Eu vejo gente morta | Marcelo Miranda | Digestivo Cultural

busca | avançada
55373 visitas/dia
2,0 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Unil oferece abordagem diferenciada da gramática a preparadores e revisores de texto
>>> Conversas no MAB com Sergio Vidal e Ana Paula Lopes
>>> Escola francesa de Design, Artes e Comunicação Visual inaugura campus em São Paulo
>>> TEATRO & PODCAST_'Acervo e Memória', do Célia Helena, relembra entrevista com Nydia Licia_
>>> Projeto Cultural Samba do Caxinha cria arrecadação virtual para gravação de seu primeiro EP
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Aos nossos olhos (e aos de Ernesto)
>>> Carol Sanches, poesia na ratoeira do mundo
>>> O fim dos livros físicos?
>>> A sujeira embaixo do tapete
>>> Moro no Morumbi, mas voto em Moema
>>> É breve a rosa alvorada
>>> Alameda de água e lava
>>> Entrevista: o músico-compositor Livio Tragtenberg
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
Colunistas
Últimos Posts
>>> Gente feliz não escreve humor?
>>> A profissão de fé de um Livreiro
>>> O ar de uma teimosia
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
Últimos Posts
>>> O poder da história
>>> Caraminholas
>>> ETC. E TAL
>>> Acalanto para a alma
>>> Desde que o mundo é mundo
>>> O velho suborno
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
>>> Alma nua
Blogueiros
Mais Recentes
>>> O do contra
>>> American Dream
>>> Todas as Tardes, Escondido, Eu a Contemplo
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - II
>>> Delicado, vulnerável, sensível
>>> De Kooning em retrospectiva
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> Aquele apoio
>>> A forca de cascavel — Angústia (Fuvest)
Mais Recentes
>>> Babbitt de Sinclair Lewis pela Nova Cultural (2002)
>>> Pesquisa FAPESP Nº 261 de Diversos Autores pela Fapesp (2017)
>>> Ana Karênina de Tolstói pela Nova Cultural (2002)
>>> Havia Gigantes Na Terra de Zecharia Sitchin pela Madras (2014)
>>> Pesquisa FAPESP Nº 260 de Diversos Autores pela Fapesp (2017)
>>> Divergente de Veronica Roth pela Rocco (2012)
>>> A Divina Comédia de Dante pela Nova Cultural (2002)
>>> Xeque E Mate - Xadrez Sem Mistério E Com Muito Suspense de Gilberto Milos Júnior & Davy D'Israel pela Adonis (2000)
>>> Rock Jazz Bossa Poética de João Dutra pela Do Autor (2014)
>>> Os Melhores Poemas de Mário de Andrade de Gilda de Mello e Souza pela Globo (1993)
>>> Revista Internacional de Espiritismo - RIE, Ano LXXV, Número 07, Agosto de Vários Colaboradores pela O Clarim (2000)
>>> Antes Que a Saudade Chegue de Sady Figueira pela Evangraf (2001)
>>> A Gata do Rio Nilo de Lia Neiva pela José Olympio (1999)
>>> Convergente de Veronica Roth pela Rocco (2014)
>>> III Prêmio Proex/UFPA de Literatura - Antologia Poesias, Crônicas e Contos de Vários Autores pela Ufpa (2013)
>>> Revista Galileu, Ano 12, Número 154, Maio de Vários Colaboradores pela Globo (2004)
>>> Quinze Anos (A Juventude Como Ela É) de Carlos Heitor Cony pela Tecno Print (1973)
>>> Fazendo meu filme 3 - Roteiro Inesperado de Fani de Paula Pimenta pela Gutenberg (2013)
>>> Revista Força Aérea Nº 05 de Diversos Autores pela Action (1996)
>>> Histórias Extraordinárias de Edgar Allan Poe pela Nova Cultural (2003)
>>> Revista Força Aérea Nº 03 de Diversos Autores pela Action (1996)
>>> Mulherzinhas de Louisa May Alcott pela Nova Cultural (2003)
>>> Decamerão de Boccaccio pela NOVA Culltural (2003)
>>> Historia Da Filosofia- Os Pensadores de Bernadette Siqueira abrão pela Nova cultural (2004)
>>> Revista Força Aérea Nº 49 de Diversos Autores pela Action (2007)
>>> Os Trabalhadores do Mar de Victor Hugo pela Nova Cultural (2002)
>>> Os Pensadores Husserl de Abril Cultural pela Abril Cultural (1980)
>>> Revista Força Aérea Nº 45 de Diversos Autores pela Action (2006)
>>> A Mulher de Trinta Anos de Balzac pela Nova Cultural (2003)
>>> Transformação Social da Humanidade de Samael Aun Weor pela Gnose (1986)
>>> Revista Força Aérea Nº Especial 01 de Diversos Autores pela Action (2003)
>>> Os Sertões de Euclides da Cunha pela Nova Cultural (2002)
>>> O Último Czar: a Vida e a Morte de Nicolau II de Edvard Radzinsky pela Best Seller (1992)
>>> Arquipélago Gulag de Alexandre Soljenítsin pela Círculo do Livro (1975)
>>> Nova Enciclopédia Católica (12 volumes) de Vários Autores pela Renes (1969)
>>> Diário íntimo e outros escritos de piedade de João XXIII pela Livraria Morais (1964)
>>> Louis XVI and Marie Antoinette during the Revolution de Nesta H. Webster pela G. P. Putnam´s Sons (1938)
>>> Apontamentos de História Eclesiástica de Dom Jaime de Barros Câmara pela Vozes (1942)
>>> O Cardeal Newman de Pe. M. Teixeira Leite Penido pela Vozes (1946)
>>> Um pastor luterano foi ver Pio XII de Richard Baumann pela Mensafé (1957)
>>> História Geral das Civilizações (17 volumes) de Maurice Crouzet pela Difusão Europeia do Livro (1965)
>>> História das Américas (14 volumes) de Ricardo Levene (Dir); Pedro Calmon (Dir) pela W. M. Jackson (1964)
>>> Gestão Estratégica em Farmácia Hospitalar de Sonia Lucena Cipriano, Vanusa Barbosa Pinto e Cleuber Esteves Chaves pela Atheneu (2009)
>>> Prourgen – Ciclo 2 Módulo 4 de Vários Autores pela Artmed / Panamericana (2009)
>>> O Acaso e a Necessidade de Jacques Monod pela Vozes (1971)
>>> Técnicas Básicas em Biologia Molecular de Maristella de Oliveira Azevedo... (et al.)(Orgs.) pela Unb (2003)
>>> Claud Jacq – Coleção Pensamento Contemporâneo Nº 4 de Maria Andréa Loyola e Marilena Corrêa pela Uerj (2004)
>>> Ivanhoé de Walter Scott pela Nova Cultural (2003)
>>> National Geographic Brasil Nº 233 - Edição Especial de Diversos Autores pela National Geographic (2019)
>>> O Ateneu de Raul Pompéia pela Nova Cultural (2003)
COLUNAS

