O que vai ser das minhas fotos? | Ana Elisa Ribeiro | Digestivo Cultural

busca | avançada
27806 visitas/dia
737 mil/mês
Mais Recentes
>>> CONVITE, 14/08, 19h || Querido Embaixador, exibição especial seguida de debate
>>> Kyungso Park se apresenta dia 15 na Caixa Cultural Brasília
>>> Dia Mundial da Fotografia no Museu da República (RJ)
>>> SHOW SPYAIR
>>> Mariana Xavier fala sobre o canal Mundo Gordelícia no Viralizando
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Não quero ser Capitu
>>> Desdizer: a poética de Antonio Carlos Secchin
>>> Pra que mentir? Vadico, Noel e o samba
>>> De quantos modos um menino queima?
>>> Entrevista com a tradutora Denise Bottmann
>>> O Brasil que eu quero
>>> O dia em que não conheci Chico Buarque
>>> Um Furto
>>> Mais outro cais
>>> A falta que Tom Wolfe fará
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Não sei se você já deitou em estrelas.
>>> UM OLHAR SOBRE A FILOSOFIA (PARTE I)
>>> Globo News: entrevista candidatos
>>> Corpo e alma
>>> Cada poesia a seu tempo
>>> De Repente 30! Qual o Tabu Atual de Ter Essa Idade
>>> Uma jornada Musical
>>> PRESSÁGIOS. E CHAVES V
>>> A passos de peregrinos lll - Epílogo
>>> Jeferson De, Spike Lee e o novo Cinema Negro
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Arrington pós-TechCrunch
>>> Como se vive uma vida vazia?
>>> Um conselho: não leia Germinal
>>> Mário Faustino e a poesia
>>> Mário Faustino e a poesia
>>> Psiu Poético em BH esta semana
>>> Autobiografia teológica
>>> Tumblr: a renovação dos blogs
>>> 10 grandes
>>> O Brasil que eu quero
Mais Recentes
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> O Homem dos Dados de Luke Rhinehart/ Trad.: Eliana Sabino... pela Imago (1974)
>>> A Hora de Cinquenta Minutos de Robert Lindner pela Imago/ RJ. (1972)
>>> A Hora de Cinquenta Minutos de Robert Lindner pela Imago/ RJ. (1972)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela circulo do Livro (1981)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela Editorial Nórdica (1978)
>>> Mutações de Liv Ullmann/ Tradução: Sônia Coutinho pela Editorial Nórdica (1979)
>>> Um Tesouro de Contos de Fadas de Vários (Clássicos Recontados) pela Ds max
>>> Histórias das Raças Humanas - Raças Mistas da Oceania de Prof. Gilberto Galvão pela Iracema
>>> Histórias das Raças Humanas - Raças Mistas das Américas de Prof. Gilberto Galvão pela Iracema
>>> Arcanjo Zadkiel e os Anos dos Milagres de Elizabeth Clare Prophet pela Nova Era (2009)
>>> Obras Escogidas: los Buddenbrook/ Alteza Real/ Señor y Perros de Thomas Mann/ (prêmio Nobel- 1929) pela Aguilar, Madrid (1956)
>>> Obras Escogidas (tomo Ii): Bajo las Estrellas de Otoño... de Knut Hamsun (prêmio Nobel- 1920) pela Aguilar, Madrid (1958)
>>> Maçonaria Religião e Simbolismo de Samuel Nogueira Filho pela Traço (1984)
>>> Comedias Escogidas: El Nido Ajeno/ La Noche del Sábado... de Jacinto Benavente (prêmio Nobel/ 1922) pela Aguilar, Madrid (1958)
>>> Obras Escogidas: Mirèio/ Calendau/ Las Islas di Oro... de Frédéric Mistral pela Aguilar, Madrid (1955)
>>> Os Bruxos de Machu Picchu - Os Cinco Degraus do Conhecimento de Padma Patra pela Madras (1997)
>>> Comedias Escogidas/ Héroes/ Cándida/; Trata de Blancas/ Fascinación... de Bernard Shaw (premio Nobel 1925) pela Aguilar, Madrid (1957)
>>> Obras Ecogidas : una Aldea/ El Amor de Mitia y Otros Cuentos... de Iván Bunin/ (prêmio Nobel- 1933) pela Aguilar, Madrid (1957)
>>> Obra Escojida: Lírica Breve/ Teatro/ Cuento/ Aforismo... de Rabindranaz Tagore (premio Nobel 1913) pela Aguilar, Madrid (1955)
>>> A língua de eulália de Marcos Bagno pela Editora Contexto (2014)
>>> Um dia de David Nicholls pela Intrínseca (2012)
>>> A maldição do Titã de Rick Riordan pela Intrínseca (2009)
>>> O Ladrão de Raios de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> A culpa é das estrelas de John Green pela Intrínseca (2012)
>>> Os dois ou o inglês maquinista de Martins Pena pela Ibep Jovem (2013)
>>> O herói perdido de Rick Riordan pela Intrínseca (2011)
>>> O filho de Netuno de Rick Riordan pela Intrínseca (2012)
>>> Cinco Minutos de José de Alencar pela L&PM Pocket (2011)
>>> O doente imaginário de Molière pela Editora 34 (2011)
>>> Iracema / Cinco Minutos de José de Alencar pela Martin Claret (2010)
>>> Bruxaria Contemporânea de Luciana Pereira Machado pela Pallotti (2008)
>>> O médico e o monstro de Robert Louis Stevenson pela Martin Claret (2013)
>>> Isaac Newton e sua maçã de Kjartan Poskitt pela Companhia das Letras (2011)
>>> Inocência de Visconde de Taunay pela Editora Ática (2011)
>>> A Verdade sobre o Sudário de Kenneth E. Stevenson e Gary R. Habermas pela Paulinas (1983)
>>> A pirâmide vermelha de Rick Riordan pela Intrínseca (2010)
>>> O lado bom da vida de Matthew Quick pela Intrínseca (2013)
>>> Espumas Flutuantes de Catro Alves pela Editora Escala (2018)
>>> Os cientistas e seus experimentos de arromba de Dr. Mike Goldsmith pela Companhia das Letras (2011)
>>> Um certo capitão Rodrigo de Erico Verissimo pela Companhia das Letras (2010)
>>> O poeta do exílio de Marisa Lajolo pela FTD (2011)
>>> Cromo-Cristal-Terapia na Apometria de Elizabeth Monteiro Schreiner pela Kuarup (1999)
>>> Uma Ideia Solta no Ar/ Girassol de Pedro Bandeira/ Ilustrações: Rogério Borges pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Um Anjo no Jardim/ Veredas de Lino de Albergaria/ Ilustr. Nélson Cru pela Moderna/ SP. (1993)
>>> O Senhor dos Pesadelos de Elisabeth Maggio pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Iniciação ao Tarô de Pedro Camargo pela Nova Era (1996)
>>> Sopa de Letrinhas de Teresa Noronha pela Moderna/ SP. (1991)
>>> Sai pra Lá, Dedo-duro de Fanny Abramovich pela Moderna/ SP. (1994)
COLUNAS

