A virtude de não enviar | Lúcia Guimarães

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Segunda-feira, 26/1/2009
A virtude de não enviar
Lúcia Guimarães

+ de 5000 Acessos
+ 2 Comentário(s)

ou Um manifesto pela civilidade on-line

O anonimato e a agilidade tecnológica não justificam ignorar o bom senso e a cordialidade.

Por ter resistido tanto tempo a este meio e por ter observado muito do que não gosto, uma das primeiras preocupações, ao colocar meu site no ar, foi evitar me juntar ao coro dos chatos. É com trepidação que envio e-mails coletivos, jamais diários, de preferência curtos para não desperdiçar o tempo de quem não solicitou a mensagem. Não é novidade que, se a internet trouxe uma audiência planetária para muito conteúdo excelente que não teria sido revelado, deu voz a quem tem pouco a dizer. Ou quem tem algo a dizer mas quer decidir quando deve ser ouvido e por quem.

Depois de seis anos morando no mesmo endereço, lamentei que o proprietário do prédio tenha decidido consertar o interfone. O aparelho quebrado era mais uma tênue trincheira contra surpresas e interrupções. Recentemente ouvi o barulho de um objeto jogado contra a minha porta. Ainda não tinha me vestido e felizmente não dei de cara com o turista que obteve meu endereço postal numa lista de divulgação e decidiu trazer o livro de alguém em pessoa. Pensei, qual será o próximo recurso? Sacos de areia?

O e-mail pode ter agilizado a nossa rotina mas pode ser também uma espécie de parente distante que resolve aparecer à sua porta sem aviso prévio. Ninguém está preparado para lidar diariamente com a enxurrada de parentes.

Quem não tem sua pequena coleção de correspondentes convencidos de que merecem a sua atenção urgente para qualquer piada, inclusive as de mau gosto, qualquer divagação ou a enésima denúncia de que os americanos já redesenharam o mapa da Amazônia brasileira, prestes a ser ocupada pelo Tio Sam?

Como o telefonema envolve um engajamento e uma cara-de-pau maiores e é fácil para o afligido deixar a secretária eletrônica pegar qualquer ligação, o e-mail proporcionou o estouro da boiada e torna um inferno potencial a vida de quem depende de ficar on-line em tempo integral para trabalhar.

Um número limitado de pessoas tem seu telefone pessoal, mas qualquer esperto pode obter seu endereço eletrônico. Assim, um dia de trabalho hoje envolve uma constante negociação na vala comum dos remetentes ― amigos, interlocutores profissionais necessários, desocupados a distribuir mensagens coletivas com denúncias, abaixo-assinados e gracinhas, pedidos de favores e até estranhos grosseiros, acobertados pela distância.

É natural que uma mídia recente como o e-mail produza excessos e desafie as normas de etiqueta que governam outras formas de comunicação. Aqui vai uma tentativa modesta de promover a civilidade e encontrar algum equilíbrio entre as vantagens da comunicação on-line e o enorme desperdício de energia que ela trouxe para a nossa rotina.

Sei que os jovens que crescem com mensagens de texto, Orkut, Twitter e outros recursos de benefício duvidoso não esperam tanto das boas maneiras cibernéticas. Mas a juventude ocupa menos de um quarto da nossa expectativa de vida e nada mais embaraçoso do que um adulto com modos de adolescente.

Mensagens coletivas em geral
É melhor limitar o número de mensagens enviadas a mais de uma pessoa. Se o objetivo é marcar um jantar com cinco amigos, justifica-se copiar a mensagem. Quem volta de férias e quer contar suas aventuras com cópia para várias pessoas, deve saber que uma delas pode achar "o press release" uma indelicadeza. Ninguém se considera apenas um item numa mailing list.

Arquivos anexados
Quando se quer mandar dados não solicitados para amigos ou profissionais, por que não evitar passar dever de casa para eles? Coloque a informação dentro do corpo da mensagem e não torture os outros que possuem computadores e softwares diversos com arquivos que não podem ser baixados.

Gracinhas e manifestos
Quem está concentrado ao computador, tentando resolver problemas ou em busca de inspiração para escrever, detesta ser constantemente distraído por piadas e vídeos pueris postados no YouTube. Mande suas piadas e brincadeiras apenas para os amigos mais próximos, aqueles que não estão sob a pressão constante de prazos de entrega de trabalho ou que podem ignorar a mensagem para abri-la mais tarde. Evite também os manifestos, e-mails coletivos que denunciam uma injustiça local ou internacional. Lembre-se que a sua indignação não é desculpa para incomodar e interromper a rotina dos conhecidos. Quando amigos recebem mensagens suas, vão abri-las como se fossem comunicações pessoais e não uma denúncia do Greenpeace.

