Hefner, o inventor de Playboy | Ruy Castro

busca | avançada
30385 visitas/dia
851 mil/mês
Mais Recentes
>>> Sidney Rocha lança seu novo livro, A Lenda da Seca
>>> Oficina de Alegria encerra o mês das crianças com a festa Bloquinho na Praça - 27 de outubro
>>> EMP Escola de Música faz apresentação gratuita de alunos e professores
>>> Miami Ad School Rio promove curso sobre criatividade que desmistifica o padrão do que é ser criativo
>>> Exposição destaca figura feminina com a leveza da aquarela
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Inferno em digestão
>>> Hilda Hilst delirante, de Ana Lucia Vasconcelos
>>> As pedras de Estevão Azevedo
>>> O artífice do sertão
>>> De volta à antiga roda rosa
>>> O papel aceita tudo
>>> O tigre de papel que ruge
>>> Alice in Chains, Rainier Fog (2018)
>>> Cidades do Algarve
>>> Gosta de escrever? Como não leu este livro ainda?
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Sete chaves a sete cores
>>> Feira livre
>>> Que galho vai dar
>>> Relâmpagofágico
>>> Caminhada
>>> Chama
>>> Ossos perduram
>>> Pensamentos à política
>>> A santidade do pecado em Padre António Vieira
>>> Casa de couro III
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Cigarro, apenas um substituto da masturbação?
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Queijos
>>> A trilogia da vingança de Park Chan-Wook
>>> Redentor, a versão nacional e atualizada da Paixão
>>> Como detectar MAVs (e bloquear)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte II)
>>> Filmes on-line
>>> A Trilogia de Máximo Górki
>>> Apresentação
Mais Recentes
>>> O Vermelho e o Negro de Stendhal pela Nova Cultural/Círculo do Livro (2003)
>>> Nos Submundos Da Antiguidade de Catherine Salles pela Brasiliense (1982)
>>> Curso De Midiologia Geral de Régis Debray pela Vozes (1993)
>>> Margens na Literatura de Luiza Lobo e Angélica Soares: Organizadoras pela Numen (1994)
>>> Livre mercado para todos de Stiglitz,Joseph E; Charlton,Andrew pela Campus/Elsevier (2007)
>>> A Correspondência Completa De Sigmund Freud para Willhelm Fliess de Jeffrey Moussaieff Masson pela Imago (1986)
>>> A alquimia das finanças de Soros,George pela Nova fronteira (1996)
>>> A jogada do século de Lewis,Michael pela Best business (2011)
>>> Nietzsche - O Bufão dos Deuses de Maria Cristina Franco Ferraz pela Relume Dumará (1994)
>>> O mapa e o território de Greenspan,Alan pela Portfolio,Penguin (2013)
>>> O sequestro da América de Ferguson, Charles H. pela Zahar (2013)
>>> O Matrimônio de Sören Kierkegaard pela Editorial Psy II (1994)
>>> O Que faria Maquiavel? - Os Fins Justificam Os Maus de Stanley Bing pela Rocco (2002)
>>> A Mão do Artista de W.H. Auden pela Siciliano (1993)
>>> Contos de Voltaire pela Victor Civilta (1979)
>>> Grandes imperios e civilizaçoes--1 e 2. de Delprado pela Delprado (2018)
>>> Maos de ouro--1,2 e 3. de Abril pela Abril (2018)
>>> Trabalhos maravilhosos--1,2,3,4 e 5. de Editora abril pela Abril (2018)
>>> Eneida de Virgílio pela Nova Cultural (2003)
>>> Maravilhas do mundo de Elvira de oliveira pela Klick (2018)
>>> Museu de arte da catalunha--barcelona. de Juan ainaud de lasarte pela Codex (2018)
>>> National museum of anthropology-mexico-geniuses of art de Laura garcia sanchez pela Susaeta (2018)
>>> A nova secretaria--1,2 e 3. de Editora globo pela Globo (2018)
>>> O Leopardo de Giuseppe Tomasi Di Lampedusa pela Nova Cultural (2018)
>>> A dieta da superenergia do dr. atkins de Robert c. atkins e shirley linde pela Arte nova (2018)
>>> Republica socialista do paraguay de Antonio sonsin pela Soft-set (2018)
>>> O bicho,meu deus,era um homem de Usf pela Usf (2018)
>>> Rio quente-uma historia aquecida pelas suas proprias aguas. de Arnaldo nogueira pela Grafica brasil (2018)
>>> Curso de formaçao de membros de Igreja messianica do brasil pela Moa (2018)
>>> Fragmentos de lembranças de Neuza das neves pela Degaspari (2018)
>>> Aluna do telhado de Clotilde do carmo dias pela Everest (2018)
>>> Dilemas da educaçao dos apelos populares a constituiçao. de Joao baptista herkenhoff pela Cortez (2018)
>>> Novelle e filastrocche tosco-brozzesi de Gabrielli di tante pela Litteraria riservata (2018)
>>> A sociedade responsavel de Stephen roman e eugen loebl pela Mestre jou (2018)
>>> Etiqueta sem frescura de Claudia matarazzo pela Melhoramentos (2018)
>>> O alquimista de Paulo coelho pela Rocco (2018)
>>> O demonio e a srta.prym de Paulo coelho pela Objetiva (2018)
>>> Divergente de Veronica Roth pela Rocco (2012)
>>> Migração e Mão-de-obra: Retirantes Cearenses na Economia Cafeeira... de Paulo Cesar Gonçalves pela Humanitas (2006)
>>> Italianos Sob a Mira da Polícia Polícia Política de Viviane Teresinha dos Santos pela Humanitas (2008)
>>> Catatau de Paulo Leminski pela Iluminuras (2010)
>>> Armagedom em Retrospecto de Kurt Vonnegut pela Lpm (2018)
>>> Democracia Sindical no Brasil de Ericson Crivelli pela LTr (2000)
>>> Instituições de Direito Civil - Volume 1 de Caio Mário da Silva Pereira pela Forense/Gen (2010)
>>> Maçonaria - Coletânea de Trabalhos dos Anais de 10 Anos - Acomp. CD de Loja Francisco Xavier Ferreira pela Grande Oriente do Rio Grande do Sul (2007)
>>> Prática de Contratos e Instrumentos Particulares de Antonio Celso Pinheiro Franco e Celina Raposo do Amaral Pinheiro Franco pela Revista dos Tribunais (2005)
>>> O Livro do Travesseiro de Sei Shonagon pela 34 (2018)
>>> O Homem Que Ri de Victor Hugo pela Liberdade (2014)
>>> Responsabilidade Civil - Lei 10.406, de 10.01.2002 de Arnaldo Rizzardo pela Forense (2006)
>>> Contratos e Regulamentações Especiais de Trabalho de Alice Monteiro de Barros pela LTr (2001)
ENSAIOS

