Eu vejo gente morta | Marcelo Miranda | Digestivo Cultural

busca | avançada
71334 visitas/dia
1,4 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Segunda-feira, 11/9/2006
Eu vejo gente morta
Marcelo Miranda

+ de 13900 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Shyamalan

Ninguém foi mais o mesmo depois de O Sexto Sentido. Ao menos em relação ao indiano M. Night Shyamalan. Dizer que o suspense de 1999 cujo final surpreendeu meio mundo revolucionou o cinema seria um exagero inaceitável, mas que ele mexeu com as bases do cinemão e gerou um grau de exigência elevado em relação a outros filmes de estirpe semelhante, isso não há como negar. Ou alguém acredita que Os Outros, lançado poucos anos depois e com tema parecido - mas em diversos aspectos até superior ao longa de Shyamalan - não caiu nas graças do público por outro motivo que não a existência de O Sexto Sentido? Ou que o cineasta não tenha amplacado outra produção porque seus longas posteriores eram inferiores ao seu maior estouro?

De forma alguma. Shyamalan criou uma grife própria. Apostou numa idéia simples e surpreendente para dar uma (saudável) rasteira no espectador e foi bem recebido por isso. Porém, assim como Orson Welles (pra ficar no maior de todos), seu primeiro grande filme pode se tornar a sua maldição. Afinal, depois de O Sexto Sentido, uma aura foi criada em torno do diretor/roteirista. Ele passou a ser cobrado. Tornou-se "garantia" de reviravoltas de roteiro. Quando se arriscou em Corpo Fechado, razoável parcela de cinéfilos se frustrou. Onde estava o clima de medo e tensão? Onde estava a ultra-super-mega surpresa que balançaria as cadeiras do cinema? O que estava na tela era meramente a triste saga de um homem que se descobre inquebrável e precisa conviver com isso. Mas Shyamalan foi perdoado. Quando lançou Sinais, seus fãs estavam secos pelo assombro de O Sexto Sentido. Ele veio, mas alguma coisa estava esquisita. Pastores em crise? Crianças asmáticas? Alienígenas sensíveis a água? Conta outra...

Shyamalan
O Sexto Sentido

E eis que chegou A Vila. A grande chance de salvação de Shyamalan. O filme que o recoloria nas capas de revista como "o novo Hitchcock" ou o "o novo Spielberg". Só que dessa vez ele abusou: em vez de infestar seu filme de criaturas e reviravoltas, contou uma lorota sobre uma suposta comunidade do século XIX que se isolou do mundo. No fim, era mais ou menos isso - mas também não era nada disso. Shyamalan, para muitos, virou piada. Então ele anunciou que filmaria uma fábula infantil: A Dama na Água. Aí é chamar a gente de palhaço, deve ter pensado muita gente.

Quer saber? Como grande cineasta e autor que é, M. Night Shyamalan parece estar se lixando pra isso tudo. Só esse pensamento explica sua saída da Disney (a empresa do Mickey financiou seus primeiros filmes e não quis assumir as idéias do cineasta para o longa mais recente - o da fábula). Só esse pensamento explica a sua não-preocupação em ceder aos anseios do público e realizar o filme que quer, com as idéias que teve e do jeito que ele acredita ser o certo. Está aí A Dama na Água pra quem quer ver. Quem não quiser, não sabe o que está perdendo.

Shyamalan é dos poucos diretores com personalidade em atividade na grande indústria de Hollywood. Neste exato momento, das produções em cartaz, só um nome talvez rivalize com ele: Michael Mann, com seu explosivo e sensacional Miami Vice. Cada um à sua forma, ambos defendem idéias próprias, têm estilos reconhecíveis e não cedem às concessões típicas de quem trabalha numa máquina de cuspir filmes medíocres. Para Mann e Shyamalan, importa o que lhes faz sentirem bem, e não o que o público vá gostar. Isso não é ignorar quem assiste, mas assumir as próprias vontades e acreditar nelas. Alguém já disse: o bom diretor deve pensar no público, mas ele nunca deve pensar somente no público. Apesar de não ser a regra que rege Hollywood, ainda é assim que surgem filmes dignos dessa meca do dinheiro.

O maior "problema" do cinema de Shyamalan é justamente O Sexto Sentido. Nunca ele conseguirá se igualar ou agradar tanto quanto conseguiu em 1999. Isso não o impede de mergulhar em outros conceitos, sem largar mão de um caminho determinado na hora de escrever um roteiro e dirigir uma produção. O cineasta tem as idéias muito claras e, seja trabalhando com garotos enxergando fantasmas ou religiosos atacados por ETs, ele carimba essas situações com um olhar muito próprio e incomum. Talvez o maior tema de Shyamalan seja a fé. É este sentimento que tanto seus personagens quanto os espectadores devem ter. Os primeiros, em relação às criaturas que o diretor coloca em seus caminhos; os segundos, em relação aos próprios filmes.

