John Fante: literatura como heroína e jazz | Jardel Dias Cavalcanti | Digestivo Cultural

busca | avançada
62566 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Diálogos na Web FAAP: Na pauta, festivais de cinema e crítica cinematográfica
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> Caí na besteira de ler Nietzsche
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Santa Xuxa contra a hipocrisia atual
>>> Há vida inteligente fora da internet?
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Nos porões da ditadura
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> É Julio mesmo, sem acento
Mais Recentes
>>> Um Cidadão do Mundo Que Ama a Paz de Reverendo Sun Myung Moon pela Il Rung (2011)
>>> Um Cidadão do Mundo Que Ama a Paz de Reverendo Sun Myung Moon pela Il Rung (2011)
>>> Um Cidadão do Mundo Que Ama a Paz de Reverendo Sun Myung Moon pela Il Rung (2011)
>>> É Simples Você pode Recriar Sua Vida de Rosalia Schwark pela Edita (2008)
>>> Feliz Por Nada de Martha Medeiros pela L&PM (2011)
>>> Conversas com gestores de ações brasileiros - A fórmula dos grandes investidores para ganhar dinheiro em bolsa de Luciana Seabra/Prefácio de Felipe Miranda pela Portfólio/Penguin (2018)
>>> Seja Dono do Seu Nariz de Cheryl Richardson pela Sextante (2007)
>>> Sem Medo da Segunda-Feira de David Cottrell pela Negócios (2009)
>>> O Poder da Paciência de M. J. Ryan pela Sextante (2009)
>>> Uma Vida Com Propósitos de Rick Warren pela Vida (2010)
>>> Poirot perde uma cliente de Agatha Christie pela Nova Fronteira (1976)
>>> Paris Babilônia. A capital francesa nos tempos da Comuna de Rupert Christiansen pela Record (1998)
>>> O Poder da Energia de Brendon Burchard pela Novo Conceito (2013)
>>> Antes do dilúvio. Um retrato da Berlim nos anos 20 de Otto Friedrich pela Record (1997)
>>> Tratado da propriedade Intelectual - Tomo III de Denis Borges Barbosa pela Lumen Juris (2014)
>>> Mojo The Collector Series de Bob Dylan 1974-2020 pela Mojo (2020)
>>> Sigmund Freud & O Gabinete do Dr. Lacan de Peter Gay & Philip Rieff & Richard Wollheim et alii pela Brasiliense (1989)
>>> Vogue Magazine (UK) August 2020 de Judi Dench pela Condé Nast (2020)
>>> Combo Livros As Teias De Sírius - Volumes 1 E 2 de Carla Furlan Ferraz pela Independente (2016)
>>> Vogue Magazine (UK) July 2020 de The New FrontLine pela Condé Nast (2020)
>>> Os Doze Mandamentos de Sidney Sheldon pela Record (2011)
>>> Q Magazine December 2018 de The 1975 pela Emap (2018)
>>> O Professor do Desejo de Philip Roth pela Companhia das Letras (2013)
>>> 50 Contos de Machado de Assis pela Companhia das Letras (2007)
>>> Ego Transformado de Timothy Keller pela Vida Nova (2020)
>>> Quando Fui Outro de Fernando Pessoa pela Alfaguara (2006)
>>> A Sombra Da Nova Era de Alan Bleakley pela Siciliano (1989)
>>> A Era dos Extrems de Eric Hobsbawn pela Companhia das Letras (1995)
>>> O Ponto de Mutação. de Fritjof Capra pela Cultrix (1996)
>>> Um Cavalheiro em Moscou de Amor Towles pela Intrinseca (2018)
>>> Morte no Rio Nilo. de Ágatha Christie pela Nova Fronteira (2015)
>>> Minhas Histórias dos Outros. de Zuenir Ventura pela Planeta Do Brasil (2005)
>>> Estranho Irresistível. de Christina Lauren pela Universo dos Livros (2013)
>>> Sobre Lutas e Lágrimas de Mário Magalhães pela Companhia das Letras (2019)
>>> Educar Sem Culpa. A Gênese da Ética. de Tania Zagury pela Record (1999)
>>> Anjos Cabalísticos. de Monica Buonfiglio pela Oficina Cultural Monica Buonfiglio (1993)
>>> La Métaphysique - Aristote - Tome I e II de J. Tricot pela Librairie (1953)
>>> Anatomia do treinamento de força: Guia ilustrado de exercícios com o peso corporal para força, potência e definição - 5D de Bret Contreras pela Manole (2016)
>>> O espirito santo quer ir embora ... e agora ? de Eliézer Corrêa de Souza pela Moriá (2002)
>>> Eu / OutraPoesia de Augusto dos Anjos pela Círculo do Livro (1975)
>>> Mobilização e alongamento na função musculoarticular - 5D de Abdallah Achour Júnior pela Manole (2016)
>>> Temas de Direito Civil Tomo II de Gustavo Tepedino pela Renovar (2006)
>>> Programe-se para a ressurreição de Pe. Nadir José Brun pela Ave-Maria (2002)
>>> O Homem de Giz - 5D de Alexandre Raposo pela Intrínseca (2018)
>>> Steps- Volume 3- Fun Magazine- 3o Bimestre de Victoria Keller pela Ibep
>>> Exercícios de hidroginástica: Exercícios e rotinas para tonificação, condicionamento físico e saúde - 5D de MaryBeth Pappas Baun pela Manole (2010)
>>> Mosquitolândia - 6B de David Arnold pela Intrínseca (2015)
>>> O futuro da humanidade - 6B de Augusto Cury pela Arqueiro (2005)
>>> Nutrição para o treinamento de força - 5D de Susan M. Kleiner pela Manole (2016)
>>> Fundamentos de Engenharia Hidráulica - 6F de Márcio Baptista pela UFMG (2016)
COLUNAS