Segunda-feira, 31/7/2006
Hefner, o inventor de Playboy
Ruy Castro

+ de 9200 Acessos
+ 1 Comentário(s)

É quase comovente saber que um dos grandes responsáveis pelo sexo sem culpa em nossos tempos completou 80 anos no começo de maio – e, mesmo vendo-o cercado de mulheres cujas idades somadas não empatariam com a dele, ninguém se atreveu a chamá-lo de “dirty old man”, ou velho tarado. Seria fazer um julgamento moral, coisa que o velhinho em questão, Hugh Hefner, passou a vida combatendo.

Sim, Hefner fez 80 anos. Sua grande criação, a revista Playboy, também não é nenhuma criança: já passou dos 50 nos Estados Unidos (nasceu em 1953) e suas playmates pioneiras (como Janet Pilgrim, a primeiríssima a posar para a revista, ou Bettie Page, que se tornaria um dos símbolos da década) já devem ser bisavós. Nada dura para sempre, exceto, talvez, a ereção de Hefner, ainda que, hoje, confessadamente, à custa de Viagra.

Quando Hefner criou Playboy, tinha em mente um tipo de leitor que, mesmo que existisse, não deveria fazer número suficiente para sustentar sua revista. Esse leitor era um homem solteiro, com perto de 30 anos, liberal, independente e disposto a aproveitar a vida, não em colherinhas de café, mas em conquistas no atacado e no varejo. De profissão, seria um advogado, um arquiteto, um publicitário ou, quem sabe, um corretor da Bolsa. Viveria numa cidade de médio porte para cima – nada de acanhamentos ao seu redor – e, urbano até a medula, moraria num apartamento. Um quarto-e-sala, talvez, mas amplo, incrementado, decorado por um profissional, com toques bem masculinos (a cama, por exemplo, como uma unidade auto-suficiente; um bar, para os dry martinis) e a salvo da xeretice alheia. (E, sem dúvida, alugado – o leitor de Playboy não perderia o sono pensando nas “prestações da casa própria”, e muito menos se via aparando a grama de uma casa com quintal no subúrbio.) No dito apartamento, esse homem, vestindo um robe e fumando seu cachimbo, se aperfeiçoaria na arte de receber pessoas como ele, jovens, ambiciosas e desimpedidas. Do sexo feminino, é claro.