Sexta-feira, 29/7/2016
O que vai ser das minhas fotos?
Ana Elisa Ribeiro

+ de 3300 Acessos

Contei hoje. São quase mil itens dentro de uma pasta do computador intitulada "fotos". Nem tudo é genuinamente digital. Algumas são fotos digitalizadas a partir de uma matriz impressa; outras são fotos de fotos, coladas em álbuns da família; outras são mesmo fotos dos celulares ou das máquinas mais diversas. O que vai ser delas? Quem as verá, daqui a vinte anos? Será importante vê-las?

Por que digitalizei fotos impressas?

Minha família tem o que nós, mineiros, podemos chamar de "coisa com fotos". É um carinho, um apego, um fetiche até. Para tudo há uma foto, de tudo se faz registro. Aquela do banho na banheirinha, ainda bebê, é um clássico quase universal. Quem nunca? E as festas, os bolos de aniversário, os amigos da adolescência, os grandes eventos, tais como casamentos, lançamentos de livros, 90 anos da bisavó, etc. Está tudo devidamente datado, organizado e colado em álbuns especialmente dedicados a este fim. Gastaram horas de trabalho e atenção para que se constituíssem. Ocupam espaço, são pesados e às vezes são retirados de seu silêncio para dispararem narrativas, às vezes repetitivas, sobre a família, as saudades, as transformações. O poder da fotografia - da mais ordinária - é imenso.

No entanto, digitalizei várias dessas fotos. Para quê? Para dar-lhes outro modo de circulação; para mostrá-las aos amigos virtuais; para postar nas redes sociais; para readmirá-las, coletivamente; para renová-las em sua beleza ou peculiaridade. Com a digitalização, essas fotos - não todas - ganharam uma vida outra, diferente de suas originais.

Por que não digitalizei algumas?

