Como escrever bem – parte 3 | Marcelo Maroldi | Digestivo Cultural

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Segunda-feira, 11/7/2005
Como escrever bem – parte 3
Marcelo Maroldi

+ de 55100 Acessos
+ 25 Comentário(s)

Nos textos anteriores abordei alguns assuntos gerais relativos a escrita: a importância de ler, de ler bem, de treinar a escrita, por exemplo. Depois, passei rapidamente por alguns estilos, como blog e jornal (impresso). Agora, chegou a parte mais complicada.

* Poesia - Escrever poesia não é fácil, definitivamente. Eu diria que escrever boas poesias é uma das atividades intelectuais/artísticas mais custosas que eu conheço. O pior de tudo, entretanto, é que não parece tão complicado assim. Pense aí um pouco, leitor: não é tão difícil, hein? Um pouco de treino e a famosa "inspiração" e temos uns poemas sensacionais! Bom, queria acreditar nisso às vezes... Por que não fazemos um teste? Sente-se agora e escreva uma poesia (depois me mande um e-mail para que eu saiba quais carências teve e o resultado final do teste). Não posso precisar números, mas diria, sem hesitar, que poucos - pouquíssimos - conseguiram terminar. Deve ser por isso que os poetas são tão admirados, que difícil arte dominam! Não vou me alongar neste assunto. Tratarei de dizer o que penso que pode fazer a diferença na confecção de uma poesia. Primeiro passo, para escrever poesia é necessário ler poesia. Você precisa saber como os grandes fizeram e pode aprender um pouco com eles. Se você é um bom poeta e jamais leu poesias durante sua vida, certamente você é uma exceção. Próximo passo, precisa ter vocabulário suficiente. Mais que para outros tipos de literatura, aliás. Encontrar as palavras certas (que se conhece) já não é simples, imagine se você não tem um bom conjunto dessas palavras gravadas na sua mente? Há, também, algumas palavras comumente usadas e é preciso conhecê-las e tê-las à disposição no repertório (alguns poetas e movimentos gostam muito de determinadas palavras!). E a inspiração? Sobre isso nada posso dizer, acredito. Inspiração parece ser aquele sentimento que invade os artistas (poetas, no nosso caso) e os obriga a irem imediatamente para a folha de papel e começarem a escrever. Pode ser uma alegria súbita, uma dor que invadiu o peito, pode ser qualquer coisa que nos estimule a escrever. Uns têm mais e outros menos... Já ouvi poetas dizerem que isso não faz diferença, que escrever poesia é um processo lógico de combinação de palavras e não depende de emoção. Pode ser. E pode não ser... Jamais escrevi algo que tenha valor estando "tranqüilo". Alguns poetas sentam-se para escrever quando já têm a poesia completa em suas mentes. Outros brigam com as palavras que vão surgindo. Encontre seu próprio caminho. Outra dica, não se apegue a padrões, escreva do seu jeito. Se não quiser rimar, não rime, e se não quiser versejar, não o faça. Trabalhe como se sentir mais à vontade, em especial se você é um poeta amador que escreve sem pretensões literárias. Não sufoque seu talento e sua emoção somente para atender requisitos técnicos. Escreva poesias para você (e para seu marido/mulher/filhos/etc.). Por fim, refaça tudo se não gostar. Comece de novo, se precisar. Treine muito, muito, muito! Não desista, "e se foras Poeta, poetizaras" (Boca do Inferno) .

