A difícil arte de viver em sociedade | Luis Eduardo Matta | Digestivo Cultural

busca | avançada
79822 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Máscaras Decoloniais: Dança e Performance (edição bilingue)
>>> Prêmio Sesc de Literatura abre hoje inscrições para edição 2021
>>> Jovens negros e indígenas são público-alvo de laboratório gratuito para curtas-metragens
>>> Peças de teatro serão transformadas em “radionovelas”
>>> Concurso literário vai premiar novos escritores locais
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Da fatalidade do desejo
>>> Cuba e O Direito de Amar (3)
>>> Isto é para quando você vier
>>> 2021, o ano da inveja
>>> Pobre rua do Vale Formoso
>>> O que fazer com este corpo?
>>> Jogando com Cortázar
>>> Os defeitos meus
>>> Confissões pandêmicas
>>> Na translucidez à nossa frente
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mehmari, Salmaso e Milton Nascimento
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
Últimos Posts
>>> Kate Dias vive Campesina em “Elise
>>> Editora Sinna lança “Ninha, a Bolachinha”
>>> “Elise”: Lara Oliver representa Bernardina
>>> Tonus cristal
>>> Meu avô
>>> Um instante no tempo
>>> Salvem à Família
>>> Jesus de Nazaré
>>> Um ato de amor para quem fica 2020 X 2021
>>> Os preparativos para a popular Festa de Réveillon
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Rufo, 80 II
>>> Jeitos de trabalhar
>>> The GigaOM Show
>>> BoicotaSP
>>> 18 de Maio #digestivo10anos
>>> Um jornal que pensa ão?
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Que espécie de argumento é uma bunda?
>>> Que espécie de argumento é uma bunda?
>>> 7 de Setembro
Mais Recentes
>>> Revista o lojista de Cdl Cacoal pela Cdl (2013)
>>> Revista Boletim de Conjuntura Imobiliária. Secovi DF. de Econsult pela Unb (2012)
>>> As americanas de Ingrid Carlander pela Civilização Brasileira (1975)
>>> Os Países Subdesenvolvidos de Yves Lacoste pela Bertrand Brasil (1988)
>>> Livros do conto à crônica / cada história é um conto. de Leo Cunha - Machado de Assis - Marcelo Coelho.. pela Salamandra (2021)
>>> Os Filhos Do Amor de Paulinho Santos pela O Artífice (1997)
>>> The 100: os Escolhidos de Kass Morgan pela Galera (2014)
>>> Mônica 82 - Outubro/1993 - Horacic Park de Maurício de Sousa pela Globo (1993)
>>> Mônica 133 - Dezembro/1997 - Férias de Verão de Maurício de Sousa pela Globo (1997)
>>> Mônica 113 - Maio/1996 - Mônica, Não Mande... Peça! de Maurício de Sousa pela Globo (1996)
>>> Mônica 176 - Abril/2001 - Eterna Criança de Maurício de Sousa pela Globo (2001)
>>> A Avaliação Psicopedagogica numa Abordagem Institucional de Carolina Provvidenti pela Qualidade (2010)
>>> Revista Uniclar - Ciências da Religião - ano 8 nº 1 de Vários Autores pela Faculdades Claretianas (2006)
>>> Contagem Regressiva de Ken Follett pela Arqueiro (2018)