Segunda-feira, 11/9/2006
Eu vejo gente morta
Marcelo Miranda

+ de 14100 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Shyamalan

Ninguém foi mais o mesmo depois de O Sexto Sentido. Ao menos em relação ao indiano M. Night Shyamalan. Dizer que o suspense de 1999 cujo final surpreendeu meio mundo revolucionou o cinema seria um exagero inaceitável, mas que ele mexeu com as bases do cinemão e gerou um grau de exigência elevado em relação a outros filmes de estirpe semelhante, isso não há como negar. Ou alguém acredita que Os Outros, lançado poucos anos depois e com tema parecido - mas em diversos aspectos até superior ao longa de Shyamalan - não caiu nas graças do público por outro motivo que não a existência de O Sexto Sentido? Ou que o cineasta não tenha amplacado outra produção porque seus longas posteriores eram inferiores ao seu maior estouro?

De forma alguma. Shyamalan criou uma grife própria. Apostou numa idéia simples e surpreendente para dar uma (saudável) rasteira no espectador e foi bem recebido por isso. Porém, assim como Orson Welles (pra ficar no maior de todos), seu primeiro grande filme pode se tornar a sua maldição. Afinal, depois de O Sexto Sentido, uma aura foi criada em torno do diretor/roteirista. Ele passou a ser cobrado. Tornou-se "garantia" de reviravoltas de roteiro. Quando se arriscou em Corpo Fechado, razoável parcela de cinéfilos se frustrou. Onde estava o clima de medo e tensão? Onde estava a ultra-super-mega surpresa que balançaria as cadeiras do cinema? O que estava na tela era meramente a triste saga de um homem que se descobre inquebrável e precisa conviver com isso. Mas Shyamalan foi perdoado. Quando lançou Sinais, seus fãs estavam secos pelo assombro de O Sexto Sentido. Ele veio, mas alguma coisa estava esquisita. Pastores em crise? Crianças asmáticas? Alienígenas sensíveis a água? Conta outra...

