Nas vertigens de Gullar | Annita Costa Malufe

busca | avançada
71132 visitas/dia
2,6 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
ENSAIOS

Segunda-feira, 6/12/2004
Nas vertigens de Gullar
Annita Costa Malufe

+ de 7000 Acessos
+ 4 Comentário(s)

Ler Na Vertigem do Dia é como se sentar para bater um bom papo com um amigo. Não que ali encontremos amenidades e conversinhas banais – pelo contrário. É que há algo de uma proximidade tão singela que é como se ouvíssemos uma voz amiga nos falar; algo de um bate papo cotidiano que não dispensa a proximidade, o “venha cá que preciso te contar uma coisa”. Sentimo-nos convocados pela ventania de Gullar, pelo seu espelho, pela cômoda de um quarto em Buenos Aires, pelas frutas da quitanda, pelo gato que dorme ao lado. O tempo todo uma voz que cultiva uma rara intimidade com o leitor, o tom de uma conversa.

O livro, saído primeiramente em 1980 e que ganha agora sua segunda edição, é o primeiro livro produzido pelo poeta maranhense Ferreira Gullar após a volta do exílio (embora contenha poemas que foram escritos durante o período em Buenos Aires). Pouco tem da poesia mais engajada de Dentro da Noite Veloz (1975), embora aqui e ali os temas sociais e políticos apareçam, sempre ganhando um sentido aliado à vida cotidiana, pessoal: o social, quando se faz presente, é encarnado no corpo, na emoção, nunca se mostra como algo apenas exterior: “Allende, em tua cidade/ ouço cantar esta manhã os passarinhos(...) Em minha porta, os fascistas/ pintaram uma cruz de advertência/ e tu, amigo, já não a podes apagar (...)” (“Dois poemas chilenos II”).

Para escolher uma das infinitas portas de entrada do universo deste nosso enorme poeta, retenho-me na imagem do pequeno poema “Uma voz”: “Sua voz quando ela canta/ me lembra um pássaro mas/ não um pássaro cantando:/ lembra um pássaro voando” (pág. 68). Pois me parece haver aqui uma das grandes forças da poesia de Gullar: a habilidade para nos fazer ver o invisível. Que haja um predomínio plástico, visual em sua poesia, muitos já notaram, em geral associando ao interesse de Ferreira Gullar pelas artes plásticas e sua atuação na crítica de arte. Mas queria ressaltar algo para além disto. Nas imagens de Gullar não encontramos apenas belas e surpreendentes figuras, não apenas um forte apelo ao sensorial, mas sim, uma complexa operação poética capaz de nos fazer sentir o que antes era insensível. Nos fazer sentir na pele uma imagem, um som, um cheiro.

No caso do poema citado, a leveza da voz: Gullar aqui não nos conta que a voz é leve, mas, ao nos dizer que sua voz lembra um pássaro voando, sentimos a leveza do pássaro em sua voz. Subitamente, podemos ver o vôo de uma voz; subitamente sentimos a leveza do que nem ao menos possui peso e medida (o som, a voz); subitamente ouvimos um vôo, um movimento – e, que som teria o movimento de um vôo antes do poema de Gullar? Do mesmo modo, passamos a ver o silêncio em “Ao rés-do-chão”: “(...) Nos quartos vazios/ na sala vazia na cozinha/ vazia/ os objetos (que não se amam)/ uns de costas para os outros”. Ou a sentir a leveza da arquitetura de Oscar Niemeyer em: “(ele não faz de pedra/ nossas casas:/ faz de asa) (...)Oscar nos ensina/ que a beleza é leve” – o belo “Lições de arquitetura”, que depois foi publicado em Relâmpagos (livro de ensaios sobre crítica de arte).

“O poema tem que ser um relâmpago”, salienta ele (frase que é título de entrevista concedida à Revista Poesia Sempre, Biblioteca Nacional, setembro de 2004). A palavra do poeta deve revelar ou inventar sensações, é ele mesmo quem nos diz – e isto podemos facilmente dizer de seus poemas. “Esforço-me para que meu poema, a par de ser uma expressão verbal, ganhe a densidade de objeto perceptível sensorialmente” (entrevista concedida à Revista Jandira, Juiz de Fora, primavera 2004). É ele mesmo quem diz que o poema deve ser um clarão que subitamente ilumine o leitor, revele a ele uma imagem inusitada, com o frescor de uma experiência primeira. “Porque aí surgiu na minha cabeça a idéia de que a verdadeira poesia teria que ser a expressão da experiência fresca, nascida ali, de repente, captar isso, expressar isso”.

Este poeta que nos deu um de nossos maiores poemas, o “Poema sujo” (1975), nos dá aqui em Na Vertigem do Dia, o clarão de “Bananas podres”, no qual o apodrecer das bananas sobre o balcão é pretexto para se pensar o imponderável, o tempo, a morte: “Que tem a ver o mar/ com estas bananas/ já manchadas de morte”; pretexto também para se pensar o mar, a vida das gentes na cidade, e as mínimas coisas do cotidiano como “um caco de vidro de leite de magnésia”. E, como aqui, na maior parte de seus poemas os objetos e assuntos do dia-a-dia, as banalidades e miudezas, são ganchos para o poeta puxar sensações e sentidos vitais.

O fato é que há uma presença marcante do imponderável em cada pequena coisa convocada pelos versos de Gullar, como se o poeta fosse aquele que sente a vida reverberando silenciosa por trás da existência dos objetos, dos lugares cotidianos, mesmo que sejam eles um simples banheiro de cimento (“Em tudo aqui há mais passado que futuro/ mais morte do que festa: neste banheiro/ de água salobra e sombra”), ou o “Espelho do guarda-roupa” (Espelho espelho velho/ alumiando/ debaixo da vida// Quantas manhãs e tardes/ diante das janelas/ viste se acenderem/ e se apagarem/ quando eu já não estava lá?”).