Porque algumas não interessam mais. Ou simplesmente não para tal ou qual ocasião. Não são suficientemente bonitas ou ridículas. Não têm foco ou são desprezíveis por qualquer motivo. É a edição da edição, a curadoria da fotografia ordinária. Digitalizei apenas parte do acervo da família. A completude apenas os álbuns reais terão.

E o que vejo acontecer aos milhares de fotos digitais?

Pouco mais que o esquecimento, muito próximo do silêncio reservado às fotos de papel. Estava pensando: meus milhares de fotos digitais compõem-se de muitas fotos mal tiradas, mal resolvidas, tiradas ao acaso, disparadas despreocupadamente. Jamais seriam impressas, se eu pudesse escolher. Mas estão lá, enchendo meu HD. Entre elas há as fotos boas, bonitas ou as ridículas, guardadas em pastas com nomes por data, para que eu identifique o evento, o momento, a importância. Só que estão lá as fotos originais, em alta resolução (porque eu sempre penso em imprimi-las) e as alteradas, em baixa resolução, para postar na internet, para mostrar nas redes sociais. Resulta disso que tenho milhares de fotos repetidas.

No entanto, não as vejo. Não as mostro a quase ninguém. Não chamo os parentes para vê-las no computador nem na smartTV. Não falo delas, a não ser quando as publico na web e elas se esvaem depois de muitos outros posts. Não me lembro delas e tenho muita dificuldade de encontrar alguma, em especial, quando preciso. São muitas, quase infinitas, e não sei ao certo onde estão, já que elas não aparecem se eu não clicar.

O que será dos meus álbuns?

Nada. Será silêncio. Em alguma medida, inexistência. Já perdi meus disquetes, depois meus CDs. Hoje em dia, guardo tudo em pendrives e em um HD externo. Torço, todos os dias, para que esses dispositivos sejam compatíveis entre si, ou as extensões dos arquivos, para que eu possa sempre salvá-los - e aos meus milhares de registros familiares, afetivos, históricos. As viagens, os jantares, os aniversários do meu filho, os bolos, os dias de alegria e alguns de tristeza. A fachada antiga da casa e o pós-reforma, as bodas dos pais, o centenário de alguém. Não os vejo, não os revelo. Minha promessa de revelar "ao menos as melhores" nunca se cumpriu. É caro, é chato, é demorado, é impertinente. E antes que eu consiga imprimir estas dez ou cem, já vieram outras e outras, tiradas no celular, com filtros automáticos, tiradas pelas câmeras novas, tiradas, clicadas, quase sem distinção. E outras e outras e mais outras. Desisti. Foi isso. Desisti de imprimir tanta imagem.

E por que ando fotografando com uma câmera analógica?

Faz uns meses, um amigo fotógrafo (e técnico de máquinas) me presenteou com uma câmera analógica. Ele não tinha - ou tinha? - noção do que estava fazendo. Marcou um encontro em um café, rapidamente, para me entregar uma bolsa preta, pequena, com uma Ricoh analógica, com objetiva russa, e alguns filmes asa 200.

Tem sido uma "experiência". Outro amigo logo me indicou as lojas que ainda fazem revelações analógicas e tratei de virar freguesa. Como a Ricoh (que apelidei de MaRicohta) é velha, meio alquebradinha, sinto-me mais segura com ela na rua, correndo menos risco, quero dizer. E levo-a a passear, fotografando, com dificuldade, as pessoas que me interessam.

A dificuldade é grande, é considerável. É preciso pensar a foto, é preciso observar o entorno, a luz, a hora do dia, a cor do céu e do Sol, ver o fundo, calcular. Só depois, faço a fotometria, usando uns sinais que vejo dentro do visor. Não sei ao certo como a foto vai ser. Não sei se funcionará. E fico ansiosa desde o momento do clique. E agora?

Nos primeiros dias, eu tinha um impulso absurdo: virava a câmera para olhar o resultado na tela. Mas não tem tela e nem resultado imediato. Só depois da revelação do filme. Eu já havia feito isso, anos atrás, mas agora eu tinha vícios, tinha hábitos digitais. Não é mais a mesma coisa. Eu quase não pensava mais as fotos. Fotos eram aleatórias, fortuitas, descartáveis. Se não der, não deu. Apaga. Mas a MaRicohta é diferente. Ela me faz repensar.

Tirei a foto. Prometi que enviarei quando ficar pronta. O filho, o marido, o vizinho, o amigo, a moça da padaria, que vende pão de porta em porta, em uma bicicleta adaptada. Mas e se eu não imprimir? Jamais saberei. Imprimir é imperativo. E se não ficar bom? Aí é outra história. É no rasgo.

