Sombras Persas (IV) | Arcano9 | Digestivo Cultural

busca | avançada
32374 visitas/dia
737 mil/mês
Mais Recentes
>>> Escritores falam sobre direito de acesso à literatura na série Epígrafes Pocket na Bienal 2018
>>> 'MERCADO DAS MADALENAS' CHEGA A 20a EDIÇÃO E ACONTECE NO MUSEU DA CASA BRASILEIRA
>>> ONG promove 10ª Cinema Mostra Aids em São Paulo
>>> Olhares sobre a infância Guarani-Kaiowá
>>> Clari Benatti: A arte de ressignificar experiências na pele
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Não quero ser Capitu
>>> Desdizer: a poética de Antonio Carlos Secchin
>>> Pra que mentir? Vadico, Noel e o samba
>>> De quantos modos um menino queima?
>>> Entrevista com a tradutora Denise Bottmann
>>> O Brasil que eu quero
>>> O dia em que não conheci Chico Buarque
>>> Um Furto
>>> Mais outro cais
>>> A falta que Tom Wolfe fará
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Saber viver a vida é fundamental
>>> Não sei se você já deitou em estrelas.
>>> UM OLHAR SOBRE A FILOSOFIA (PARTE I)
>>> Globo News: entrevista candidatos
>>> Corpo e alma
>>> Cada poesia a seu tempo
>>> De Repente 30! Qual o Tabu Atual de Ter Essa Idade
>>> Uma jornada Musical
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES V
>>> A passos de peregrinos lll - Epílogo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A noite do meu bem, de Ruy Castro
>>> Apresentação
>>> Software Programs the World
>>> Dos sentidos secretos de cada coisa
>>> Sobre a Filosofia e seu Método, de Schopenhauer
>>> Yada yada yada
>>> Quente e aromática tradição
>>> A esperança segundo a ficção
>>> Drummond: o mundo como provocação
>>> Michael Jackson, destinado ao eterno
Mais Recentes
>>> Legião dos Super-Heróis 16 DC Comics Superboy de Vários pela Ebal (1970)
>>> Wer Wie Was 3 Schulerarbeitsheft 2 de Thomas Vieth pela Gilde
>>> Livro Classical Music The Rough Guide de Penguin pela Penguin
>>> Ácaros De Importância Agrícola de Carlos Flechtmann pela Nobel
>>> Noções De Direito Do Trabalho E Processo Do Trabalho de Déborah Paiva pela Ferreira
>>> Inglês Poliedro - Volume Único de n/c pela n/c
>>> O Poder Que Vem Do Seu Nome de Aparecida Liberato pela Sextante
>>> Principios Elementares Do Comportamento de Mallot pela n/c
>>> Os Diferentes Niveis De Realidade de Patrick Paul pela Polar
>>> Muito Além Do Voo de Mara Luquet - Ruy Marra pela Leya
>>> Necessário Vos É Nascer De Novo de Maisa Castra pela Raboni
>>> Bianca, Clara, Karina Histórias de uma Mesma Mulher de Elly da Costa Capalbo pela Instituto Difusão Espírita
>>> Semantics de Geoffey Leech pela Pelican
>>> Jogos Surrealista de Robert Irwin pela Record
>>> Direito Civil - Elementos Do Direito de André Borges de Carvalho Barros pela Premier
>>> Le Petit Roi Des Fleurs de Kveta Pacovska pela Pastel
>>> Persépolis Completo de Marjane Satrapi pela Quadrinhos na Cia
>>> O Caso Morel Folha De Sp de Rubem Fonseca pela Folha
>>> Sidur De Shabat E Iomtov Oraçoes - Traducao E Transliteração de n/c pela n/c
>>> Achieve 1 E 3 Student Book E Workbook de Sylvia Wheeldon - Colin Campbell pela Oxford
>>> Flores Púrpuras Da Redenção de Lourdes Carolina Gagete pela IDE
>>> Tratado De Patologia de Stanley L Robbins pela Interamericana
>>> Vivendo E Aprendendo de Roberto Shinyashiki pela Gente
>>> Vale Do Terror + O Arquivo Secreto de Sir Arthur Conan Doyle pela Melhoramentos
>>> Introdução A Sociologia de Persio Santos de Oliveira pela Ática
>>> China Século Xxi O Despertar Do Dragão de Elias Celso Galvêas pela n/c
>>> Itália Antiga - Grandes Civilizações Do Passado de Furio Durando pela n/c
>>> Aperçus Sur L'initiation de Rene Guenon pela Traditionnelles
>>> Fotografia Com Bom Senso de Leonard Gaunt pela Ediouro
>>> Mil Moedas De Ouro de Ruthanne Lum McCunn pela Best Seller
>>> Beleza sem Cirurgia de Monica Martinez pela Senac
>>> O Que Importa É O Amor de Marcelo Cezar pela EVD
>>> 4 Livros: Revolução De 30 / Guerra Do Paraguai / Engenho Col de Ática pela Ática
>>> Literatura Moderna Plus volume único - box de Maria Luiza M. Abaurre pela Moderna
>>> Curso De Inglês Korczac Books de Korzac pela Korzac
>>> Historias Da Terra de Maria Kupstas pela Salesiana
>>> Pelas Portas Do Coração de Zibia Gasparetto pela n/c
>>> Paz Interior Para Pessoas Muito Ocupadas de Joan Borysenko pela Nova Era
>>> As Cinco Pessoas Que Você Encontra No Céu - Em Inglês de Mitch Albom pela n/c
>>> Mães Que Trabalham Fora de Joan K. Peters pela Mandarim
>>> Manual De Redação Folha De São Paulo de Folha pela Folha
>>> Bíblia Nepali Nepalês - Naya Karar de Naya Karar pela n/c
>>> Livro - Saber Matemática 3 Ano - do Professor de Katia Stocco Smole pela FTD (2016)
>>> Como Construir Uma Casa de Roberto Chaves pela Edições de Ouro
>>> Viva Melhor Com A Medicina Natural de Luis Carlos Costa pela n/c
>>> Um Corpo Para O Crime de Val Mc Dermid pela Bertrand Brasil
>>> Aa Sete Leis Espirituais Do Sucesso de Deepak Chopra pela Best Seller
>>> Dicionário De Alemão - Langenscheidts de Langenscheidt pela Langenscheidt
>>> Descomplique Seu Natal - 100 Maneiras Aproveitar As Festas de Elaine St James pela ARX
>>> Inteligência Emocional de Daniel Coleman pela Objetiva
COLUNAS

