Hugo Chávez voltou misteriosamente ao poder, de maneira até agora muito mal explicada. A imprensa não ajuda; os meios de comunicação venezuelanos, quando não estão fechados pelo governo, revelam-se ausentes, e não podem ser confiados totalmente devido à censura "bolivariana"; na CNN vemos o costumeiro boletim "imparcial", e nos jornais e TVs brasileiros, somente o ponto de vista dos partidários chavianos é repetido ad nauseam pelos nossos desinformados repórteres. Assim, ficamos sabendo que Chávez saiu do poder devido a um "golpe militar" (sic), que seu sucessor interino, o sr. Pedro Carmona é um "trapalhão", e que a sociedade venezuelana estaria supostamente dividida fifty-fifty entre os que o apóiam (os pobres, heróicos e guerreiros proletários) e os que o rejeitam (os perversos burgueses de sempre). Isso é tudo balela. Aos interessados numa leitura séria sobre o assunto, recomendo o artigo de Carlos Alberto Montaner, no Estadão do último domingo. Chávez, que saiu do poder devido a um golpe civil, e não militar (pois quase 90% da população não tolerava mais o rumo maoísta a que o comandante levava o país e sua economia, ameaçando transformá-lo numa grande Cuba, dominada por uma espécie de mega-Farc, um MST tamanho família), foi substituído por um empresário respeitadíssimo no cenário mundial, que infelizmente não conseguiu resistir aos ardis gramscianos desta esquerda podre que domina tantas instituições através da combalida América Latina, manipulando dados e massas com inacreditável facilidade. Conseguindo colocar o exército a seu favor, Hugo Chávez desestabilizou de vez a sustentação do governo de Carmona, colocou seus partidários/baderneiros na rua e conseguiu o que queria: voltou ao poder. Meu palpite é que não dura muito, felizmente. O mundo não deve ter mais espaço para líderes como este; câmeras de TV flagraram (em imagens que infelizmente não poderão ser vistas na própria Venezuela, cujos veículos de mídia estão sob um véu ditatorial tão repulsivo quanto aquela boina vermelha) membros de uma milícia armada e treinada pelos próprios asseclas de Chávez atirando a sangue frio nas multidões que protestam nas ruas, esta parcela da população que prossegue, corajosamente, fazendo seus cacerolazos nas ruas na esperança de a democracia volte a um dos recantos mais esquecidos por ela ultimamente, esta pobre Latinoamerica.
Aconteça o que acontecer, no entanto, e um estrago já foi feito; a imagem que se passou é a de que Chávez é o legítimo representante dos pobres e miseráveis venezuelanos, dos adeptos da revolución bolivariana, que ousaram se insurgir contra os interesses da potência colonizadora, e colocaram-se contra o governo corrupto e pró-americano dos empresários de Carmona, colocados no poder pela burguesia podre e fútil.
É o velho maniqueísmo dos anti-americanos, em nova roupagem. Ou melhor, não tão nova assim.


policialmente incorreto
O Brasil não é um país engraçado, mas tem muita coisa que parece piada. Policiais atiram para se proteger dum bando de "sem-terras" armados com foices, paus e pedras, além das armas de fogo que eles foram filmados empunhando - mas negam possuir - e são acusados de "massacre". Presos resolvem se rebelar, e capturar funcionários das penitenciárias e seus próprios parentes como reféns; quando a polícia invade o local, para botar ordem, como faria em qualquer outro lugar do mundo, é recriminada por todos os "formadores de opinião"; "cometeu terrível chacina". Bandidos metralham pessoas sem dó nem pena, mas quando um policial dispara de volta contra um deles é imediatamente posto "de molho" e levado a terapia para que se investigue "o que há de errado nele". Recentemente, um ônibus repleto de bandidos prestes a cometer um assalto ou um resgate de presos foi interceptado a tiros pela polícia numa rodovia do interior de São Paulo; a operação foi um sucesso, e todos acabaram mortos, mas não foram poucas as vozes hipócritas e canalhas que se ergueram contra o suposto excesso da polícia - alguns dramatizavam tanto a situação que algum desavisado lendo as manchetes pensaria que eles atiraram contra um ônibus cheio de beatas rumo a Aparecida. É a ditadura dos fracos e oprimidos, o império dos pobres-coitados. Ganha quem chora mais. Enquanto isso, quem fica a chorar de verdade somos nós, cada vez mais alheios ao fato - tudo virou chavão fácil, simplismo exacerbado. "Tem que se ver os dois lados da questão", "a obrigação do jornalista é ser imparcial". O jornalismo cada vez mais é rasteiro, e se entrega sem pestanejar a esses recursos fáceis; abole-se o pensamento, e ninguém fica ofendido.
É o fim de tudo, a covardia finalmente tomou conta do meio. Acabaram-se, se é que já existiram, os homens de coragem. "The best lack all conviction...."


"...while the worst are full of passionate intensity."
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>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
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>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
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Sexta-feira, 19/4/2002
Banana Republic
Rafael Azevedo

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Hugo Chávez voltou misteriosamente ao poder, de maneira até agora muito mal explicada. A imprensa não ajuda; os meios de comunicação venezuelanos, quando não estão fechados pelo governo, revelam-se ausentes, e não podem ser confiados totalmente devido à censura "bolivariana"; na CNN vemos o costumeiro boletim "imparcial", e nos jornais e TVs brasileiros, somente o ponto de vista dos partidários chavianos é repetido ad nauseam pelos nossos desinformados repórteres. Assim, ficamos sabendo que Chávez saiu do poder devido a um "golpe militar" (sic), que seu sucessor interino, o sr. Pedro Carmona é um "trapalhão", e que a sociedade venezuelana estaria supostamente dividida fifty-fifty entre os que o apóiam (os pobres, heróicos e guerreiros proletários) e os que o rejeitam (os perversos burgueses de sempre). Isso é tudo balela. Aos interessados numa leitura séria sobre o assunto, recomendo o artigo de Carlos Alberto Montaner, no Estadão do último domingo. Chávez, que saiu do poder devido a um golpe civil, e não militar (pois quase 90% da população não tolerava mais o rumo maoísta a que o comandante levava o país e sua economia, ameaçando transformá-lo numa grande Cuba, dominada por uma espécie de mega-Farc, um MST tamanho família), foi substituído por um empresário respeitadíssimo no cenário mundial, que infelizmente não conseguiu resistir aos ardis gramscianos desta esquerda podre que domina tantas instituições através da combalida América Latina, manipulando dados e massas com inacreditável facilidade. Conseguindo colocar o exército a seu favor, Hugo Chávez desestabilizou de vez a sustentação do governo de Carmona, colocou seus partidários/baderneiros na rua e conseguiu o que queria: voltou ao poder. Meu palpite é que não dura muito, felizmente. O mundo não deve ter mais espaço para líderes como este; câmeras de TV flagraram (em imagens que infelizmente não poderão ser vistas na própria Venezuela, cujos veículos de mídia estão sob um véu ditatorial tão repulsivo quanto aquela boina vermelha) membros de uma milícia armada e treinada pelos próprios asseclas de Chávez atirando a sangue frio nas multidões que protestam nas ruas, esta parcela da população que prossegue, corajosamente, fazendo seus cacerolazos nas ruas na esperança de a democracia volte a um dos recantos mais esquecidos por ela ultimamente, esta pobre Latinoamerica.