Ansiosa, gastei o filme todo (24 ou 36 poses). Acabou no meio do passeio, paciência. Tanta foto que eu ainda queria tirar! Má gestão. Por que não tirei as fotos que realmente importavam? Demora. Demora o clique. É preciso ter paciência para fotografar analogicamente. Tanto o fotógrafo quanto o fotografado. Calma, estou regulando a câmera. Tá escuro para ela. Ou o contrário: vai estourar. Como você sabe? Não sei. Estou vendo uns sinais aqui. Ficou boa? Não sei. Só daqui a uns dias.

OK. Prontas. Ficaram boas ou razoáveis. Vejo-me de novo às voltas com a necessidade de um álbum. Onde vou organizá-las? Guardá-las? Estas, certamente, durarão até que meu filho cresça ou até que achemos tudo antigo e risível. Até que tenhamos saudades de alguém. Não posso deixá-las soltas ou jogá-las fora. Para mostrá-las, basta escaneá-las e postar nas redes sociais. Ah, que curiosas! São bonitas, têm outro grão. Muita gente percebe: que fotos lindas! São diferentes. Nem sempre explico. Deixo. É uma poesia toda minha.

Ligo para a loja: moço, você ainda vende daqueles álbuns cartona? Quais? Aqueles grandes, com páginas duras, cola e um plástico por cima das fotos? Espera, moça, faz tanto tempo que alguém não pergunta isso... E ele grita para alguém, meio fora do bocal do telefone: ainda tem álbum para foto impressa? Não sei o que responderam. Deixa. É minha poesia.

Obrigada, Laércio. Tem sido um repensar constante, não apenas sobre fotos que merecem existir ou ser vistas um dia. Tem sido fazer o melhor pelo momento. E registrá-lo bem.


Ana Elisa Ribeiro
Belo Horizonte, 29/7/2016


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Nuvem Negra* de Marilia Mota Silva
02. Literatura engajada de Marta Barcellos
03. Rugas e rusgas de Elisa Andrade Buzzo
04. A vida muda no ponto de Elisa Andrade Buzzo
05. O experimento de J. K. Rowling de Marta Barcellos


Mais Ana Elisa Ribeiro
Mais Acessadas de Ana Elisa Ribeiro em 2016
01. 12 tipos de cliente do revisor de textos - 26/2/2016
02. O que vai ser das minhas fotos? - 29/7/2016
03. Que tal fingir-se de céu? - 4/11/2016
04. Com quantos eventos literários se faz uma canoa? - 15/1/2016
05. Noturno para os notívagos - 10/6/2016


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ACCIÓN Y SÍMBOLO EN MIGUEL DE CERVANTES SAAVEDRA - BRAULIO SÁNCHEZ-SAEZ (LITERATURA ESPANHOLA)
BRAULIO SÁNCHEZ-SAEZ
USP - FACULDADE DE DIREITO
(1940)
R$ 50,00



INSTABILIDADE DO CANTO
HENRIQUE SIMAS
JOSÉ OLYMPIO
(1963)
R$ 8,97



DICIONÁRIOS BERTRAND FRANCÊS - PORTUGUÊS
JEAN ROUSÉ
BERTRAND
(1986)
R$ 8,00



CASTRO ALVES- IMAGENS FRAGMENTADAS DE UM MITO
EDILENE MATOS
EUC- FAPESP
(2001)
R$ 24,90



MICHELANGELO - A RENASCENÇA - GRANDES ARTISTAS
DAVID SPENCE
MELHORAMENTOS
(1998)
R$ 6,00



OS GRANDES PINTORES DA HISTÓRIA QUERO SABER POCKET
CONSTANTINO KOUZMIN-KOROVAEFF (TRADUÇÃO)
ESCALA
(2007)
R$ 8,00



TRÈS SAGE HÉLOISE - ROMAN
JEANNE BOURIN
LA TABLE RONDE
(1966)
R$ 14,90



GUIA PRÁTICO DE INVESTIMENTOS DAS BEARDSTOWN LADIES
BEARDSTOWN LADIES
SALAMANDRA
(1994)
R$ 20,00



MARIA NO NOVO TESTAMENTO
R.E. BROWN, K.P. DONFRIED, J.A. FITZMYER, J. REUMANN (ORG)
EP
(1986)
R$ 79,90
+ frete grátis



ANTOLOGIA POETICA
MANUAL BANDEIRA
NOVA FRONTEIRA
(2001)
R$ 10,00





busca | avançada
27806 visitas/dia
737 mil/mês