Filmes extremos e filmes extremistas | Marcelo Miranda | Digestivo Cultural

busca | avançada
50801 visitas/dia
2,6 milhões/mês
Mais Recentes
>>> A Arte de Amar: curso online desvenda o amor a partir de sua representação na arte e filosofia
>>> Consuelo de Paula e João Arruda lançam o CD Beira de Folha
>>> Festival Folclórico de Etnias realiza sua primeira edição online
>>> Câmara Brasil-Israel realiza live com especialistas sobre “O Mundo da Arte”
>>> Misturando música, filosofia e psicanálise, Poisé lança seu primeiro single
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
>>> Meu reino por uma webcam
>>> Quincas Borba: um dia de cão (Fuvest)
>>> Pílulas Poéticas para uma quarentena
>>> Ficção e previsões para um futuro qualquer
>>> Freud explica
>>> Alma indígena minha
Colunistas
Últimos Posts
>>> Uma aula com Thiago Salomão do Stock Pickers
>>> MercadoLivre, a maior empresa da América Latina
>>> Víkingur Ólafsson toca Rameau
>>> Philip Glass tocando Mad Rush
>>> Elena Landau e o liberalismo à brasileira
>>> O autoritarismo de Bolsonaro avança
>>> Prelúdio e Fuga em Mi Menor, BWV 855
>>> Blooks Resiste
>>> Ambulante teve 3 mil livros queimados
>>> Paul Lewis e a Sonata ao Luar
Últimos Posts
>>> Coincidência?
>>> Gabbeh
>>> Dos segredos do pão
>>> Diário de um desenhista
>>> Uma pedra no caminho...
>>> Sustentar-se
>>> Spiritus sanus
>>> Num piscar de olhos
>>> Sexy Shop
>>> Assinatura
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Nelson Freire em DVD e Celso Furtado na Amazônia
>>> Um caos de informações inúteis
>>> Asia de volta ao mapa
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Parei de fumar
>>> Ford e Eastwood: cineastas da (re)conciliação
>>> Amor à segunda vista
>>> O Gmail (e o E-mail)
>>> Diogo Salles no podcast Guide
Mais Recentes
>>> O Maior Sucesso do Mundo de Og Mandino pela Record (1994)
>>> O Céus e o Inferno de Allan Kardec pela Feb (1989)
>>> Amor, medicina e milagres - A Cura espontânea de doentes graves de Bernie S. Siegel pela BestSeller (1989)
>>> Mayombe de Pepetela pela Leya (2019)
>>> Os Segredos Para o Sucesso e a Felicidade de Og Mandino pela Record (1997)
>>> Para Viver Sem Sofrer de Gasparetto pela Vida E Consciencia (2002)
>>> Guía Rápida del Museo Nacional de Bellas Artes de Vários pela Mnba (1996)
>>> A profecia celestina de James Redfield pela Objetiva (2001)
>>> The Forecast Magazine January 2020 - 2020 de Diversos pela Monocle (2020)
>>> O Diário da Princesa de Meg Cabot pela Record (2002)
>>> The Forecast Magazine January 2017 - Time to Talk? de Diversos pela Monocle (2017)
>>> Mojo December 2018 de Led Zeppelin pela Mojo (2018)
>>> Mojo 300 November 2018 The Legends de Diversos pela Mojo (2018)
>>> Mojo 299 October 2018 de Paul McCartney pela Mojo (2018)
>>> Mojo 297 August 2018 de David Bowie pela Mojo (2018)
>>> Mojo 307 June 2019 de Bob Dylan pela Mojo (2019)
>>> Mojo 296 July 2018 de Pink Floyd pela Mojo (2018)
>>> Mojo April 2018 de Arctic Monkeys pela Mojo (2018)
>>> Mojo 294 May 2018 de Roger Daltley pela Mojo (2018)
>>> Mojo 292 April 2018 de Neil Young pela Mojo (2018)
>>> Mojo 292 March 2018 de Nick Drake pela Mojo (2018)
>>> Mojo 291 February 2018 de The Rolling Stones pela Mojo (2018)
>>> Mojo 290 January 2018 de The Jam pela Mojo (2018)
>>> Mojo 289 December 2017 de Bob Dylan pela Mojo (2017)
>>> Mojo 286 September 2017 de Allman Brothers pela Mojo (2017)
>>> Mojo 310 September 2019 de Tom Waits pela Mojo (2019)
>>> Mojo 309 August 2019 de Bruce Springsteen pela Mojo (2019)
>>> Mojo 304 March 2019 de Joni Mitchell pela Mojo (2019)
>>> Como cuidar do seu automóvel de Ruy Geraldo Vaz pela Ediouro (1979)
>>> Mojo 236 July 2013 de The Rolling Stones pela Mojo (2013)
>>> Mojo 250 January 2014 de Crosby, Still, Nash & Young pela Mojo (2014)
>>> Gilets Brodés - Modèles Du XVIII - Musée des Tissus - Lyon de Várioa pela Musee des Tíssus (1993)
>>> Mojo 249 August 2014 de Jack White pela Mojo (2014)
>>> Mojo 252 October 2014 de Siouxsie And The Banshees pela Mojo (2014)
>>> Mojo 251 October 2014 de Kate Bush pela Mojo (2014)
>>> Mojo 302 January 2019 de Kate Bush pela Mojo (2019)
>>> Mojo 274 September 2016 de Bob Marley pela Mojo (2016)
>>> Universo baldio de Nei Duclós pela Francis (2004)
>>> Mojo 245 April 2014 de Prince pela Mojo (2014)
>>> Mojo 256 March 2015 de Madonna pela Mojo (2015)
>>> Musée de La Ceramique - Visit Guide de Vários pela Cidev (1969)
>>> Mojo 159 February 2007 de Joy Division pela Mojo (2007)
>>> Mojo 170 January 2008 de Amy Whinehouse pela Mojo (2008)
>>> Mojo 229 December 2012 de Led Zeppelin pela Mojo (2012)
>>> Retrato do Artista Quando Velho de Joseph Heller pela Cosac & Naify (2002)
>>> No Tempo das Catástrofes de Isabelle Stengers; Eloisa Araújo pela Cosac & Naify (2015)
>>> Manual de esquemas de Klöckner- Moeller pela Do autor (1971)
>>> Inesgotáveis Enigmas do Passado de Vários pela Século Futuro (1987)
>>> Evidências dos Ovnis - As Ciências Proibidas de Vários pela Século Futuro (1987)
>>> Características de Deus que chamam a nossa atenção. de Silas Malafaia pela Central Gospel (2012)
COLUNAS

