas rádios de todo o país, inventando uma maneira brasileira, moderna e original de se fazer pop e rock, a Literatura também pode se inspirar em modelos estrangeiros, dialogar com eles, desvendar suas engrenagens para, em seguida, remontá-las sob uma feição inteiramente original. Inspirar-se, contudo, não é o mesmo que imitar e nossos escritores precisam ficar atentos para não caírem nessa armadilha. A verve criativa presente em cada indivíduo constitui uma característica pessoal e intransferível. Ao reproduzir um estilo sem recriá-lo mediante uma linguagem e experiência próprias, o autor estará incorrendo numa falha grave, sacrificando o que de melhor ele pode dar ao exercício da escrita.

Uma coisa, porém, é certa: a Literatura contemporânea brasileira precisa urgentemente deixar de ser território exclusivo de medalhões; os escritores que não pretendam se consagrar como intelectuais e que desejem tão somente contar uma engenhosa e palpitante história ao longo das páginas de um livro devem criar fôlego, perder o medo de se expor, começar a produzir e publicar com regularidade, não ter pudores em se assumir simplesmente como ficcionistas. Essa é a grande lacuna das nossas letras e a consolidação de uma LPB só não será bem-vinda para os apóstolos intransigentes da erudição e do hermetismo como únicos canais legítimos e aceitáveis de expressão literária; ou, então, para aqueles a quem, por interesses espúrios e inconfessáveis, a democratização do ato de ler no Brasil significará um golpe mortal, uma vez que sinalizará o naufrágio de um sistema que sempre se locupletou às custas da ignorância coletiva.

Nota do Editor
Luis Eduardo Matta é autor de O Véu (2009), O Rubi do Planalto Central (2009), Roubo no Paço Imperial (2008), Morte no Colégio (2007), 120 Horas (2005), Ira Implacável (2002) e Conexão Beirute-Teeran (1993). Também proprietário do site que leva o seu nome.


Luis Eduardo Matta
Rio de Janeiro, 20/11/2003


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Crítica/Cinema: entrevista com José Geraldo Couto de Jardel Dias Cavalcanti
02. Casa Arrumada de Ricardo de Mattos
03. A noite do meu bem, de Ruy Castro de Julio Daio Borges
04. Livrarias de Ricardo de Mattos
05. Nunca fomos tão vulgares de Julio Daio Borges


