Digestivo nº 197 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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DIGESTIVOS

Quarta-feira, 20/10/2004
Digestivo nº 197
Julio Daio Borges

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+ 3 Comentário(s)




Televisão >>> Feliz aniversário, envelheço na cidade
Está em cartaz, há mais de um mês, no Cinesesc, uma das mais belas obras de François Truffaut, Os Incompreendidos (Les quatrecents coups, 1959). Estréia do impiedoso crítico da Cahiers du Cinéma, Os Incompreendidos projetou Truffaut mundialmente, como cineasta, e garantiu-lhe vaga no panteão da Sétima Arte, calando a boca de seus desafetos e detratores. É uma obra-prima da criação humana, perceptível a olho nu, sem a necessidade de que se evoque todo o instrumental da nouvelle vague. Assim como nos chamados romances de formação, François Truffaut retrata a si mesmo, e é sempre instigante ouvir um grande autor falar sobre seu passado, de maneira honesta. Chama a atenção, 42 anos depois, a atuação de Jean-Pierre Léaud, uma estrela de brilho raro, afinal, é preciso garimpar muito até que se encontre um jovem que saiba interpretar a juventude, em 100 anos de cinema. A história é a do adolescente mal amado pelos pais, incompreendido pelos mestres, que se atira na vida urbana, e na delinqüência infantil, como se tudo não passasse de uma grande brincadeira. Acaba repreendido, aprisionado e levado para o reformatório (uma escola militar). É pungente a lealdade de seu melhor amigo (quase uma criança), a insensibilidade da mãe e do padrasto (ela, bonita e cruel; ele, bronco e pusilânime), a crueza dos cenários (a escola de paredes lascadas, a casa em forma de cubículo, a aridez das paisagens), o sofrimento da personagem principal (violentada pela realidade dos adultos, que só enxerga homens feitos, nunca imperfeitos ou "por fazer"). Qual não seria a dor de Truffaut, ao realizar um filme assim: autobriográfico. Certamente uma dor funda, que, ainda hoje, atinge o espectador e, em igual proporção, o encanta. [Comente esta Nota]
>>> VMB 2004
 



Internet >>> Diarius ininterruptus
Está em cartaz, há mais de um mês, no Cinesesc, uma das mais belas obras de François Truffaut, Os Incompreendidos (Les quatrecents coups, 1959). Estréia do impiedoso crítico da Cahiers du Cinéma, Os Incompreendidos projetou Truffaut mundialmente, como cineasta, e garantiu-lhe vaga no panteão da Sétima Arte, calando a boca de seus desafetos e detratores. É uma obra-prima da criação humana, perceptível a olho nu, sem a necessidade de que se evoque todo o instrumental da nouvelle vague. Assim como nos chamados romances de formação, François Truffaut retrata a si mesmo, e é sempre instigante ouvir um grande autor falar sobre seu passado, de maneira honesta. Chama a atenção, 42 anos depois, a atuação de Jean-Pierre Léaud, uma estrela de brilho raro, afinal, é preciso garimpar muito até que se encontre um jovem que saiba interpretar a juventude, em 100 anos de cinema. A história é a do adolescente mal amado pelos pais, incompreendido pelos mestres, que se atira na vida urbana, e na delinqüência infantil, como se tudo não passasse de uma grande brincadeira. Acaba repreendido, aprisionado e levado para o reformatório (uma escola militar). É pungente a lealdade de seu melhor amigo (quase uma criança), a insensibilidade da mãe e do padrasto (ela, bonita e cruel; ele, bronco e pusilânime), a crueza dos cenários (a escola de paredes lascadas, a casa em forma de cubículo, a aridez das paisagens), o sofrimento da personagem principal (violentada pela realidade dos adultos, que só enxerga homens feitos, nunca imperfeitos ou "por fazer"). Qual não seria a dor de Truffaut, ao realizar um filme assim: autobriográfico. Certamente uma dor funda, que, ainda hoje, atinge o espectador e, em igual proporção, o encanta. [Comente esta Nota]
>>> O meu Pipi - Pipi - 212 págs. - Ediouro
 



Música >>> The more you ignore me, the closer I get
Está em cartaz, há mais de um mês, no Cinesesc, uma das mais belas obras de François Truffaut, Os Incompreendidos (Les quatrecents coups, 1959). Estréia do impiedoso crítico da Cahiers du Cinéma, Os Incompreendidos projetou Truffaut mundialmente, como cineasta, e garantiu-lhe vaga no panteão da Sétima Arte, calando a boca de seus desafetos e detratores. É uma obra-prima da criação humana, perceptível a olho nu, sem a necessidade de que se evoque todo o instrumental da nouvelle vague. Assim como nos chamados romances de formação, François Truffaut retrata a si mesmo, e é sempre instigante ouvir um grande autor falar sobre seu passado, de maneira honesta. Chama a atenção, 42 anos depois, a atuação de Jean-Pierre Léaud, uma estrela de brilho raro, afinal, é preciso garimpar muito até que se encontre um jovem que saiba interpretar a juventude, em 100 anos de cinema. A história é a do adolescente mal amado pelos pais, incompreendido pelos mestres, que se atira na vida urbana, e na delinqüência infantil, como se tudo não passasse de uma grande brincadeira. Acaba repreendido, aprisionado e levado para o reformatório (uma escola militar). É pungente a lealdade de seu melhor amigo (quase uma criança), a insensibilidade da mãe e do padrasto (ela, bonita e cruel; ele, bronco e pusilânime), a crueza dos cenários (a escola de paredes lascadas, a casa em forma de cubículo, a aridez das paisagens), o sofrimento da personagem principal (violentada pela realidade dos adultos, que só enxerga homens feitos, nunca imperfeitos ou "por fazer"). Qual não seria a dor de Truffaut, ao realizar um filme assim: autobriográfico. Certamente uma dor funda, que, ainda hoje, atinge o espectador e, em igual proporção, o encanta. [Comente esta Nota]
>>> Morrissey
 