Segunda-feira, 6/3/2006
Filmes extremos e filmes extremistas
Marcelo Miranda

+ de 21800 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Há alguns meses levantei neste espaço a idéia de filmes maduros e filmes imaturos. Não foi algo teórico, diria até de natureza mais prática, sobre pensamentos que me passavam pela cabeça e eu dividia com amigos e conhecidos a respeito da natureza e da abordagem de alguns filmes. E agora pensei em falar de outra dobradinha: filmes extremos e filmes extremistas. Desde já, repito o que disse antes: não sei o quanto a discussão é válida ou realmente interessante a alguém além de mim. De qualquer forma, serve de bom exercício de lembranças e referências.

Falemos dos filmes extremos. O que seriam? Basicamente, o cinema extremo consiste em produções que levam ao limite do suportável a violência e as situações de tensão e medo, sem deixar cair em apelações baratas, mau gosto ou trash absoluto. São trabalhos de forte carga emocional, no sentido de provocar no espectador inquietação e incômodo, seja através das imagens, da temática ou da linguagem. Enfim, filmes que vão além do que o tradicional aconselharia, sempre com o intuito de mexer com os brios de quem assiste das mais variadas (e por vezes sádicas) formas possíveis.

Um exemplo claro nesse sentido, entre tantos, seria Audition (1999), filme japonês de Takashi Miike inédito em circuito comercial brasileiro, somente disponível em DVD importado ou via programas de download - na verdade, o Festival do Rio chegou a exibi-lo há uns quatro anos, com o risível título O Teste Decisivo; e o diretor paulista Carlão Reichenbach também já o apresentou em sua tradicional Sessão do Comodoro, no CineSesc. De qualquer forma, pouca gente no Brasil assistiu ao longa de Miike, diretor prolífico (chega a filmar quatro produções num mesmo ano) e atualmente uma lenda no cinema oriental por seus trabalhos ousados, provocantes e controversos. No caso de Audition, ele narra a tentativa de um viúvo em conseguir nova esposa. Para tanto, o homem promove um concurso no qual as inscritas acham estarem disputando vaga no elenco de determinado filme. Decidida quem seria a "felizarda", o protagonista inicia um romance com a garota. Só que ela possui comportamento bastante esquisito, e vai tornar a vida do atual namorado um pesadelo.

