Como não gostar de futebol no país do futebol | Sergio Fuentes | Digestivo Cultural

busca | avançada
69585 visitas/dia
2,2 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Pauta: E-books de Suspense Grátis na Pandemia!
>>> Hugo França integra a mostra norte-americana “At The Noyes House”
>>> Sesc 24 de Maio apresenta programação de mágica para toda família
>>> Videoaulas On Demand abordam as relações do Homem com a natureza e a imagem
>>> Irene Ravache & Alma Despejada na programação online do Instituto Usiminas
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
>>> Nem morta!
>>> O pai tá on: um ano de paternidade
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - I
>>> Contentamento descontente: Niketche e poligamia
>>> Cinemateca, Cinemateca Brasileira nossa
>>> A desgraça de ser escritor
>>> Um nu “escandaloso” de Eduardo Sívori
>>> Um grande romance para leitores de... poesia
>>> Filmes de guerra, de outro jeito
Colunistas
Últimos Posts
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
>>> Sebo de Livros do Seu Odilon
>>> Sucharita Kodali no Fórum 2020
>>> Leitura e livros em pauta
>>> Soul Bossa Nova
>>> Andreessen Horowitz e o futuro dos Marketplaces
>>> Clair de lune, de Debussy, por Lang Lang
>>> Reid Hoffman sobre Marketplaces
>>> Frederico Trajano sobre a retomada
>>> Stock Pickers ao vivo na Expert 2020
Últimos Posts
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
>>> Deu branco
>>> Entre o corpo e a alma
>>> Amuleto
>>> Caracóis me mordam
>>> Nome borrado
>>> De Corpo e alma
>>> Lamentável lamento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Pergunte ao Polvo #worldcup
>>> O escandaloso blog de poesia de Maria Bethânia
>>> PosBIZZ com Ricardo Alexandre
>>> A era e o poder do Twitter
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> Literatura Falada (ou: Ora, direis, ouvir poetas)
>>> É Julio mesmo, sem acento
>>> Entrevista com Cardoso
>>> Além do mais
>>> Adeus, Orkut
Mais Recentes
>>> Teatro - Realidade Mágica de Santa Rosa pela Departamento de Imp. Nacional (1953)
>>> Sonetos em Curitiba de Nylzamira Cunha Bejes pela Planeta (2002)
>>> A Represa / Suburbana de Maria Helena Khuner/Celso Antonio da Fonseca pela Funarte (1933)
>>> Teatro da Vida 2 = Projeto Andarilhus de Eduardo Bolina pela Pallotti (2009)
>>> O Palácio dos Urubus de Ricardo Meireles Vieira pela Funarte (1975)
>>> Helicópteros e Lepidópteros de Eno Teodoro Wanke pela Plaquete (1979)
>>> Darwin e Kardec Um Diálogo Possivel de Hebe Laghi de Souza pela Centro Espírita Allan Kardec (2002)
>>> Macacos me Mordam ! de Eno Teodoro Wanke pela Plaquete (1987)
>>> Darwin e Kardec Um Diálogo Possivel de Hebe Laghi de Souza pela Centro Espírita Allan Kardec (2002)
>>> Os Infortúnios da Virtude de Marquês de Sade pela Iluminuras (2013)
>>> Joaquim - Minicontos - livrote n. 15 de Eno Teodoro Wanke pela Plaquete (1990)
>>> Administração Aplicada à enfermagem de Sérgio Ribeiro dos Santos pela Ideia (2002)
>>> Antologia de Jeorling J.Cordeiro Cleve pela Artes & Textos (2009)
>>> The Golden Bough: Volume 12 de James Frazer pela Cambridge University Press (2012)
>>> Teatrinho Infantil de Figueiredo Pimentel pela Livraria Quaresma (1958)
>>> Reiki Harmonia Universal de Joel Cardoso pela Tipo (2001)
>>> Saúde de Cães de A a Z de Pedro Zarur Almeida pela Madras (2005)
>>> Pré-Natal de Marcelo Zugaib e Rosa Ruocco pela Atheneu (2005)
>>> Gasparetto Responde! de Luiz Gasparetto pela Vida e Consciência (2015)
>>> O Quarto em Chamas de Michael Connelly pela Suma (2018)
>>> Southernmost - Rumo ao Sul de Silas House pela Faro Editorial (2018)
>>> Vigilância e Controle das Doenças Transmissíveis de Zenaide Neto Aguiar pela Martinari (2009)
>>> 21 dias de jejum pela edificação da casa de Deus de Aluízio A. Silva pela Vinha (2012)
>>> Aspectos do Design - Volume II de Vários Autores pela Senai-SP (2012)
>>> Escrevendo no escuro de Patrícia Melo pela Rocco (2011)
>>> Deus e Israel construindo a história de Equipe de produção Itebra pela Itebra (2001)
>>> Virtuosismo e Revolução de Paolo Virno pela Civilização Brasileira (2008)
>>> Simão Pedro de Georges Chevrot pela Quadrante (1990)
>>> Enfermagem em Obstetrícia de Geraldo Mota de Carvalho pela Epu (2002)
>>> Enfermagem e Nutrição de Geraldo Mota de Carvalho e Adriana Ramos pela Epu (2005)
>>> As Ideias de Popper de Bryan Magee pela Cultrix-Usp (1974)
>>> Les damnés de la terre de Frantz Fanon pela La Découverte (2016)
>>> História de Portugal de Rui Ramos (Coordenador), Bernardo Vasconcelos e Sousa, Nuno Gonçalo Monteiro pela A esfera dos livros (2019)
>>> A Corte na Aldeia de Francisco Rodrigues Lobo pela Biblioteca Ulisseia (2005)
>>> Veja 45 anos. Edição Especial. Ano 46 - 2013 de Vários pela Abril (2013)
>>> Revista Exame O consumidor no Vermelho. Edição 997 de Vários pela Abril (2011)
>>> Almanaque da Luluzinha e do Bolinha. Edição especial. de Vários pela Pixel (2011)
>>> Freud e a Educação - O Mestre do Impossível de Maria Cristina Kupfer pela Scipione (1997)
>>> Freud Antipedagogo de Catherine Millot pela Jorge Zahar (1987)
>>> Formação de professores indígenas: repensando trajetórias de Luis Donizete Benzi Grupioni (Org.) pela Unesco/Secad (2006)
>>> O Freudismo de Mikhail Bakhtin pela Perspectiva (2001)
>>> De Piaget a Freud - A (Psico)Pedagogia Entre o Conhecimento e o Saber de Leandro de Lajonquière pela Vozes (1998)
>>> Uma Breve História do Mundo de Geofrey Blainey pela Fundamento (2007)
>>> Piaget - O Diálogo com a Criança e o Desenvolvimento do Raciocínio de Maria da Glória Seber pela Scipione (1997)
>>> Cem Anos Com Piaget – Substratum Artes Médicas – Volume 1, Nº 1 de Ana Teberosky e Liliana Tolchinsky pela Artes Médicas (1997)
>>> Você e eu- martin buber, presença palavra de Roberto Bartholo Jr. pela Garamond (2001)
>>> Piaget - Experiências Básicas Para Utilização Pelo Professor de Iris Barbosa Goulart pela Vozes (1998)
>>> Revisitando Piaget de Fernando Becker e Sérgio Roberto K. Franco (Org.) pela Mediação (1998)
>>> Eu e Tu de Martin Buber pela Centauro (2001)
>>> Jean Piaget Sobre a Pedagogia - Textos Inéditos de Silvia Parrat e Anastasia Tryphon (Org.) pela Casa do Psicólogo (1998)
COLUNAS >>> Especial Copa 2002

