A Marafa Carioca, de Marques Rebelo | Jardel Dias Cavalcanti | Digestivo Cultural

busca | avançada
38289 visitas/dia
1,4 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Segunda-feira, 22/12/2003
A Marafa Carioca, de Marques Rebelo
Jardel Dias Cavalcanti

+ de 10300 Acessos
+ 2 Comentário(s)

"É sempre nas capitais que o sangue humano se vende mais barato". (Jean-Jacques Rosseau - Emílio ou da Educação)

Com a atual decadência em que se encontra a cidade do Rio de Janeiro, sendo tragada por um lamaçal de corrupção em todos os níveis, de pobreza, de politicagem, de marginalização, de violência, de uma sujeira lamentável do espaço urbano, de incerteza quanto ao futuro, da alienação e infelicidade geradas por tudo isso - a vida humana que habita esse universo deveria ser um tema aprofundado pela pena de algum romancista.

Na falta deste romancista, podemos ler agora o livro Marafa, de Marques Rebelo, lançado este ano pela editora Nova Fronteira. Embora o romance seja de 1935, quando ganhou o Grande Prêmio de Romance Machado de Assis, ele nos convida a um passeio por um Rio de Janeiro que está longe de ter desaparecido ou de desaparecer.

Não acreditam? Pois então acompanhem o seguinte trecho do livro de Rebelo: "Mendigos estendem as mãos imundas, mostrando chagas, andrajos e deformidades. Mendigas dão maminhas mirradas a esqueletos de crianças. Inválidos, cegos, aleijados, portadores de elefantíase, suspeitas caras de leprosos, há mendigos nas esquinas, nas soleiras, no portão dos cemitérios, nos degraus das igrejas, à porta dos restaurantes, dormindo no sopé das estátuas e nos bancos das praças. Há tantos mendigos e falsos mendigos como há pardais. E há a Comissão de Turismo, convidando o mundo, com maus cartazes, para conhecer as belezas naturais da capital maravilhosa."

Marques Rebelo, com os seus flagrantes da metrópole pequeno-burguesa, suas histórias irônicas e enternecidas ao mesmo tempo, a sua funda simpatia pelos humildes e desajustados, caixeiros de armarinhos, fuzileiros navais, boxeadores, cafetões, prostitutas, mulatas capitosas, mocinhas do subúrbio, é um romancista da cidade do Rio de Janeiro, da mesma família de um Machado de Assis e de um Lima Barreto.

Pioneiro do romance urbano, Rebelo retratou como nenhum outro escritor a transformação continua do Rio de Janeiro a partir dos anos 30, o frenesi de sua vida noturna, sua sensualidade e seus vícios.

Marafa é uma crônica do imenso mural da metrópole individual e coletiva, pessoal e anônima, que é o Rio de Janeiro. Segundo Ribeiro Couto, "na maneira incisiva e calma, na atitude meio zombeteira, meio piedosa, a posição espiritual de Marques Rebelo é a de um continuador da tradição desses mestres admiráveis da novela urbana, homens para quem a vida citadina de todos os dias existe - a vida humilde, burguesa, monótona, difícil, de toda gente e de todos nós".

Trechos como este confirmam a observação de Otto Maria Carpeaux, que dizia que "a matéria prima de Marafa são justamente as drogas que envenenam esse povo carioca, anestesiado pelo carnaval, pelo futebol, pela mulata, pelas leituras falsas e pela baixa politicagem".

A palavra Marafa, que dá título ao romance, e que se encontra hoje em desuso, significa, segundo o dicionário Aurélio, "vida desregrada, licenciosa, libertina". E é dentro deste mote que circulam os personagens suburbanos que aparecem dentro do romance, marcados, sempre, por uma existência trágica.

O romance é escrito em pequenos capítulos, às vezes, surgem até poemas em prosa, no qual um grande número de personagens se insurge com marcada presença existencial, sendo que desaparecem e voltam repentinamente para depois sumirem novamente. O desenrolar do livro marca o ritmo normal da vida urbana nascente daquele tempo, firmada nos tempos de hoje, onde estranhos nos cruzam, interferindo ou não em nossa vida para, depois, sem mais nem menos, desaparecerem para nunca mais serem reencontrados por nós.