Audition
Audition, de Takashi Miike

Característica do cinema extremo é a não necessidade de enredos elaboradíssimos. O que conta, afinal, são os desdobramentos da história. E aqui, eles vêm a conta-gotas, para desembocar em seqüências realmente de dor lacônica. Audition muda o foco em 180º, do drama romântico para o horror, em questão de minutos, e coloca o personagem principal literalmente à mercê de torturas físicas e psicológicas poucas vezes mostradas com tamanha crueza. O rigor de Miike jamais permite que o filme desemboque em grosseria, e aí reside seu talento no cinema extremo: tornar a violência não simplesmente um fetiche, e sim instrumento de expressão e idéias.

Claro que nem todos são Takashi Miike. Nem todos são capazes de manter a fetichização pelo horror longe da tela. Só que alguns sabem "fetichizar" muito bem, apesar das limitações artísticas. É o caso, surpreendentemente, de Marcus Nispel, responsável pela refilmagem de O Massacre da Serra Elétrica lançada em 2003. O filme pode até ter chegado aos cinemas meio como uma piada, muito por conta dos péssimos rumos dados à mitologia do filme original de 1974. Porém, Nispel usou e abusou da produção proporcionada por Michael Bay (diretor de coisas terríveis como Armageddon) para encher seu filme de belos momentos de suspense e terror. Poucos exemplares americanos foram tão eficazes no quesito medo e inquietação numa sala escura nos últimos cinco anos.

Este novo Massacre dá novo tom à saga dos jovens atacados por uma família de canibais, apostando mais em corpos esculturais das moças e na sangria desatada dos ataques ao grupo. O que pode aparentar besteira sem razão de existir torna-se misto de diversão e pavor por conta da criatividade do diretor, de sua coragem em expor na tela cenas sangrentas sem grandes preocupações com o politicamente correto e por ainda inserir um momento de grande brilho, quando certo personagem, no auge da dor e do sofrimento, pede à amiga que o mate - criando relação improvável com o drama Menina de Ouro, de Clint Eastwood, lançado no ano seguinte. Isso é ser extremo.

O Massacre da Serra Elétrica
O Massacre da Serra Elétrica: versão 2003

Raciocínio parecido teve James Wan em Jogos Mortais (2004), pequeno filme que fez razoável sucesso no circuito, muito por conta do boca-a-boca de quem via e recomendava aos amigos e conhecidos. É outra produção cruel com seu público. Reforça não apenas o terror da trama, como também o roteiro, recheado de mistérios, investigações policiais, reviravoltas, personagens mortos que não estão mortos e afins. Exceto, em especial, por algum virtuosismo no tratamento com a câmera, Wan alcança ótimos resultados ao misturar o típico thriller policial americano com o extremismo de obras de grandes nomes do cinema italiano, como Dario Argento e Lucio Fulci - ambos autores de genuínos exemplares do cinema extremo, sendo que Argento misturava mais o policial, vide as obras-primas Prelúdio para Matar (ou Profondo Rosso, como é mais conhecido) e Tenebre.

Outro extremo que chegou até nós com alarde foi Kill Bill, principalmente o primeiro, em 2003. Caldeirão de citações e paixões do diretor Quentin Tarantino, o "volume 1" da saga da Noiva (Uma Thurman) deixava para os momentos finais quase que a razão de ser do filme: o banho de sangue promovido pela protagonista numa cena alucinante de luta com espadas. Deve ser a maior concentração já vista de pernas, braços e cabeças voando pelos ares, com direito a muito sangue falso, esguichos e piadas de humor negro. Não é porque o tratamento é mais caricatural que deixa de ser extremo...

A quem se interessar, está em cartaz no Brasil um excelente exemplar desse estilo de filme: o australiano Wolf Creek - Viagem ao Inferno, que retorna ao jeito "massacre da serra elétrica" e coloca trio de amigos em viagem no interior do país à mercê de um maníaco interessado em trucidá-los. Há belos momentos, como a interação dos três personagens, o surgimento do psicopata e a atenção do roteiro a cada um dos jovens sem jamais estereotipá-los.