Quarta-feira, 5/6/2002
Como não gostar de futebol no país do futebol
Sergio Fuentes

+ de 4600 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Todo ano de Copa do Mundo sinto a mesma coisa: a sensação de um peixe fora d'água. E pelo simples fato de não ser fã de futebol, o que no Brasil pode ser considerado uma heresia.

Normalmente para mim, futebol não passa de chamadas em noticiários televisivos ou manchetes na primeira página no jornal, acompanho de forma bem distante e isso basta. Não sei qual jogador joga em qual time, ou qual foi vendido, qual é o craque do momento e muito menos para qual país ele foi jogar. Pura falta de interesse. E isso nunca afetou minha vida.

Pois bem, meses antes da Copa já vira aquela febre, todo mundo falando, comentando a escalação, quem deveria ser convocado, quem foi deixado de fora, as táticas do técnico e por aí vai. Só que no meio desses comentários vem sempre aquela perguntinha fatal de alguém, direcionada a você numa rodinha: "O que você acha? Fulano vai ser a revelação?". Pronto, e agora? Nem sei pra qual time esse "fulano" joga, e muito menos quem é. Pior se isso acontece numa rodinha um pouco mais formal. Todos olham para você, e você com aquela expressão de paisagem, sem saber o que responder, odiando o pobre interlocutor, paralisado. Como responder sem parecer antipático, antipatriota ou arrogante?