Mas existem dois personagens centrais no livro, ao qual a maior parte das ações está ligada. José e Teixeirinha. O primeiro é um homem honesto e trabalhador, que se apaixona por uma suburbana com o qual quer se casar. Para melhorar sua vida, pois só assim poderá ser aceito pela família da moça e se casar, transforma-se num lutador de boxe, mergulhando no submundo dos contratos sujos e falsos das violentas lutas. Sua família, no qual faz parte um irmão com carreira pela medicina, acha esse investimento de José, através do boxe, indigno para um homem de sua classe. Aos poucos, no entanto, vão se acostumando com a fama do filho lutador que sai em todas as manchetes de jornais como um grande campeão.

O segundo personagem, Teixerinha, é o protótipo do malandro, com passagens ocasionais pela polícia, que vive de pequenos golpes, explorando prostitutas, pulando de quarto em quarto de hotéis sórdidos para fugir de credores e que, para dar algum sentido menos perverso à sua existência, cuida de alguma escola carnavalesca.

A grande surpresa do livro é a forma com que esses dois personagens se encontram, fechando o sentido trágico de suas existências. Não podemos, evidentemente, narrar o encontro dos dois, pois o leitor não pode perder o prazer da surpreza e o terror que advém deste encontro.

Os personagens do romance de Rebelo nos surpreendem a cada aparição com suas nuances contraditórias e multifacetadas. É o caso do cuidadoso, bem comportado e estudioso irmão de José, que acaba se apaixonando pela pretendente de seu irmão, que passa a maior parte do tempo viajando atrás de lutas de boxe, vindo a assediá-la de forma insistente. A recusa da mesma leva-o a transtornos emocionais perigosos. Mesmo a mocinha, assustada diante do fato, mergulha em universos próximos ao suicídio por não conseguir informar ao noivo o assédio que sofre por parte do seu irmão. Neste momento estamos próximos das tragédias cariocas de Nelson Rodrigues, só que no caso de Rebelo a contensão repressiva vence.

Dentro do romance como um todo, o que se faz notar é esse cheiro de noite, de perversão, de desespero, de carências, de insanidade - porém, tudo relatado de uma forma tranqüila, sem o mínimo expressionismo. Segundo Massaud Moisés, na literatura de Rebelo "não se houve um berro, um gesto dissonante". No entanto, segundo Mário de Andrade, "ele era o nosso criador mais pessimista, uma personalidade sofrida e trágica".

Esse passeio pela vida cotidiana de personagens suburbanos ou de classe média em ascensão e o confronto de seus desejos com as exigências de uma vida urbana em formação valem, per se, a leitura de Marafa. Diferente da escrita machadina, fortemente marcada pela psicologia dos personagens, no caso de Rebelo o que conta é a dinâmica entre o ritmo da vida vulgar dos seus personagens e o ritmo de sua escrita - elementos que se bem entrosados fazem sugir aquilo que pode ser definido como uma excelente obra de arte.

Para ir além




Sobre o autor

Marques Rebelo, jornalista, contista e crônista, é o pseudônimo literário de Edi Dias da Cruz. Nascido em 1907 no Rio de Janeiro, faleceu na mesma cidade em 1973. Foi leitor ávido de Balzac, Flaubert e Eça de Queiroz desde sua infância, que passou entre Barbacena (MG) e Rio de Janeiro. Foi eleito em 1964 para a Academia Brasileira de Letras. Seu romance mais conhecido é A Estrela Sobe, de 1939, sobre a vida de uma suburbana que "vence" no rádio, a grande fábrica de ilusões dos anos 30. Para quem quiser fazer uma viagem através de sua vida e de suas polêmicas literárias vale ler sua biografia, da coleção "Perfis do Rio", recentemente lançada pela editora Relume-Dumará.


