Para amar São Paulo | Daniela Sandler | Digestivo Cultural

busca | avançada
51984 visitas/dia
2,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Sempre um Papo recebe lançamento de Lívia Sant’Anna Vaz
>>> ANUAL DE ARTE FAAP ABRE AO PÚBLICO NO DIA 30 DE NOVEMBRO
>>> JOSYARA FAZ SHOW NO SESC BELENZINHO
>>> Revista Úrsula na Copa
>>> Mostra Contemporânea de Natal - Vai na Fé - no Museu de Arte Sacra
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Home sweet... O retorno, de Dulce Maria Cardoso
>>> Menos que um, novo romance de Patrícia Melo
>>> Gal Costa (1945-2022)
>>> O segredo para não brigar por política
>>> Endereços antigos, enganos atuais
>>> Rodolfo Felipe Neder (1935-2022)
>>> A pior crônica do mundo
>>> O que lembro, tenho (Grande sertão: veredas)
>>> Neste Momento, poesia de André Dick
>>> Jô Soares (1938-2022)
Colunistas
Últimos Posts
>>> Lula de óculos ou Lula sem óculos?
>>> Uma história do Elo7
>>> Um convite a Xavier Zubiri
>>> Agnaldo Farias sobre Millôr Fernandes
>>> Marcelo Tripoli no TalksbyLeo
>>> Ivan Sant'Anna, o irmão de Sérgio Sant'Anna
>>> A Pathétique de Beethoven por Daniel Barenboim
>>> A história de Roberto Lee e da Avenue
>>> Canções Cruas, por Jacque Falcheti
>>> Running Up That Hill de Kate Bush por SingitLive
Últimos Posts
>>> Desapega, só um pouquinho.
>>> Menos, Redentor. Menos
>>> Sou grato a Deus
>>> Água das águas
>>> Súplica
>>> Por que me abandonastes
>>> Política na corda bamba
>>> Aonde anda a liberdade
>>> Calar não é consentir
>>> Eu já morri, de Edyr Augusto
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Duetos com Renato Russo
>>> Eureca!
>>> A secretária de Borges
>>> Saint-John Perse: o oxigênio da profundeza
>>> Ela tem um blog?
>>> 8 de Abril #digestivo10anos
>>> Vanguarda e Ditadura Militar
>>> Querem proibir as palavras
>>> WikiLeaks, uma arma contra o abuso de poder
>>> Em Busca da Terra do Nunca... e Johnny Depp
Mais Recentes
>>> Matematica Financeira de Augusto c. morgado benjamin cesar pela Elsevier (2006)
>>> Escolas da Floresta: Entre o Passado Oral e o Presente Letrado de Nietta Lindenberg Monte pela Multiletra (1996)
>>> Samurai Saburo Sakai de Martin caidin e fred saito pela C & R Editorial (2014)
>>> O taro zen, de osho de Paulo rebouças pela Cultrix (2006)
>>> O taro zen, de osho de Paulo rebouças pela Cultrix (2006)
>>> O taro zen, de osho de Paulo rebouças pela Cultrix (2006)
>>> Estatistica basica de Wilton de o. bussab pedro a. morettin pela Saraiva (2010)
>>> Ecg Essencial - Eletrocardiograma na Prática Diária de Malcolm S. Thaler pela Artmed (2008)
>>> O vampiro que descobriu o brasil de Ivan jef pela Atica (2019)
>>> Pilates para Você um Guia Completo para Pratica de Pilates Em Casa de Ann Crowther e Helena Petre pela Madras (2010)
>>> Òrun Àiyé: o Encontro de Dois Mundos de Jose beniste pela Bertrand Brasil (2013)
>>> Ecos do Cinema de Lumière ao Digital de Ivana bentes pela Ufrj (2007)
>>> A Doença Como Caminho de Thorwald dethlefsen rudiger dahlke pela Cultrix (2007)
>>> Redes de Computadores Guia Total de Lindeberg barros de sousa pela Érica (2009)
>>> O Efeito Nocebo de Roger de lafforest pela Siciliano (1991)
>>> O Poder da Ação de Paulo vieira, phd pela Gente (2015)
>>> Como Se Iniciar na Bruxaria de Hans holzer pela Record (1980)
>>> Mulheres que correm com os lobos de Clarissa pinkola estes pela Rocco (1994)
>>> Linguagem de corpo de Cristina cairo pela Mercuryo (2009)
>>> Lilith: a Lua Negra de Roberto sicuteri pela Paz e Terra (1998)
>>> Lilith: a Lua Negra de Roberto sicuteri pela Paz e Terra (1998)
>>> A Arte de Escutar de Carla faour pela Agir (2009)
>>> Gabo Periodista de Héctor Feliciano pela Fnpi (2014)
>>> Treinamento Desportivo, Carga, Estrutura e Planejamento de Prof. Dr. Armando Forteza de La Rosa pela Phorte (2008)
>>> Teorias da Arte de Anne Cauquelin pela Martins Fontes (2005)
COLUNAS >>> Especial SP 450