Sexta-feira, 14/4/2006
Sombras Persas (IV)
Arcano9

+ de 3900 Acessos


Proibido para não-fiéis: o grande mausoléu em Shiraz

Shiraz, 1/11

"Você é muçulmano?", me perguntou o barbudo, de óculos, com cara de porteiro de prédio em dia de mau humor ou de segurança de shopping center. Respondi negativamente, sentindo a minha câmera fotográfica na mão, como se ela estivesse agitada, assustada, tentando se esconder sozinha. "Então não pode entrar. Só muçulmanos." Tentei aliviar a pena: e se eu entrasse e, com o máximo de respeito, não tirasse fotos, apenas olhasse? "Não", retrucou automaticamente o porteiro. "Se quer tirar fotos, tire daqui de fora". Visão bonita: uma linda cúpula. Esgotei o tema em dois cliques.

Por mais que me esforce - e hão de me perdoar os seguidores do Islã - eu não consigo entender a lógica em proibir que um turista, que viajou tanto, vindo de tão longe para ver uma das maiores atrações turísticas de Shiraz, o mausoléu de Shah-e Cheragh, seja proibido de vê-lo (ver sua arquitetura e suspirar, mas também observar com admiração a personificação da fé em tantos seguidores de Maomé). O mausoléu é um vasto complexo que, como eu comprovaria com meus próprios olhos clandestinos pouco depois, enfeitiça. No caso, se estão tão preocupados com a deturpação do local sagrado pelos não-crentes, por que não estabelecer regras claras sobre como o turista pode visitar o local? Para onde ele deve ir lá dentro, criando um roteiro de visitação simples, em vez de simplesmente proibir? Não sei se já pensaram nisso, mas eu, eu não seria afastado de meu objetivo tão facilmente. Em vez de usar a entrada principal para visitar o mausoléu, onde fui barrado, usei meus pés e dei a volta. Atrás do mausoléu, havia outra entrada, usada principalmente pelos moradores da região. Entrei, fiquei mais de uma hora e, assim como os turistas iranianos que lá dentro estavam, tirei todas as fotos que quis.