Segunda-feira, 21/7/2003
John Fante: literatura como heroína e jazz
Jardel Dias Cavalcanti

+ de 18300 Acessos
+ 7 Comentário(s)

(Dedicado a Welbert Belfort.)

Quem quiser seguir o conselho de Baudelaire e, vez por outra, chafurdar o fochinho na lama, deve ler a obra de John Fante, ou apenas Pergunte ao Pó, lançado este ano no Brasil pela editora José Olympio, com tradução de Roberto Muggiati.

O escritor ítalo-americano John Fante nasceu no Colorado, em 1909. Sua carreira literária começou em 1929, mas só conseguiu publicar seu primeiro conto em 1932, na The American Mercury. Seu primeiro romance, Espere a primavera, Bandini, saiu em 1938. Logo após, no ano seguinte, publicou Pergunte ao pó. Em 1940 saiu uma coleção de contos, denominada Dago Red, que se encontra reunida agora no livro O vinho da juventude.

Fante também ocupou-se com roteiros de cinema para Hollywood — vale conferir o sugestivo "Walk on the wild side" (Pelos bairros do vício).

No ano de 1955 Fante começou a sofrer por causa da diabete, que o levaria à cegueira em 1978 — o que não o impediu de continuar a criar, ditando sua prosa para a sua companheira Joyce. Aos 74 anos, bastante convalescido, bateu as botas.

O prefácio da edição brasileira de Pergunte ao pó traz um texto escrito por Charles Bukowski. Ali ele narra seu interessante encontro com a obra de Fante. Naquela época, passando fome, trepando com qualquer buraco que encontrava, bebendo feito um desgraçado e tentando ser escritor, Bukowski procurava alguma coisa que prestasse para ler, numa biblioteca pública de Los Angeles. Cansado da mistura de sutileza, técnica e forma que encontrava nos romances, deu de cara com Pergunte ao pó. Deu uma espiada, viu que valia a pena investir tempo naquela leitura, decidindo-se por levá-lo para casa. Claro, leu numa sentada só e, depois, procurou tudo o que o escritor havia publicado. Encontrou na obra de Fante seu irmão literário. Sentiu-se, como descreve, como alguém que encontra ouro no meio de um lixão da cidade.

As características que encantaram Bukowski? Um fluxo cambaleante de escrita que parecia uma mistura de jazz, conhaque barato, heroína, linhas movidas a energia descontrolada, uma emoção criada apenas por aqueles que não a temem, um humor e dor entrelaçados numa soberba simplicidade.

O livro conta a história do alter-ego do autor, o escritor Arturo Bandini, filho de imigrantes, jovem dotado de interesse por ser escritor e marginalizado pela sociedade. O personagem sente através de sua vocação literária o desejo de traduzir na sua obra o calor da vida desregrada na qual ele mesmo vive mergulhado. O romance se passa nos anos trinta, nas ruas, bares e hotéis pobres e podres de Los Angeles.