* Livros - Hoje em dia qualquer um escreve um livro, é verdade. Portanto, não é necessário muito talento para fazê-lo, certo? Bem, infelizmente está certo. Qualquer um pode sentar no seu laptop e começar a escrever um livro (mesmo que não tenha nada a dizer). Pessoas sem preparo algum podem escrever. Depois, pagam para alguém revisar e corrigir, e publicam (e até vendem, sabem?). Para quê talento? Para que ler 1000 livros antes de escrever o seu próprio? Para que escrever e reescrever um mesmo romance durante anos? Para que se preocupar com os adjetivos que vai usar, com os diálogos, com a construção dos personagens? É uma boa pergunta e eu realmente não sei a resposta (embora pensasse que sabia até uns tempos atrás). De certa forma, há uma espécie de estratificação social global que separa pessoas "não ignorantes" das "ignorantes". Os "ignorantes" não querem escrever como Saramago e os "não ignorantes" não querem escrever como Paulo Coelho. Se você, portanto, não quer escrever como Paulo Coelho, já sabe que precisa ler muito. Sabe, também, que precisa conhecer muitas (muitas mesmo) palavras do idioma (português, no caso), sabe que precisa de enredos bem elaborados (e não fantasias míticas camufladas de histórias), sabe que precisa de frases bem construídas (e não apenas frases para crianças entenderem), sabe que precisa de bons personagens. Se fez isso, já tem um livro. Mas, o que diferencia um texto do outro? Todos podem pegar um bom enredo, personagens fortes e domínio do idioma e terão um bom livro? Não terão... É preciso saber como encaixar isso dentro do livro, quando descrever um personagem, quando (e como) narrar a história, quando colocar diálogo, quando começar e encerrar capítulos, como direcionar o leitor. Tudo isso é difícil, depende de experiência e de capacidade pessoal. É o estilo do autor e penso que não posso dar alguma dica...

* Contos e crônicas - Muitos dizem que escrever contos parece ser um ensaio para escrever livros. Parece, mas não é. Escrever contos e crônicas é mais difícil, afinal, você não tem tempo para esclarecimentos (o que pode exigir linguagem concisa), não tem tempo para mudar de rumo (e, portanto, não confundir o leitor), não tem tempo para se recuperar (um livro pode valer a pena nas últimas 20 páginas, por exemplo). A dificuldade é maior, há mais regras a serem seguidas. Por outro lado, tudo é mais facilmente controlado, há menos perigo de um personagem se contradizer, por exemplo. A grande vantagem que eu vejo em escrever contos e crônicas é treinar sem medo. Imagine que você passou 2 anos escrevendo um livro e quando mostrou para seu editor ele disse que era horrível. Que frustração, não? Um conto se escreve muito mais rapidamente, se não ficar bom você pode refazê-lo sem grande stress, ou mesmo jogar fora. Não é necessário escrever 300 páginas para ver o resultado final. Sendo assim, embora potencialmente mais complexo que livros, os contos podem auxiliar no processo de formação do escritor.

Por fim, saiba a hora de encerrar o seu texto (não importa o tipo). Nem antes e nem depois. Diga o que tem a dizer, e acabe. Ponto final.

Mulheres em Fúria (Cathi Hanuer) - Sexo, trabalho, solidão, maternidade e casamento. Elas resolveram abrir o jogo!

Homens em Fúria (Daniel Jones) - Amor, perda, paternidade e liberdade. Eles resolveram dar o troco!

A editora Landscape lançou uma caixa com os dois livros acima. Daniel Jones é marido de Cathi Hanuer e resolveu dar a versão masculina em contra-resposta ao livro de sua esposa.

Em Mulheres em fúria (306 páginas, 26 depoimentos), ouvimos as queixas (e elas não são poucas) das mulheres para seus maridos, namorados e amantes. São contos autobiográficos que tratam quase sempre de 3 aspectos na vida de casais: sexo, filhos e dinheiro. Como todas são mulheres bem sucedidas profissionalmente (escritoras, editoras, professoras universitárias, etc) é muito presente o assunto entre casais modernos: quem trabalha para sustentar a casa? Incrível como as mulheres xingam os maridos que ficam em casa cuidando dos filhos enquanto elas saem para trabalhar! Os Homens em fúria (256 páginas, 27 depoimentos), por sua vez, reclamam que as mulheres só pensam em suas carreiras e descuidam dos filhos. E esquecem do sexo, evidentemente.

Embora pareça livros de auto-ajuda para casais, não é isso que temos. Estamos mais próximos daquelas reportagens sobre casais de revistas femininas, geralmente tendenciosas. São histórias pessoas, algumas (poucas) interessantes. A maioria, entretanto, repetitivas e comuns.