Aconteça o que acontecer, no entanto, e um estrago já foi feito; a imagem que se passou é a de que Chávez é o legítimo representante dos pobres e miseráveis venezuelanos, dos adeptos da revolución bolivariana, que ousaram se insurgir contra os interesses da potência colonizadora, e colocaram-se contra o governo corrupto e pró-americano dos empresários de Carmona, colocados no poder pela burguesia podre e fútil.
É o velho maniqueísmo dos anti-americanos, em nova roupagem. Ou melhor, não tão nova assim.


policialmente incorreto
O Brasil não é um país engraçado, mas tem muita coisa que parece piada. Policiais atiram para se proteger dum bando de "sem-terras" armados com foices, paus e pedras, além das armas de fogo que eles foram filmados empunhando - mas negam possuir - e são acusados de "massacre". Presos resolvem se rebelar, e capturar funcionários das penitenciárias e seus próprios parentes como reféns; quando a polícia invade o local, para botar ordem, como faria em qualquer outro lugar do mundo, é recriminada por todos os "formadores de opinião"; "cometeu terrível chacina". Bandidos metralham pessoas sem dó nem pena, mas quando um policial dispara de volta contra um deles é imediatamente posto "de molho" e levado a terapia para que se investigue "o que há de errado nele". Recentemente, um ônibus repleto de bandidos prestes a cometer um assalto ou um resgate de presos foi interceptado a tiros pela polícia numa rodovia do interior de São Paulo; a operação foi um sucesso, e todos acabaram mortos, mas não foram poucas as vozes hipócritas e canalhas que se ergueram contra o suposto excesso da polícia - alguns dramatizavam tanto a situação que algum desavisado lendo as manchetes pensaria que eles atiraram contra um ônibus cheio de beatas rumo a Aparecida. É a ditadura dos fracos e oprimidos, o império dos pobres-coitados. Ganha quem chora mais. Enquanto isso, quem fica a chorar de verdade somos nós, cada vez mais alheios ao fato - tudo virou chavão fácil, simplismo exacerbado. "Tem que se ver os dois lados da questão", "a obrigação do jornalista é ser imparcial". O jornalismo cada vez mais é rasteiro, e se entrega sem pestanejar a esses recursos fáceis; abole-se o pensamento, e ninguém fica ofendido.
É o fim de tudo, a covardia finalmente tomou conta do meio. Acabaram-se, se é que já existiram, os homens de coragem. "The best lack all conviction...."


"...while the worst are full of passionate intensity."
Também o futebol brasileiro, cada vez mais combalido por escândalos e vergonhas, parece a cada ano estar mais próximo do fundo do poço, se é que esse poço tem fundo. Decisões no tapetão, cai-cai, dirigentes que invadem o gramado, vale tudo nesta verdadeira máfia sem charme algum que transformou-se o esporte nacional. Enquanto isso, o nível de nosso futebol decai a passos largos, a tal nível que qualquer equipe brasileira da primeira divisão seria facilmente goleada por uma equipe européia mediana. Nossos times não sabem jogar, acostumados que estão com um campeonato fraco, arbitragens lenientes (que permitem, ou mesmo causam, esses jogos modorrentos, onde acontece uma falta a cada 30 segundos), e treinadores incompetentes, cujo máximo talento consiste em gritar para os atletas no intervalo "Vamo lá, porra!" e "Quebra ele!" durante a partida.
Uma solução, talvez longe de perfeita, mas que amenizaria um pouco a situação poderia ser a retirada do Rio de Janeiro da CBF, e das demais organizações que gerem o esporte nacional. O ambiente festivo, um certo hábito de não se levar nada a sério ali instaurado em eras passadas, somado à burocracia típica da cidade e à informalidade exagerada que tanto lhe é peculiar, tudo isso contribuiu para esse clima de baderna que impera no meio, e fez com que esse modelo de clube e dirigente, tão pouco profissional, acabasse sendo exportado pelo Rio para todo o país. Mais uma vez um campeonato chegou a sua fase final sem nenhum time carioca representando a cidade maravilhosa. Desta vez, foi a copa Rio-São Paulo, cujas semifinais serão disputadas por quatro times paulistas. Há anos, décadas, que se fala da decadência do futebol carioca - desde que me conheço por gente, pra falar a verdade. Constantemente os times do Rio e seus cartolas acabam metidos em escândalos, dos quais sempre se safam, num repetitivo círculo vicioso; como se não bastasse, ainda temos que assistir as bravatas desses que são sem sombra de dúvida as pessoas mais repulsivas do mundo, os cartolas cariocas - sujeitos como o Eu-Rico Miranda, o infame Caixa d'Água, ou Edmundo "Chorão" Santos, do Flamengo, só para ficar entre os mais célebres. Enquanto isso, é dificílimo, pra não dizer impossível, encontrar algum jogador de primeira ordem lá que receba seu salário em dia, mesmo que os times insistam em fazer contratações milionárias todo começo de temporada. Fatos e acontecimentos inacreditáveis, que "passam batidos" pela justiça e fazem pouco da opinião de todos, enquanto são esfregados em nossas caras todo dia. Não que o futebol de São Paulo ou dos outros estados seja um primor de isenção e honestidade; mas o mar de lama aqui ainda está batendo em nossas canelas; ainda não cobriu nossas cabeças como parece ter feito do lado de lá da fronteira.