Bandini é um herói literário que se consome no sexo e no álcool, um vagabundo melancólico, eufórico e sórdido, trazendo uma cota de escatologia, autenticidade e autodestruição bastante exemplar do niilismo que lembra o fim do século XIX. Sua obsessões são alcançar a fortuna,o êxito literário e conquistar as mais belas mulheres. Porém, não consegue mais que derrotas, trabalhos medíocres onde o pagam quase nada e o amor de uma mulher que tem a idade de sua mãe, com a qual viverá experiências grotescas.

Lida em perspectiva, a obra de Fante é um registro do rápido século XX que encontrou nos Estados Unidos uma mistura frágil de ambição e desilusão, concentradas na idéia da luta pelo progresso e pelas oportunidades individuais que se potencializam mutualmente: quanto maior o fracasso, maior o desejo de seguir à frente, a qualquer preço.

O livro é escrito em ritmo de alta velocidade, num calor próximo às apresentações jazzísticas da época. Assim também nós fazemos a sua leitura. Nesse sentido, ele anuncia o que viria a ser a prosa e a poesia da Geração Beat.

Não se deve procurar nesse romance uma "prosa de época", uma "reportagem" sobre a Los Angeles dos anos 30. Não há aqui nenhum tipo de jornalismo. Como disse Proudhon, "o jornal é o cemitério das idéias". Na literatura a coisa é diferente. E neste caso, em Pergunte ao pó, as coisas esquentam como o sangue injetado de cocaína e uísque. A vida flui em sua contradição mais desesperadora, misturando afetos, desejos, pobreza, desdém, desespero, solidão, descontrole alcoólico e libidinal.

Ao invés da América ascética, protestante, bem firmada em seu conservadorismo, em seu racismo e prepotência fascistóide, mergulhamos com o romance de Fante em situações e emoções tipicamente humanas, do mais baixo calão, porém, dotadas de uma vitalidade noturna traduzida, no fraseado melódico de sua literatura, em gritos e hurros provindos da natureza animal daqueles que habitam à margem das cidades. Sim, trata-se dos cidadãos da noite, que vivem em bares sujos, dormindo em hotéis decadentes, gozando de prazeres desregrados, consumindo heroína, blues, jazz (essa manifestação, segundo Norman Mailer, do lado negro e reprimido da América), e vivendo atolados em delírios alcoólicos.

"Venha para a América e conheça o quão selvagem pode ser o amor, a ambição e a dor do homem civilizado". Esta poderia ser a epígrafe do livro de Fante.

Este romance encontra sua tradução perfeita no belíssimo poema "Howl", de Allen Ginsberg, que traduz uma geração inteira, posterior a Fante, no entanto, devedora de seu espírito literário e existencial. Um poema de longos fraseados, como o sax de John Coltrane num bar esfumaçado (danem-se os não-fumantes — que se tranquem em casa e nos deixem em paz com nossos sentimentos e bares noturnos), fruto de uma mente que corre solta, desengonçada, inspirada e selvagem. Eis um trecho do poema:

"Histéricos, nus e famintos
tragados pelas ruas negras da madrugada a procura
de um pico raivoso,
Hipsters angelicais queimando-se pela primitiva ligação celestial
Nos dínamos chocantes das engrenagens da noite,
Miseráveis e esfarrapados com olhos sagrados nas alturas do fumo
Na escuridão do topo das cidades contemplando jazz..."

Mas não se pense que o caso de Fante se relaciona com a literatura de protesto. Aqui a vida se transfigura, não em discursos politicamente corretos, mas em visões delirantes, talvez mais próximas de um Blake do que de um Marx. Os personagens de Fante se torcem pelas ruas e pela vida numa verdadeira fúria adversa, numa ambientação muito próxima a das soturnas obras criadas por Goya. Seu realismo é sujo, vulgar, pronto para a indecência e o desespero. Assim o é porque seu escritor é um selvagem, um antiintelectual.

Apesar disso, os personagens de Fante estão orgulhosos de ter nascido na América, de ali viver, pois eles sabem que "vão comer hamburgueres, ano após ano, e viver em apartamentos e hotéis empoeirados, infestados de vermes, mas toda manhã vão ver o poderoso sol, o eterno azul do céu, e as ruas estarão cheias de belas mulheres que vocês nunca possuirão e as noites quentes e semitropicais recenderão a romances que vocês nunca vão viver, mas ainda assim estarão no paraíso, rapazes, na terra do sol".