>>> Manuel Bandeira - as Cidades e as Musas de Antônio Carlos Secchin Organização pela Desiderata (2008)
>>> Pequeno Segredo - A Lição de Vida de Kat para a Família Schurmann de Heloisa Schurmann pela Agir (2012)
>>> Doidas e Santas de Martha Medeiros pela L&pm (2008)
>>> Pelas Praias do Mundo de Pablo Neruda pela Bertrand Brasil (2005)
>>> Caim de José Saramago pela Companhia das Letras (2009)
>>> Abc de Rachel de Queiroz de Lilian Fontes pela José Olympio (2012)
>>> As Espiãs do Dia D de Ken Follett pela Arqueiro (2015)
>>> Coleção Abc Meus primeiros passos na Leitura e aprendizagem A Estação das Folhas secas o Outono de Malgorzata Strzalkolska pela Salvat (2011)
>>> Arquitetura & construçao--setembro de 2006--dossie cimento de Abril pela Abril (2006)
>>> Arquitetura & construçao--julho de 2008--renove as paredes de Abril pela Abril (2008)
>>> Arquitetura & construçao--março de 2001--pre-fabricada de madeira. de Abril pela Abril (2001)
>>> Arquitetura & construçao--outubro de 2012--como usar e onde comprar madeira sustentavel. de Abril pela Abril (2012)
>>> Os 13 Porquês de Jay Asher pela Ática (2009)
>>> Superando os Desafios Íntimos de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2006)
>>> Sua Alteza Real (Royals 2) de Rachel Hawkins pela Alt (2020)
>>> A República Cantada do Choro ao Funk, a História do Brasil Através da Música de André Diniz e Diogo Cunha pela Zahar (2014)
>>> Uq Holder! - Vol. 5 EAN: 9788545702429 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Peça e Será Atendido de Esther e Jerry Hicks pela Sextante (2007)
>>> Uq Holder! - Vol. 4 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Mata-me de Prazer de Nicci French pela Record (2002)
>>> O Escaravelho do Diabo 2ªd. de Lúcia Machado de Almeida pela Ática (1974)
>>> Cangaceirismo do Nordeste de Antônio Barroso Pontes pela O Cruzeiro (1973)
>>> Uq Holder! - Vol. 2 de Ken Akamatsu pela Jbc (2016)
>>> Bíblia Sagrada de Não informado pela Presbiteriana (1993)
>>> Gramática Reflexiva de William Cereja e Thereza Cochar pela Atual (2013)
>>> Jornadas.geo: geografia 9º ano de Marcelo Moraes Paula e Ângela Rama pela Saraiva (2016)
>>> Magi: O labirinto da magia - Vol. 25 de Shinobu Ohtaka pela Jbc (2016)
>>> As Aventuras de Tibicuera de Erico Verissimo pela Globo (1997)
>>> I-World 4 de Michael Downie, David Gray e Juan Manuel Jimenez pela Edições SM (2018)
>>> Mulheres do Evangelho de Robson Pinheiro pela Casa dos Espíritos (2009)
>>> To Love Ru - Vol. 16 de Kentaro Yabuki e Saki Hasemi pela Jbc (2018)
>>> Retórica de Aristóteles pela Edipro (2013)
>>> Planejamento na Sala de Aula de Danilo Gandin e Carlos Henrique Carrilho Cruz pela Sem Identificação (1995)
>>> Língua Portuguesa 9 de Everaldo Nogueira, Greta Marchetti e Mirella L. Cleto pela Edições SM (2019)
>>> Quarta-feira de Eric Nepomuceno pela Record (1998)
>>> Araribá Plus - Ciências - 9 de Obra coletiva pela Moderna (2018)
COLUNAS

