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Quarta-feira, 28/9/2011
Inside Wikileaks ou Os Bastidores do WikiLeaks
Julio Daio Borges

+ de 7100 Acessos




Digestivo nº 482 >>> Em termos de mídia, o WikiLeaks foi o grande acontecimento de 2010. A ponto de Julian Assange, o fundador do projeto, ter sido cotado pela revista Time como "personalidade do ano" (no lugar de Mark Zuckerberg, então sobrevalorizado pelo filme The Social Network). E Inside Wikileaks, ou Os Bastidores do Wikileaks (na tradução da editora Campus), poderia ter sido um dos livros do ano de 2011, mas, infelizmente, não o foi. Não se trata, ainda, do livro do próprio Julian Assange ― pelo qual ele já haveria recebido 1 milhão de dólares de adiantamento ―, mas, sim, do depoimento de Daniel Domscheit-Berg, o "Daniel Schmitt" do Wikileaks, na prática o "número 2" do site. Daniel conheceu Assange no 24º Chaos Communication Congress, em dezembro de 2007, quando o domínio WikiLeaks.org tinha pouco mais de um ano. Depois de quase 3 anos no "WL" (como ele diz), muitas discordâncias sobre o projeto e muitos conflitos de personalidade, Daniel foi "suspenso" por Assange, em agosto de 2010. Pelo seu lado, Assange apontou como causas da suspensão: "Deslealdade, insubordinação e instabilidade em tempos de crise", o que, no jargão militar, é a classificação para "traidor". Acontece que Daniel largou seu emprego, para se dedicar full-time ao Wikileaks, desde janeiro de 2009, e participou de grandes momentos do site, como o lançamento do vídeo Collateral Murder, que, só no YouTube, teve mais de 10 milhões de acessos. Então, Inside Wikileaks, o livro, é também um acerto de contas. No relato, a cronologia do site se mistura com a personalidade complexa de Assange e até com a vida pessoal de Daniel. No meio da briga, Assange diria que Daniel "não seria nada sem o WikiLeaks" ― e o mais impressionante é Daniel concordar com isso, no livro, e admitir, envergonhado, que, se tivesse a oportunidade de voltar no tempo, faria tudo de novo. Logo, o "gênio" por trás do WL, se é que existe algum, é Julian Assange, restando a "Daniel Schmitt" o papel, nada desprezível, de testemunha ocular da história. A grande ironia é que, na confusão de sentimentos que oscilam entre amor e ódio ("eu não sei mais nada", escreve num determinado momento), Daniel, quando tenta denegrir a imagem de Assange, muitas vezes acaba revelando traços interessantes de sua personalidade. Mesmo quando chama Assange de "paranóico, ambicioso e megaloaníaco", Daniel reconhece que ele também é "criativo, incansável, brilhante". Entre as curiosidades, está o fato de que Assange só viajava com uma mochila, sempre com dois notebooks e vários carregadores para celular. Não dava a mínima para símbolos de status: não tinha carro, nem relógio, nem roupas "de marca". "Até seu computador era velho", observa Daniel. Quando moraram juntos por 2 meses, Daniel notaria que Assange usava várias "camadas de roupa". Seu senso de orientação era péssimo, e Assange passaria a porta da casa de Daniel, inúmeras vezes, sem notar. Assange havia sido o famoso hacker Mendax, "um dos maiores do mundo", na avaliação de Daniel, mas considerava a maioria dos hackers, mesmo os mais hábeis, "simples idiotas que não sabiam usar seu talento para um objetivo maior". Assange também não gostava de jornalistas: considerados, igualmente, "idiotas em sua maioria". Assange nunca assumiria a própria culpa e gostava de culpar, segundo Daniel, "bancos, atendentes em geral, servidores públicos e, quando tudo falhava, o governo". Havia aprendido desde cedo a não manter laços com amigos e com mulheres ― embora, fique nas entrelinhas no livro de Daniel, Assange era o que os franceses costumam chamar de "homme à femmes" ou, como costumávamos dizer em português, um "femeeiro". "As mulheres presenteavam Assange com todo o tipo de coisa: roupas, recarregadores, celulares, cafés, voos, chocolates, novas malas e até meias". E, ainda que não falasse outra língua além do inglês, Daniel reconheceria que Assange tinha um faro muito apurado para "materiais" bombásicos, como o vídeo Collateral Murder. Queria que o WikiLeaks fosse "a mais agressiva organização do mídia do mundo" ― e, acabou conseguindo, conforme atesta Daniel Domscheit-Berg, que o WL tivesse se transformado em algo mais que isso: em um "fenômeno da cultura pop". Inside WikiLeaks não é o relato definitivo sobre o WikiLeaks, e nem sobre Julian Assange, mas é o melhor de que dispomos agora.
>>> Os Bastidores do WikiLeaks
 
Julio Daio Borges
Editor

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