A minha Flip | Rafael Rodrigues | Digestivo Cultural

busca | avançada
39554 visitas/dia
1,3 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Sexta-feira, 10/8/2007
A minha Flip
Rafael Rodrigues

+ de 5300 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Foi em 2004 que, pela primeira vez, deu vontade de ir à Flip. Uma vontade morna, eu estava trabalhando e não poderia abandonar o trabalho para ir, tamanhas dívidas tinha na época e tão pequenino era o salário que recebia. Em 2005 consegui a carta de alforria do trabalho e quase, faltou pouco, fui à Flip. A prudência me fez ficar quietinho em casa e aguardar uma oportunidade melhor. Um ano depois, já quase desesperado por não ter ainda encontrado um emprego decente, nem cogitei a possibilidade de ir a Parati. Acompanhei tudo daqui mesmo, de casa, via TV, Digestivo e Paralelos.

Eis que este ano, mesmo trabalhando ― até demais da conta ―, fui à Flip. Milagrosamente consegui um adiantamento de 10 dias de férias do novo trabalho e me mandei para Parati. Com escala em São Paulo, com direito a encontro do Digestivo e tudo mais. Foi (e vou ser piegas agora) uma viagem inesquecível. Mas aqui falarei apenas dos dias em Parati, e do que vi na Festa.

Para quem não está entendendo nada: a Flip, Festa Literária Internacional de Parati, começou dia 04 e foi até o dia 08 de julho. Chegamos à cidade carioca no dia 04 à noite, e a chegada não foi tão tranqüila quanto pensávamos que seria. Escrevo no plural porque fui de carona com o Julio e com a Carol, e porque achamos que seria fácil encontrar a pousada onde eu ficaria. Mas que nada... Procuramos tanto sem encontrar que desistimos de procurar. Fomos para o show da excelente e divertidíssima Orquestra Imperial, para relaxar um pouco. De lá fui a um ponto de táxi, onde um taxista, devidamente munido de um mapa, me explicou direitinho onde era a pousada escondida. Voltamos, encontramos a pousada (que compensou o contratempo com instalações mais que excelentes; já tenho até reserva para o ano que vem), e só então pude dormir o sono dos justos.

Minha intenção era acordar cedo para assistir a uma entrevista coletiva e encontrar a sala de imprensa, para ver a possibilidade de conseguir um ingresso para assistir, de dentro da Tenda dos Autores, uma das mesas que eu mais queria ver: Jim Dodge e Will Self.


Arthur Dapieve, Jim Dodge e Will Self.

É bem provável que todo aquele que ler este texto saiba como funciona a Flip, mas, por desencargo de consciência, explicarei de maneira breve a diferença entre a Tenda dos Autores e a Tenda da Matriz. A Tenda da Matriz é onde os espectadores assistem às mesas através de telões. A Tenda dos Autores é o local onde acontecem as mesas. Para entrar lá o ingresso é mais caro, e muito difícil de se conseguir, se você for da imprensa. Nada que uma boa conversa não resolva, se ainda houver ingresso, claro. No caso da mesa com o Dodge e o Self, consegui o ingresso para a Tenda dos Autores na pura sorte. A assessoria de imprensa da Flip me deu um ingresso para uma outra mesa. Eu não vi, o cara que poderia me barrar na entrada também não, e pronto, entrei. Como já falei dela no blog, não falarei novamente. Digo apenas que foi o melhor dia, para mim. Até porque foi meu aniversário.

Não dá para ir à Flip e ver tudo. Essa foi uma das lições que aprendi. Se você quer ir, você deve definir suas prioridades e ser bastante disciplinado em relação a horários. Por conta de dormir tarde e nunca acordar cedo, perdi todas as entrevistas coletivas. Saí de Parati sem ver nenhuma. Justamente o que o Julio disse ser o melhor de se ver. Mas enfim, paciência.

A segunda mesa que vi foi com o brasileiro Silviano Santiago e o argentino César Aira. Ambos críticos literários e ficcionistas, falaram sobre como é ser escritor e crítico, ao mesmo tempo. Silviano começou a escrever crítica literária quando jovem. Segundo ele, sua literatura, naquela época, era sofrível, e ele percebeu que era melhor analisando do que fazendo literatura. Com o tempo, a coisa ficou equilibrada, e hoje ele é quem é. Já César Aira começou a escrever ensaios aos 40 anos. Disse que resolveu praticar a crítica para aprender sobre teoria literária e para poder escrever sobre livros que são deixados de lado pela "grande crítica" (algo que, guardadas as devidas proporções, eu humildemente tento fazer). A mesa, que poderia ser muito boa, foi morna, por culpa do mediador, o poeta Carlito Azevedo. Atrapalhou-se com a quantidade de perguntas enviadas pela platéia e me pareceu ter ficado nervoso ao lado dos dois autores. O que de mais "quente" aconteceu na mesa foi Aira dizer que Alejo Carpentier e García Márquez são "medíocres". Carlito ficou rindo, rindo, gargalhando, quase. Não perguntou por quê Aira disse isso, não expôs a própria opinião, não instigou Santiago a dizer a dele, enfim, poderia ter sido uma boa discussão. Afinal, por mais que cada um possa falar o que bem entender, Aira não deveria ter saído de lá sem fundamentar sua declaração ― absurda, na minha opinião. Coisa que em nada desabona sua literatura, é bom deixar isso claro.

