Digestivo nº 440 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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Sexta-feira, 13/11/2009
Digestivo nº 440
Julio Daio Borges

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Música >>> A Vida e o Veneno de Wilson Simonal, por Ricardo Alexandre
Se for lido pelas pessoas certas, o novo livro de Ricardo Alexandre, Nem vem que não tem, pode ser o complemento que faltava para promover um verdadeiro revival de Wilson Simonal - a exemplo do que Chega de Saudade, de Ruy Castro, fez pela bossa nova há quase 20 anos. Mais do que o gosto pela música brasileira, que retornou nos anos 90 (depois do rock BR dos anos 80), mais que a redescoberta de Tim Maia e Jorge Ben (fora o Noites Tropicais, de Nelson Motta), mais que a geração lançada pela gravadora Trama, que foi responsável pela estreia de Max de Castro e Wilson Simoninha (os filhos do cantor), e mais até que o bem-sucedido documentário de Claudio Manoel, Ninguém sabe o duro que dei, a biografia de Ricardo Alexandre faz justiça à trajetória do maior intérprete do Brasil, recuperando sua importância na história da música brasileira, através de fatos, e explicando, o mais definitivamente possível, todo o imbroglio, com o Dops e a "esquerda festiva", que conduziu Simonal ao ostracismo e à impressionante morte ainda em vida. Desde o showman que rivalizava com Roberto Carlos em popularidade nos anos 60 até o virtuose que só se comparava a Elis Regina, em termos de recursos vocais, tudo está presente no livro de Ricardo Alexandre. Uma reconstituição disco a disco, do sucesso ao fracasso, combinando sua tumultuada vida pessoal, suas infidelidades, suas crises de alcoolismo, até o sofrimento imposto à mulher e aos filhos. Desde o garoto-propaganda que assinou os maiores contratos da história da publicidade brasileira até o performer que dividiu o palco com Sarah Vaughan, recebeu elogios de Quincy Jones, foi amigo de Pelé e teve o privilégio de erguer a taça Jules Rimet, ao lado da seleção de 70 - nada escapa ao autor de Nem vem que não tem... Simonal imperou no Brasil através de seu canto, sua presença de palco e sua intuição de malandro carioca, mas se deixou inebriar pelo sucesso, corrompeu-se pela ilusão do poder e resolveu "peitar" até as Organizações Globo (comercialmente) e a hegemonia da nossa "intelligentsia" de esquerda (ideologicamente) - foi expelido pelo sistema, foi execrado pela intelectualidade, teve desestruturada sua vida, teve destruído seu trabalho, afogou as mágoas no álcool e morreu em consequência de tudo isso, com pouco mais de 60 anos, em 2000. Se não conseguir, finalmente, ressuscitar Simonal das cinzas do oblívio, Nem vem que não tem é - pelo menos - o must read deste fim de ano. [1 Comentário(s)]
>>> Nem vem que não tem: A Vida e o Veneno de Wilson Simonal
 