Terça-feira, 20/1/2004
Para amar São Paulo
Daniela Sandler

+ de 6500 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Horas desperdiçadas no trânsito, em ônibus e metrôs abarrotados ou dentro dos carros, sob o terror dos assaltos; ao redor a fumaça e a sombra dos prédios. E mais horas e horas e horas trabalhadas, horas não-registradas, horas-extras não remuneradas. A desigualdade espalhada no mapa e nas esquinas, o desemprego, a miséria. O barraco e a loja de luxo, Itaquera e Alphaville. Racionamento de água, de energia elétrica. Exaustão. Filas, filas no banco, nos órgãos públicos, filas para se divertir, nos restaurantes, nos cinemas. Assaltos, chacinas, tráfico. Favela e ostentação, partes da mesma violência; a violência tornada rotina.

Fácil pichar São Paulo, cidade difícil de habitar. Fácil também se acostumar. Só me dei conta do quanto São Paulo é difícil quando fui morar noutra cidade, Rochester, mais simples, segura e amena. No início a novidade de viver sem estresse me fez pensar em São Paulo com aversão. Passaram-se 4,5 anos, e a cidade agora faz 450. E eu, ainda à distância, chamada à pena, esperando brotar do teclado um manifesto contra a cidade da desigualdade, peguei-me surpresa em devaneios, desviada do manifesto por me dar conta de que sentia saudades – sim, saudades de São Paulo.

Percebo então que as saudades não são novas – nem meu amor pela cidade. Lembro que, quando aí morava, já me perdia em suspiros pelas fachadas elaboradas do centro, apaixonada pelo romance assombrado dos palacetes arruinados nos Campos Elíseos, pelo tom do sol de inverno nas árvores do Largo do Arouche. E lembro que misturava a essa admiração a minha experiência na cidade, vivida com excitação, alegria, curiosidade, apreciação. Sim, eu me enfurnava nas fieiras de edifícios dos Jardins, fitava o céu onde os prédios pareciam se unir em perspectiva, fechando-se sobre a rua como uma aléia – expressionismo paulista. E, claro, no cume da subida, os arranha-céus da Paulista, avenida que conheci tantas vezes por inteiro, a pé, de carro, de ônibus, metrô.

Ainda adolescente admirava cobiçosamente as casas e prédios modernistas espalhados na cidade (embora eu ainda não os conhecesse assim, pelo nome): sua pele de concreto, às vezes lisa e impecável, às vezes marcada pela textura das fôrmas de madeira como as linhas da palma da mão; os rastros da ferrugem escorrendo pelos cantos das janelas, imensos olhos de vidro... Foi só depois, quando fui estudar arquitetura e visitar outras cidades, que aprendi que essa arquitetura é uma de nossas conquistas locais, a chamada “Escola Paulista”.

Também em lugares anônimos, feios, eu guardava afetos insuspeitos. Na desordem do meu bairro, Moema, à época atulhado de canteiros de obras, trânsito, prédios de todo estilo, eu, saída da infância, descobrira minha própria mobilidade, e com ela passara a explorar quarteirões, papelarias, videolocadoras, docerias. Fiz-me conhecida de balconistas e falei com desconhecidos na rua. De fora, admirava locais que não freqüentava, e que exerciam um fascínio estranho: botecos de esquina com balcão de fórmica e homens bebendo pinga, barbearias mínimas com pisos de pastilha e cadeiras antigas. A avenida Ibirapuera inóspita, ainda famosa por suas casas de samba e cantinas – essa parte da avenida morria, necrosando em construções gradualmente abandonadas, sujas, decaindo, enquanto a nova avenida se incubava nos planos de investidores. Essa parte nova, hoje, toma quadras inteiras com escritórios, hotéis, flats, vidros metálicos e arcos coloridos escalando o céu – arquitetura “pós-moderna”.

Descobri aos poucos como cultivar meu apreço pela cidade, onde nela encontrar o espaço para fazer crescer meus interesses: o deleite dos filmes estrangeiros e estranhos do Elétrico Cineclube, o Cinesesc, a Sala Cinemateca com o piso xadrez, o Mis, o Belas Artes – nessa época ainda não tinha Espaço Unibanco e ainda não era moda freqüentar. Nos cafés desses cinemas eu achava um pão-de-mel embrulhado ou um pão-de-queijo solitário na vitrine, e, quando eu conseguia convencer algum amigo a me acompanhar, sentava para um sanduíche no bar mais transado do Elétrico.