Quem for rato de cinefilia, pode caçar duas pérolas: o sueco Thriller - A Cruel Picture (1974), de Bo Arne Vibenous, inspiração para Tarantino criar Kill Bill e que possui cenas de sexo explícito e matanças em câmera lenta cheias de estilo e técnica; e o proibidíssimo Canibal Holocausto (1980), do italiano Ruggero Deodato e tido como o filme mais famigerado e extremo do cinema. Não sei se a alcunha é verdadeira, mas a obra é uma pérola em se tratando de cenas de violência. Beira o inacreditável, em roteiro imbuído de um interessante discurso sobre a moralidade em torno da veiculação de - que ironia! - imagens extremas.

Thriller
Capa do DVD de Thriller - A Cruel Picture

Os extremistas
Em sentido inverso, os filmes extremistas se preocupam menos com o impacto estético da obra em contato com o espectador para gastar película na propagação de idéias muitas vezes retrógradas ou moralmente questionáveis - quando não realmente condenáveis. Um dos maiores clássicos nessa linha é o campeão de reprises Desejo de Matar (1974), de Michael Winner. Protagonizado por um sisudo Charles Bronson, mostra a tragédia de um arquiteto que tem a esposa assassina e a filha estuprada por bandidos.

Inicialmente pacifista e alheio à violência ao seu redor, Paul Kersey (o arquiteto) acaba sucumbindo à vingança e torna-se um justiceiro urbano, eliminando a corja de criminosos espalhados pela noite. Vende-se a noção de "olho por olho, dente por dente": Kersey não precisa nem quer eliminar especificamente os responsáveis pelo ataque à família. Para ele, está de bom tamanho apenas assassinar qualquer um que se mostre perigoso - e para tanto, ele passa as noites caminhando pelas ruas onde os índices de crimes são maiores, para dar sempre de cara com algozes que assumiu como seus. Como diria o crítico pernambucano Kleber Mendonça Filho, está aqui um "filme do mal".

Da safra mais recente, dois trabalhos são tão mesquinhos e reacionários que mereciam o desprezo por parte dos espectadores, não fosse a aura de "supeproduções de ação" que eles sustentam, como se isso os redimisse de qualquer questionamento. O primeiro deles é Bad Boys 2, de Michael Bay (o mesmo que produziu a versão atual de O Massacre da Serra Elétrica): a sucessão de cenas repugnantes envolvendo cadáveres, tiroteios e deboches com armas é um festival de mau gosto, num filme que faz o que pode para soar engraçadinho, mas esconde por trás do jeitão despretensioso idéias realmente perigosas sobre a "periferia" do mundo - no clímax, a dupla formada por Will Smith e Martin Lawrence invade território cubano e, numa caminhonete, destrói dezenas de barracos de uma favela do país sob pretexto de ali morarem apenas bandidos e traficantes. A diversão no rosto dos personagens, a forma como Bay filma a cena (com direito a mostrar roupas penduradas nos varais) e o prazer em destruir qualquer objeto à frente é apenas o momento mais alto de um longa completamente equivocado.

Desejo de Matar
Charles Bronson em Desejo de Matar

Chamas da Vingança (2004) potencializa a cartilha "desejo de matar" e transforma Denzel Washington numa máquina de tortura e assassinato justificados pela morte de uma garotinha. Em meio às mais criativas formas de eliminar os vilões (sempre pintados como a encarnação do demônio no planeta), o diretor Tony Scott esbanja vontade em expurgar na tela alguma raiva contida em si mesmo, tentando dar a seu protagonista sempre razão plena para agir como age. Porém, Scott não tem coragem de se levar às últimas conseqüências e, no ato final, cede ao sentimentalismo e volta com a menininha, até então dada como morta. Tudo acabou valendo a pena, deve pensar o personagem de Washington.

O questionável nesses exemplos não são pura e simplesmente as atitudes dos personagens, mas a forma como o filme as expõe e aborda. Numa série como 24 Horas, por exemplo, há o protagonista (Kiefer Sutherland) que não mede esforços para passar por cima de leis e moralismos em nome da defesa nacional - mas o seriado explora os problemas que isso lhe causa em termos pessoais, pondo na parede se o preço pago por ações extremistas vale a finalidade proposta.

Então...
E daí, pode surgir a dúvida: se Desejo de Matar mostra um homem em busca de vingança pelo ataque a familiares e Kill Bill exibe uma mulher em situação quase idêntica, por que um filme é extremista, e o outro é extremo? E como fica Sobre Meninos e Lobos, de Eastwood, que coloca em cena um pai à caça dos assassinos da filha e que não hesita em "fazer o que deve ser feito" quando acredita tê-lo encontrado? Seria Eastwood, diretor de prestígio e muitos prêmios, um reacionário? Bom, não vou forçar o leitor que chegou até aqui a continuar nesse raciocínio maluco. Se essa coluna pegar, volto ao assunto daqui a duas semanas. Se ninguém ler...