Hefner traçou o perfil ideal desse homem. Em música, por exemplo, ele estaria mais para o jazz moderno – daí Dave Brubeck ou o Modern Jazz Quartet sempre no hi-fi. Em sua mesinha de centro, em forma de ameba, o fino da literatura do momento: Ray Bradbury, Vladimir Nabokov, James Baldwin. Nenhuma das questões em voga lhe seria estranha: a era espacial, a corrida atômica, os direitos dos negros. E, valendo-se dos colaboradores mais surpreendentes, Hefner se certificou de que ele só ouvisse opiniões inteligentes: para lhe falar de economia, contratou J. Paul Getty, o homem mais rico do mundo; de sua vida sexual, o casal de médicos, Masters & Johnson; e, de suas possíveis neuroses, Jules Feiffer. Vez por outra, esnobava e soltava um novo James Bond, por Ian Fleming, em capítulos. E, quando a revista abriu oito páginas para a nudez de Brigitte Bardot, quem Hefner chamou a escrever o texto? O venerando André Maurois. E que celebridades que não davam bola para ninguém aceitaram ser entrevistadas por Playboy? Frank Sinatra, Miles Davis, Muhammad Ali. O “mundo de Playboy” era para um homem muito especial.

Hefner convenceu o leitor que ele podia ser este homem: informado, moderno, bem vestido, bem sucedido e irresistível. Um homem assim não precisaria apelar para prostitutas ou para qualquer sexo pago. Ao mesmo tempo em que fazia o leitor acreditar que o poder da sedução era uma espécie de pensamento positivo, Hefner convenceu-o também de que ele não precisava ir a lugares específicos para conhecer mulheres capazes de se encantar por ele. Elas estavam em toda parte, inclusive no apartamento ao lado – e a prova estava no pôster central. A ordem expressa de Hefner era de que, ao posar para o pôster de Playboy, a mulher devia parecer radiante, fresca do banho, feliz por estar ali e encarando o leitor de frente, sem mistérios, sem olhares de soslaio e sem provocações baratas. Criou-se a fantasia da “girl next door” (mesmo que, na vida real, algumas meninas não fossem tão girls e muito menos next door). Em torno dela, ele construiu uma revista com enorme apelo publicitário, que arrasou as dezenas de concorrentes, chegou a tirar 6 milhões de exemplares por mês no mercado americano e, para sua glória, foi citada como portadora de uma espécie de “filosofia” – libertária, ligada às grandes causas e sem a qual não se entenderia os Estados Unidos da segunda metade do século XX. (Hefner acreditava mesmo nisto.)

Playboy foi um indiscutível sucesso nas décadas de 50 e 60 e, em minha opinião, um dos agentes de fato das tremendas transformações germinando naqueles anos. Hefner conseguiu, inclusive, que Playboy sobrevivesse a 1968, quando seu hipotético leitor – o homem de robe, cachimbo e cama-catapulta – revelou-se subitamente fora de moda. Não fez este homem se mudar para uma comunidade hippie, mas permitiu que ele deixasse crescer o cabelo, experimentasse uma ou outra droga e tomasse uma posição política mais explícita (contra a guerra do Vietnã, por exemplo). A pílula anticoncepcional ajudou Hefner, no sentido de que as mulheres, que ele tentava liberar uma a uma, se auto-liberaram em massa e de repente. E até mesmo o movimento feminista, que bobamente o elegeu como seu arquiinimigo, revelou-se um involuntário aliado – se as mulheres queriam dispensar os sutiãs e andar com os peitinhos à solta, quem era Playboy para discordar?

Hefner só não contava com que a liberação fosse tão longe – e tanto, na verdade, que saiu do controle das próprias feministas e de qualquer condução racional do processo. Quando Playboy publicou os primeiros pêlos pubianos, em 1970, quem podia impedir suas concorrentes de ir direto à labia majora? Algo parecido aconteceu na moderada defesa que, nos anos 60, Playboy fazia da liberação das drogas. Na época, isto significava o direito de alguns privilegiados “expandir” suas mentes e explorar regiões do inconsciente, queimando um fuminho ou tomando um ácido – ninguém estava pensando no uso maciço de cocaína e drogas sintéticas por adolescentes, nas famílias destruídas por elas e no império do crime criado para sustentar o tráfico. O liberalismo de Playboy ficou para trás. O homem adulto e responsável, imaginado originalmente por Hefner, deixou de existir. Em seu lugar, surgiu um adolescente ansioso, capaz de vender a mãe para ter acesso imediato aos prazeres legais e ilegais que o mundo, indiscriminadamente, “disponibilizou”.