Jardel Dias Cavalcanti
Campinas, 22/12/2003


Mais Jardel Dias Cavalcanti
Mais Acessadas de Jardel Dias Cavalcanti em 2003
01. Felicidade: reflexões de Eduardo Giannetti - 3/2/2003
02. Entrevista com o poeta Augusto de Campos - 24/3/2003
03. John Fante: literatura como heroína e jazz - 21/7/2003
04. Os Dez Grandes Livros - 15/10/2003
05. O Fel da Caricatura: André de Pádua - 3/3/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
22/12/2003
12h13min
Caro Jardel, parabéns pela resenha, é tudo o que estávamos precisando para ‘cutucar’ esta atual sociedade e devemos sempre lembrar e fazermos vibrar Marques Rebelo, principalmente ‘Marafa’, que é uma historia atual e lúcida! Não podemos continuar mantendo toda essa imbecilidade (é assim, somos vistos) de bundas coloridas, de lixos culturais (Tchan! e degradações semelhantes), chega de putrefações intelectuais, precisamos analisar estes erros para que possamos fazer surgir, emergir, submergir de forma nítida e veloz a grande riqueza cultural que possuímos e que a mídia não faz questão de ‘dividir’, pelo motivo absurdo de que a grande população prefira o lixo. Devemos nos felicitar pelo surgimento de Maria Rita (parabéns, pelo fato de ter absorvido e transmitido em palavras as emoções que a interpretação/voz dessa mulher nos causa sempre!), de Ana Carolina e sua ‘garganta’ feroz e vibrante e todos os outros dessa linha. Vamos ver o Rio de Janeiro sem a câmera do Leblon (nebuloso ‘Neblon’), que a TV ‘diz’, estamos problemáticos; ótimo o desafio é a recuperação e não a hipocrisia das novelas e filmes (sem contar com a remela de falsos atores – ex-modelos e atuais ‘celebridades’), que são exibidos no exterior. Vamos ser rebeldes e mudar, já que o caos não está só no Rio de Janeiro, está em outros ‘meses e cidades’, a transformação do cenário cultural é o ‘chamado’ para toda conscientização! Parabéns Digestivo (Digeri). Fernanda Gonçalves
[Leia outros Comentários de Fernanda Gonçalves]
24/12/2003
19h48min
jardel, a superfície volátil que colocam sobre o atual cenário carioca pelo jeito é clareada numa linha cultural em marafa, me interessa saber mais, pretendo ler o livro, já que pouco tempo atrás escrevi para a revista científica do senac/sp sobre a banalização do corpo carioca e também sobre a "bunda music". li sobre o que escreveu sobre a linda herança deixada por elis, para nós - a talentosa maria rita! parabéns, maria alice
[Leia outros Comentários de maria alice ximenes]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




HIMMELSATLAS TABULAE CAELESTES
SCHURIG GOTZ
BIM
(1960)
R$ 45,00



GUIA JESUS E O CRISTIANISMO A VIDA DO GRANDE MESSIAS - 4982
CLAUDIO BLANC
ON LINE
(2014)
R$ 17,00



A VIDA FUTURA A HISTÓRIA DE SHEILINHA E JOAQUIM
MILTES APPARECIDA SOARES DE CARVALHO BONNA
MEIMEI
(1989)
R$ 20,00
+ frete grátis



ABC DE CASTRO ALVES
JORGE AMADO
MARTINS
R$ 6,90



A MAGIA DOS CRISTAIS
KEVIN SULLIVAN
OBJETIVA
(1987)
R$ 12,00



TSUBASA - RESERVOIR CHRONICLE - Nº 07
CLAMP
JBC MANGÁS
(2007)
R$ 7,90



ANTES DE WATCHMEN 7: DOLLAR BILL E MOLOCH
J. MICHAEL STRACZYNSKI; EDUARDO RISSO; LEN WEIN
PANINI COMICS
(2013)
R$ 14,90



A GUERRA PELAS ALMAS 2012
WHITLEY STRIEBER
PLANETA
(2011)
R$ 14,99



E NO FINAL A MORTE
AGATHA CHRISTIE
L&PM
(2002)
R$ 18,00



O BANQUEIRO
LESLIE WALLER
RECORD
R$ 6,90





busca | avançada
38289 visitas/dia
1,4 milhão/mês