A loucura do personagem Bandini, com seus delírios de grandeza e seu impiedoso orgulho, tem a virtude de expressar as pressões morais dos sujeitos "incorrigíveis". Sua fúria contra a religião, seu desprezo pelos débeis, seu ódio pela mediocridade burguesa e a seu próprio abatimento, são os elementos que dão a voltagem do personagem e seu encantamento.

Para ir além






Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 21/7/2003


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Notas confessionais de um angustiado (V) de Cassionei Niches Petry
02. Mamilos de Adriane Pasa
03. De olho em você de Marilia Mota Silva
04. Suicídio de Marta Barcellos
05. Contos fantásticos no labirinto de Borges de Gian Danton


Mais Jardel Dias Cavalcanti
Mais Acessadas de Jardel Dias Cavalcanti em 2003
01. Felicidade: reflexões de Eduardo Giannetti - 3/2/2003
02. Entrevista com o poeta Augusto de Campos - 24/3/2003
03. John Fante: literatura como heroína e jazz - 21/7/2003
04. Os Dez Grandes Livros - 15/10/2003
05. O Fel da Caricatura: André de Pádua - 3/3/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
21/7/2003
08h54min
Parabéns pelo artigo, caro Jardel. O início do texto é um primor de concisão acerca da obra de Fante. Ler pergunte ao pó é, de fato, chafurdar o focinho na lama.
[Leia outros Comentários de Fabio Cardoso]
21/7/2003
09h51min
Caro Fabio, obrigado pelo comentário e leitura. fante é eletricidade pura, no estilo. jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
6/8/2003
13h54min
"Hurros"? Bom texto, Jardel. Pena que alguns livros de Fante (como Sonhos em Bunker Hill) e Bukowski (Hollywood, A mulher mais linda da cidade, etc) só se têm em português e a preços razoáveis naquela coleção da L&PM pocket, cheia de erros.
[Leia outros Comentários de Fabiana]
6/8/2003
14h30min
fabiana, obrigado pelo comentário. em termos editoriais estamos num buraco sem fundo. não há nada traduzido nesse país. e as editoras exigem traduções diretas do original, o que piora tudo. jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
4/9/2003
12h14min
Bom texto,traduz bem o espírito da obra de Fante. Comete apenas um equívoco: Pergunte ao Pó não foi lançado no Brasil este ano. E sim em 1983, pela Editora Braziliense, com boa tradução.
[Leia outros Comentários de Cleber Borges]
4/9/2003
22h31min
caro Cleber, obrigado pelo comentário. eu usei a edição nova da editora josé olympio. infelizmente, eu não conhecia esta outra. abraço, jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
12/9/2003
11h06min
Essa edição de 83 tem tradução do Paulo Leminski e só se encontra em sebos e a preços não muito convidativos.
[Leia outros Comentários de Leonardo Alonso]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




NOVO DICIONÁRIO DE ECONOMIA
PAULO SANDRONI
BEST SELLER
(1994)
R$ 5,00



A FURIA DO HULK
NOVA MARVEL
PANINI COMICS
(2015)
R$ 8,00



QUEM TEM MEDO FICA DE FORA
STELLA CARR
SCIPIONE
(2001)
R$ 7,00



MAESTRA
L. S. HILTON
FÁBRICA231
(2016)
R$ 19,99



PARA VIVER SEM SOFRER
LUIZ ANTONIO GASPARETTO
VIDA / CONSCIÊNCIA
(2002)
R$ 24,40



COMO REQUERER EM JUÍZO FORMULÁRIO CRIMINAL
YÁRA MULLER LEITE
SARAIVA
(1978)
R$ 8,80



WINDOWS ON THE WORLD
FREDERIC BEIGBEDER
RECORD
(2005)
R$ 15,00



AMADEUS
ALBERTO GOLDIN
BERLENDIS & VERTCCHIA
(1998)
R$ 7,60



O ATENEU
RAUL POMPÉIA
AVENIDA
(2009)
R$ 6,90



UNESP CIÊNCIA 76 - TERRORISMO
UNESP E OUTROS
UNESP
(2016)
R$ 20,00





busca | avançada
62566 visitas/dia
2,2 milhões/mês