Os persas são, acima de tudo, uns rebeldes. E explicar porque o Irã se tornou um dos poucos países do mundo em que a maioria dos seguidores de Alá é xiita tem intima relação com isso. Os xiitas surgiram depois da morte de Maomé. O Profeta não deixou instruções claras sobre quem deveria ser seu sucessor como líder da nascente religião, e surgiram dois grupos com visões distintas: um deles, o que viria a ser conhecido como o dos sunitas, defendia que a liderança, ou califado, deveria ficar com Abu Bakar, um amigo próximo do Profeta. O outro era formado pelos partidários de Ali, o genro de Maomé, casado com sua filha Fátima e pai de seus dois netos. Por anos os xiitas foram preteridos na escolha de quem deveria chefiar a família muçulmana (Abu Bakar se tornou o primeiro califa), até que um dia, 24 anos depois, finalmente Ali foi escolhido. Mas seu domínio foi interrompido após apenas cinco anos, quando seria assassinado. Um de seus filhos, Hassan, também seria assassinado, e outro morreria em uma batalha. Tudo isso condenou os xiitas a um destino de inconformismo e insatisfação com seus irmãos sunitas, visto que ficou claro que não poderiam ficar com o poder. Estava preparado o terreno para o que viria a ocorrer na Pérsia quando a religião, por meio dos conquistadores árabes do século VII, se espalharia por todo o Oriente Médio.

Passeando no bazar de Shiraz "Assim que os xiitas (que constituem não mais que um décimo de todos os muçulmanos, o resto sendo sunitas) vão para a oposição, a perseguição começa (...) Gradualmente, eles começam a procurar por locais mais seguros, onde eles terão uma melhor chance de sobreviver. (...) Eles se espalham pelo mundo, através de montanhas e desertos, e avançam passo a passo rumo à marginalidade. (...) Parte da comunidade andarilha ruma para o leste. Cruzando o Tigre e o Eufrates, passam através das Montanhas Zagros e alcançam o platô do deserto do Irã. (...) Os iranianos descobrem que estes xiitas são muçulmanos e, além disso (alegam os xiitas), os únicos muçulmanos legítimos. (...) O pronunciamento dos descalços recém-chegados faz com que os iranianos embarquem numa importante linha de pensamento. É possível ser um muçulmano sem ser um muçulmano do establishment. E mais, você pode ser um muçulmano de oposição! E isso faz de você um muçulmano ainda melhor! Eles se identificam por esses pobres, incompreendidos xiitas. (...) Os iranianos começam a ouvir os xiitas e finalmente aceitam a fé deles. Com base nesse astuto episódio, é possível ver toda a independência e inteligência dos iranianos. Eles têm um talento especial para preservar sua independência sob condições de dominação."
Ryszard Kapuscinski, Shah of Shahs

Ao anoitecer, a principal mesquita do mausoléu de Shah-e Cheragh (são duas mesquitas) ganha a moldura do entoar do Corão pelos alto-falantes espalhados pelo vasto páteo. Nas árvores, ao redor de um pequeno lago construído nesse pátio, a algazarra dasandorinhas, que de jeito nenhum parece complementar e harmonizar os cantos islâmicos. Me aproximo bem devagar da principal mesquita. Não tenho vontade de tirar os olhos da cúpula, que me lembrou um ovo todo decorado, azul, amarelo. Ornando a entrada da mesquita, minaretes dourados. E dentro, um vai-e-vem infinito de pessoas morenas - tira sapato, põe sapato, entra, sai. Mão no peito, cabeça curvada. Aproximo-me mais e lá, no coração da estrutura, no teto espelhado, os brilhos de diamante que já havia visto naquela pequena mesquita desconhecida no bazar de Teerã.

Me junto ao fiéis.

Os espelhos cobrem tudo, as paredes, o teto abobadado, multifacetado. Novamente me vejo na parede, e as luzes que me reinterpretam. À frente, um imenso candelabro pendurado no teto, umas 30 pessoas espalhadas ao meu redor e o que parece ser uma gaiola de prata, o mausoléu propriamente dito, do qual as pessoas se aproximam. Em meio a preces, beijam as barras prateadas. Há os que permanecem ajoelhados, curvados. Há também os que entram sem respeito: rápidos, rispidos. Mas ao sair sempre o fazem de marcha a ré, nunca dão as costas para a gaiola sagrada. Inclusive eu.