Mais Luis Eduardo Matta
Mais Acessadas de Luis Eduardo Matta
01. Sim, é possível ser feliz sozinho - 19/9/2006
02. Os desafios de publicar o primeiro livro - 23/3/2004
03. A difícil arte de viver em sociedade - 2/11/2004
04. A favor do voto obrigatório - 24/10/2006
05. Literatura de entretenimento e leitura no Brasil - 21/11/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
20/11/2003
17h47min
Parabens, assim é que se faz e se mostra a personalidade num pais onde ser autentico é ser mal interpretado. Abraços e estamos aguardando sua vinda, seu tio.
[Leia outros Comentários de José Kanan Matta]
20/11/2003
18h19min
Ler Luis Eduardo é sempre um prazer para mim, não por ser ele um amigo querido, mas pelo talentoso jovem que é - e, certamente, por essa razão inclui-se no círculo de pessoas que admiro. É raro que tenhamos a oportunidade de ler um texto em linguagem não rebuscada, clara, com conteúdo e escrito em português correto. Assim foi esse artigo que acabo de ler - ALB e o "thriller" Verde e Amarelo, como foi também seu livro Ira Implacável (2003), onde o jovem escritor nos prende em sua trama do início ao fim. Ira Implacável nada fica a dever a nenhum do mesmo gênero de autor estrangeiro. Assino embaixo tudo que Luis Eduardo expõe no artigo acima e parabenizo-o com entuasiasmo, não só como amiga, mas como apreciadora da boa literatura. Recomendo, enfaticamente, a leitura de Ira Implacável pela sua interessante e envolvente história, seu cunho verde-amarelo e o excelente trabalho de pesquisa feito pelo escritor. Um abraço, Luís!
[Leia outros Comentários de regina mas ]
21/11/2003
11h48min
Luis Eduardo: parabéns! É um alívio ler um texto desses: tão claro e tão lúcido. Forte abraço, Eduardo
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
21/11/2003
17h03min
Luis Eduardo, poucos escrevem como você. Não digo isso só porque te conheço desde pequena e tenho um enorme carinho por você e respeito maior ainda pelo seu trabalho. Seu texto desperta em cada leitor emoções e sentimentos diferentes. Não são todos que conseguem fazer o leitor se envolver tão profundamente numa opinião e ver claramente que também há espaço para um pensamento próprio, uma lição diferente a cada um que lê. Parabéns!!! beijos Lakshmi
[Leia outros Comentários de Lakshmi Rajagopal]
23/11/2003
11h52min
Luis Eduardo, seu artigo é muito oportuno, pois é hora dos escritores deixarem de ser grandes intelectuais e perderem o pudor de serem taxados de escritores de segunda linha, como os criadores de romances policiais (Aliás sou sua companheira de ofício e acabo de publicar Paisagens Noturnas.) Sou fã de José Paulo Paes e, se não me engano, ele dizia que é dos leitores de Agatha Cristie que se formam os leitores de Proust e James Joyce. Hoje em dia por que não dizer que é dos leitores de Luis Eduardo Matta que vão se formar os leitores de Grandes Sertão Veredas? um abraço Vera
[Leia outros Comentários de Vera Carvalho]
24/11/2003
20h33min
Espero que essa vontade de criar uma nova literatura crie ecos e uma autenticidade que só a perseverança tem. Construíram essa torre de marfim e pra sair dela agora está difícil.
[Leia outros Comentários de Robson Cozendey]
12/5/2005
16h19min
Muito oportuno o debate em torno da literatura de entretenimento, que tanta falta faz ao Brasil. Se os nossos escritores olhassem menos para o umbigo deles e tivessem um pouco de piedade dos leitores, nossa literatura seria bem mais rica e lida. Depois os escritores ficam se queixando que ninguém dá bola para eles. Caro Luis Eduardo Matta, você foi muito corajoso ao levantar essa questão. Parabéns!
[Leia outros Comentários de Gustavo]
26/7/2005
10h52min
Venho acompanhando com interesse os artigos sobre essa que você, muito apropriadamente, chamou LPB. Recomendei a leitura no site de relacionamentos Multiply, onde demos início a uma interessante troca de idéias sobre o assunto.
[Leia outros Comentários de Sonia Sant´Anna]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




HERMANN Y DOROTEA - JOHANN W. GOETHE (LITERATURA ALEMÃ)
JOHANN W. GOETHE
ESPASA
(2000)
R$ 7,00



REGISTRANDO DESCOBERTAS - LÍNGUA PORTUGUESA 4ª SÉRIE
AMÁLIA ORCHIS E ANGELINA CHU E VERA SIMONCELLO
FTD
(2005)
R$ 28,00



RE-NASCER
DOMINIQUE LEVADOUX
ICOBÉ
(1987)
R$ 119,80
+ frete grátis



VIAGEM AO MUNDO DOS VINHOS
ED MOTTA
ABRIL
(2018)
R$ 30,00



ARTE RETÓRICA E ARTE POÉTICA
ARISTÓTELES
DIFEL
(1964)
R$ 38,00



BRÁS, BEXIGA E BARRA FUNDA - NOTÍCIAS DE SÃO PAULO
ALCÂNTARA MACHADO - APRESENTAÇÃO: FRANCISCO ACHCAR
CERAD/OBJETIVO
(1998)
R$ 6,00



A GÊNESE (OS MILAGRES E AS PREDIÇÕES SEGUNDO O ESPIRITISMO)
ALLAN KARDEC
LAKE
(2003)
R$ 12,00



TEATRO MEXICANO: RICARDO DÍAS MUÑOZ
RICARDO DÍAS MUÑOZ
EDITORIALES UNIDAS
(1966)
R$ 10,00



ÂNCORAS FLUTUANTES - PROSOEMAS
GABRIEL BICALHO
MARIANA - ALDRAVA LETRAS
(2011)
R$ 19,00



BAILEI NA CURVA
JÚLIO CONTE ET AL.
MERCADO ABERTO
(1994)
R$ 12,00





busca | avançada
24629 visitas/dia
1,1 milhão/mês