Sem carro, eu ia às sessões da tarde e procurava programas que pudesse fazer de dia, de ônibus. Foi assim que achei as matinês do Teatro Municipal, que maravilha música no domingo de manhã, ainda mais no teatro restaurado que encarnava para mim o centro de São Paulo. O teatro foi mesmo a minha porta de entrada para essa parte da cidade que eu crescera conhecendo pelas janelas do carro e pelos relatos embevecidos do meu avô. O centro sempre me parecera inatingível, separado de mim não só pela fama de crime e perigo, mas também pela barreira do tempo carregando sempre mais longe os encantos de uma sociabilidade antiga, encenada em frente às fachadas ornamentadas e dentro das salas de cinema rebuscadas, onde se ia com roupa de domingo e de onde se partia para confeitarias finas. Quando voltei ao teatro restaurado, imerso na nostalgia dessa época, ao mesmo tempo adentrei o centro presente. Principiei a descobrir seus encantos novos: as calçadas vibrantes de gente diversa, de todo tipo, se estreitando entre os tabuleiros de camelô coloridos, a cor da lona sobre as barracas filtrando a luz nas ruas mais estreitas: centro azul, vermelho, amarelo...

De dia, a pé, tinha também os museus para visitar. Eu ia ao Masp para ver as exposições e, claro, para comer nas mesas coletivas do “bandejão chique”. Soltava suspiros ingênuos diante das obras, elegia meu Van Gogh favorito, que beleza ter esses quadros na minha própria cidade! A minha cidade!, e eu olhava pro lado pelas janelas, e lá estava ela enquadrada, São Paulo – uma vista de asfalto carros e prédios, a avenida. Era tão bonito estar no museu e ser lembrada da presença da cidade pelo reflexo que se esgueirava nos suportes dos quadros – os suportes de vidro que a Lina Bo Bardi fez justamente para que a arte flutuasse assim no meio da cidade, nessa caixa de vidro suspensa que era o Masp quando ainda nem tinha pernas vermelhas.

Um dia peguei na tevê por acaso o Masp Movie, o filme de animação que revelou para mim que a cidade existia também fora de si, na arte e na percepção de gente que compusera poemas, canções, filmes, contos e quadros. A cidade como representação... um mundo novo, uma outra cidade inteira me esperando, ou melhor dizendo infinitas cidades por descobrir, explorar, devorar avidamente. E muitos anos depois eu transformei essa descoberta no meu primeiro trabalho científico, que desse modo foi também um trabalho de paixão pessoal – a cidade de São Paulo na literatura modernista, as décadas de 20 e 30. Que maravilha! Não é bem que nos escritos eu tenha surpreendido uma cidade desconhecida – não, o que ocorreu foi ver ecoados, respondidos, os meus próprios sentimentos, foi reconhecer a minha própria São Paulo nos poemas de quase um século atrás – e, com isso, reconhecer a mim mesma. Mas reconhecer também é sempre aprender um pouco, ou muito – conhecer de novo, e como se tudo fosse novo, e com isso abrir vistas desconhecidas.

Na poesia do Mário e do Oswald de Andrade, a cidade enlouquecia, despejando arranha-céus, luzes noturnas, a turba inédita, festas frenéticas; a cidade invadida pelos sinais de avanço: telefone, elevador, automóveis, gramofone, jazz, som de buzina. Nesses poemas São Paulo era um arroubo, estonteante, violenta, similar ao meu próprio tempo, o fim do século. Eram os olhos dos autores aumentando o progresso de uma cidade que, para nós, pareceria pacata, provinciana? Talvez o choque do novo fosse o mais importante: o efeito irradiado, magnificado dessas mudanças em si modestas ou limitadas. Os modernistas descreveram a cidade desejada, justapondo suas visões de metrópole à São Paulo existente. Assim passou a existir também essa cidade moderna, mito, voraz e crescente.

Reparo que meu relato tem muito em comum com essa prospecção do futuro feita pelos poetas modernistas. Eu também arranco das pedras da cidade ao meu redor a forma da minha cidade desejada, ou lembrada. A São Paulo de minha memória, que é a única que posso apresentar, também já não há. Não só porque a afeição me prenda aos meus “anos de formação”, uma década atrás e mais; nem só porque eu já não viva em São Paulo há quatro anos e meio. Mas também porque não podemos habitar uma cidade sem fazer dela um pouco do que somos; sem recortar da paisagem urbana os pedaços que nos fazem sentido, e remontá-los na ordem das nossas vontades e dos nossos reveses. Sem perceber, voltamos o olhar para determinados pontos, pois é mesmo impossível abarcar tudo de uma vez só; e ao jogar luz sobre certos lugares, esquecemos o resto no escuro. Nossa cidade vivida é assim parcial e incompleta, em parte inventada, em parte esquecida, em parte aumentada com pedaços de outras cidades.