A imprensa carioca, famosa por noticiar tudo o que ocorre com uma exagerada parcialidade (quem lê jornal do Rio praticamente não sabe que o campeonato paulista existe), parece ver tudo isso com uma leniência imperdoável, e ainda conseguiu envolver o Brasil inteiro num lobby pró-Romário que desestabilizou totalmente a seleção, enquanto questiona, com ares de bravata e dedo em riste, a suposta "familiaridade" e que o técnico teria com a imprensa gaúcha', e os "privilégios" de que esta gozaria com ele. Mas o fato é que a situação exige uma medida rápida: cada vez mais, o Brasil é obrigado a engolir "cariocadas" (no dizer da não menos parcial imprensa paulista); as decisões dos tribunais desportivos acabam SEMPRE apoiando os times cariocas, que exatamente por isso sente-se à vontade para ignorar as leis, colocando em campo jogadores sem condições legais de serem escalados, superlotando seus estádios (vide caso São Januário) e mentindo sobre suas bilheterias, recusando-se a pagar impostos, entre os outros ardis que dominam.
A CBF e o STJD (Supremo Tribunal de Justiça Desportiva, responsável pelos julgamentos que envolvem os jogadores e juízes dos campeonatos de futebol realizados no país - aliás, que mal lhe pergunte, por que diabos um tribunal especialmente de justiça desportiva?) têm sua sede no Rio de Janeiro. Ambos favorecem acintosamente as equipes cariocas, em toda e qualquer circunstância. O caso do Tribunal é ímpar; todos seus membros, sem exceção, são cariocas, e proferem todos os dias, entre seus irritantes erres e esses sentenças escancaradamente pró-times do Rio; na mais recente delas, o CSA, de Alagoas, teve um recurso negado sem qualquer explicação convincente, contra um pedido de anulação de partida (ou perda dos pontos disputados) que pedira quando o time do Vasco utilizara-se de um jogador suspenso no jogo que acabou eliminando o time alagoano. Armando Marques, aquele "sujeito mentalmente prejudicado de orientação homossexual" (politicamente correto para bicha-louca) recentemente coagiu o juiz do jogo Figueirense x Caxias, válido pela final do Campeonato Brasileiro da segunda divisão, a colocar em sua súmula que já havia encerrado a partida quando da invasão da torcida do Figueirense, o que não tinha sido verdade; o fato veio à tona, e o caso foi a julgamento. O tal juiz arrependeu-se, confessou o que fizera; ainda assim foi punido. Armando é macaco velho. É também carioca, se não de nascença, com certeza de "crescença". Uma mala preta cheia de dólares para quem adivinhar se algo aconteceu com ele.
As bravatas e o tom desafiador são os mesmos dos dirigentes; esses tais "juízes" do tal tribunal estão constantemente nos programas esportivos, sempre utilizando-se do vocabulário ridiculamente rebuscado e dos ternos mal-ajambrados peculiares a quem freqüentou o ambiente pouco salutar das faculdades de Direito, para disfarçar suas inconfundíveis maneiras de quem passou a vida num boteco de cais do porto, de chinelo, bermuda e palito no canto da boca. Defendem suas posições e esculhambam tudo e todos com a fineza e os trejeitos de um Eurico Miranda, atropelando (ou pretendendo atropelar) qualquer um que ousar se opor às suas arbitrariedades. Pergunto: será que não era hora de isso mudar? Será que tudo o que vem ocorrendo não justifica uma intervenção, governamental ou não, neste meio, que tanto gera e tanto mais poderia gerar de dinheiro para os cofres públicos, entre impostos e outros meios de arrecadação? E será que não ajudaria se o estado cujo futebol mais movimenta dinheiro no país - dinheiro real, pago em dia, e não nas promissórias do Flu ou do Mengão - sediasse os órgãos que mandam no futebol do país? Ou então, se é para evitarmos bairrismos tolos, então que a CBF e o resto da corja vá para Brasília - afinal, o Rio deixou de ser a capital do país há mais de 30 anos, por que o nosso futebol deve continuar a ser centrado lá?


Rafael Azevedo
São Paulo, 19/4/2002


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* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
19/4/2002
08h38min
Caro Rafael Azevedo, você está enganado: quem foi chamadao de fanfarrão, trapalhão, pela imprensa brasileira, enquanto o golpe parecia consumado, foi Chávez. Basta ver a capa da última Veja. Já Carmona foi, pelos jornais que eu li, tratado a pão-de-ló. Mesmo a palavra "golpista" foi evitada a seu respeito. Quanto às aspas que você utiliza para um “golpe militar”, cabe a pergunta: como você denomina um movimento no qual generais do alto comando se insubordinam contra um presidente eleito e o fazem prisioneiro? Talvez fosse necessário criar alguma palavra nova...
[Leia outros Comentários de Helion]
19/4/2002
13h47min
Caro Helion, até onde sei só a Veja se mostrou contrária ao Chavez. O resto da mídia foi acintosamente a favor desse ditador banana. O que me espanta no Brasil é que os jornalistas apóiam pessoas que querem acabar com a liberdade de expressão. E jornalismo sem liberdade de expressão não existe. Os jornalistas, apoiando Lula, Chavez, Fidel e cia. me fazem pensar num suicida limpando e afiando a lâmina com a qual cortará seus próprios pulsos.
