Digestivo nº 14 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Terça-feira, 19/12/2000
Digestivo nº 14
Julio Daio Borges

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Televisão >>> Tevê de massas
Um consenso em torno de um certo “voyerismo televisivo” começa a se formar e a prevalecer, entre aqueles que analisam tal mídia e seus desdobramentos. Ou é o seriado comum, que trata de pessoas comuns, inseridas num contexto comuníssimo; ou é o artista (ou a celebridade) que abre as portas de sua privacidade, e de seus segredos mais íntimos; ou é o apresentador (ou a apresentadora) que na sua ignorância, estupidez ou deseducação representa fielmente o telespectador médio (ou abaixo da média). A televisão, no fundo, cria a ilusão mais convincente que se tem hoje da chamada “vida em sociedade”. A mesma que não existe mais em família; a mesma que não existe mais na cidade; a mesma que não existe mais no país. Quem acompanha a novela, o telejornal ou um programa qualquer (de periodicidade fixa), sente-se parte de uma unidade superior, de uma instância acima, de um acontecimento que mobiliza, às vezes, seu grupo; às vezes, sua nação; às vezes, seu planeta. Mais do que ver e ser visto, o ser humano quer diluir-se, quer expandir-se, quer partilhar de um destino comum, não-individual, profético, infinito. Enquanto mantiver esse poder de polarização, de coalizão, de magnetismo, a televisão reinará soberana, e tirânica, sobre as demais mídias. [Comente esta Nota]
>>> Folha de S. Paulo
 



Além do Mais >>> Djavanear o que há de bom
Sem muito alarde, em meio à profusão de títulos lançados no final do ano, saiu, em 3 CDs, o songbook de Djavan, assinado Almir Chediak. Em geral, os songbooks aglutinam faixas que isoladamente têm o seu valor, mas que sequencialmente não se encaixam, dadas as diferenças de estilo, de intenção e de registro. Desta vez, porém, houve maior cuidado em aproximar as versões afins, o que garantiu maior homogeneidade aos álbuns e mais prazer ao ouvinte. Destacam-se as versões de Pétala (Gal Costa), Açaí (Paralamas do Sucesso), Faltando um Pedaço (Dori Caymmi), Maçã do Rosto (Lenine), Meu Bem-Querer (João Bosco), Cigano (Zélia Duncan), Lilás (Cidade Negra) e Sina (Sandra de Sá). Ao contrário de muitos compositores, Djavan sempre soube tirar o máximo de suas canções como intérprete. Tanto que poucas gravações do songbook se igualam às gravações originas (pouquíssimas chegam a superá-las). Ultimamente envolvido com a carreira musical de seus filhos, Djavan fica nos devendo um disco à altura de Luz, Novena ou Coisa de Acender. [Comente esta Nota]
>>> http://www.djavan.com.br/
 



Literatura >>> The Foundation Of The Western World
Em 2000, a Penguin Books edita The Greek Achivement, de Charles Freeman. O livro funciona como uma razoável introdução aos gregos e à Grécia de Antigamente. O autor, inclusive, afirma que esses gregos que aí estão (os contemporâneos) nada tem a ver com os gregos de antes (os clássicos), posto que os primeiros descenderam dos turcos-otomanos (bárbaros que dominaram a Grécia durante séculos). Enfim, Freeman remete à formação das cidades gregas, remete aos tempos de Homero (o Shakespeare de antes-de-Shakespeare), remete a uma sociedade escravocrata, agrária, mítica e belicista. A obra peca por um excesso de referências a fontes muito recentes que, de repente, podem ter sua veracidade contestada. Fora que a insistência numa abordagem do tipo arqueológica tira toda a graça daquilo que não se pode explicar para concentrar-se em aspectos técnicos e pontuais demais. Diz-se muito que os romanos quiseram continuar aquilo que os gregos haviam construído — o que é parcialmente verdade. Freeman, nessa questão, irrepreensível, narra como Nero, Sula e outros espoliaram os templos gregos mais sagrados sem qualquer temor pela ira dos deuses. Se civilizações tão esplendorosas terminam em ruínas e fragmentos de grandes nomes, o que pensar da nossa? O que dela restará quando tiver de inevitavelmente sucumbir? [Comente esta Nota]
>>> “The Greek Achievement” - Charles Freeman - 494 págs. - Penguin
 



Artes >>> I won’t dance, don’t ask me
A dança foi de tal forma banida do nosso currículo (dito) culto que Pina Bausch desembarca no Brasil e não temos elementos, nem tampouco capacitação, para avaliar Masurca Fogo, seu atual espetáculo. A crítica rodopia em torno dela, preferindo explorar sua pessoa — infinitamente mais afável e menos inquietante que qualquer um de seus trabalhos. Sua arte desafia o caráter verborrágico dos nossos articulistas, enquanto que não se deixa espremer no limite do breviário dos nossos resenhistas. Sua proposta, todavia, é encantadoramente alegre, sem ser tola; é agradavelmente leve, sem ser superficial; e é absolutamente convincente, sem lançar mão de nenhum argumento. Aqueles que se prestaram à experiência de assistir Masurca Fogo, no Teatro Alfa, comprovaram que ainda é possível chocar (sem fazer uso da violência), que ainda é possível conquistar pela beleza (sem apelar para o nu), que ainda é possível comunicar e cativar as pessoas (sem ter de manipulá-las ou comprá-las com promessas vãs). Para quem perdeu, fica o consolo de que Pina Bausch se dirige agora para Salvador — cidade que inspirará uma futura produção. [Comente esta Nota]
>>> http://www.pina-bausch.de/
 



Cinema >>> Les Misérables
L’Histoire de Adèle H tem como tema a filha mais nova do imortal poeta da França, Victor Hugo. Tem também a direção de François Truffaut e a atuação da então iniciante Isabelle Adjani. Não fosse Adèle H filha do grand homme, sua história não teria nada a acrescentar ao velho drama da moça de família que se entrega ao arquetípico sedutor (esperando casar-se como ele). Às singularidades do caso, some-se o fato de Adèle H ter enlouquecido e de ter passado seus últimos 40 anos num sanatório. O que, no entanto, chega a espantar, mais do que a deterioração emocional da jovem, é a constatação de que, num simples século, Victor Hugo — no filme comparado a Dante e a Shakespeare —, perdeu quase todo (senão todo) o seu prestígio. Afinal de contas, quem o lê (leu ou lerá), hoje em dia? O Realismo e, na mesma medida, o Modernismo fizeram do Romantismo verdadeira terra arrasada. Quem atualmente posa de “romântico” (em qualquer que seja o sentido), é imediatamente tomado por tolo, fantasista ou doidivanas, dependendo do grau de envolvimento com a doutrina. Que Truffaut tenha querido homenagear Victor Hugo, é perfeitamente compreensível. Lastima-se, porém, que não tenha conseguido dissipar a névoa que envolve o escritor em irrevogável anacronismo. [Comente esta Nota]
>>> Top Cine - Av. Paulista, 854 - Tel.: 287-3761
 
>>> MINHA PÁTRIA É MINHA LÍNGUA
"Sem condições nenhuma."
 
Julio Daio Borges
Editor

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