Foi em São Paulo que se formou minha maneira de viver uma cidade. Hoje, morando em Berlim, às vezes dobro uma esquina e encontro a luz do sol de inverno das árvores do Arouche, ou o espectro elegante da Avenida São Luís. Trago comigo, como pela língua materna, o amor por meu lugar natal e de criação. E isso, como a memória, não é uma escolha.


Daniela Sandler
Riverside, 20/1/2004


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Rodolfo Felipe Neder (1935-2022) de Julio Daio Borges
02. Querem acabar com as livrarias de Noah Mera
03. Um curso para editores de Ana Elisa Ribeiro
04. Desconstruindo Marielza de Andréa Trompczynski
05. Com pouco peso de Eduardo Carvalho


Mais Daniela Sandler
Mais Acessadas de Daniela Sandler em 2004
01. Olá, Lênin! - 10/3/2004
02. Brasil em alemão - 7/7/2004
03. Muros em Berlim, quinze anos depois - 24/11/2004
04. Dia D, lembrança e esquecimento - 9/6/2004
05. Fritas acompanham? - 18/8/2004


Mais Especial SP 450
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
30/1/2004
13h48min
Muito legal seu texto sobre Sao Paulo. Acabo de descobri seus outros escritos e estou fascinado. Grande abraco, Eduardo Costa Neto
[Leia outros Comentários de Eduardo Costa Neto]
2/2/2004
19h51min
Ser nordestina não foi escolha consciente. Ainda muito pequena, criava fantasias morando em São Paulo. Cresci e as fantasias não passaram de sonhos frustrados. Comemorei os 450 anos de SP como se paulista fosse. Lendo o seu texto, fiquei fascinada, pois era exatamente assim que imaginava essa gigante cidade. Parabéns! qualquer paulistano sentir-se-a orgulhoso do seu texto (poesia).
[Leia outros Comentários de Mirthes Oliveira]
11/3/2005
21h43min
Achei um pouco estranho chamar os prédios da Paulista de "arranha-céus". Um arranha-céu tem que ter 200m de altura, isso quer dizer que em São Paulo e no Brasil inteiro, não existe nenhum arranha-céu.
[Leia outros Comentários de Marcel Jueres]
11/3/2005
22h40min
Prezado Marcel, Vários dicionários definem “arranha-céu” como um “prédio alto, de muitos andares” — não só em português, como em outras línguas também. A definição técnica a que você se refere não exclui o uso corrente, conotativo, de “arranha-céu” como designação de prédio alto em geral, sem medição específica de altura.

Se formos entrar nas especificações, há quem diga que o arranha-céu tem de ter no mínimo 152 metros (500 pés) de altura, e não 200. E o primeiro arranha-céu do mundo, em Chicago, tinha 42 metros (138 pés) (o edifício “Home Insurance”, de William Lebaron Jenney). Assim, vemos também que o significado de arranha-céu não é um valor absoluto, auto-suficiente, mas sim um conceito dependente do contexto social, tecnológico e cultural, que tem se transformado ao longo do tempo e varia de acordo com o propósito do texto.

E qual o propósito do meu texto? Com a palavra, não pretendo denotar a especificação técnica do termo, pois este não é um texto sobre engenharia. Pretendo, sim, evocar um estado de espírito e apresentar uma vista literária e subjetiva da cidade. Meu uso conotativo, que aliás, como dito acima, está correto de acordo com o léxico oficial, também se justifica pelo uso da linguagem figurada do texto.

Além disso, vale lembrar que a palavra em questão é usada popularmente em referência à Avenida Paulista, não apenas por mim. E, finalmente, acredito que fixar a discussão nesse detalhe de meu texto foge tanto ao espírito geral quanto ao tema da coluna.
[Leia outros Comentários de Daniela Sandler]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A Energia Curativa
Mary Coddington
Record
(1978)



Edoardo , o Ele de Nós
Flávio Viegas Amoreira
7 Letras
(2007)



Sinais Sociais - 01
Varios
Sesc
(2006)



A Revolução na Esquerda e a Invenção do Brasil
Cristovam Buarque
paz e terra
(1992)



O Grand Canyon as Regiões Selvagens do Mundo
Robert Wallace
Time-life
(1972)



Revista Seleções Dezembro de 2003
Readers Digest
Readers Digest
(2003)



São Bernardo
Graciliano Ramos
Record
(1983)



Sala de Espera Cronicas de um Medico
Dr. Mauricio Aurelio
Comunicar
(2012)



Um Ramo para Luísa
José Condé
Record
(1987)



Livro - Heróis de Verdade - Pessoas Comuns Que Vivem Sua Essência
Roberto Shinyashiki
Gente
(2005)





busca | avançada
51984 visitas/dia
2,0 milhão/mês