Vanilla Ninja: a hora e a vez do pop estoniano | Debora Batello | Digestivo Cultural

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Terça-feira, 25/1/2005
Vanilla Ninja: a hora e a vez do pop estoniano
Debora Batello

+ de 9000 Acessos

Qual de vocês, leitores, já sintonizou entre as ondas do rádio algum hit vindo diretamente da Estônia? Se torceu o nariz porque se lembrou do Ultima Thoule, saudoso grupo de rock'n'roll muito criativo - mas pouco acessível por ter as letras de música no idioma russo e estoniano - você está por fora. Agora é a hora de conhecer um dos maiores fenômenos vindo do pequeno país da Europa báltica. Estamos falando da girl band Vanilla Ninja.

Fundado em 2002, o grupo nasceu da idéia de formar uma banda de garotas, mas com um conceito um pouco diferente das já conhecidas no mercado, como as Spice Girls. A idéia era que as moças seguissem a nova onda, meio bad boy do mercado, encabeçado pela Avril Lavigne, mas sem perder a doçura feminina. Foram escaladas quatro garotas, entre elas, uma estrela da música pop da Estônia, Maarja Kivi. Completam o grupo, Lenna Kuurmaa, Katrin Siska e Piret Järvis, que já ganhou a vida sendo apresentadora de um programa de televisão em sua terra. O primeiro hit veio com a música "Club Kung Fu", do álbum de estréia, que fez um pequeno sucesso na Estônia e em algumas paradas européias. A propósito, as letras são em inglês.

Como o início não teve o resultado esperado, as quatro garotas foram adotadas por outra gravadora e outro produtor. Foi em 2004 que as meninas começaram a trilhar o caminho certo, ou melhor, o caminho da fama. Ao lado do produtor David Brandes, elas lançaram o disco Traces Of Sadness, que chegou ao Brasil em dezembro do ano passado, através da Hellion Records.

Traces of Sadness segue uma linha bastante pop, com grande tendência para o house e todos aqueles gêneros tocados em danceterias no início da década de 90. Mas nem só de pop music esse disco é feito. Um dos pontos diferenciais é a maquiagem rock'n'roll - explicando: ouvindo o disco você é capaz de identificar influências de grupos de hard rock, seja em um solo melódico ou na força dos acordes de guitarra, mas nada que vá espantar os fãs de easy-listening. Além disso, a inserção do rock "poseur" cria o meio-termo que separa as garotas Ninja de outros artistas do segmento, como Britney Spears.

A faixa que abre o disco é a explosiva "Tough Enough", e é também a primeira música a estourar nas rádios européias, atingindo a 13ª colocação em paradas de alguns países. Sintetizadores, teclados e batidas eletrônicas mostram o perfil bem pop. O refrão forte vem para grudar no ouvido. Um autêntico hit que tem tudo para estourar nas rádios daqui. Quando você menos esperar, vai ouvir a caminho do trabalho os versos "So keep on kickin'/ The bomb is tickin'/ Don't stop - don't be a runaway/ Go for the fire/ Baby you are tough enough". Sim! São as belas moças daquele país cravado entre a Letônia e a Rússia que invadiram as nossas estações.

Porém, Traces of Sadness não é daqueles álbuns "de uma faixa só". Músicas como "Stay", "Don't go too fast", "Heartless" são outros trunfos, ótimas para se ouvir, que atingem com facilidade a audiência adoradora de música pop. A vocalista Maarja não possui aquele timbre enjoativo e pouco convincente de boa moça. Ela é uma Ninja e coloca sua voz como uma cantora de rock e country music o faria.

Outras faixas revelam grande afinidade com o hard rock - mesmo que se precise de algum impulso para reconhecer esses vestígios -, como "Traces of Sadness", que além de dar nome ao disco, carrega influências do grupo Europe. "Destroyed by you", uma baladinha estilo anos 80 que lembra a banda Jaded Heart. "Liar", outra faixa single deste trabalho, tem bons versos com ritmo dentro da própria letra, além de um arranjo bastante trabalhado para o lado rock. Vocais com muita raiva gritam "Liar" no refrão da música. Fazê-las dar um ar furioso à música é algo bem diferente. Afinal, elas não são Courtney Love.

"Metal queen" é outra música que fica dentro da faceta hard rock, com uma pegada totalmente rock'n'roll, destoa do resto do disco. E para encerrar, a balada "When the indians cry" e a romântica "Looking for a hero", trazem uma sonoridade parecida com o rock dos anos 80 - para variar - lembrando Bon Jovi e uma infinidade de outras bandas que marcaram essa época.

As faixas "Don't you realize" e "Wherever" mostram que os argumentos para esse disco estavam no fim. Não acrescentam muito ao repertório.

Traces of Sadness é um disco bem-sucedido, recheado de hits em potencial, que deve muito de seus créditos ao produtor David Brandes. Brandes responde pelo nome real de David Brändle e começou sua carreira como músico, lançando discos solos no começo da década de 90. Pouco depois, integrou o grupo pop alemão Xanadu. Em 1994, emplacou seu maior hit com a banda E-rotic, "Max don't have sex with your ex", além de "Fred Come to Bed". Como produtor do grupo, David Brandes, assumia o vocal masculino no estúdio, além de compor as músicas e as letras.

David Brandes aparece em Traces of Sadness como o produtor e o arrajador de todas as faixas. Inclusive o outro nome que figura nos créditos como arranjadora, Jane Tempest, nada mais é que outro pseudônimo de Brändle. Desde a época do Europe, Brändle divide o sucesso com o letrista John O'Flynns, nome artístico de Bernd Meinunger, compositor muito famoso na Alemanha, já representou seu país 11 vezes no Eurovision Song Contest, uma espécie de Grammy da televisão européia, que vem sendo realizado desde 1955. A dupla de produtores-midas também trabalhou com o cantor Chris Norman e a boy band Bad Boys Blue. Juntos eles provam que é preciso mais que quatro rostinhos angelicais para levar uma banda ao topo das paradas.

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Debora Batello
São Paulo, 25/1/2005


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