Em O Sexto Sentido, o garoto Cole enxerga mortos. Cabe ao psicólogo Malcolm acreditar nele e, assim, chegar à verdade que move sua vida (ou morte). O segurança David nasceu com superpoderes e tem mais força do que qualquer pessoa no planeta, em Corpo Fechado. Ele precisa acreditar nessa informação para assumir seu verdadeiro papel no mundo que o cerca - incluindo aí o filho, que lhe é um estranho. O pastor Granham, de Sinais, deve crer em Deus e no destino se quiser salvar a família, a si mesmo e a memória da esposa. Com A Vila, Shyamalan muda os parâmetros, mas a fé ainda é recorrente: os patriarcas do vilarejo no meio da mata devem fazer com que suas crianças acreditem estarem vivendo em outra época, numa área absolutamente segura, longe da violência e com monstros que rondam a floresta.

Shyamalan
A Vila

Não é por menos que A Vila é o filme mais complexo de Shyamalan. Ele aprofunda as questões que o marcam numa narrativa em que o olhar tem papel fundamental. Ivy, a cega do vilarejo, é a chave para a revolução no lugar; é ela quem fica sabendo a verdade e se embrenha na escuridão por não poder enxergar o mal. Ela acha que está a salvo, mas o medo permanece. Quando vem um ataque de uma falsa criatura, seu (não)olhar parece constatar que as histórias dos monstros eram verdadeiras, afinal. A descrença volta a ser crença - mas Ivy fecha o filme sendo a nova chama que vai trazer aos patriarcas da comunidade a constatação de que a violência não pode ser abafada apenas saindo de perto dela. A violência brota onde se estiver.

Agora, Shyamalan nos aparece com A Dama na Água. Novamente, questão de fé: o zelador Jack precisa crer nas historietas infantis sobre ninfas aquáticas inspiradoras e salvadoras da humanidade para mandar Story de volta ao seu mundo. Só que, mais uma vez, Shyamalan subverte os próprios conceitos: nunca, num filme seu, os personagens acreditaram com tamanha facilidade nos acontecimentos que lhes acometem. E também nunca o diretor havia sido tão fantasioso, tão "sobrenatural", tão assumidor da imaginação. A crença mais necessária em A Dama na Água não é dos personagens, mas de quem os vê. O espectador precisa aceitar, logo de cara, estar entrando num (sub)mundo povoado por ninfas, cachorros-de-mato e águias gigantes. Shyamalan, como não podia deixar de ser, não faz isso de forma gratuita. Ele não quer que acreditemos em suas criações simplesmente por acreditar.

Há uma cena recorrente em A Dama na Água: é a do personagem Jack calado e parado de frente a outra pessoa, a câmera posicionada quase ao chão em contre-plongée (filmando de baixo para cima), deixando Jack no fundo da tela a escutar o que o interlocutor lhe diz. É um plano-chave de um filme focado na palavra falada, nas histórias fantasiosas, nos contos de ninar. Shyamalan não mais parece um cineasta marcado pela desilusão, como mostrou em A Vila, mas pela esperança, como era nos trabalhos anteriores.

Novamente, ele parte do individual para atingir o coletivo. O indiano usa um ser mitológico representando inspiração como forma de expiar as culpas dos personagens. E se Shyamalan era um cineasta essencialmente visual, em A Dama na Água vem à tona um caráter mais próximo da oralidade, da fábula, do diálogo aparentemente excessivo. Isso não deixa de ser um traço autoral no filme. Se o diretor se propõe a abordar a criatividade perdida partindo de contos infantis, nada com mais coerência que ele utilizar a palavra dita, e não mostrada. Pode-se considerar um equívoco a opção por verbalizar de forma talvez excessiva algumas situações no longa, mas não se pode dizer que isso seja uma simples falha de Shyamalan. Com a costumeira ousadia que o caracteriza, ele dá nova guinada na carreira e investe na expressividade oral dos atores e na encenação de uma linearidade próxima do clássico.

Shyamalan
A Dama na Água: questão de fé

Mas Shyamalan jamais deixa de lado um outro foco de seu trabalho: a pessoa cheia de traumas que entra em contato com uma situação na qual não tem controle, mas precisa saber como resolvê-la sob risco de prejudicar todos a seu redor. Do individual para o coletivo. É através do olhar do zelador e das palavras de quem o rodeia que o espectador se vê inserido (e acredita) nesse universo de A Dama na Água. Shyamalan usa a ficção para aprofundar questões essencialmente humanas.