Shyamalan
O Sexto Sentido

E eis que chegou A Vila. A grande chance de salvação de Shyamalan. O filme que o recoloria nas capas de revista como "o novo Hitchcock" ou o "o novo Spielberg". Só que dessa vez ele abusou: em vez de infestar seu filme de criaturas e reviravoltas, contou uma lorota sobre uma suposta comunidade do século XIX que se isolou do mundo. No fim, era mais ou menos isso - mas também não era nada disso. Shyamalan, para muitos, virou piada. Então ele anunciou que filmaria uma fábula infantil: A Dama na Água. Aí é chamar a gente de palhaço, deve ter pensado muita gente.

Quer saber? Como grande cineasta e autor que é, M. Night Shyamalan parece estar se lixando pra isso tudo. Só esse pensamento explica sua saída da Disney (a empresa do Mickey financiou seus primeiros filmes e não quis assumir as idéias do cineasta para o longa mais recente - o da fábula). Só esse pensamento explica a sua não-preocupação em ceder aos anseios do público e realizar o filme que quer, com as idéias que teve e do jeito que ele acredita ser o certo. Está aí A Dama na Água pra quem quer ver. Quem não quiser, não sabe o que está perdendo.

Shyamalan é dos poucos diretores com personalidade em atividade na grande indústria de Hollywood. Neste exato momento, das produções em cartaz, só um nome talvez rivalize com ele: Michael Mann, com seu explosivo e sensacional Miami Vice. Cada um à sua forma, ambos defendem idéias próprias, têm estilos reconhecíveis e não cedem às concessões típicas de quem trabalha numa máquina de cuspir filmes medíocres. Para Mann e Shyamalan, importa o que lhes faz sentirem bem, e não o que o público vá gostar. Isso não é ignorar quem assiste, mas assumir as próprias vontades e acreditar nelas. Alguém já disse: o bom diretor deve pensar no público, mas ele nunca deve pensar somente no público. Apesar de não ser a regra que rege Hollywood, ainda é assim que surgem filmes dignos dessa meca do dinheiro.

O maior "problema" do cinema de Shyamalan é justamente O Sexto Sentido. Nunca ele conseguirá se igualar ou agradar tanto quanto conseguiu em 1999. Isso não o impede de mergulhar em outros conceitos, sem largar mão de um caminho determinado na hora de escrever um roteiro e dirigir uma produção. O cineasta tem as idéias muito claras e, seja trabalhando com garotos enxergando fantasmas ou religiosos atacados por ETs, ele carimba essas situações com um olhar muito próprio e incomum. Talvez o maior tema de Shyamalan seja a fé. É este sentimento que tanto seus personagens quanto os espectadores devem ter. Os primeiros, em relação às criaturas que o diretor coloca em seus caminhos; os segundos, em relação aos próprios filmes.

Em O Sexto Sentido, o garoto Cole enxerga mortos. Cabe ao psicólogo Malcolm acreditar nele e, assim, chegar à verdade que move sua vida (ou morte). O segurança David nasceu com superpoderes e tem mais força do que qualquer pessoa no planeta, em Corpo Fechado. Ele precisa acreditar nessa informação para assumir seu verdadeiro papel no mundo que o cerca - incluindo aí o filho, que lhe é um estranho. O pastor Granham, de Sinais, deve crer em Deus e no destino se quiser salvar a família, a si mesmo e a memória da esposa. Com A Vila, Shyamalan muda os parâmetros, mas a fé ainda é recorrente: os patriarcas do vilarejo no meio da mata devem fazer com que suas crianças acreditem estarem vivendo em outra época, numa área absolutamente segura, longe da violência e com monstros que rondam a floresta.