A importância deste local tem a ver com uma outra característica dos xiitas. Incapazes de alcançar o poder do califado, esses muçulmanos passaram a ser seguidores dos chamados 12 Imãs, considerados por eles sucessores diretos do Profeta Maomé. Desses, o mais importante é justamente Ali, o genro do Profeta, que está em um mausoléu em Najaf, no Iraque. O 12° Imã, chamado de Mehdi, é o único que não teria morrido - os xiitas acreditam que ele desapareceu e que um dia vai voltar, trazendo a paz para o mundo. Na ausência do Imã Mehdi, o governo do Irã toma decisões em seu nome. Cada iraniano tem seu Imã favorito, do qual é devoto, e pessoas próximas a cada Imã também são consideradas santas. Esse é o caso, por exemplo, de Sayad Bin Ahmad, cujos restos estão no Mausoléu de Shiraz. Sayad é irmão do Imã Reza, o 8° Imã, que está em um mausoléu gigante construído no norte do Irã, em Mashhad.

* * *

Detalhe da cúpula de um mausoléu em ShirazO mausoléu de Shah-e Cheragh fica na região do bazar de Shiraz, uma cidade à qual eu havia chegado há meras cinco horas, depois de um vôo tranquilo que me levou para fora da nuvem tóxica da cinzenta Teerã. Me atrevi a pegar o ônibus do aeroporto para o centro e encontrei uma cidade com dimensões bem mais humanas do que a capital iraniana: à distância, novamente as montanhas, mas desta vez montanhas remotas, montanhas que me falam de Alexandre e me falam de nômades, as montanhas Zagros. Elas me contam das uvas que produziram o vinho que, dizem, foi o usado por Cristo na Última Ceia. No Irã a venda de bebidas alcoólicas é proibida e realmente é decepcionante pensar que na terra do vinho Shiraz não há mais vinho Shiraz.

Caminhando pelo centro rumo a meu hotel cruzo com um bando de moleques, o mais novo com uns doze anos, os mais velhos, com uns dezessete. Sei que esta é uma cidade turística, bem turística, que atrai hordas interessadas em visitar Persépolis - a antiga capital cerimonial do império persa, a pouco mais de meia hora de carro ao norte daqui - e esses jovens certamente já viram mochileiros antes. Me abordam de uma forma que me faz sentir constrangido. Não me cercam: pegam suas bicicletas e suas motos e começam a me seguir lado a lado, não sei se para treinar o inglês deles, não sei se movidos por genuína curiosidade, não sei se apenas para matar o tédio me usando como pivô de boas risadas. Mister, mister, eles repetem à exaustão, para chamar meu olhar. How are you? Thank You!, Where are you do?, vão falando, frases e frases muitas vezes sem sentido em inglês, apenas para ver se eu entendo. Respondo algumas, outras ignoro, e não paro de caminhar. Depois de cinco minutos, decido que já basta e começo, eu, a usá-los para dar umas boas risadas: em vez de responder em inglês, respondo em português. Where are you, mister?, pergunta um que nem me dignei a olhar no rosto. "Não sei, talvez no Iraque", respondo, com uma risadinha no canto da boca. "Se quer saber de onde sou, falta o from na pergunta, depois do you e antes do mister", completo. Pouco depois de falar meu bom português, eles me deixam, meio desconcertados. Não tenho tempo para me sentir arrependido de não ter tido uma paciência infinita com os garotos. Um deles me dá uma lição, uma que eu não esqueceria tão cedo no resto da viagem. Depois deles terem me deixado em paz, uns cinco ou dez minutos depois, continuo caminhando rápido com minha mochila e um deles, com mais idade e sua moto, me alcança. Ele pára a moto, desce dela e caminha em minha direção: parece absolutamente possesso de raiva. Ele fala algo em persa que não entendo, e respondo em português que "não entendo, desculpe". Ele fica ainda mais bravo e agarra meu pulso esquerdo com tal força que me dá a impressão que ele está querendo parar a circulação de sangue para minha mão. Fala rápido, fala com ódio, fala com força e tem músculos de quem trabalha como pedreiro ou estivador. Fico nervoso e não consigo encontrar palavras nem em inglês nem em persa. Repito em português que não entendo. Ele aperta mais meu braço e esboça torcê-lo para trás. Grito para pessoas que estão passando pela calçada alguma coisa que não consigo lembrar, só sei que as pessoas olham e não fazem nada. Quando pensei que o garoto fosse sacar uma navalha, quando já eu estava conformado que tinha cometido um grave erro ao falar português só para me livrar desses chatos, ele larga meu braço e sua expressão diz tudo: desta vez, passou. Da próxima vez, entenda que você, como turista, tem a obrigação de nos divertir, assim com a cidade tem a obrigação de divertir a você. Não imagino o que tenha acontecido no caso - a única coisa que me vem à cabeça é que, quando falei em português, ele entendeu algo que o ofendeu em persa.