Terça-feira, 2/11/2004
A difícil arte de viver em sociedade
Luis Eduardo Matta

+ de 34300 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Uma das características mais emblemáticas do nosso tempo - sobretudo para quem vive nos grandes centros urbanos do Ocidente - é a falta de respeito nas relações entre as pessoas e destas com o meio onde vivem. Um rápido passeio pelas ruas de uma cidade como o Rio de Janeiro é o suficiente para um olhar sensível e observador detectar, em meio ao turbilhão de cenas que o cotidiano se encarrega de banalizar, flagrantes que evidenciam a impressionante incapacidade demonstrada pelas pessoas de desfrutar de uma saudável vida em sociedade. Parece que abrimos mão, em definitivo, das prerrogativas da civilização e optamos por um retorno à idade da pedra, quando o homem, ainda na sua compleição primitiva, não dispunha de muitos atributos além do instinto e da força física.

A degradação das relações sociais chegou a um nível tal que uma pessoa educada atrai, instantaneamente, a atenção em qualquer ambiente, suscitando, de imediato, cochichos de desconfiança, admiração ou escárnio. Se a pessoa em questão for um homem, a situação piora e ele passa a ser olhado enviesado, como se fosse um alienígena. Até as noções mais básicas de polidez parecem ter sido abolidas (se é que, algum dia, estiveram amplamente difundidas). Gentileza converteu-se em sinônimo de fraqueza, carência ou subserviência; ou seja: é gentil aquele que não tem segurança suficiente e necessita desesperadamente de aprovação social. Noção de coletividade, de pertencer a um meio onde os direitos dos demais devem ser observados, virou uma metáfora risível. Ética tornou-se algo tão ultrapassado e sem espaço no mundo moderno, que as pessoas nem sequer sabem o que significa. A grosseria, a intolerância, o egocentrismo, a impaciência e a prepotência passaram a dar o tom no dia-a-dia da sociedade e foram de tal maneira assimilados, que hoje o conceito de "normalidade" (seja lá o que isso queira dizer) não pode prescindir, dependendo do ponto de vista, de, pelo menos, três destes itens reunidos.

Tudo isso tem sua razão de ser. Afora as precárias condições educacionais verificadas no Brasil, pesa o fato de termos vivido durante séculos sob a égide de um regime social rígido e implacável, que condenava a livre expressão das pessoas, submetendo-as a uma permanente e asfixiante vigilância. A um "cidadão de bem", via de regra, eram dadas duas alternativas: seguir fielmente as normas sociais e a etiqueta vigente ou manter, às esconsas, uma vida paralela (às vezes mais de uma). A tão discutida erotização da sociedade, por exemplo, não é mera obra do acaso, nem tampouco um capricho frívolo de tarados robotizados pela mídia e, sim, o preço a se pagar pelo longo período de repressão sexual, ao qual gerações sucessivas estiveram subjugadas e que só começou a ser revertido muito recentemente. É como uma enorme barragem que se rompe, de repente. O primeiro impacto é assustador: a água, represada por anos, se liberta com fúria, devastando tudo o que encontra pela frente e promovendo uma imediata mudança nos locais por onde passa. Aos poucos, ela torna a ocupar o leito do rio do qual estivera forçosamente separada, o fluxo se acalma e todo o ecossistema ao redor, alterado por conta da construção da barragem, readquire as suas características originais.

Assim como a sexualidade, uma energia muito superior à razão humana, vem tentando, de algumas décadas para cá, se libertar de séculos de amarras, as pessoas parecem ter se rebelado contra os exageros dos códigos de conduta de um passado austero e, num ato legítimo de rebeldia, renunciado a ele, em nome de um ideal de autonomia irrestrita. O modo antigo de se educar, quase marcial, foi substituído por uma perigosa permissividade e o que se vê hoje é nada mais do que uma conseqüência natural desta mudança, conjugada à loucura brutal pela qual o nosso mundo enveredou. Como pode se comportar uma pessoa criada sem limites e, portanto, com pouco ou nenhum preparo emocional e psíquico, que ao chegar à vida adulta, encontra uma sociedade ferreamente competitiva, escravizada pelo consumismo desenfreado, pela injustiça, pela violência e pelo culto doentio à aparência, tanto física quanto social? Uma sociedade que, ante o menor movimento em falso, lhe devora a alma, decreta, sem qualquer razão lógica, a obsolescência das suas capacidades e o submete a um terrorismo permanente em relação à saúde, à estética e às finanças, deixando claro que uma mínima falha no preenchimento de qualquer destes três requisitos conduzirá, invariavelmente, ao naufrágio amoroso, familiar ou profissional?

É claro que a educação permissiva fracassou, assim como o antigo modelo autoritário se revelou, igualmente, um embuste nocivo. Na verdade, o nosso sistema educacional, hoje, é de uma ineficiência atroz. Em vez de preparar pessoas para a vida, ele se limita a prepará-las para o vestibular, como se o futuro fosse apenas o mercado de trabalho. Se o mundo chegou ao ponto que chegou e sabemos, ao menos em parte, as causas disso, a única saída para enfrentá-lo e, na medida do possível, humanizá-lo um pouco mais, certamente está nas pessoas. E isso poderia começar pela implementação, em algumas escolas, de uma disciplina nova, a ser ministrada do jardim de infância ao pré-vestibular, que ensinaria como viver em sociedade.