Mas se fossemos contabilizar, o que mais encontramos dentre estes poemas vertiginosos é o próprio poema se pensando, se questionando, a experiência poética posta à prova. É o poema que se volta para si mesmo e se experimenta em meio à vida, às coisas, ao tempo e ao movimento das coisas da vida. Daí que o poema de Gullar é um poema todo habitado, é uma voz que ecoa em nós, e que portanto – voltando ao início de nossa resenha – nos chama para conversar, para sentar ao seu lado. É a voz do poeta que: “É voz de gente (na varanda? na janela?/ na saudade? na prisão?)// É voz de gente – poema:/ fogo logro solidão”. É a voz do poeta que traz uma gente toda, como o sorriso da menina no qual todo o povo teria sorrido uma vez: “pode ser que sorrira/ aquela tarde, o povo,/ num rosto de menina” (“Bananas podres 2”).

Resta dizer, para terminar, que um dos grandes mistérios da poesia de Gullar só poderia ser deixado em aberto: como é possível todo este extravasamento, todo este excesso de cores, cheiros, sensações, vida, saltar de um poema de linguagem tão impressionantemente sintética, simples, econômica? Gullar, que escrevia no início (“comecei a fazer poesia com uns 13, 14 anos”) versos parnasianos, passou pela descoberta, no início difícil e depois apaixonada, dos modernos, fundou o movimento concreto, rompeu com ele, participou dos neoconcretos, fez poesia engajada... e toda esta riqueza de experiências parece compor um cruzamento singular, um domínio muito raro e especial da linguagem, domínio este que permite o tênue equilíbrio que ele tão bem coloca no conhecido “Traduzir-se”:

“Uma parte de mim
é todo mundo:
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.

Uma parte de mim
é multidão:
outra parte estranheza
e solidão.

Uma parte de mim
pesa, pondera:
outra parte
delira.

Uma parte de mim
almoça e janta:
outra parte
se espanta.

Uma parte de mim
é permanente:
outra parte
se sabe de repente.

Uma parte de mim
é só vertigem:
outra parte,
linguagem.
Traduzir uma parte
na outra parte
– que é uma questão
de vida ou morte –
será arte?”


Annita Costa Malufe
São Paulo, 6/12/2004

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Onde moram as crônicas de João Evangelista Rodrigues


Mais Annita Costa Malufe
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
6/12/2004
23h06min
Não sou poeta. Raramente leio poesia. Li os comentários sobre Gullar porque é um autor que atrai minha atenção. As figuras de linguagem que encontrei no texto de Annita despertaram mais a vontade de ler Gullar. Parecem compreendê-lo de dentro para fora e convidam, fortemente, à leitura do autor.
[Leia outros Comentários de Maria Regina Maluf]
9/12/2004
12h02min
Bom saber que Gullar volta à baila. Há algum tempo que a poesia vinha obtendo status de gênero literário de menor importância para leitores, e de menor apelo comercial para editores. E não há nada melhor para tempos tão ásperos do que poesia. Ainda que o engajamento seja sublimado em detrimento da sensibilidade...
[Leia outros Comentários de Cozete Gelli]
14/12/2004
17h16min
Ferreira Gullar faz isso comigo: me atravessa a vida, despedaça e ainda me dá a chance de um novo horizonte. Evoé... Viva o poeta!
[Leia outros Comentários de Cristiana Brandão]
2/12/2005
18h58min
Uma questão de traduzir-se... É difícil não gostar de Ferreira Gullar, o seu jeito de dizer ou desdizer o "contraditório" que existe em nós, somente sua poesia poderia traduzir-me ou traduzir-se.
[Leia outros Comentários de Heverson Sandes]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




MENINOS DE RUA - A INFANCIA EXCLUIDA NO BRASIL
LIGIA COSTA LEITE
ATUAL
(2001)
R$ 7,90



SOCIOLOGIA HISTÓRICA DO POLÍTICO.
YVES DÉLOYE
EDUSC
(1999)
R$ 23,92



A MULHER V MODERNA À MODA ANTIGA
CRISTIANE CARDOSO
THOMAS NELSON BRASIL
(2013)
R$ 5,00



GRAMÁTICA EUROLINGUA - DEUTSCH ALS FREMDSPRACHE: EUROLINGUA DEUTSCH: LERNERHANDBUCH
EUROLINGUA DEUSTSCH
CORNELSEN
(2001)
R$ 28,00



A BÍBLIA
J M ROVIRA BELLOSO
MARTINS FONTES
(1993)
R$ 14,02



PUT SOME FAROFA
GREGÓRIO DUVIVIER
COMPANHIA DAS LETRAS
(2014)
R$ 9,80



OS IRMÃOS CORSOS
ALEXANDRE DUMAS
ABRIL
(1979)
R$ 6,90



VIVA BEM !
MAX. HANIBAL
RIPRESS
(2003)
R$ 7,90



REVISTA PAULISTA DE MEDICINA VOL. 41, N. 5 NOVEMBRO DE 1952
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDICINA
ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE MEDI
(1952)
R$ 16,75



O PESCADOR E O PEIXINHO
ALAIN VAN CRUGTEN E GAETAN EVRARD
SCIPIONE
(1993)
R$ 5,00





busca | avançada
71132 visitas/dia
2,6 milhões/mês