Shyamalan
A Vila

Não é por menos que A Vila é o filme mais complexo de Shyamalan. Ele aprofunda as questões que o marcam numa narrativa em que o olhar tem papel fundamental. Ivy, a cega do vilarejo, é a chave para a revolução no lugar; é ela quem fica sabendo a verdade e se embrenha na escuridão por não poder enxergar o mal. Ela acha que está a salvo, mas o medo permanece. Quando vem um ataque de uma falsa criatura, seu (não)olhar parece constatar que as histórias dos monstros eram verdadeiras, afinal. A descrença volta a ser crença - mas Ivy fecha o filme sendo a nova chama que vai trazer aos patriarcas da comunidade a constatação de que a violência não pode ser abafada apenas saindo de perto dela. A violência brota onde se estiver.

Agora, Shyamalan nos aparece com A Dama na Água. Novamente, questão de fé: o zelador Jack precisa crer nas historietas infantis sobre ninfas aquáticas inspiradoras e salvadoras da humanidade para mandar Story de volta ao seu mundo. Só que, mais uma vez, Shyamalan subverte os próprios conceitos: nunca, num filme seu, os personagens acreditaram com tamanha facilidade nos acontecimentos que lhes acometem. E também nunca o diretor havia sido tão fantasioso, tão "sobrenatural", tão assumidor da imaginação. A crença mais necessária em A Dama na Água não é dos personagens, mas de quem os vê. O espectador precisa aceitar, logo de cara, estar entrando num (sub)mundo povoado por ninfas, cachorros-de-mato e águias gigantes. Shyamalan, como não podia deixar de ser, não faz isso de forma gratuita. Ele não quer que acreditemos em suas criações simplesmente por acreditar.

Há uma cena recorrente em A Dama na Água: é a do personagem Jack calado e parado de frente a outra pessoa, a câmera posicionada quase ao chão em contre-plongée (filmando de baixo para cima), deixando Jack no fundo da tela a escutar o que o interlocutor lhe diz. É um plano-chave de um filme focado na palavra falada, nas histórias fantasiosas, nos contos de ninar. Shyamalan não mais parece um cineasta marcado pela desilusão, como mostrou em A Vila, mas pela esperança, como era nos trabalhos anteriores.

Novamente, ele parte do individual para atingir o coletivo. O indiano usa um ser mitológico representando inspiração como forma de expiar as culpas dos personagens. E se Shyamalan era um cineasta essencialmente visual, em A Dama na Água vem à tona um caráter mais próximo da oralidade, da fábula, do diálogo aparentemente excessivo. Isso não deixa de ser um traço autoral no filme. Se o diretor se propõe a abordar a criatividade perdida partindo de contos infantis, nada com mais coerência que ele utilizar a palavra dita, e não mostrada. Pode-se considerar um equívoco a opção por verbalizar de forma talvez excessiva algumas situações no longa, mas não se pode dizer que isso seja uma simples falha de Shyamalan. Com a costumeira ousadia que o caracteriza, ele dá nova guinada na carreira e investe na expressividade oral dos atores e na encenação de uma linearidade próxima do clássico.

Shyamalan
A Dama na Água: questão de fé

Mas Shyamalan jamais deixa de lado um outro foco de seu trabalho: a pessoa cheia de traumas que entra em contato com uma situação na qual não tem controle, mas precisa saber como resolvê-la sob risco de prejudicar todos a seu redor. Do individual para o coletivo. É através do olhar do zelador e das palavras de quem o rodeia que o espectador se vê inserido (e acredita) nesse universo de A Dama na Água. Shyamalan usa a ficção para aprofundar questões essencialmente humanas.


Marcelo Miranda
Belo Horizonte, 11/9/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Preparar Para o Impacto de Marilia Mota Silva
02. Uma noite de julho de Celso A. Uequed Pitol
03. Vaidade, inveja e violência de Carla Ceres
04. Novos velhos e lagostas de Carla Ceres
05. Educação divertida e diversão educativa de Carla Ceres