Aulas de como viver em sociedade? Pode soar estapafúrdio, mas é uma reivindicação plenamente razoável. Nada de métodos rígidos, teorias antigas e lições de moral de teor conservador ou religioso. O ensino, na verdade, começaria aí: o professor faria valer sua autoridade, sem resvalar para o autoritarismo, mostrando a partir da própria relação com os alunos, como impor limites com naturalidade sem apelar para a violência verbal ou física. Seriam aulas práticas, onde normas fundamentais de boa convivência seriam ensinadas e estimuladas. Paralelamente, o professor abriria um importante canal de diálogo com os alunos, conversando com franqueza sobre temas caros à infância e à juventude e enfatizando, sempre, a importância do respeito, tanto no trato com os outros como consigo mesmo. Afinal, as pessoas hoje também se desrespeitam e muito. E a maioria, em geral, nem se apercebe disso.

É claro que essa proposta é uma utopia que dificilmente se concretizará com o alcance necessário. Ainda mais num país como o Brasil, onde os professores, mal-remunerados e, em muitos casos, mal-habilitados, às vezes, nem conseguem ensinar o beabá. Fica de, todo modo, a idéia e o desabafo de alguém que não se conforma com a falta de respeito que se alastra pela sociedade como uma epidemia fora de controle.

Um pop-romance de amor e angústia

Ao iniciar a leitura do romance de estréia do jornalista carioca Arthur Dapieve, De cada amor tu herdarás só o cinismo (Objetiva; 224 páginas; 2004), lembrei-me, imediatamente, de um texto do próprio Dapieve - que assina uma coluna no jornal O Globo - no qual ele falava do esperado show que Roger Waters, ex-baixista do Pink Floyd, faria no Rio em março de 2002, aproveitando para comunicar aos leitores que iria chorar quando Waters cantasse "Wish you were here", um dos grandes sucessos do Floyd, que nunca se apresentara no Brasil. Talvez pelo fato de o começo do livro se dar justamente num show de rock, no caso o que a banda americana R.E.M. fez no Rock in Rio 3, em 2001, ao qual, sem a menor dúvida, Dapieve compareceu. Não apenas por conta da sua notória paixão pelo rock, como pela forma como ele descreve os instantes finais do show - cuja energia, creio, só alguém que esteve lá é capaz de captar e traduzir em palavras a ponto de afetar quem não esteve (como, por exemplo, eu).

De cada amor tu herdarás só o cinismo, cujo título é inspirado num verso de Cartola, narra a história do publicitário Bernardino Oliveira, um quarentão que cai de amores pela jovem Adelaide em meio ao público que acabara de assistir, extasiado, à apresentação do R.E.M. Adelaide é linda, ruiva e amadurecida, mais de vinte anos mais moça que Bernardino, trabalha como estagiária na agência da qual ele é um dos principais executivos e, o melhor de tudo, adora rock quase tanto quanto ele. Bernardino, que é casado e tem dois filhos universitários, vai se deixando enredar pelo magnetismo de Adelaide. E, por causa, dela, vê sua vida, seu casamento monótono e o pouco que lhe resta de equilíbrio emocional desmoronar.

A temática pode parecer antiga, mas Dapieve constrói uma história diferente, com a qual muitos homens urbanos, certamente, irão se identificar. Bernardino é um anti-herói incomodamente real, que enfrenta situações factíveis e exprime pensamentos e sensações típicas do homem moderno, um ser em permanente conflito. A trama é dividida em quinze capítulos, cada qual equivalente a uma semana. A linguagem, na maior parte coloquial e direta, entremeada por diálogos ágeis e até mensagens de e-mail, faria do livro uma autêntica pulp fiction num estilo pop, caso o autor não tivesse resolvido introduzir alguns experimentalismos, como no décimo-terceiro capítulo, quando Bernardino imerge num angustiado monólogo interior sem nenhuma pontuação, à semelhança do que ocorre com Molly Bloom, na reta final de Ulisses, de James Joyce. Há também referências claras a um romance do italiano Dino Buzzati, Um Amor, começando pelo próprio protagonista, Bernardino, a quem a amada Adelaide chama pelo diminutivo carinhoso, Dino. O livro também se propõe a evidenciar a distância entre duas gerações, a de Bernardino - de mais de quarenta anos - e a de Adelaide e dos filhos de Bernardino - ao redor dos vinte anos -, por meio, principalmente, das preferências musicais mais comuns a cada uma.