Para ir além









Marcelo Maroldi
São Carlos, 11/7/2005


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01. Bruta manutenção urbana de Elisa Andrade Buzzo
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03. Um parque de diversões na cabeça de Renato Alessandro dos Santos
04. Transformação de Lúcifer, obra de Egas Francisco de Jardel Dias Cavalcanti
05. Sobre caramujos e Omolu de Ricardo de Mattos


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04. A ousadia de mudar de profissão - 28/11/2005
05. O que é ser jornalista? - 22/8/2005


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
11/7/2005
13h56min
Isso do "treino" através do conto é bem verdade; mas também: escrever um romance pode ser, por um lado, mais fácil; você tem tempo de escrever bobagem até acertar o tom. Com um conto não é possível fazer isso: é tudo ou nada, ou tem alguma coisa substancial, ou não tem, não há como enganar. No final, todos os gêneros tem seus prós e contras.
[Leia outros Comentários de Claire]
14/7/2005
2. Afe!
11h45min
Além do que, caro Marcelo, têm um monte de gente escrevendo mal faz tempo. E pior, enriquecendo com isso! Afe.
[Leia outros Comentários de Iria Bari]
17/7/2005
10h02min
Cara, eu até que procurei. Gostei de seus textos mas gosto de saber o que eu estou lendo: Quem é Marcelo Maroldi? Autodidata? Newbie? Clássico? Estudou na mesma faculdade? Nem em seu blog consegui uma resposta plausível. Divulgue quem é M.M.! Um abraço de Formosa, GO. Aguardo...
[Leia outros Comentários de Sílvio Rocco]
26/7/2005
11h05min
Impressionante como num país de tão poucos leitores tantos se julguem escritores. Acompanhei com interesse esta série e recomendei-a inúmeros candidatos a autor.
[Leia outros Comentários de Sonia Sant´Anna]
15/8/2005
10h44min
Uma vez escrevi que um momento seria uma coisa, que toda a gente que sonha faz por acontecer. Um dia alguém descerá do Alto, estenderá a mão e converterá tudo à sua imagem, à sua volta. Escrever para alguém é denunciar um estado de espírito. Em quaisquer das situações, escrever não faz de nós seres incompreendidos, mas, sim, alguém que pode e deve mostrar ao mundo as suas potenciais fraquezas e virtudes. Uma pena e um rasgo de papel são, muitas vezes, a sombra que nos persegue, naqueles momentos, em que a única pessoa em quem confiamos somos nós próprios. Pelo correr de um fio de tinta, soltam-se as palavras, os pensamentos e a ânsia de mostrarmos ao mundo o que nasce e morre dentro de nós. A mim, ensinaram-me, os meus pais, que a vida é uma estrada, um caminho sinuoso, que por vezes temos de atalhar para evitar os buracos e as curvas mais perigosas. Será? Quanto a mim, prefiro que essa estrada seja uma simples folha, acompanhada de meia dúzia de palavras soltas, onde muitas vezes nos refugiamos, dos buracos e das curvas. É uma forma de contornarmos aqueles que não têm paciência para nos ouvir ou cuja inteligência peca por escassa.
[Leia outros Comentários de Henrique Martins]
18/10/2005
12h59min
Finalmente leio um comentário de que Paulo Coelho não sabe escrever!!! E eu que me achei tão burra por tanto tempo por não enxergar as belezas literárias do livros dele e não entender como ele publica tantos e em tantas línguas!!! Obrigado Marcelo por me redimir. Abraço.
[Leia outros Comentários de Iza Sconza]
2/11/2005
19h09min
Parabéns pela matéria! Algumas dúvidas que eu tinha a respeito da escrita foram elucidadas. São poucos os que têm a generosidade de escrever a respeito sem cobrar... Valeu pela ajuda.
[Leia outros Comentários de Clesio]
24/11/2005
19h49min
Caro Senhor, sai' 'a procura de como escrever bem e encontrei nesta pagina como prender a atenção e interessar no continuar. Este dom como menciona é individual. Mas não estou contente da maneira como escrevo, gostaria algo como Arnaldo Jabor. Escreve seus textos com retórica difícil de não entender. Qual o seu segredo? Gostaria de expressar meus penssamentos no papel da mesma forma apesar de meu nome não ser Arnaldo. Obrigado por sua atenção, estarei no aguardo. Walter Caetano Costa
[Leia outros Comentários de Walter Caetano Costa]
18/2/2006
23h59min