Assunto (Subject)
Quem precisa concluir uma tarefa ou quer apressar a comunicação, deve sempre preencher a lacuna do assunto ("subject"). Use palavras precisas ― "pedido de entrevista para hoje, segunda-feira", "dúvida sobre x ou y" ― e vá mudando as palavras do assunto/subject à medida que a correspondência progredir, para o recipiente entender que há uma informação nova.

Pessoal x Profissional
Se a comunicação por e-mail ou mensagem de texto derrubou fronteiras entre o que é estritamente pessoal e profissional, não se justifica abusar da boa vontade de amigos com um fluxo excessivo de mensagens. Não se iluda ― a relativa informalidade do meio não lhe dá carta branca para tratar de um assunto de trabalho com um excesso de irreverência que pode se voltar contra o remetente, caso algo errado aconteça.

Favores
Quem precisa de um favor, antes de enviar o e-mail pode fazer o teste: eu teria coragem de pedir o mesmo em pessoa ou por telefone? Se a resposta for "não", pense duas vezes antes de ir em frente.

Dialetos
Aqui é a questão de geração. Nem todos têm obrigação de saber que "u" substitui you ("você"), ou que "LOL" quer dizer laughing out loud ("às gargalhadas"). Para os mais jovens, as abreviações usadas em mensagens de celulares são rotina. Mas, ao escrever uma carta de seu computador, não há justificativa para vulgarizar o texto com abreviações, não importa a sua idade.

Limites
Cuidado ao transferir toda interação pessoal para a internet. Há pessoas que trabalham com assistentes que têm acesso à sua caixa postal eletrônica. É mais prático mandar uma frase curta por e-mail, a qualquer hora do dia, para obter uma resposta simples, sem incomodar. Mas avalie se o assunto é rotineiro. Conversas sobre questões delicadas merecem contato pessoal ou por telefone. Da mesma forma, se o seu endereço eletrônico pessoal é acessado por outras pessoas, deixe isto bem claro para o remetente não se expor sem saber.

Discórdia
Se uma pessoa lhe irritar por qualquer telefone, e-mail ou num encontro, evite dar o troco por escrito pela internet. E-mails enviados sob o impacto emocional podem ser guardados por anos e ampliar desnecessariamente um conflito. O comando "enviar" é uma arma poderosa e imprevisível. Uma carta que seguiria pelo correio postal seria escrita com muito mais cuidado. Segure a mágoa e a indignação e espere uma oportunidade melhor do que o acerto de contas por e-mail. A sugestão vale igualmente para disputas de trabalho, romances, brigas de família.

Privacidade
Considere a mensagem por e-mail um gesto de contato semelhante a um telefonema ou uma visita a alguém. O gesto consome o tempo do recipiente e, o fato de o remetente estar protegido da reação não justifica usar o tempo dos outros à toa. Da mesma forma, quem recebe e-mail respeitoso ou justificado, não deve se esconder e fingir que não recebeu. A não ser por filtros excessivos de spam, as mensagens chegam ou são devolvidas ao destinatário. É mais fácil enviar uma resposta rápida dizendo que não tem tempo de tratar do assunto no momento ou não pode ajudar, do que provocar mágoas e mal-entendidos. A resposta imediata, ainda que curta e insatisfatória, é sua melhor aliada na luta diária contra a enchente de mensagens.

Diferenças
A democratização permitida pela internet não significa que todos os recipientes são iguais perante o remetente. Se você conseguiu o endereço eletrônico de alguém famoso ou de um profissional que tem grandes responsabilidades, um servidor público ou um dirigente de empresa, não tente usar um acesso que não lhe foi oferecido, disparando opiniões não solicitadas. O típico profissional com muitas responsabilidades já enfrenta um fluxo enorme de mensagens. Tirar casquinha do prestígio dos outros tentando forjar uma relação que não seria formada no mundo real é um hábito crasso. Se você é o assediado em questão, colecione algumas frases educadas que ajudem os chatos a se mancar. Não é grosseria deixar sem resposta e-mails frívolos de um remetente que já recebeu uma mensagem sua encerrando a conversa com educação.