Bom, aí quem sabe eu não saio atrás de vingança?

Marcelo Miranda
Belo Horizonte, 6/3/2006



Quem leu este, também leu esse(s):
01. A literatura infanto-juvenil que vem de longe de Marcelo Spalding
02. A editora Casa Verde de Rafael Rodrigues


Mais Marcelo Miranda
Mais Acessadas de Marcelo Miranda em 2006
01. Tabus do Orkut - 6/2/2006
02. Filmes extremos e filmes extremistas - 6/3/2006
03. Vida ou arte em Zuzu Angel - 14/8/2006
04. Caso Richthofen: uma história de amor - 31/7/2006
05. Eu vejo gente morta - 11/9/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
16/3/2006
12h08min
Talvez a diferença se encontre nas entrelinhas, acho que toda diferença está nas entrelinhas. Em Meninos e Lobos nã há rendenção - ver o close final no rosto da mulher de Tim Robins - ou justificativa que toca no cinismo do "é assim, você foi o melhor", na fala da mulher de Sean Pean. Nos filmes extremos, nunca há a certeza da verdade da ação, basta ver o choro da Noiva ao matar Bill. Vítimas das ações, os personagens são apenas objetos do destino, dado contrário aos filmes extremistas; de homens sérios e confiantes do seu valor de baluarte - ou tristeza - de uma sociedade fálida de valores.
[Leia outros Comentários de léo]
19/3/2006
15h09min
Eu acredito que a diferença entre os filmes extremistas e os extremos pode ser aferida pela maneira que o sofrimento dos personagens é tratado, pois, no caso dos primeiros, nós vemos que a dor, o sofrimento é algo que faz parte do cotidiano e a relação dos personagens com esse sofrimento será sempre algo complexo, o que não ocorre na outra classificação, uma vez que as "verdades" e os dos personagenms são simples (por exemplo, quando matam alguém querido do personagem, nós não vislumbramos sofrimento real, mas apenas uma desculpa para mais cenas de ação). Escrevendo estas linhas, me dei conta de outra forma mais interessante de diferenciar os dois tipos de filme. Em um deles, há o maniqueímo expresso. De um lado heróis sofridos, e, de outro vilões odiosos; e, no outro caso, personagens de caráter indefinido, que buscam, por vezes, a redenção e, na maioria da vezes, jamais irão encontrar.
[Leia outros Comentários de Marcelo Souza]
20/3/2006
13h31min
Não podemos esquecer de Park Chan-Wook, e seu último filme Old Boy.
[Leia outros Comentários de CelsoFioravanteRocca]
1/6/2007
18h22min
muito bom
[Leia outros Comentários de jonas cleyton rodrig]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ACT MATH FOR DUMMIES
MARK ZEGARELLI
FOR DUMMIES
(2011)
R$ 17,50



PERSPEKTIVLEHRE
ERHARD GULL
ND
R$ 58,36



GÊMEOS NÃO SE AMAM
ROBERT LUDLUM
RECORD
(1976)
R$ 5,00



A REPÚBLICA BRASILEIRA 1964- 1984
EVALDO VIEIRA
MODERNA
R$ 5,00



SERESTA MINEIRA
LAR DE PAULA
LAR DE PAULA
R$ 40,00



É PROIBIDO CHORAR
J. M. SIMMEL
NOVA FRONTEIRA
R$ 5,00



REUNIAO DE PAIS: SOFRIMENTO OU PRAZER? - 2ª ED.
BEATE G. ALTHUON / CORINNA H. ESSLE / ISA S. STOEB
CASA DO PSICÓLOGO
R$ 11,00



VALA CLANDESTINA DE PERUS
VARIOS AUTORES
INSTITUTO MACUCO
(2012)
R$ 5,12



AÇÕES INSTITUCIONAIS DE AVALIAÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE TECNOLOGIAS EDUCAC
RICARDO AZAMBUJA SILVEIRA
DO AUTOR
R$ 5,00



O CARNÊ DOURADO
DORIS LESSING (A MAIOR ESCRITORA VIVA DE LÍNGUA INGLESA)
CÍRCULO DO LIVRO
(1985)
R$ 25,00
+ frete grátis





busca | avançada
50801 visitas/dia
2,6 milhões/mês