Mais Marcelo Miranda
Mais Acessadas de Marcelo Miranda em 2006
01. Tabus do Orkut - 6/2/2006
02. Filmes extremos e filmes extremistas - 6/3/2006
03. Caso Richthofen: uma história de amor - 31/7/2006
04. Vida ou arte em Zuzu Angel - 14/8/2006
05. Eu vejo gente morta - 11/9/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
17/9/2006
11h56min
Marcelo, quando assisti "Sexto Sentido", fiquei boquiaberto. Sabia que ali estava surgindo algo que, se não inovador, era no mínimo diferente. Depois veio "Corpo Fechado", que eu queria muito ter visto, mas na ocasião eu estava numa crise financeira que espero jamais retorne. Depois, me desliguei do interesse por Shyamalan e não fui atrás de "Sinais" ou "A Vila". Mas ler sobre "A Dama na Água" aqui e em outros sites me fez reassumir este interesse. Bom, devo assisti-lo nesta semana e, provavelmente, irei atrás daqueles que não vi. Inclusive, devo rever "Sexto Sentido" um dia desses. De qualquer forma, apenas quero ver algum filme que fuja da mediocridade vigente em Hollywood (não à toa, vejo muito mais filmes orientais e europeus que americanos). Espero que Shyamalan continue nos mostrando um cinema no mínimo diferente. Abraço!
[Leia outros Comentários de Alessandro de Paula]
17/9/2006
21h35min
Assisti a todos os filmes de Shyamalan. Ele é um grande fabulista, um grande "contador de histórias", que narra à moda antiga histórias fantasiosas e cheias de mensagens. Claro que ele causa conflito, ainda mais numa sociedade ocidental movida pelo dinheiro e consumo - e pelo cinema de "ação". Mas ainda bem que ele tem coragem de continuar produzindo seus belos filmes. Nenhum filme dele jamais me decepcionou.
[Leia outros Comentários de Daniela Castilho]
30/9/2006
23h53min
"A Vila" é insuperável, desde a profundidade da história incompreendida pelo público até as atuações. Mas a firmeza de Shyamalan em passar seu recado como cineasta, como está muito bem referido no artigo, a "grife" que se tornou seu trabalho deve ser aplaudida de pé. Vale dar crédito até para o fraco "Sinais" e compreender a obra do cara no geral, torcendo para que ele não desvie da fé que tanto propaga (fé no cinema, principalmente). Começo a convencer-me de que ele merece ocupar uma cadeira em minha parca lista de "melhores cineastas nos últimos 20 anos". Até concordo que Michael Mann e Shayamalan sejam sim alguns dos únicos cineastas de personalidade na produção hollywoodiana atual, mas não dá para ficar chamando "Miami Vice" de sensacional e surpreendente o tempo todo, né? Menos, amor, menos!
[Leia outros Comentários de Maria Judith Possani]
3/2/2007
19h57min
Vivemos uma crise cinematográfica onde não há imaginação nem ousadia; fazem sucesso o sexo, a violência e velhos enlatados americanos. Shyamalan vem nos trazer de volta a magia perdida. Ele conseguiu que homens barbados acreditassem novamente em fadas e super heróis de verdade. É um gênio.
[Leia outros Comentários de Venturini]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ANARQUISMO E ANARCOSSINDICALISMO
GIUSEPPINA SFERRA
ATICA
(1987)
R$ 22,12



NARUTO- VOLUME 12
MASASHI KISHIMOTO
PANINI COMICS
(1999)
R$ 20,00



PARA VIVER UM GRANDE AMOR
VINICIUS DE MORAES
FOLHA DE SÃO PAULO
(2008)
R$ 6,90



TABUAS DE ESTATISTICA E MATEMATICA.
BUSSAB E SEVERO.
BRASILIENSE.
(1974)
R$ 12,00



A PROSPERIDADE ESTÁ PRÓXIMA
HERMAN KAHN
NOVA FRONTEIRA
(1982)
R$ 5,00



DIÁRIO DE UM BANANA 5: A VERDADE NUA E CRUA
JEFF KINNEY
VERGARA E RIBA
(2016)
R$ 44,90



QUESTAO AGRARIA NO BRASIL
JOAO PEDRO STEDILE
ATUAL
(1997)
R$ 8,00



COMO FALAR COMO UM PROFISSIONAL
LEON FLETCHER
RECORD
(1983)
R$ 5,00



PSICANÁLISE: ONTEM E HOJE
REVISTA BRASILEIRA DE PSICANÁLISE VOL 37 Nº 4
RBP
(2003)
R$ 19,28



PARTE GENERALE - CHIRURGIA DEL CAPO, DEL COLLO, DEL TORACE E DELLA COL
LUIGI WULLSTEIN MAX WILMS SCHLOFFER TILMA...
TORINENSE
(1914)
R$ 71,07





busca | avançada
55373 visitas/dia
2,0 milhões/mês