Outra mesa que assisti do início ao fim foi a com o escritor israelense Amós Oz e com a escritora sul-africana Nadine Gordimer. Ela, ganhadora do Prêmio Nobel de Literatura; ele, um dos mais elogiados escritores contemporâneos, fizeram uma das mesas mais comentadas e elogiadas de toda a Flip. Fiquei maravilhado com os dois autores. São modelos para qualquer escritor, em qualquer parte do mundo. E foram tão simples, tão respeitosos um com o outro, e conversaram com tanto bom humor... É difícil assistir a uma mesa dessas e depois ficar sabendo de um ou outro escritor nacional reclamando de não ter conseguido publicar aquele seu "livro genial de contos" sobre prostitutas e personagens beberrões. Não dá para comparar. Tudo bem que Nadine viveu o Apartheid, e acho que não preciso detalhar aqui o que Amós Oz viveu e tem vivido em Israel. É certo que são autores que têm vivências ímpares, não dá para comparar as vidas deles com as de outros autores. Mas tem escritor que abusa da boa vontade do leitor (e dos editores também, coitados). Infelizmente não anotei nada da mesa, apenas uma frase de Oz: "Escrever qualquer um escreve. O difícil é apagar, moldar...". Acreditem ou não, mesmo sem anotar nada, absorvi muita coisa, e aprendi muito com ambos. Foi uma mesa mágica, se me permitem o exagero.

A última mesa que assisti foi com os jornalistas Lawrence Wright (norte-americano) e Robert Fisk (britânico). E esta foi um exemplo para qualquer organização de evento literário. Uma mesa pode ser salva pela qualidade dos autores, a depender de quem sejam. Mas uma mesa pode ser muito melhor do que o esperado se o mediador for alguém que realmente saiba o que está fazendo.


Dorrit Hazarim, Lawrence Wright e Robert Fisk.

Foi o que aconteceu na conversa de Fisk e Wrigh, mediada por Dorrit Hazarim, uma das editoras da revista Piauí, que conduziu a mesa brilhantemente. Tanto que, em determinado momento, os autores foram deixados totalmente à vontade, como se estivessem conversando, apenas os dois, na casa de um deles. A mediadora assumiu o papel de espectadora, depois de ter levado os autores, propositalmente, até aquele ponto.

Me chamou a atenção o que Lawrence Wrigh disse sobre quando começou a escrever O vulto das torres, livro sobre o de 11 de setembro, vencedor do Prêmio Pulitzer (não-ficção) deste ano. Horas depois de ficar sabendo sobre o ataque ao World Trade Center, mesmo abalado pela notícia, começou a pesquisar sobre o ocorrido. Deu telefonemas, pesquisou na internet, TV, rádio. E isso me fez lembrar do que fiz quando soube do atentado. Comecei a pesquisar na internet, em sites brasileiros e nas agências internacionais (mesmo lendo mui porcamente em inglês). Eu, que já vinha cultivando a vontade de fazer jornalismo, tive naquele momento a certeza absoluta de que o jornalismo era o meu caminho. Essa lembrança, de ter quase que seguido o mesmo instinto de Wrigh (que mesmo conhecendo pouco, admiro bastante), me deixou bastante emocionado. Houve ainda discussões entre eles sobre a permanência das tropas americanas no Iraque, sobre Osama Bin-Laden não ter sido encontrado até hoje, sobre o apoio de Tony Blair à iniciativa belicista de Bush. Fisk, no melhor estilo britânico, provocou Wright dizendo que nenhuma nação merece ser atacada, mas que não se deve esquecer que os EUA humilharam o Oriente durante décadas. O jornalista americano, ou não afeito a polêmicas ou sem ter argumentos para as provocações de Fisk, acabou por concordar com o inglês, mesmo sem ter dito isso com palavras. Robert Fisk é mais ativo que Wright. E isso ficou demonstrado na mesa, com as declarações mais enérgicas de Fisk. Ele faz a cobertura da guerra direto do front. Dois livros seus recém-lançados no Brasil (A grande guerra pela civilização e Pobre nação) são prova disso. Em ambos Fisk descreve os horrores que viu nas guerras que cobriu, além de fazer análises políticas sobre os conflitos.

Infelizmente não pude comparecer a todas as mesas que planejei ver, mas consegui assistir a todas que realmente queria, inclusive a leitura que o sul-africano J.M. Coetzee fez do seu ainda inédito Diário de um ano ruim que, pelos trechos lidos, é certeza de ser um grande livro.