Cartões eletrônicos
Não mande um cartão de Natal, Ano Novo ou sobre qualquer outra efeméride com uma foto de seu bebê ou seu animal de estimação para dezenas de pessoas com quem mantém relações distintas. Para alguns, a mensagem dá a impressão do contato impessoal e de exibicionismo.

Ciberdoidos
Nada impede que uma pessoa desequilibrada publique suas obsessões on-line. Se o seu trabalho traz alguma visibilidade, de vez em quando é bom se "googlar". Há blogs, comunidades e outros sites que podem conter fotos da sua família e todo tipo de alegações. Uma troca inocente de mensagens com um estranho pode ser a origem da baixaria.

Sites e blogs
Um território que ainda conheço mal. Como tantos estão em busca de atenção, uma boa parte da correspondência dirigida aos titulares de sites e blogs destina-se a promover o conteúdo do próprio remetente ("leia mais sobre isto no meu blog"). Um comentário colocado abaixo de uma reportagem às vezes nada mais é do que desculpa para plantar o seu link no meio da discussão. É uma forma de autopromoção tão chata quanto o gesto do colega de trabalho que lhe encurrala no corredor com uma série interminável de fotos do seu recém-nascido. Cada site ou blog reflete a visão editorial do titular e o espaço para comentário não é uma democracia. É um convite a continuar a conversa, dentro de parâmetros arbitrários ― texto correto, sensatez, cordialidade ― estabelecidos por quem coloca o site no ar.

Insultos e ameaças
Em 16 anos de TV me acostumei, naturalmente, com insultos de toda ordem que não respondia para não legitimar os desocupados. Mas também, ao longo deste tempo, comprovei minha teoria sobre a ambiguidade do remetente irado. Cada vez que respondo com educação um e-mail muito crítico mas civilizado, na grande maioria dos casos, a resposta vem se desmanchando de desculpas. No momento em que a pessoa percebe que há um ser humano real do outro lado, sente-se envergonhada do próprio destempero.

Espero que as principais empresas de mídia acabem com o populismo de considerar todos iguais on-line ou de proteger a identidade de sociopatas. Um jornalista experiente, criterioso e ético no seu trabalho de reportagem fez por merecer o lugar que ocupa. Não deve ter sua produção achincalhada e dividir espaço com mentecaptos, coléricos e exibicionistas. Respeito é bom e todo mundo gosta.

Por isso, o melhor método é mesmo, em dúvida, não apertar o "enviar".

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pela autora. Originalmente publicado no luciaguimaraes.com. (Leia também "Não me envie a sua newsletter".)


Lúcia Guimarães
Nova York, 26/1/2009

Quem leu este, também leu esse(s):
01. TV digital: melhores imagens e só de Sérgio Augusto
02. Para tudo existe uma palavra de Sérgio Augusto


Mais Lúcia Guimarães
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
27/1/2009
17h17min
Regras de etiquetas, recicladas ou não, são sempre bem-vindas, nestes tempos onde tudo parece sem limite e desregrado. Já me deu vontade de responder a e-mails de conhecidos (disse conhecidos, e não amigos) que se esbaldam em me enviar 101 emails com Powerpoints em cada 100 enviados. Ou então aqueles com apelos emocionais de "pessoas que são de meu conhecimento", que têm filhos que nasceram com uma doença rara, ou estão desaparecidos e precisam de uma certa quantia para serem curados/achados. Mas o pior são mesmo os Powerpoints. Ainda bem que muitos deles ainda não sabem mexer com esse trem, senão tudo o que eles enviassem teria que ser desse modo... Quanto ao YouTube, é uma realidade distante para quem depende de conexão discada, coisa da idade da pedra lascada, mas que ainda persiste aqui, no extremo norte... O que fica latente, com o advento da internet, é que muitos ignoram até onde vai a cercadura da privacidade. Pensando em ser engraçados, transformam momentos de lazer em algo nonsense...
[Leia outros Comentários de Pepê Mattos]
28/1/2009
21h49min
Oi, Lúcia, muito bom e atual o seu texto. Sinto que as pessoas estão muito preocupadas com os e-mails e esquecem da vida real. Telefonar, fazer uma visita, bater um papo com amigos, reunidos numa mesa... São coisas da antiga. Mas o homem ainda tem esperança de ver a vida pela janela da sala. Parabéns pelo lindo texto.
[Leia outros Comentários de Clovis Ribeiro]
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