Nem sempre um grande escritor é um bom escritor. Fenômenos de pseudogenialidade literária como o "Paulo Coelho" explicam-se por uma boa campanha de marketing por parte da editora. Existiram muitos autores, como H. P. Lovecraft, que nunca publicaram um livro em vida e morreram praticamente na miséria. A diferença é que Lovecraft é gênio, Paulo Coelho é lixo, pasto pros pseudointelectuais deste país escalafobético, estrambótico.
[Leia outros Comentários de Rogério Silvério]
24/3/2006
08h52min
Concordo em gênero e número com voce, Rogério. E o fato de maior pesar é ver um cara como esse na Academia B. de Letras. O que deveria ser um orgulho para o país acaba se tornando um entreposto obscuro de, como vc mesmo disse, "pseudogenialidade".
[Leia outros Comentários de Thiago]
18/8/2006
15h01min
Fico com água na boca, estou com mais coragem a cada dia, já fiz um texto que alguém considerou uma poesia, "estava apaixonado", porém estou me fortalecendo, vou escrever, preparem-se!
[Leia outros Comentários de Luiz Oliveira]
22/9/2006
22h57min
Eu quero muito escrever um livro, tomei isso como um sonho, uma meta, porém, sou jovem e um tanto alienado, não tenho um vocabulário extenso e minha motivação de escrever vai e vem. Às vezes consigo escrever um conto ou uma, não muito poderosa, poesia. Também não tenho grandes incentivadores, mas, às vezes, tenho idéias agradáveis e plausíveis (eu acho), queria saber se alguém é, ou foi, assim, ou se isso é uma fase, sei lá...
[Leia outros Comentários de Makossa]
15/5/2007
14h45min
Meus amigos, pais e professores me admiram por eu ter uma facilidade enorme em escrever. Comecei um livro há pouco, mas admito que é MUITO DIFÍCIL. Às vezes parece fácil você chegar e "ah, já sei tudo". O pior é que não! E quando você acha que está legal, está um saco. Escrever requer paciência, aprendi isso. Um dia ainda me verão autografanfo um livro de minha autoria... AGUARDEM!
[Leia outros Comentários de Anna Carolina]
17/5/2007
09h53min
Por que será que agora virou moda dizer "...virou moda escrever..."? Acho que é porque há mais facilidade, concordo. Existem as editoras por demanda, por exemplo, geralmente montadas por gente do meio "literário" que acha ruim que autores ruins ganhem dinheiro vendendo seus livros ruins, mas ganham dinheiro explorando exatamente este filão. Contudo, acho isso um exagero. Acho que a maioria destes críticos passam muito tempo diante de blogs literários na internet, ou falando com gente do meio e, de repente, acham que todo mundo está escrevendo livros. Desculpem, amigos, isso é um equívoco. Talvez haja uma certa facilidade em se pôr as idéias na tela ou no papel, mas não consigo me conformar como tem tanta gente achando isso ruim! Sites literários que desestimulam as pessoas a escrever parecem existir mais que os tais autores ruins. Já tentaram publicar um livro? Vocês dizem que é tão fácil... É difícil pra caramba gente! Ninguém te quer. Ninguém te dá atenção. Ninguém te publica, não!
[Leia outros Comentários de Albarus Andreos]
7/7/2007
22h18min
Por isso que, quando encontro alguém neste mundo que tenha real interesse por coisas culturais, me sinto nas nuvens. O lema hoje é "se coloque na posição dos leitores"; o que, de fato, quer dizer pra se colocar na posição de semi-analfabetos. O-ho.
[Leia outros Comentários de Jimmy]
2/1/2008
23h07min
A "inspiração", algo que nos afeta, que nos desperta a atenção, é só o início, a construção do texto depende do conhecimento, do saber, da escolha da forma; aqui entra o trabalho, o empenho em fazer do melhor modo possível. E apesar de contraditório com os conselhos anteriores sobre os padrões existentes, gostei de finalmente ler que não devemos nos prender a eles, o que por certo dificultará ainda mais a edição do que escrevermos, ninguém quer editar desconhecidos, que não seguem modelos, pois vender depende muito mais de marketing do que de talento. Podem dizer que quem tem talento saberá fazer um bom marketing pessoal e mostrar o seu valor, conseguindo se destacar, atrair editores, mas isso também poderá significar sacrificar o talento, a criatividade, para se tornar popular e vendável. A escolha final depende do que nos motiva a escrever. Seus textos foram bem escritos, abordaram a necessidade de preparo sem criar ilusões mágicas sobre as possibilidades de aprender a ser escritor.