A Flip não é apenas um evento literário, isso é certo. É também um evento social. Como disse o Sérgio Rodrigues, "aqui tem gente de todo tipo, inclusive gente que nunca leu um livro na vida". E com toda a razão. Mas é uma ótima oportunidade para ver autores que talvez nunca mais voltem ao Brasil, ou que você talvez nunca mais tenha a chance de ver de perto. Ok, literatura não é "ver autor de perto", Dostoiévski morreu faz mais de 100 anos e ninguém precisa ver ele pra perguntar nada. Mas dá um desconto: é legal poder conversar com os autores. E não é difícil conseguir falar com alguns convidados. Exceto quando o convidado é tão arrogante que finge que não viu você se dirigir a ele. Coisa que não aconteceu quando encontrei Jim Dodge, depois da leitura de Coetzee, nem quando encontrei a Maria Amélia, que há mais de 20 anos está à frente da editora José Olympio, fazendo um belíssimo trabalho. Bom seria se todo mundo fosse assim.


O atencioso Jim Dodge, eu e Fup.

Queria ter falado aqui sobre os "novos autores", mas não vi nenhuma mesa com eles. Até escrevi uma notinha no caderno, sobre o que vi fora da mesa, nas ruas de Parati:

"Jovens autores reclamam de barriga cheia: circulam por Parati com óculos escuros Ray-Ban e mochilhas, camisas e chapéus Puma. Onde estão os 'autores marginais', afinal?"

Mas não consegui melhorar e desenvolver isso, nem consegui um gancho para falar sobre o assunto. Fica para a próxima.


Rafael Rodrigues
Feira de Santana, 10/8/2007


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Entrevista com Gerald Thomas de Jardel Dias Cavalcanti
02. Do inferno ao céu de Cassionei Niches Petry
03. Manual para revisores novatos de Ana Elisa Ribeiro
04. A cidade e o que se espera dela de Luís Fernando Amâncio
05. De pé no chão (1978): sambando com Beth Carvalho de Renato Alessandro dos Santos


Mais Rafael Rodrigues
Mais Acessadas de Rafael Rodrigues em 2007
01. O óbvio ululante, de Nelson Rodrigues - 2/11/2007
02. O nome da morte - 16/2/2007
03. História dos Estados Unidos - 29/6/2007
04. Os dois lados da cerca - 7/12/2007
05. O homem que não gostava de beijos - 9/3/2007


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
9/8/2007
12h48min
Bonito o texto, Rafa. Estava aqui pensando em como deve ser difícil para um escritor de língua espanhola e sul-americano, como Cesar Aira, enfrentar um livro como O Outono do Patriarca, do Gabo. A salvação é dizer que o autor é medíocre. Só pode. O que dá a dimensão do desespero do Aira. Alguém mais é capaz de escrever daquele jeito? Em espanhol, ou mesmo em português? Gostei também da nota no caderno. Seria bom desenvolver a pergunta, pra gente ler. Abraços!
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
10/8/2007
11h15min
São quatro dias de celebração à arte, não só literária. Foi também a minha primeira visita à Paraty. Ano que vem tem mais...
[Leia outros Comentários de Marcos Henrque Lauro]
12/8/2007
15h35min
Foi a minha terceira FLIP e acho q foi espetacular. A mesa de Nadine Gordimer e Amos Oz realmente foi a melhor.
[Leia outros Comentários de Anderson]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




ESPIANDO O MUNDO PELA FECHADURA
LAÉ DE SOUZA
ECO ARTE
(2006)
R$ 4,90



O RECIFE - HISTÓRIAS DE UMA CIDADE
ANTONIO PAULO REZENDE
PCR
(2002)
R$ 49,90



ORLANDO - O NOVO MUNDO DE HARRY POTTER E MAIS DE 350 ATRAÇÕES
VÁRIOS AUTORES
EUROPA
(2010)
R$ 15,00



MEDIDAS PSICO E LÓGICAS
ETHEL BAUZER MEDEIROS
EDIOURO
(1999)
R$ 10,00



LA ISLA DE LOS PERROS
MIGUEL ALEMÁN VELASCO
DIANA
(1983)
R$ 40,00



NORTHSTAR 4 READING AND WRITING FOURTH EDITION
ANDREW E LAURA MONAHON ENGLISH
PEARSON EDUCATION ESL
(2015)
R$ 45,00



EM BUSCA DA ESPIRITUALIDADE
JAMES VAN PRAAGH
SEXTANTE
(1999)
R$ 26,00



CONTOS
VOLTAIRE
NOVA CULTURA
(2003)
R$ 14,00



A SOMA E O RESTO UM OLHAR SOBRE A VIDA AOS 80 ANOS
FERNANDO HENRIQUE CARDOSO
CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
(2012)
R$ 7,90



ÁLVARO MOREYRA - ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS NOVO
MARIO MOREYRA
IMPRENSA OFICIAL
(2011)
R$ 21,00





busca | avançada
39554 visitas/dia
1,3 milhão/mês