[Leia outros Comentários de Fabio]
19/4/2002
13h56min
Caro Rafel, não poderia concordar mais com você a respeito do Chavez, e mesmo a respeito da corrupção e falta de decoro dos cartolas do futebol carioca. É caso de polícia mesmo. Mas fiquei triste com seus comentários de rejeição explícita aos cariocas: será que os erres e os esses cariocas são mais feios que os "meu", os "mano", os "orra" e os "nêgo" de Sampa? Tem coisas feias e bonitas em qualquer lugar. Dê uma chance aos cariocas, ou ao menos às cariocas, e você vai ver que um essezinho e um chiadinho ao pé do ouvido até que têm o seu charme! Deixa de dor-de-cotovelo contra cariocas. Falando por mim apenas, achava melhor mudar a CBF para São Paulo mesmo, pois Brasília é ainda pior em termos de corrupção e fisiologismo que o Rio. Por mim, pode ficar. Beijo da Sue
[Leia outros Comentários de Assunção Medeiros]
19/4/2002
13h58min
Amigo Rafael, em que pese eu ter o tal Hugo Chaves como um legítimo representante de nossa indigência política me causa espanto o teu artigo. Pô, o cara foi democraticamente eleito, até onde eu sei as mudanças que ele perpetrou sempre foram feitas dentro da legalidade, por mais anacrônicas e fora da realidade que eram, e, em muitos casos simplesmente cumpriam promessas de campanha. Que ele sofreu um golpe é evidente, se civil ou militar pouco importa. O que importa é que tentaram tirar um político legitimamente eleito de uma maneira espúria. E agora o seu artigo vem exigir o esclarecimento das razões e dos porquês da volta do Hugo Chavez ao poder!!! Ora, mais coerente era se querer saber o que foi esse golpe de verdade. Abraços ROmulo Ps:Fàbio, a TV Globo só faltou soltar foguetes para comemorar o golpe. Uma vergonha!!! Quanto a liberdade de imprensa concordo plenamente: o pôvinho tapado esses esquerdinhas de redação;-)
[Leia outros Comentários de ROmulo]
19/4/2002
16h23min
Não seria mal se parte da indignação de Rafael se voltasse contra a terrível oligarquia que domina desde sempre a pobre Venezuela e da qual o respeitabilíssimo Pedro Carmona faz parte.Um grupo tão inepto,corrupto,ganancioso e mesquinho que fez de um país agraciado com riquezas naturais ,um país que recebeu em divisas nas últimas três décadas mais de 400 BILHÕES DE DÓLARES,ser um dos mais pobres e desiguais do continente.Ao que me conste não foram maoístas que governaram o país e o levaram à bancarrota nas últimas décadas.Uma elite patrimonialista,tacanha e egoísta que é incapaz de conduzir seu país à prosperidade como qualquer elite séria não pode gerar um "respeitável" porta-voz.Gera isto sim um país cindido em ricos e despossuídos,rasgado e desunido.Gera no fim das contas um populista da estirpe de Chavez que não é senão o último estertor de uma socidade em agonia.A culpa por Chavez é da elite que hoje ele tanto incomoda.Elite que não teve visão nem responsabidade e não fez mais nada que olhar para o proprio umbigo.E no fim a pobre Venezuela fica entre um populista e uma classe de corsários,de rapaces,de vampiros.Me preocupa a inclinação direitista de alguns textos que tenho lido.Se ao menos fosse a direita liberal de um Roberto Campos vá lá.O que me torna apreensivo é pensar na possibilidade de um dia ler aqui:"o respeitado Inocêncio Oliveira"," o respeitado Paulo Maluf".
[Leia outros Comentários de J. Jardim]
19/4/2002
17h36min
J. Jardim, me diz aí onde você anda lendo textos direitistas, por favor, que eu também quero ler. Tenho a maior curiosidade para saber o que é isso. E uma coisa: jamais espere que o nível do Digestivo desça até o ponto de ser uma alternativa de direita ao Pasquim, também elogiando picaretas. Como fez o Emir Sader, na penúltima edição, em inacreditável artigo defendendo Fidel Castro. Abraços, Eduardo
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
19/4/2002
18h02min
Eduardo Carvalho, se você quiser ler opiniões de direita mova a barra de rolamento do Windows no sentido ascendente.Está logo acima do seu nariz.Depois do senador Jarbas Passarinho é a primeira vez que eu vejo alguem defender o massacre no Pará e massacre no Carandiru.Á excessão é claro de alguns infames radialistas policiais em Sao Paulo.Não importa se os manifestantes estavam ou não armados, será que queremos uma policia que não sabe debelar uma rebelião ou uma obstrução de estrada sem matar 111 ou 22 pessoas?O que ocorreu foi um massacre inominavel,alias, dois massacres.Queremos viver num país de massacres?Não sou um amante do MST, sei que em Carajás havia sem-terra armados mas como denominar um confronto onde de um lado morrem 22 e do outro nenhum.Quem conhece a folha corrida de nossas policias sabe o que aconteceu.Quem conhece a situação do norte do país sabe da corja de latifudiários e coroneis que lá há acostumados a uma terra sem-lei que não a do mais forte.E não me venha com essa de "respeitavel Jader Barbalho".
[Leia outros Comentários de J.Jardim]
19/4/2002
20h07min
Jardim, meu amigo. Não é bem assim. Jader é safado, certo. Mas há às pencas sem-terras safados no Norte, do mesmo jeito. E repare: quem mais sofre, no fim das contas, é o único que está lá pra trabalhar: o fazendeiro honesto. Que existe, e é desmerecidamente confundido com coronéis e constantemente ameaçado por poceiros. Não vou com "respeitável Jader", mas, por favor, não me venha com "camarada Stédile". Abraço, Eduardo
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
19/4/2002
20h25min
Na pressa, escorreguei: "posseiro" fica assim, com dois esses.
[Leia outros Comentários de Eduardo Carvalho]
20/4/2002
18h25min
Caro Fábio, desculpe mas não sei se a Veja é mesmo exceção. Vi alguns colunistas na imprensa a favor do que deve ser mesmo: o respeito a um presidente - CHávez, gostemos ou não - eleito pelo voto popular. No mínimo, tão legítimo quanto o Bush. Mas, por outro lado, não vi muita gente na imprensa chamando o Carmona pelo nome que merece ser usado: golpista. Se não usamos a palavras certas, vai parecer que os conceitos se adaptam à elasticidade do nosso argumento. /// No que se refere a Fidel e Lula, sequer estavam presentes na discussão que levantei na minha mensagem. Estranho eles terem entrado na sua resposta. Quanto ao “apoio dos jornalistas aos que querem acabar com a liberdade de expressão”, você deve se referir ao apoio que a nossa imprensa deu ao Carmona, que fechou o Congresso e o Supremo Tribunal. Tem razão, é mesmo um absurdo apoiar um pulha desses.
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21/4/2002
05h52min
Companheiros. Só consegui ler o texto acima até o final visando a possibilidade de encontrar leitores mais lúcidos que contestassem as idéias do companheiro Rafael Azevedo. Venho aqui engrossar o caldo dos que defendem o legítimo direito de um povo na defesa de um governante que eles puseram no poder via eleição direta. A Venezuela deu um bom exemplo!!!
