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Domingo, 13/1/2019
Um sujeito chamado Benício
Tadeu Elias Conrado

+ de 1200 Acessos

Como os cartazes de filmes são criados? Embora pareça um trabalho fácil, criar um poster pode ser um tarefa complicada, já que tudo é feito antes mesmo do filme ser lançado. Segundo Alex Griendling, designer que trabalhou com produções como Tá Chovendo Hambúrguer “o projeto de um pôster para um filme começa de 6 meses a um ano antes do filme ser lançado”. Se hoje, mesmo com toda a tecnologia disponível, esse processo exige bastante estudo, imagina como era feito o trabalho dos artistas algumas décadas atrás. Um desses artistas é José Luiz Benício da Fonseca, ou apenas Benício, que desenhou e ilustrou cartazes de filmes nacionais nas décadas de 70 e 80, só deixando estes de lado quando a Embrafilmes foi fechada por Vargas.

Sempre gostei dos cartazes ilustrados que tomavam os cinemas naquele tempo, porém nunca procurei saber quem os fazia. Recentemente em um curso sobre introdução ao cinema brasileiro, na Mário de Andrade, descobri que o artista responsável pela maioria deles era Benício. Logo fui atrás de saber mais sobre ele, então cheguei e esse texto que lhes entrego, esperando que os instiguem a procurar mais sobre esse artista tão singular.

José Luiz Benício da Fonseca, nascido em Rio Pardo, Rio Grande do Sul. Deixou a carreira de músico de lado para, ainda nos anos 50, estudar desenho. Logo se firmou na área, trabalhando na Editora Rio Gráfica. Seu primeiro trabalho com cinema foi o cartaz do filme Os Carrascos Estão Entre Nós (1968), filme de Adolpho Chadler, produção que trazia em seu elenco Átila Iorio e Karin Rodrigues. Sabe-se que ele produziu mais de 300 cartazes para o cinema (além de propagandas para empresas como Coca-Cola e Esso), sendo 30 deles, filmes dos Trapalhões.

Segundo o próprio Benício, seu trabalho mais elaborado foi o cartaz do filme Independência ou Morte (1972), filme de Carlos, Coimbra estrelado por Tarcísio Meira. A história que mostra, de maneira romantizada, a trajetória de Dom Pedro I na emancipação do Brasil em relação a Portugal traz um cartaz bem elaborado. Se prestarmos atenção em todo o trabalho de Benício, vemos que nesse pôster ele trabalha com mais cores e um cenário mais completo, diferente do fundo branco usado em outros trabalhos.

Um dos seus grandes destaques é o cartaz de A Super Fêmea (1973). O filme dirigido por Aníbal Massaini Neto conta a história de uma modelo que é contratada para fazer campanha de uma pílula contraceptiva para homens. Um dos grandes destaques desse filme é o protagonismo de Vera Fischer, que depois do filme ganhou ainda mais fama. Em uma entrevista dada ao J10 (Globo News), Benício diz que “como desenhei mulheres desde o início, muitas coisas da fisionomia eu melhorava, mas as vezes não precisava melhorar nada”, certamente no caso de Vera Fischer, que foi uma das musas da TV brasileira, pouco precisou ser melhorado.

Outro destaque de seu portfólio é o cartaz de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976). Dessa vez com a direção de Bruno Barreto (mesmo diretos de Flores Raras), essa é uma das histórias mais conhecidas do cinema nacional. O filme levou mais de 10 milhões de espectadores aos cinemas, contando a história de uma sedutora professora de culinária. É um dos poucos filmes da época que envelheceu bem, talvez por não ter apelado tanto quanto seus contemporâneos.

Em 2007 começou a ser produzido um documentário sobre Benício. “O Encontro de Benício com Brigitte Montford”, de Jetter Castro, não chegou a ser finalizado e não se sabe se algum dia será feito. Mas para quem gostaria de saber um pouco mais sobre o trabalho de Benício, o escritor e jornalista Gonçalo Júnior lançou em, 2012, o livro “E Benício Criou a Mulher…”, reunindo uma série de trabalhos do artista, com entrevistas e relatos de sua carreira. Vale a leitura para conhecer mais da vida e trajetória desse grande artista.


Postado por Tadeu Elias Conrado
Em 13/1/2019 às 21h17


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