[Leia outros Comentários de Cristina Sampaio]
7/1/2008
03h24min
Paulo Coelho ficou rico com seu "estilo", o que esclarece este preconceito... Eu amo literatura e já li muitos livros, mas não tenho talento algum com as palavras. Se fosse possível escolher um dom, escolheria esta arte magnífica que é a escrita...
[Leia outros Comentários de Cristiano]
1/2/2008
19h05min
Realmente, escrever poesia é fácil, difícil é escrever poesia de verdade. "Poeta" existe de monte por aí. Na verdade quase todo mundo se julga poeta, e... quase todo mundo não é.
[Leia outros Comentários de João Batista dos San]
15/2/2008
15h12min
Escrever bem é uma arte, não é para qualquer um. Vou escrever um livro, mas estou nos ensaios ainda. Tem que ser algo que tenha algum valor, e que, acima de tudo, me dê prazer...
[Leia outros Comentários de Luiz]
25/3/2008
22h20min
Realmente, não sei se tenho o dom da escrita. É muito cedo para saber. Para escrever não basta apenas um tema. Requer muita paciência, como disseram anteriormente. E por mais que eu pense, às vezes nada sai da cabeça para o papel. Foi-se o tempo na minha vida em que eu sentava para pensar... A escrita faz parte da minha vida, sinceramente. Aprendi muito com o texto, agradeço. Mas não posso afirmar nada com meus 13 anos. :*
[Leia outros Comentários de Fraan]
16/4/2008
11h47min
Sempre desejei concretizar meus versos e pensamentos em livros, mas nunca tive uma direção, instrução e apoio. Tenho em mente desenvolver um livro. Mas o que me incomoda é não saber se eu tenho mesmo essa capacidade de ser um poeta...
[Leia outros Comentários de Thiago Aras]
26/2/2009
19h38min
Não sou um admirador de Paulo Coelho, nem tampouco um defensor. Mas tem muita gente que fala que é culto e é incapaz de escrever um livro. Ao menos Paulo Coelho conseguiu escrever alguns. Com erros gramaticais, sim. Mas escreveu e faz um sucesso fora do Brasil. Muitas vezes uma história interessante é muito mais prazerosa do que uma estética literária impecável.
[Leia outros Comentários de Luís]
1/5/2009
16h06min
Estou fazendo faculdade de história, e neste curso somos obrigados a escrever bem, mas eu reconheço que não sou uma boa escritora, consigo ser muito criativa em determinados assuntos, me saio muito bem algumas matérias, mas meu problema está em passar a ideia para o papel. Já tirei nota baixa numa matéria que eu adorava e sabia tudo, porque eu não conseguia me expressar. Por isso tirei este dia para pesquisar alguma coisa que me ajude nesta tarefa, e me deparei com seu texto. Adorei o que você escreveu, gostaria ainda de ler mais sobre esse assunto, e tirar algumas dúvidas que ficaram pairando no ar. Enfim, eu também não gosto de Paulo Coelho. Se puder me contatar por e-mail, ou me mandar nome de algum livro que escreveste, ficarei grata. Sam
[Leia outros Comentários de Sam]
23/11/2009
19h35min
Eu quando era criança, estudava em seminário, não tinha televisão, lia tudo. Literatura juvenil de cabo a rabo. Li tudo. Queria ser escritor. Mas sentia que não tinha vivência, visão, experiência. Escrever sobre o quê? Não conheço nada, não vivi nada. Aí veio a roda-viva e me arrastou. Fugi do rebanho, me droguei, me perdi, me apaixonei. Virei pai, estudei, batalhei e acabei cheio de experiência mas nunca mais tive tanto tempo pra ler como quando criança. Acho que pra quem pode, tente sinceramente viver a vida, lutar o bom combate e não perder a luz, o caminho. Continuar lendo sempre. Não perder o frescor da sensibilidade. Quem sabe se chega a algo. Mas me parece que há coisas muito maiores do que a fama, vaidade pessoal. Tudo vaidade, vaidade, correr atrás do vento, diz a Bíblia. Vai amar, vai viver...
[Leia outros Comentários de Fernando Martinho ]
15/7/2010
18h31min
Um poema para você: "A caneta!": "Vai... escreve.../ Não foste feita para isso?/ Então,/ Porque ficas parada,/ Atormentada/ Presa entre meus dedos/ Tão fria/ Igual a esta/ minha cabeça vazia..." M'Anna
[Leia outros Comentários de Maria Anna Machado]
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