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21/4/2002
07h41min
Sue: calma, calma! Estava apenas brincando! Sei muito bem que existem sotaques cariocas encantadores, e quem sabe o seu não seja um deles? Agora tem aqueles de doer, estilo Xuxa - Bonde do Tigrão, que rivalizam com o sotaque das meninas paulistas ("tipo assim, meu") na disputa do mais feio sotaque do Brasil. Mas fique tranquila, não é dor-de-cotovelo não - odeio igualmente todas as cidades e sotaques do Brasil! ;-) beijos, Rafael
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21/4/2002
07h54min
Hélio, Rômulo, e Elaine, só uma coisinha pra se pensar: Collor e Hitler também foram eleitos por voto direto. Saudações, Rafael. p.s. Jardim, comparar Carmona ao nada inocente Inocêncio ou ao "turco-louco" Maluf é no mínimo total e completo desconhecimento dos fatos.
[Leia outros Comentários de Rafael Azevedo]
21/4/2002
09h11min
Rafael, gostaria de saber: se a imprensa brasileira é pró-Chavez, a venezuelana é censurada e a americana é “imparcial”, qual foi a fonte privilegiada da verdade? O artigo do Montaner? Seguí a sua recomedação e li o artigo. Foi publicado no domingo, dia da volta de Chavez ao poder, mas foi escrito na véspera, quando não se sabia de nada. Nem Carmona sabia o que estava acontecendo, nem mesmo a cúpula militar - que acabou dando uma guinada e preferiu fechar com Chavez - nem o povo venezuelano; sabia muito menos ainda o referido articulista do Estado. Portanto, ao meu ver, foi escrito sem muita base. A análise que ele faz, baseando-se em fatos como as “loucuras e palhaçadas” do Chavez, não cola, especialmente usando esses termos muito pouco comuns em ciências políticas. Desde então, já saíram artigos bem melhores, com mais substância e informação que veio à tona.
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21/4/2002
11h30min
Isso, Fabio, vamos deixar a turba enlouquecida pelo Chapolin Colorado para trás e vamos descobrir um Português bem falado - e bem pensado antes de falar- em algum lugar. Cara Elaine - companheira eu me recuso terminantemente a usar, até mesmo se um dia me custar o paredão, e sabe Deus se este dia não está perto - você precisa saber umas coisinhas: violência institucionalizada ainda é violência, agressão do Estado aos indivíduos ainda é moralmente errado, e os votos não são as tábuas da lei, apesar de você e meu síndico acharem que sim. Caso você não saiba o que são as tábuas da lei, são aquelas tabuinhas que Moisés recebeu das mãos de Deus, que dão todas as regras necessárias para que todos vivam bem. Aposto que você não é capaz de recitar os Dez Mandamentos de cor, apesar de saber de cor outras cartilhas. Um beijo para todos, Sue
[Leia outros Comentários de Assunção Medeiros]
21/4/2002
11h39min
O Chavez rasgou a constituição do país, fechou o congresso e o senado e disse que ficará no poder até, pelo menos, 2013... Tem apoiado publicamente países e grupos terroristas, acabado com a iniciativa privada e imposto odiosa censura à imprensa... sabe, vocês podem, se quiserem, defender ditadores, a supressão da liberdade, a miséria intelectual e material. Agora, ao defender tudo isso, não finjam defender a democracia! Por favor!
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21/4/2002
20h06min
Rafael, sei bem que Collor e Hitler foram eleitos por voto direto. Por sinal, usando uma retórica bem familiar aos que defenderam o golpe na Venezuela: ameaça comunista, relatividade dos valores democráticos, necessidade do “realismo” econômico, defesa da família e da propriedade etc. Mas e então? Com base nesses dois lamentáveis casos, vamos agora adotar uma teoria do golpe de estado e dos empresários golpistas como valores democráticos universais? Aguardo sua resposta.
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21/4/2002
20h22min
Não, não vamos. Saudações, Rafael.
[Leia outros Comentários de Rafael Azevedo]
21/4/2002
19. Errata
22h43min
Rafael, quando falei Fabio lá em cima no comentário 15, o que eu queria falar mesmo era Rafael. Ando meio confusa entre varandas e ornitorrincos... hehehe... quanto ao seu poder de síntese, só tenho uma coisa a dizer: Bravo! Beijo da Sue
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21/4/2002
23h39min
a memória dos partidários da "democracia" venezuelana bem que poderia ir mais longe, em 92, para lembrar que o Sr. Cháves tentou em pessoa arrancar do poder um presidente também eleito pelo povo. O artigo do Montaner no Estadão é muito bom, mas tem um lugar melhor ainda que servirá de fonte para os debatentes: a página do próprio Carlos Montaner. Ei-la: www.firmapress.com. Abraços. Person
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22/4/2002
00h13min
Caro Person. Muito obrigado por nos passar o link da página do grande Carlos Alberto Montaner. Pra quem não conhece a página, aviso que faltou uma letrinha no endereço, que é www.firmaspress.com. Um abraço, Fabio.
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22/4/2002
03h01min
Mas puxa, como as pessoas têm dificuldade em assumir que apóiam um golpe de estado contra alguém eleito pelo voto! Os argumentos a favor do golpe vão desde aqueles do calibre de dizer que Hitler também foi eleito pelo voto até aqueles que argumentam que Chávez também tentou dar um golpe. É verdade, e por isso mesmo ele mereceu o repúdio que hoje merecem Carmona e os que conspiraram, inclusive provavelmente o governo norte-americano. A questão é que a situação hoje é a de ele estar contra os golpistas. Daqui a pouco vão argumentar com Caim e Abel, Tiradentes, Esaú e Jacó, para justificar a tentativa de golpe na Venezuela...