Nessa situação existem duas saídas: enrolar ou dizer que não sabe. Na primeira hipótese, você começa dizendo (com a maior cara-de-pau do mundo) que "claro que 'fulano' será uma revelação, esta é a Copa dele, afinal, não é à toa que ele foi escalado". Pronto, é só esperar que a bola passe para outro jogador e você mais uma vez conseguiu se livrar, respirando aliviado. Depois dessa, saia da rodinha, diga que vai ao banheiro, que vai encher o copo, que vai cumprimentar alguém, que caiu a lente de contato, qualquer coisa, mas fuja! E só volte quando mudarem de assunto. Porém, se você insistir em permanecer petrificado onde está, existe sempre o perigo de alguém achar que você é um entusiasta do futebol e começar a desenvolver o assunto, aí não vai ter muito jeito. Mais cedo ou mais tarde você será desmascarado como alguém que não sabe nada de futebol e ainda veste a camisa de profundo conhecedor. Além de ignorante no assunto você pode ficar com fama de arrogante. Dupla falta!

A outra alternativa, para os mais corajosos, é dizer "não sei de quem você está falando, não gosto de futebol". Pronto, você começa a ficar verde, criar escamas, nascem antenas e, por fim, vira um alienígena. Alguns vão lançar olhares surpresos, outros embaraçados e outros até com uma certa antipatia. E se o assunto continuar, aí que você irá se sentir o pior dos mortais, lá, no cantinho da roda, ignorado, quieto, como um aprendiz entre os mestres. Mas se o assunto morrer na sua resposta, você acaba sendo encarado como um corta-assunto, e odiado da mesma forma, sentindo no ar aquele silêncio constrangedor. E ainda ganha fama de antipático. Cartão vermelho!

E não há escapatória. Caso você vá viajar para o exterior, vamos dar um exemplo, Itália. Se descobrem sua nacionalidade logo começam a falar do Ronaldinho, do Romário, do Pelé...Incrível, não tem onde se esconder!

Enfim, não tem jeito. Mas isso não quer dizer que eu não gostaria que o Brasil ganhasse, que não ficaria feliz em saber que a nossa seleção está goleando todos os times, que está se destacando, sendo o favorito etc. Afinal de contas, é o meu país.

Mas que é difícil morar no país do futebol não gostando de futebol, isso é.


Sergio Fuentes
São Paulo, 5/6/2002


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Séries da Inglaterra; e que tal uma xícara de chá? de Renato Alessandro dos Santos
02. Revolusséries de Luís Fernando Amâncio
03. Antonia, de Morena Nascimento de Elisa Andrade Buzzo
04. Notas confessionais de um angustiado (III) de Cassionei Niches Petry
05. Assunto de Mulher de Marilia Mota Silva


