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Quarta-feira, 13/11/2002
Comentários
Eduardo Vianna


Mais uma!
Julio Já passou fome na vida? Já dormiu ouvindo tiros na parede de seu barraco de 2 cômodos? Já perdeu 4 horas por dia para se deslocar ao trabalho em pé num ônibus? Já foi mandado embora de algum emprego e teve vontade de chorar? Já foi despejado por não poder pagar aluguel? Nem eu, agora me responda, o que faz um indivíduo que sofre destes probleminhas sociais acordar todo dia e nunca meter uma bala em seu próprio ouvido? Vou dar um palpite: Esperança! Antes que você me bombardeie com seu discurso muito bem articulado e argumentado, citando celebridades literárias, para justificar seu ponto de vista, devo lhe afirmar que concordo com seu ponto de vista. Concordo também que a mídia manipula esta esperança do povo para entretê-los esvaziando seu conteúdo político. E justifico meu voto no Lula, sem patrulhamento algum, nunca votei no Collor, nunca votei no FHC, já votei no Brizola, acreditem, e sabe porque? Porque eu acreditava nas escolas que ele construia, lógico que hoje, mais maduro, não cometo este erro, mas entendo que as pessoas estão amadurecendo, assim como eu. E convenhamos, não podemos menosprezar a força do exercício e erro, não devemos criticar alguém que se esforça e tenta acertar. Leva tempo? Sim, leva , mas 30 anos se passaram e todos ficaram calados na Ditadura, desde 89 (Collor), se passaram apenas 13 anos, pouco tempo. "Não concordo com uma palavra que Tu disseste mas lutarei até a morte pelo direito de dizê-la"(Voltaire)

[Sobre "Lula: sem condições nenhuma*"]

por Eduardo Vianna
13/11/2002 às
20h38 200.207.205.22
 
Quadro Negro
Antes de mais nada vamos dar parabéns ao projeto de educação brasileira dos neo liberais que conseguiram sucatear um dos poucos centros de excelência de ensino e pesquisa do país. Conseguem imaginar o que há então na cabeça do aluno de um curso de história de uma faculdade da periferia, daqueles que nem vestibular é necessário? Não devemos nos espantar se um sujeito bem intencionado desiste do curso, suas perspectivas profissionais e morais são as piores possíveis. Isto me faz lembrar que nossos futuros historiadores vivem discutindo macro economia globalizada ao invés de mergulhar em resgates de nossa cultura, história e por que não, sobrepô-las as estas questões tão mais complexas e efêmeras. Sinto dizer-lhes mas o futuro não nos reserva grandes cenas....estes adoradores do Osama vão dar aula para nossos filhos.

[Sobre "Festa na floresta"]

por Eduardo Vianna
25/9/2002 às
17h02 200.207.205.22
 
Saudades do livro!!
Vou fazer uma analogia macabra, mas meu envolvimento literário vai ao ponto da de terminar a obra e sentir o mesmo vazio de quando retornamos de um enterro de algum parente, fica aquela sensação de tristeza e ao mesmo tempo a necessidade de se voltar a viver sem aquilo que se foi. O envolvimento emocional com a obra é proporcional a inteligência expressa nela, duvido que alguém se importe de eliminar o personagem que anda pelo deserto em busca de sei lá o que, em o Diário de um Mago.....

[Sobre "Amando quem não existe"]

por Eduardo Vianna
27/7/2002 às
16h02 200.207.205.22
 
Os Nativos que se cuidem!!!!!!
Acredito que o destino de nosso menos potentoso povo indígena não deva ter sido muito diferente, dadas as facilidades de se deixarem dominar. O censo demográfico na época me parece que não funcionava muito bem, então não há a menor idéia de quanto se matou direta (armas de fogo) e indiretamente (trabalho forçado, pestes e doenças). O mais "fascinante" e amedrontador foi o papel desta mesma igreja católica no processo, consolidada ao longos de nossos anos como a maior instituição dos aspectos místicos humanos. O continente Africano escapou da barbárie histórica indireta sobre seus nativos, mas definha na ingerência da humanidade para estas questões de solidariedade, uma vez que padecem de epidemia de AIDS, Ebola...etc... Homem dito Branco, Cara Pálida....o que você fez com o mundo?

[Sobre "O Mistério dos Incas"]

por Eduardo Vianna
27/7/2002 às
15h40 200.207.205.22
 
Conto de fadas enfadonho!
Primeiro: gostaria de perguntar como este livro foi parar na sua mão e você leu-o? Segundo: acho tão óbvio o interesse comercial ($) da autora, uma vez que o mercado que ela pretende atingir deva ter sido meticulosamente calculado graças ao grande número de mulheres na situação descrita, que duvido que ela acredite no que escreveu. Terceiro: de uma vez por todas a sociedade, principalmente as mulheres, deve perceber que a instituição do matrimônio, foi adequada à épocas remotas onde a mulher cumpria um papel coadjuvante na estrutura familiar. Tarefas domésticas, casamentos negociados, sexo religioso, babás oficiais, cúmplices de adultérios,etc. Nossos avós sabiam bem como isto funcionava. Atitudes incabíveis em nossa sociedade! Esta dependência financeira descrita no livro é o próprio contrato de posse de um marido sobre uma esposa....Lamento às mulheres que pensam em "segurar" casamento, hoje um relacionamento baseia-se em confiança, cumplicidade, sexo aberto, sem estâncias familiares superiores se intrometendo, respeito pela individualidade de cada um e suas sequelas, e muita inteligência em jogo. Ninguém que tenha maturidade emocional admite pisar ou ser pisado por ninguém.