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22/4/2002
06h16min
Caro ensolarado filho do sol! Porque os sofistas adoram generalizar quando falamos de coisas específicas? Será que é para fugir do assunto? Ninguém aqui que tenha apoiado que se retirasse o Chávez do poder fez apologia de golpe nenhum. O que foi dito, inclusive por mim, é que ser eleito não legitimiza a atitude de um governante coisa nenhuma. Só as atitudes em si fazem isto. E a urna não torna uma pessoa ungida por Deus para governar, ou pelo povo que seja. Fez porcaria, o mesmo povo que o colocou lá pode tirá-lo de lá. Se ele se recusa a sair como um bom menino e aponta armas para o povo, bem, é para isso que os militares existem: para proteger o povo das balas, mesmo que sejam as do governante. A guarda pretoriana acabou à muito tempo. É pela falta de proteção militar que o povo cubano sofre atrozmente na mão daquele barbudo. Faltam uns milicos valentes para tirar ele de lá no muque! Chame a mim do que quiser. Ou vai dizer que Fidel é democrata!?!?!?!
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22/4/2002
24. Errata
06h26min
Ih, isso que dá responder email de madrugada! Por favor, onde estiver escito à muito tempo, leia-se HÁ muito tempo! Obrigada! Beijos da Sue
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22/4/2002
10h32min
Caro Assunção, sem te chamar de sofista nem ironizar seu nome, digo apenas que em nenhum lugar de minha mensagem está escrito que urnas ungem quem quer que seja. Só as atitudes fazem isso, como você disse. Me espanta então o silêncio em torno de um golpista cuja atitude foi a de conspirar com os EUA, fechar congresso e tribunais, sendo visto ainda como quem quer “proteger o povo”. Se as urnas não ungem, muito menos o poder econômico o faz. Quanto às apologias ao golpe, abundaram nessa coluna e em muitos outros lugares. Basta ler como um bom menino os comentários acima. /// Os “milicos valentes para tirar um presidente no muque” não faltam no nosso continente, pelo contrário, bateram ponto muitas vezes quando se tratava de proteger corruptos, reprimir e torturar. Como não nasci anteontem, ainda me lembro.
[Leia outros Comentários de Helion]
22/4/2002
11h02min
ver link: http://www.elpais.es/articulo.html?d_date=20020422&xref=20020422elpepiint_17&type=Tes&anchor=elpepiint
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22/4/2002
14h22min
Caro Helio, não foi minha intenção ironizar coisa alguma, mas achei mesmo seu nome muito bonito e significa mesmo vindo ou filho do sol. Não é bonito? Meu nome é Assunção Maria, e significa "Maria elevada aos Céus". Também acho bonito. Onde ficou a ironia nisto? Você achou o comentário irônico, talvez, porque seu pressuposto seja diferente do meu. Não considero você meu "inimigo" nem alguém a quem eu tenha de "derrotar". Estamos, que eu saiba, apenas conversando. E eu não tergiverso, POIS NÃO FAÇO NENHUM TIPO DE RODEIO OU EVASIVA, que é o que significa, apenas para a informação dos transeuntes desinformados. Quanto a ser golpista, o que isto significa? Não tenho idéia, mas me parece que geralmente as pessoas pensariam neste adjetivo como qualificando alguém que acha que um golpe seria solução para tudo. É este o sentido que você dá a isto? Você já parou ao menos para conceituar este termo, ou o está apenas usando como substituto de um outro adjetivo agressivo qualquer, como "boba" ou "feia"? Bom, dependendo da opção, você está sofismando ou agredindo. Há uma terceira? Eu nunca disse, nem ninguém aqui, que golpe de coisa nenhuma é uma solução corriqueira ou desejável, apesar de ser necessário às vezes, em situações de extrema exceção, e dei o exemplo claro como água do Rei Fidel. Não falei nunca em valores democráticos universais, como no seu comentário ao Fábio, que aliás deu o nível correto de atenção que o comentário merecia. Mas eu tenho o mau hábito de qualquer professor: não me conformo de deixar um equívoco passar em branco. Quanto à época de seu nascimento, se tempo fosse um valor qualitativo, remédio não tinha prazo de validade. Saudações, Sue
[Leia outros Comentários de Assunção Medeiros]
22/4/2002
18h11min
Caro Rafael. Mais uma vez constato que vemos as coisas de ângulos muito próximos. Em Janeiro de 1933 o então Chanceler Alemão Kurt von Schleicher sugeriu ao Pesidente Hindenburg um golpe militar para impedir a inevitável ascensão de Adolf Hitler ao poder. O velho Marechal, que jurara defender a Constituição democrática da República de Weimar, recusou-se, indignado, como já houvera recusado um outro plano do mesmo Schleicher para restabelecer a Monarquia com Hindenburg como Regente. Nestas alturas, as SA já estavam nas ruas prendendo (sem ter este poder, reservado ainda à Polícia), batendo, matando, incendiando. No dia 30 do mesmo mês deu-se o 'inevitável'. Em Outubro de 1917 Kerensky também foi instado a dar um golpe dentro da Duma para evitar que os Bolcheviques, sem maioria, tomassem 'todo o poder para os Soviets' no grito. Também o 'inevitável' ocorreu. Estes dois exemplos, do já velho século XX, servem para ilustrar como a democracia contém os germens de sua própria destruição. Estive há alguns dias com um amigo Venezuelano que me descreveu como as 'Brigadas Bolivarianas' já se comportam como as SA e as tropas Bolcheviques. No próximo dia 5 de Maio ocorrerá, com sinais trocados, um outro risco: Le Pen. É verdade que a França não é uma Banana Republic e possivelmente dará uma nova lição de democracia ao Mundo, elegendo Chicac com a ampla maioria que se delineia. Mas, e se não? E se Le Pen leva? Será que aí os grandes 'defensores' da democracia, de esquerda, não vão justificar um golpe? Será que não seria necessário para 'evitar o inevitável'? Ficam as perguntas.