Mais Sergio Fuentes
Mais Especial Copa 2002
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
5/6/2002
08h59min
Não demorará muito e será inaugurada a primeira clínica para recuperação de "não-amantes" do futebol. Não porque o número destes tenha aumentado, mas sim pelo aumento incontrolável do fanatismo em relação a este esporte. Certas vezes, é necessário repetir que se não gosta de futebol, pois o interlocutor não acredita na primeira vez e fica olhando atônito. Antes do primeiro jogo do Brasil eu já estava irritado.
[Leia outros Comentários de RICARDO]
5/6/2002
11h08min
Também não sou fanático por futebol e minha sugestão para sair desta "saia-justa" é simples: A maior parte das pessoas fala de futebol (salvo os fanáticos) para manter uma conversa amena, assim como falam sobre o tempo, o último episódio do BBB , etc. Para sair desta situação, basta dar uma breve olhada nas manchetes esportivas e repetí-las com algumas variações, pois mesmo as opiniões dos "experts" não apresentam muito mais do que isso, afinal de contas, como vocês sabem, "futebol é sempre uma caixinha de surpresas" ...
[Leia outros Comentários de Alfredo Fuentes]
5/6/2002
15h50min
Gosto de futebol. Mas só de futebol. Explico: nos últimos anos a TV conduziu o interesse do público para fora das quatro linhas. Mostra-se a mãe do Vampeta na cozinha, a mulher do Romário passeando com as crianças, o Ronaldinho levando a Ferrari para passear, etc. Não há como não considerar isso uma manifestação inequívoca da estupidez generalizada: publico e produtores de TV não têm mais aonde descer em termos de tolice e banalidade. Futebol, em condições normais de saúde mental, deve ser considerado como um lazer, um entretenimento, um passatempo que está no mesmo nível do ioiô. Se um sujeito bate no outro ou considera alienígena qualquer um que não se mate ou não mate por um time de futebol, então mande-o conversar com um mecânico da mente. O cara tá com a escala de valores danificada. A mídia estúpida viu um filão que poderia florescer através da receptividade ilimitada comum aos iletrados. O futebol deixou de ser apenas uma componente do orgulho de ser brasileiro, algo que sabíamos fazer bem. Passou a ser também um negócio e aí a habilidade que um sujeito tem com a bola no pé passou a ser coisa secundária. Com uma mídia estúpida (pois feita por estúpidos) dominando os caminhos do futebol, os subprodutos pipocaram: comentarista de arbitragem (um imbecil que passa o jogo inteiro explicando regras de arbitragem que já são do conhecimento de 100 milhões de brasileiros) e comentarista para as táticas elaboradas pelos técnicos. Essas duas espécies de cometarista foram os responsáveis por eu ter sido considerado doido pela vizinha que chegou a minha casa e me viu assistindo a uma partida de futebol com o volume da TV no zero. É essa a minha vingaça: volume zero. Futebol prá mim é noventa minutos mesmo. Assisto apenas a partir do instante em que o sujeito bate o centro e, quando o jogo tá bom, vou até o apito final, com um intervalo de economia de energia de quinze minutos entre os dois tempos. O resto é tolice. Os técnicos são um capítulo à parte. Hoje são tratados como gênios da estratégia, no mesmo nível de um Napoleão ou de um Saladino. A imprensa infla o ego desses sujeitos que mal sabem falar e esquece que o Feola (antigo técnico da seleção brasileira) dormia no banco de reservas enquanto o Brasil metia a sola nos adversários. Mas isso faz parte de um tempo em que bastava saber jogar futebol para ganhar um torneio. Hoje é requisito ter um idiota gesticulando na beira do campo, de preferência vestido de paletó. Só idiotas vão a campos de futebol vestidos de paletó. Técnico de basquete muda o jogo numa substituição antes de 5 segundos para acabara a partida. Mas técnico de futebol é uma figura que detém aproximadamente, segundo meus cálculos, 0.003% de participação no desempenho de um time. Já ouvi o Carlos Alberto Torres dizer que aqueles gritos e gestos do treinador na beira do campo é coisa pras câmeras. Não exisitia antes que a TV desse tanta atenção a essas figurinhas medíocres. O próprio Carlos Alberto, que já foi técnico e jogador, disse que os jogadores não ouvem nada do que o imbecil grita na beira do campo. E quando ouvem não entendem o que querem dizer aqueles gritos e gestos. E quando entendem não acatam, fazem de conta que não ouviram. Como disse no início, gosto de futebol. Mas para mim o sistema solar não é futebolcêntrico, como os Luxemburgos querem fazer parecer.
[Leia outros Comentários de Rogério Macedo]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




GUIA DE COMPRAS PÚBLICAS SUSTENTÁVEIS
RACHEL BIDERMAN E OUTROS
FGV
(2006)
R$ 5,00



SEXUALIDADE VOLUME 2
MARCO ANTÔNIO; MARISA MARLI; ALCINA MARIA

(1998)
R$ 5,00



LES EXPOSITIONS TEMPORAIRES ET ITINÉRANTES
UNESCO
UNESCO
(1965)
R$ 28,28



RESSUNRREIÇAO - A MAO E A LUVA
MACHADO DE ASSIS
CULTRIX
R$ 10,00



BASTIDORES DO MUNICIPAL / CAPA DURA /// TEATRO. HISTÓRIA.
BRUNO VEIGA
DESIDERATA
(2008)
R$ 20,00



PESSIMISMO DEMOCRÁTICO
RICARDO LEITE PINTO
LIVROS HORIZONTE
(2002)
R$ 38,50



SEGREDOS DA GRAVAÇÃO DE CDS E DVDS
DIGERATI
DIGERATI
(2004)
R$ 13,78



NEW STEPS TEENS ENGLISH IN REAL LIFE SITUATIONS 1 ST BOOK
VICTORIA KELLER
IBEP
(2004)
R$ 15,00



POMPOAR - A ARTE DE AMAR
STELLA ALVES
MADRAS
(2008)
R$ 27,23



CRIATIVIDADE PARA REINVENTAR SUA VIDA
MIRIAM SUBIRANA
VOZES
(2012)
R$ 19,90





busca | avançada
69585 visitas/dia
2,2 milhões/mês