De quebra, o livro nos fornece um simpático roteiro de redutos tradicionais da boemia e gastronomia do Rio, mostrando que o autor, além de entender de rock, também é íntimo de alguns dos mais célebres balcões e mesas cariocas. O que, por si só, já dá à leitura um tempero a mais.

Para ir além






Luis Eduardo Matta
Rio de Janeiro, 2/11/2004


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Nem tudo é pessoal de Marta Barcellos
02. Gerald Thomas: cidadão do mundo (parte final) de Jardel Dias Cavalcanti
03. Era uma vez o conto de fadas de Marcelo Spalding
04. Não gostar de Machado de Daniel Lopes
05. Um presidente relutante de Lisandro Gaertner


Mais Luis Eduardo Matta
Mais Acessadas de Luis Eduardo Matta em 2004
01. Os desafios de publicar o primeiro livro - 23/3/2004
02. A difícil arte de viver em sociedade - 2/11/2004
03. Beirute: o renascimento da Paris do Oriente - 16/11/2004
04. A discreta crise criativa das novelas brasileiras - 17/2/2004
05. Deitado eternamente em divã esplêndido – Parte 1 - 13/7/2004


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
4/11/2004
14h21min
Enquanto o currículo e as demais características das escolas forem determinadas por professores e pedagogos, podemos esquecer qualquer possibilidade de melhoria do ensino. Parafraseando De Gaulle: a educação é algo sério demais para ser deixado nas mãos dos professores.
[Leia outros Comentários de Daniel Malaguti]
13/11/2004
15h55min
Sim, urgente: aulas de como viver em sociedade, nas escolas, cursos, palestras, workshops, seminários... porque respeito é bom e a gente gosta.
[Leia outros Comentários de Gisele Lemper]
19/11/2004
05h33min
Você acha mesmo que, depois da barragem rompida - e não a estou defendendo! -, as coisas voltam ao normal? E já foram normais? E o que é isto? O que constato é que passamos da repressão para uma espécie de coerção que nos diz: QUEIRA TUDO. FAÇA TUDO. E, se a gente não faz ou não quer, está se reprimindo ou sendo anormal... Enfim, passamos de uma obrigação ("não queira") a outra obrigação ("sempre queira tudo"). Difícil acertar...
[Leia outros Comentários de Carla]
29/11/2004
08h42min
Nos pequenos atos é que percebemos que estamos integrados ou não 'a sociedade. Veja: jogar papel na rua é algo que não condiz com uma atitude cidadã. Acho que precisamos rever os nossos conceitos enquanto ainda é tempo.
[Leia outros Comentários de Elvis Lima C Mutti]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O Eros
Alberto Bevilacqua
Record
(1995)
R$ 8,00



Jacques Lacan - uma Biografia Intelectual
Oscar Cesarotto, Marcio Peter de Souza Leite
Iluminuras
(2000)
R$ 31,00



Considerações Sobre a Necessidade de Especialização Nas Oficinas
Remag, Nº 112 - Ano Xi de 1974
Métodos
(1974)
R$ 19,82



Espumas Flutuantes
Castro Alves
Klick
(1997)
R$ 6,90



Os Gêneros do Discurso - 1ª Edição
Mikhail Bakhtin
34
(2016)
R$ 41,95



Rebelião das Prostitutas 7691
João Marcos Cicarelli
Milesi
(1981)
R$ 10,00



A Verdade Sobre o Caso Harry Quebert
Joël Dicker
Intrínseca
(2014)
R$ 51,00



Word 97 Passo a Passo Lite
Makron Books
Makron
(1997)
R$ 5,00



Tranquillidade
Odette Castilho de Barros
Revista dos Tribunais
(1935)
R$ 50,00



Abutre
Gil Scott-Heron
Conrad
(2002)
R$ 20,00





busca | avançada
79822 visitas/dia
2,4 milhões/mês