Internet >>> Passado, presente e futuro das mídias sociais, por Erik Qualman
"As tais mídias sociais são apenas uma moda passageira?", começa perguntando o vídeo de Erik Qualman, um escritor americano de ficção e livros de business, que circula pela internet através do YouTube e que foi recentemente traduzido, para o português brasileiro, pelo blog Sedentário & Hiperativo. Tirando o exagero de que as mídias sociais seriam "a maior novidade desde a revolução industrial", a animação de Qualman compila algumas estatísticas interessantes sobre o uso da WWW. O vídeo parte do pressuposto de que, a partir de 2010, a geração Y, a da internet, terá superado a de baby boomers em número — e chama a atenção para o fato de 96% dessas pessoas já fazerem parte de alguma "rede social". Qualman lembra que a pornografia reinou absoluta na Grande Rede, desde a década de 90, mas que foi, finalmente, sobrepujada... pelas redes sociais. As estocadas na velha mídia, naturalmente, não poderiam ficar de fora e Erik Qualman afirma que, para atingir 50 milhões de pessoas, o rádio demorou 38 anos, a televisão, 13 anos, a internet, 4, o iPod, 3... enquanto que o Facebook — o possível sucessor do Orkut no Brasil — agregou 100 milhões de pessoas em menos de um ano. Consagrou, ainda, aquela famosa frase: "Se o Facebook fosse um país, ele seria, hoje, o quarto maior do mundo, atrás de China, Índia e Estados Unidos". E se a "adolescência" do Facebook não convenceu o espectador, Qualman chega com a informação de que 80% das empresas — brasileiras também? — estão usando o LinkedIn, uma rede social de trabalho, para contratar seus empregados. E o Twitter? No microblog, os usuários com mais seguidores têm mais gente atrás deles do que as populações de países como Irlanda, Noruega e Panamá. O próprio YouTube, de acordo com Qualman, se converteu no segundo maior mecanismo de busca do mundo, com um acervo de 100 milhões de vídeos. E a Wikipedia não fica muito atrás, com 13 milhões de verbetes, sendo que 78% deles não estão em inglês. Sem contar, evidentemente, os 200 milhões de blogs — que cresceram, justamente, porque 78% dos consumidores hoje confiam mais em opiniões de pessoas como eles (enquanto só 14% confia em propaganda tradicional). O Kindle? 35% dos livros vendidos na Amazon já estão indo direto para o mais conhecido leitor de e-books — enquanto 24 dos 25 maiores jornais do mundo estão sofrendo quedas históricas em sua circulação... Erik Qualman, finalmente, conclui que as mídias sociais não são um modismo, mas, sim, uma mudança fundamental no jeito como nos comunicamos. [1 Comentário(s)]
>>> Mídias sociais: pra que servem
 



Gastronomia >>> O Pedaço da Pizza: novidades depois de uma década
Quem conheceu o Pedaço da Pizza no início dos anos 2000, não imaginou que ele se consagraria, na capital onde só se consome menos pizza que em Nova York, e onde há mais pizzarias do que qualquer outro tipo de restaurante. Afinal, a cadeia Pizza Hut não aguentou no começo, a Domino's também não aguentou muito e a Mister Pizza, do Rio, nunca se aventurou por São Paulo. Aliás, por falar nessa última, O Pedaço da Pizza depois de mais de dez anos com apenas três lojas, está apostando, desde 2009, no mesmo modelo de franquias. Os novos donos que assumiram, naturalmente, nos últimos tempos, têm a ambição de consolidar mais de 10 pontos até o final do ano que vem. Uma outra novidade, na cadeia de restaurantes, é surpreendentemente o serviço de delivery. Pizzarias que entregam é quase uma obviedade na capital paulista, onde, no domingo à noite, muita gente simplesmente não sai de casa para frequentar salões barulhentos. Mas "pizza em pedaço" sendo entregue em casa é algo inédito. Como o próprio Pedaço da Pizza diz, chega da "ditadura" de ter de comer os sabores da "maioria", "desfrute só daqueles de que você efetivamente gosta", mesmo em casa, encomendando por telefone. Além disso, há o novo cartão fidelidade, que funciona mais ou menos nos mesmos moldes de outros "clubes de vantagens", e os calzones, igualmente novidade, nos sabores marguerita com tomate seco, quatro queijos e calabresa com escarola. Depois de uma década servindo pedaços de pizza pré-cozida, dia e noite, em sabores, hoje, tradicionais, como mozarela com calabresa, frango com catupiry e até shimeji e couve, uma das vedetes continua sendo a inesquecível pizza de chocolate, com morango ou com banana, agora também com raspas ou mesmo M&M'S. O Pedaço da Pizza implementou uma ideia que nasceu nos Estados Unidos, mas soube se adaptar com sabedoria ao exigente consumidor paulistano, ao contrário de algumas grandes redes... Esperamos, portanto, que seu modelo se espalhe, como está se anunciando, por todo o País. [Comente esta Nota]
>>> O Pedaço da Pizza
 

 
Julio Daio Borges
Editor

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