[Sobre "Querido, eu me rendo"]

por Eduardo Vianna
2/5/2002 às
08h56 200.207.205.22
 
Pedaços de nós mesmos
"Nada aumenta mais a amargura que não conseguir ver felicidade naquilo que faz os outros sorrir". Esse trecho me fez lembrar de uma passagem de minha vida, não poderia ser mais exato na definição!Engraçado, mas sempre precisei de tristeza nos meus momentos de inspiração, não consigo imaginar Beethoven um cara alto astral, tocando Moon Light feliz e sorridente....A tristeza escancara a individualidade, levando-nos a introspecção e agussamento investigativo sobre as impressões que temos acerca de tudo, faz-nos mais sensíveis às minucias da consciência e sensibilidade.Traçando um paralelo com a "felicidade", quando estamos alegres entregamos nossa autonomia para o grupo, a massa, multidão, pois é este o consciente coletivo dominante, ter que ser feliz! Dogma da sociedade moderna, felicidade mesmo não estando feliz! Parabéns.

[Sobre "Bonjour, tristesse"]

por Eduardo Vianna
26/4/2002 às
09h38 200.207.205.22
 
Pimenta nos olhos alheios é ..
Estamos testemunhando nesta lista de discussão o microcosmo da realidade sobre o problema em questão. Dentro de cada perspectiva pessoal adotada justificam-se as atitudes, num plano mais realista, um resolve se explodir no meio de pessoas inocentes outros resolvem humilhar e ameaçar a vida, se é que podemos chamar de vida, de uma legião de pobres coitados. Curioso e ao mesmo tempo aterrorizante, não consigo sofrer com algo que não me diz respeito, longe de minhas origens, de meu país, mas consigo imaginar pedaços de pessoas sendo lançados longe numa explosão, ou uma criança acuada vendo seu pai morrer com tiros sem ao menos poder correr ou gritar. Fatos que justificariam qualquer uma das partes a adotarem posições radicais e unilaterais. E quando me pego a quilômetros de distância lendo todas essas opinões a respeito, encontro um discurso velado e incipiente demonstrando que em outras esferas os lados teriam atitudes semelhantes. Ou seja, fazer sua vontade e opinião valer a qualquer custo. “EU TENHO RAZÃO”!. Não cabe aqui discursos demagógicos ou do tipo “paz e amor”, trata-se de questões muito mais complexas, envolvendo a história e cultura da civilização humana. Há quantos milhares de anos os Hebreus reivindicam aquele pedaço árido de chão? E há quantos milhares de anos os Palestinos povoam a região? Até o Bush chegar acreditávamos que todas as fronteiras políticas seriam rompidas por força da nova ordem mundial, com isso talvez aboliríamos os preconceitos e diferenças e compartilharíamos das diferenças entre as culturas para distribuir melhor riqueza e desenvolvimento. Tínhamos afinal que reconhecer a vitória da ordem capitalista sobre a Terra. Mas e agora? O ambiente hostil e vingativo reina no nosso planeta favorecendo toda a forma de imposição de força por parte dos EUA e de seus aliados. Que exemplo foi dado para a humanidade...alguém derrubou nossas torres....alguém tem que pagar! Israel copiou o discurso, somou isto a sua utopia cultural e histórica de terra prometida, alimentou a raiva do “vizinho”, que por sua vez deu razão a um exercito de fundamentalistas traficantes e machistas afoitos por guerras e que a qualquer hora explodem uma bomba nuclear na cabeça de inocentes. É isso ai, o teatro está montado, vamos esperar para assistir, afinal é mais confortável criticar a peça, e esquecer que estamos assistindo-a de cima do palco.

[Sobre "Nas garras do Iluminismo fácil "]

por Eduardo Vianna
13/4/2002 às
13h41 200.207.205.22
 
Posso interromper?
Olá colega, fico surpreso em saber que a FAU continua produzindo celebridades intelectuais, nem vou citar Chico Buarque para não encher a tua bola. Mas voltando ao texto, justamente ontém comentava com um grande amigo que a Natureza deve ter criado dois humanóides distintos. Um racional e insensível, capaz de simplesmente fazer coisas.Outro, o oposto, mas não antagônico, capaz de sentir, exprimir o sentimento e meditar sobre as ações plausíveis antes que elas se materializem. Isso porque ele, meu amigo, queixava-se de sua esposa lastimar de coisas sem querer simplesmente resolve-lás. E ele, logicamente, queria terminar a discussão oferecendo uma solução. Pois bem, dado o panorama do mundo, ocasionado pela ação exclusiva dos governos masculinos, não seria o caso de obedecer a Natureza e compactuar os modos operantes deste dois serezinhos, diferentes mais comuns, a mulher e o homem? Melhor que isso fica! (ah! parabéns por esta coluna!)

[Sobre "Somos diferentes. E daí? "]

por Eduardo Vianna
31/1/2002 às
20h10 200.207.205.22
 
Julio Daio Borges
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