[Leia outros Comentários de Heitor De Paola]
23/4/2002
03h02min
Caro Helion, Como eu já vi (ou li sobre) presidentes eleitos pelo povo serem depostos constitucionalmente, sinto-me perfeitamente seguro em te dizer que não apóio golpes de estado (disso só terei certeza plena quando eu estiver sob um regime parecido...); mas existem pessoas que apóiam e essas pessoas o intentaram e os fatos devem ser esmiuçados. Ou não? E a verdade é que o governo Cháves (que chegou ao poder unica e exclusivamente pelos desméritos de quem lá estava) conseguiu a façanha de ter mais de 80% de reprovação por suas próprias pernas. Artigos de intelectuais da esquerda nos contam sobre a "lenta e gradual desestabilização" a que o governo vinha sofrendo. Pelo andar da carruagem, mais lenta e menos gradual, pois o democrático presidente mudou a Constituição de forma que ele fica no poder pelo menos até 2006, podendo ir a 2013. Se a "máquina desestabilizadora" já estava a pleno vapor em 2000 e deixou passar uma barbaridade dessas... Os mesmos artigos nos diz a respeito da nova política internacional implementada por Cháves, claramente anti-americana. Particularmente, acho que uma nação (tal como um indivíduo) pode escolher por seus próprios meios seus parceiros preferenciais etc etc; mas apoiar grupos como as FARC, o ETA, o IRA, Al Quaida(é assim?),patrocinando-lhes algumas ações, é inaceitável para qualquer nação que se diga civilizada. E Cháves fazia isso. "Ah, mas essa celeuma toda é porque ele governava pros mais pobres..." Bem, vai aí um exemplo dessa governança: semanas antes do golpe, Cháves delimitou em 03 milhas do mar venezuelano uma zona onde tornar-se-ia proibida a pesca por grandes companhias pesqueiras e apenas os pequenos pescadores poderiam utilizar a área. Os cegos, lógico aplaudiram essa "trauletada" de seu amado presidente (eleito democraticamente, frise-se) nos vis e desumanos conglomerados. As grandes companhias chiaram "mas nada impediu a vontade popular"... Quá, quá. Como os pequenos pescadores não têm as mesmas condições técnicas dos grandes pesqueiros, começou a faltar peixe no mercado e seus preços aumentaram sensivelmente. Sem falar no desemprego causado no setor. Causar desemprego e aumento de preço de um produto bastante popular ao mesmo tempo não é bem o que os pobres esperam de um governo, não é mesmo? E isso, o Cháves fez em algumas semanas. É por essas e muitas outras (apoio a Fidel Castro, censura, corrupção, apoio do comunismo mundial - ou seja lá que nome isso tenha! - em sua tentativa de golpe em 92 e em sua eleição, franco-atiradores contra manifestantes pacíficos...) que eu apóio a deposição do presidente Cháves. Por enquanto, pela via constitucional (de 1999!). Mas como eu vivi sob um regime de exceção já em sua fase terminal, não estou muito convicto disso, confesso.
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23/4/2002
04h27min
a msg anterior ficou com alguns erros incômodos de gramática... perdoem-me, é a madrugada!
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23/4/2002
12h27min
Caro Person, obrigado pela forma respeitosa de expressar sua discordância. Parece claro que temos visões bem diferentes sobre o processo na Venezuela. Mas vamos tentar aclarar essas diferenças./// A reprovação popular do governo Chávez já foi apresentada como uma das justificativas para o golpe. Serão mesmo verdadeiros esses 80% de reprovação? Medidos por qual critério? Costumo ler online os jornais venezuelanos “El Nacional” (http:\\el-nacional.terra.co.ve) e Venezuela Analitica (www.analitica.com) e ainda não havia me deparado com esse número. Extraído de onde? /// Que o governo de Chávez vinha sendo alvo de esforços de desestabilização acho que é indiscutível, e mesmo pessoas críticas a esse governo (aqui inclusive) já alegaram que os militares tinham mais era que tirar o Chávez mesmo. Os indícios do envolvimento do governo norte-americano no golpe (já leu o “mea culpa” do NY Times a respeito?) para mim deixam claro que havia sim um movimento de desestabilização. /// Chávez mudou a constituição para garantir sua permanência no poder? Bem, até agora não acompanhava esse processo de forma tão próxima, vou me informar melhor. Mas nós aqui não devíamos nem estranhar tanto essas manobras de continuísmo, não acha? Só que não vou justificar as manobras chaveanas com base nas manobras FHCeanas. Se elas existiram, a opinião pública venezuelana deve se contrapor às mesmas./// O Chávez patrocina as FARC? O ETA e o IRA???!!! A AlQaeda????!!!! Desculpe, mas ponho em questão essas certezas. Como já pus a que defendia que o Mossad israelense causara os atentados de setembro 11, ou que a CIA está atrás de toda iniciativa da direita política no Brasil./// A iniciativa em prol dos pequenos pesqueiros: você talvez tenha lido “A retórica da intransigência”, do Hirschmann, que mostra como é estratégia do pensamento de direita hoje hegemônico tentar sempre mostrar que as iniciativas a favor dos mais frágeis acabam por se voltar contra eles. Assim, os direitos trabalhistas seriam contra os trabalhadores, porque desestimulariam os investimentos capitalistas... Olha, enquanto não me for demonstrada a impossibilidade de uma forma de economia popular sustentável, enquanto não me convencerem definitivamente que “big is beautiful”, continuo achando que esse discurso é parcial e não fundamentado./// Tentativa de golpe em 1992: verdade, e por isso mesmo o Chávez não é confiável. Agora, achar que os que fazem golpe contra ele, esses sim são confiáveis, é argumento que francamente... /// Apoio do comunismo mundial: bem, eu não sou comunista e apoio a sua permanência, ou, se for o caso, deposição justificada pelos meios legais. Se o “comunismo mundial” (existe essa instituição?) o apoia, não vem ao caso. Le Pen na França é anti-judeu e nem por isso apoia os palestinos. As coisas não são tão simples assim./// Franco-atiradores: li que houve uma batalha entre manifestantes pró e contra Chávez. E que os mortos resultaram disso. Talvez nunca saibamos exatamente o que ocorreu. Mas se houve responsabilidade da presidência ela deve ser apurada e enfrentada com os meios disponíveis, não com a convocação de empresários para assumir o governo./// Desculpe(m) a longa mensagem, mas acho que as formas leais de debater devem ser incentivadas, e em consideração a elas procurei responder à mensagem do Person. Também acho que num espaço como esse não se deve “expulsar”, com agressões e tentativas de ridicularização, os que divergem. Se fosse o caso, melhor seria abrir uma lista de discussão com seleção prévia dos debatedores. Como acho que não é o caso aqui, dirijo-me a todos.