Marcelo Miranda
Juiz de Fora, 11/9/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O chilique do cabeleireiro diante da modelo de Yuri Vieira
02. Sobre os Finais de Franco Fanti
03. Bento XVI e os bastidores do Vaticano de Humberto Pereira da Silva
04. Minha lista possível de Luiz Rebinski Junior
05. Bienal do Livro Bahia de Rafael Rodrigues


Mais Marcelo Miranda
Mais Acessadas de Marcelo Miranda em 2006
01. Tabus do Orkut - 6/2/2006
02. Filmes extremos e filmes extremistas - 6/3/2006
03. Vida ou arte em Zuzu Angel - 14/8/2006
04. Caso Richthofen: uma história de amor - 31/7/2006
05. Eu vejo gente morta - 11/9/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
17/9/2006
11h56min
Marcelo, quando assisti "Sexto Sentido", fiquei boquiaberto. Sabia que ali estava surgindo algo que, se não inovador, era no mínimo diferente. Depois veio "Corpo Fechado", que eu queria muito ter visto, mas na ocasião eu estava numa crise financeira que espero jamais retorne. Depois, me desliguei do interesse por Shyamalan e não fui atrás de "Sinais" ou "A Vila". Mas ler sobre "A Dama na Água" aqui e em outros sites me fez reassumir este interesse. Bom, devo assisti-lo nesta semana e, provavelmente, irei atrás daqueles que não vi. Inclusive, devo rever "Sexto Sentido" um dia desses. De qualquer forma, apenas quero ver algum filme que fuja da mediocridade vigente em Hollywood (não à toa, vejo muito mais filmes orientais e europeus que americanos). Espero que Shyamalan continue nos mostrando um cinema no mínimo diferente. Abraço!
[Leia outros Comentários de Alessandro de Paula]
17/9/2006
21h35min
Assisti a todos os filmes de Shyamalan. Ele é um grande fabulista, um grande "contador de histórias", que narra à moda antiga histórias fantasiosas e cheias de mensagens. Claro que ele causa conflito, ainda mais numa sociedade ocidental movida pelo dinheiro e consumo - e pelo cinema de "ação". Mas ainda bem que ele tem coragem de continuar produzindo seus belos filmes. Nenhum filme dele jamais me decepcionou.
[Leia outros Comentários de Daniela Castilho]
30/9/2006
23h53min
"A Vila" é insuperável, desde a profundidade da história incompreendida pelo público até as atuações. Mas a firmeza de Shyamalan em passar seu recado como cineasta, como está muito bem referido no artigo, a "grife" que se tornou seu trabalho deve ser aplaudida de pé. Vale dar crédito até para o fraco "Sinais" e compreender a obra do cara no geral, torcendo para que ele não desvie da fé que tanto propaga (fé no cinema, principalmente). Começo a convencer-me de que ele merece ocupar uma cadeira em minha parca lista de "melhores cineastas nos últimos 20 anos". Até concordo que Michael Mann e Shayamalan sejam sim alguns dos únicos cineastas de personalidade na produção hollywoodiana atual, mas não dá para ficar chamando "Miami Vice" de sensacional e surpreendente o tempo todo, né? Menos, amor, menos!
[Leia outros Comentários de Maria Judith Possani]
3/2/2007
19h57min
Vivemos uma crise cinematográfica onde não há imaginação nem ousadia; fazem sucesso o sexo, a violência e velhos enlatados americanos. Shyamalan vem nos trazer de volta a magia perdida. Ele conseguiu que homens barbados acreditassem novamente em fadas e super heróis de verdade. É um gênio.
[Leia outros Comentários de Venturini]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




QUEM FICA COM FELIPE ?
ILSA LIMA MONTEIRO
FTD
(1994)
R$ 5,00



LIBERTINAGEM & ESTRELA DA MANHÃ
MANUEL BANDEIRA
MEDIAFASHION
(2008)
R$ 22,00



ALICE NO PAIS DAS MARAVILHAS
LEWIS CARROLL - CONTADA POR RUY CASTRO
COMPANHIA DAS LETRINHAS
(1992)
R$ 34,00



CONTROLE REMOTO
RAFAEL CARDOSO
RECORD
(2002)
R$ 19,90
+ frete grátis



SONHOS DOURO
JOSÉ DE ALENCAR
EDIGRAF
R$ 8,00



MINI COZINHA - BOLOS RÁPIDOS
EDITORA MELHORAMENTOS
MELHORAMENTOS
(2006)
R$ 8,38



A BICICLETA AZUL
REGINE DEFORGES
BEST SELLER
(1985)
R$ 8,00



MEMORIA INVENTADA UM ROMANCE DE MÃES E FILHAS
ERICA JONG
RECORD
(1997)
R$ 8,00



A SEMENTE DA VITÓRIA
NUNO COBRA
SENAC
(2003)
R$ 19,90



COMO SE FAZ A INDÚSTRIA DO VESTIBULAR
SÔNIA GUIMARÃES
VOZES
(1984)
R$ 5,00





busca | avançada
71334 visitas/dia
1,4 milhão/mês