>>> O CONSELHEIRO TAMBÉM PUBLICA N'O GLOBO

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A convite de Manya Millen (via Pedro Maciel), editora do caderno "Prosa&Verso" do jornal O Globo, o Editor do Digestivo Cultural destilou sua verve sobre os famigerados... blogs! Foi no sábado, dia 9 de outubro, sob o título "Dos diários íntimos aos blogs" (confira na internet).

>>> ENQUANTO ISSO, NA FOLHA DE S. PAULO...

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O Digestivo Cultural foi indicado como referência em matéria de "literatura nacional" na internet. Junto com outros sites, para a Folha, o Digestivo "é um prato cheio para fãs ou vestibulandos que precisam estudar (...) as obras obrigatórias das listas dos exames". Foi na quarta-feira, dia 14, sob o título "Mundo digital acolhe literatura do Brasil".

>>> EVENTOS QUE O DIGESTIVO RECOMENDA



>>> Cafés Filosóficos
* Os árabes antes de Maomé - Alberto Mussa
(Ter., 19/10, 19h30, CN)
* Monogamia e fidelidade - Flávio Gikovate
(Qui., 21/10, 19h30, CN)

>>> Noites de Autógrafos
* A ignorância custa um mundo: O valor da educação no desenvolvimento do Brasil - Gustavo Ioschpe
(Seg., 18/10, 18h30, CN)
* O Sapo e o Príncipe - Paulo Markun
(Ter., 19/10, 18h30, VL)
* Dez conversas: Diálogos com poetas contemporâneos - Fabrício Marques (Qua., 20/10, 18h30, CN)
* Poemas Espararadrápicos - Doutores da Alegria
(Sáb., 23/10, 16hrs., VL)

>>> Shows
* Musica das Nações - Antonio Vaz Lemes (pianista)
(Seg., 18/10, 20hrs., VL)
* Hello, Dolly! - Traditional Jazz Band
(Sex., 22/10, 20hrs., VL)
* Espaço Aberto - Cássia Machado
(Dom., 24/10, 18hrs., VL)

* Livraria Cultura Shopping Villa-Lobos (VL): Av. Nações Unidas, nº 4777
** Livraria Cultura Conjunto Nacional (CN): Av. Paulista, nº 2073
*** a Livraria Cultura é parceira do Digestivo Cultural

 
Julio Daio Borges
Editor

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
23/10/2004
17h21min
Uma vez assisti a palestra do autor Nelson de Oliveira, e ele fazia essa mesma afirmativa de que, talvez, o futuro da literatura estivesse na WEB...
[Leia outros Comentários de Carolinne]
25/10/2004
10h23min
Francamente, se vmb fosse realmente palco da música brasileira, nao seria esse show cançoes comerciais, limitando a extensa lista de talentosos artistas que existem Brasil a fora. Para variar, são aqueles mesmos Globo-alizados. E assim entopem a maioria dos meios de comunicaçao com toda essa "musica", ainda tem alguns que vendem "atitude", seria comico se nao fosse tragico, pois toda essa problematica que acaba por guiar as idéias que estarao em pauta, e continuar influenciando a sociedade de acordo com interesses economicos egoístas. Mas enfim, o mundo é muito antigo, e como as coisas vao indo nao parecem mudar. os governantes abrem mao da educaçao (sinonimo de um Futuro) para promover e preservar nossa dependencia (foi de portugal - inglaterra- e agora eua). A sociedade civil, que poderia ser atuante numa engrenagem consciente, nao de conflitos ingenuose ignorantes, na experença de mudança, mas crescendo no campo intelectual e construindo uma naçao brasileira. ver uma das mais fortes expressoes da nossa cultura imersa nisso tudo é como estar lendo -america é dos americanos (q sao eles lá de cima e nós os cucarachas).
[Leia outros Comentários de beatriz]
14/6/2006
22h37min
Penso que o VMB decepcionou como a MTV: emissora que, em seu inicio, trazia uma proposta de uma TV diferete, moderna e com uma linguagem jovem, caiu na mesmice das outras, entrou de vez no mercado e não passa de mais uma de emissora que vende de tudo. O VMB foi para o mesmo caminho, a ideia inicial era bem interessante, e simples: uma premiação da musica brasileira no qual o telespectador tinha voz de decisão. Mas o que vemos hoje é uma clara venda de artistas, o jabá rola solto! Vence quem as gravadores querem. O que resta de interessante nas apresentações é a performace do convidado "mestre de cerimionias", o ultimo deles, selton melo.
[Leia outros Comentários de Mário Lucas]

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