Um dos segredos do antigo sucesso de Playboy, formulado por Hefner e aplicado durante boa parte de sua existência, era o de que a revista deveria ser feita para um homem de hipotéticos 25 anos – qualquer que fosse sua verdadeira idade. “Se ele tiver 45 anos, gostaria de ter de novo 25”, dizia Hefner. “E, se tiver 13, também gostaria de ter 25”. Mas, por tudo que aconteceu nas últimas décadas, o leitor-alvo parece ter se alterado: as revistas masculinas passaram a ser feitas direto para os infantes de 13 anos – porque, acima dessa idade, já não haveria razão para lê-las.

Mas o processo não pára, e a pergunta agora é: com tanto sexo gratuito e disponível na internet, quem quer saber de figuras estáticas numa revista? Hefner podia aproveitar as últimas balas na agulha de sua revista e reinvestir em um antigo aliado: o leitor adulto e responsável. Nem que tivesse de reinventá-lo.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no “Caderno2”, de O Estado de S.Paulo, em maio de 2006.


Ruy Castro
Rio de Janeiro, 31/7/2006

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Sergio Britto & eu de Michelle Strzoda
02. Só é louco quem não é de Claudia Lage
03. As letras de música de hoje de André Forastieri
04. Sereníssima de Ramon Mello
05. O dia em que traduzi Renato Russo de Millôr Fernandes


Mais Ruy Castro
Mais Acessados de Ruy Castro
01. O Frankenstein de Mary Shelley - 25/7/2005
02. Delírios da baixa gastronomia - 26/9/2011
03. Vida e morte do Correio da Manhã - 26/10/2009
04. A Geração Paissandu - 30/10/2006
05. Chico Buarque falou por nós - 9/2/2009


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
29/7/2006
23h21min
Não sei como é a Playboy americana, mas a brasileira tem caído em conteúdo, na minha opinião. Fui assinante por dois anos da revista, 2004/2005, e vi poucas matérias realmente interessantes. O melhor da revista, a seção que indica filmes, livros e cds, poderia ser ampliada. Ao invés de comentários breves, resenhas de livros. Ensaios sobre personalidades que realmente sejam relevantes, poderiam convidar mais escritores para se aventurar na literatura erótica, não sei. De mulher a Playboy sempre foi bem servida. Mas acho que estão devendo no conteúdo. E a publicidade acaba tomando conta de boa parte da revista. Óbvio que precisam se sustentar, mas, enfim. A Playboy do Hefner sempre representará a "liberdade masculina", digamos assim. Mesmo que a revista acabe (e espero que isso não aconteça), a importância dela é algo que ficará registrada na nossa História.
[Leia outros Comentários de Rafael Rodrigues]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




KARMA E SEXUALIDADE - A EXPERIÊNCIA ALQUÍMICA HUMANA
ZULMA REYO
GROUND
(1992)
R$ 18,50



DESOBEDIÊNCIA CIVIL - DIREITO FUNDAMENTAL
MARIA GARCIA
REVISTA DOS TRIBUNAIS
(1994)
R$ 39,90



O LIS E O LEÃO - OS REIS MALDITOS
MAURICE DRUON
CÍRCULO DO LIVRO
R$ 29,90



10 VEZES TE AMO, PAPAI
ENRIQUETA NAON ROCA
V&R
(2015)
R$ 20,00



CIÊNCIA E SENSO COMUM NO COTIDIANO DAS CLASSES...
MÔNICA DE CARVALHO MAGALHÃES
PAPIRUS
(1995)
R$ 15,00



A GUERRA DO FIM DO MUNDO - 3ª EDIÇÃO
MARIO VARGAS LLOSA
FRANCISCO ALVES
(1981)
R$ 14,00



TESOURO DOS BEATLES
TERENCE BURROWS
LAFONTE
(2012)
R$ 99,00



LIGAÇÕES PODEROSAS
PHILLIP MARGOLIN
ROCCO
(2005)
R$ 15,00



GRAMÁTICA DA LÍNGUA ESPANHOLA
ANTENOR NASCENTES
COMPANHIA NACIONAL
(1943)
R$ 23,00



OS FIOS DA FORTUNA
ANITA AMIRREZVANI
NOVA FRONTEIRA
(2007)
R$ 8,00





busca | avançada
30385 visitas/dia
851 mil/mês