* * *

Shiraz, que fica no centro-sul do Irã, tem um quê de cidade interiorana, mas é inegavelmente um chamariz para turistas. Além da proximidade das ruínas de Persépolis, há o mausoléu, na região do bazar, e a magnífica fortaleza, chamada Arg, bem no centro da cidade. Não é de se estranhar a semelhança de Shiraz com a linda Bukhara, no Uzbequistão, tão longe daqui. A cidade de Bukhara, que também tem uma fortaleza chamada Arg, era uma cidade persa, e talvez tenha sido construída tendo Shiraz como inspiração. Por outro lado, Shiraz tem uma vasta área comercial e moderna na Zand, uma avenida com centenas de lojas de eletrônicos e roupas. Lugar agitado, cheio de gente que parece vir de longe para comprar DVDs. Engraçado visualizar essa avenida com as montanhas ao fundo. As montanhas, gastas pela História, lembrando permanentemente a que galáxia esta cidade-estrela pertence. O bazar é menor que o de Teerã, espelho do da capital em vários aspectos. Em outros, é mais bonito, mais encantador, dá para sentir o cheiro das especiarias e dos chás, que toma o ar com leveza e sutilmente invade o nariz, erguendo o desprevinido do chão. Menos gente, mais luz, mais aromas de um mundo exótico, distante e sedutor, apesar dos jovens irados e dos porteiros de mausoléu chutando turistas desprevenidos.


Shiraz evoca vinho, poesia e fé

(Continua...)


Arcano9
Londres, 14/4/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. A rede contra as raposas analógicas de Carla Ceres
02. Todas as Tardes, Escondido, Eu a Contemplo de Duanne Ribeiro
03. Meio-dia no Rio de Janeiro de Marta Barcellos
04. Derrotado de Guilherme Pontes Coelho
05. O livro digital Toy Story para iPad: revolução? de Marcelo Spalding


Mais Arcano9
Mais Acessadas de Arcano9 em 2006
01. Sombras Persas (VII) - 1/6/2006
02. Sombras Persas (V) - 4/5/2006
03. Sombras Persas (I) - 1/3/2006
04. Sombras Persas (IV) - 14/4/2006
05. Sombras Persas (X) - 25/7/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




O LINDO QUARTO VAZIO
EDMUND WHITE
MANDARIM
(1996)
R$ 13,00



HISTÓRIA DAS AMÉRICAS VOLUME 5
RICARDO LEVENE
W M JACKSON
R$ 7,00



TEMPOS IDOS E VIVIDOS: MEMÓRIAS
BENEDICTO VALLADARES
CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
(2006)
R$ 30,00



QUINCAS BORBA
MACHADO DE ASSIS
MARTIN CLARET
(2007)
R$ 12,00
+ frete grátis



MANGÁ HITMAN - A SEGUNDA TEMPORADA 1
HIROSHI MUTO
SAMPA ARTE / LAZER
(2013)
R$ 14,90



A PAIXÃO DE A .
ALESSANDRO DE BARRICO DO AUTOR DE SEDA
COMPANHIA DAS LETRAS
(2018)
R$ 29,00



A HISTÓRIA - A BÍBLIA CONTADA COMO UMA SÓ HISTÓRIA DO COMEÇO AO FIM
FABIANO MORAIS
SEXTANTE
(2012)
R$ 19,00



CARTAS DE UM ANTAGONISTA
MARIO SABINO
RECORD
(2016)
R$ 14,90



PANO DA COSTA
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO ARTÍSTICO CULTURAL DA BAH
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTA
(2009)
R$ 45,00



REINO IGREJA E MUNDO
CENTRE SAINT-DOMINIQU, L'ARBRESLE
PAULINAS
(1979)
R$ 7,50





busca | avançada
32374 visitas/dia
737 mil/mês