[Leia outros Comentários de Helion]
24/4/2002
01h39min
Caros Helion e demais debatedores, segue uma lista com algumas jornalistas venezuelanas, cujas colunas/reportagens elucidam muito da situação daquele país. Em uma busca no Google acham-se vários documentos para quase todas elas (inclusive suas biografias). Ei-las: Patricia Poleo, Marianella Salazar, Martha Colomina, Eleonora Bruzual, Ibéyise Pacheco e Maki Arenas. Helion, encontrei os números da pesquisa no site do Carlos Montaner (no artigo "Cháves, o dictador impotente"). // Cháves comprovadamente patrocina ações terroristas mundiais, se não com dinheiro, dando-lhes apoio logístico, seja para participar de Fóruns Sociais Mundiais, ou Fóruns de São Paulo, havendo jornalistas que sustentam que diversos desses grupos realizam reuniões periódicas en una cierta isla del Caribe... Para se aprofundar nestes assuntos, sugiro os seguintes sites: www.olavodecarvalho.com (tem mecanismo de busca particular), www.baguete.com.br (leia a coluna do Janer Cristaldo - tem um extenso arquivo e o site do jornalista Políbio Braga), www.cubadest.org (um ótimo site compilador de notícias oficiais, oficialescas e independentes sobre Cuba e América Latina), www.atlas.org.ar (site argentino com extenso arquivo)... Se eu me lembrar de mais alguns, mandá-lhos-ei (mesócleses, mesócleses...!) depois. // Seguindo suas analogias: se os EUA participaram ativamente do golpe, eles deveriam demitir todo o pessoal da CIA, porque a coisa está feia... É mais um vexame internacional para a coleção do Bush Jr.// Eu estranho as manobras continuístas! Elas são absurdas! O caso reeleição FHC só não é mais escandaloso porque trata-se de dois mandatos de 04 anos. Ressalte-se que a única mudança significativa na correlação dos poderes foi a reeleição. No mais o Executivo permaneceu subordinado ao Legislativo (a teoria é bonita, não?), coisa que não aconteceu na Venezuela, onde a Chávez permitiu-se que ele governasse por decreto. Na reeleição deste, em 2000, o povo protestou com uma taxa de abstenção récorde àquelas eleições. Isso me faz lembrar a sua tese sobre a desestabilização política. Convenhamos, nenhuma desestabilização é possível num país, cuja população apóia seu presidente. Se houve uma máquina por trás do golpe (e as evidências assim o dizem) ela encontrou campo fértil na população. Os protestos de rua não eram de jovens caras-pintadas, como no Brasil em 92; eram de profissionais liberais, da classe média, dos empresários e até dos trabalhadores, a classe para quem Cháves fez promessas e mais promessas... Gente com opinião, enfim.// Não sou um partidário do "big's beautiful". De minha parte acho muito bom que mais gente tenha a chance de entrar no mercado e competir com os grande de igual para igual. Não foi o que aconteceu no caso em questão. Os pequenos pescadores não tinham condições técnicas necessárias para manter o abastecimento e nem absorver a mão-de-obra que se excedeu, isso é um fato. "De nada adiantam as riquezas naturais se não temos riquezas artificiais para geri-las", disse certa vez Roberto Campos; aplica-se ao caso em questão. // Eu não disse em nenhuma linha que os golpistas são confiáveis, eu só disse que Cháves fez por onde. // A luta na Venezuela tem um rosto bem definido: o povo quer a volta da Constituição de 1999 e a correção dos rumos do Sr. Cháves estando ele no poder ou não. A mim parece uma luta justíssima.// Caro Ailson, não me baseio "cegamente" nos artigos que leio. Quando os leio procuro fontes com mais bases históricas e jornalísticas onde um posso nortear a MINHA opinião. Concordo contigo que brigar por posições políticas beira à perda de tempo, mas sustento que não é o caso em questão, pelo menos da minha parte. Quem faz uma nação é o povo em seu dia-a-dia e Cháves "atravancou" tal progresso, portanto, a luta é justíssima. Caba ao povo cuidar que o país não volte aos trilhos elitistas nos moldes latino-americanos historicamente conhecidos. Ach que é só. Abraços!
[Leia outros Comentários de person araujo]
24/4/2002
02h42min
correção. o site do jornalista Olavo de Carvalho é www.olavodecarvalho.org
[Leia outros Comentários de person araujo]
24/4/2002
03h44min
Caro Person, como já foi dito aqui, pode-se arrolar dezenas de sites pró ou contra qualquer coisa. Fui atrás de algumas de suas indicações de leitura de jornalistas sobre a situação venezuelana. Patricia Poleo me pareceu a mais consistente. No “Venezuela al Dia” ela fala em apoio do Chávez às FARC sim, mas nada de ETA, IRA, Al-Qaeda... Continuo espantado com essas referências na sua mensagem. Se fosse verdade, a imprensa conservadora já teria feito um escândalo, não acha? Por sinal, o “Venezuela al Dia” é editado em Miami, o que me faz entender melhor tantas referências ao chavismo como similar ao castrismo./// Marianela Salazar não é bem jornalista, é colunista social. Idem para Martha Colomina e Eleonora Bruzual (“una mujer del fin de un milenio, con la certeza de que el futuro nos pertenece a los que amamos el milagro supremo de la vida”). Têm um site em que se podem ler denúncias contra Chávez, desde que se atravesse artigos e mais artigos sobre Etiqueta e Centros de Beleza, aturando a breguíssima musiquinha do site./// Veja bem, não digo que essas “jornalistas” (La Bruzual se diz “comunicadora”) não mereçam crédito em suas denúncias. Mas dispenso a elas a mesma atenção que dispensaria a colunas de Ana Maria Braga ou Vera Loyola sobre a conjuntura política brasileira./// Li o artigo do Montaner em que você se baseia, mas como ainda não sei aonde ele se baseia, continuo a achar que os 80% são chutados. O artigo do Montaner sai no “ABC”, periódico monarquista espanhol. Na grande imprensa espanhol tem pelo menos uns três jornais de maior respeitabilidade, e que não são comunistas. Posso indicar./// Cristaldo e Carvalho eu conheço, assim como “O indivíduo”, que são alunos ou ex de Carvalho na UniverCidade. Como disse em outro comentário, acho bom que a direita (ou “liberais”) se expresse, e que demonstre ter uma ideologia capaz de ser defendida. Conheço esses sites e os leio periodicamente. Mas não me baseio neles para encontrar informação minimamente objetiva. Como já disse, não preciso citar o “Granma”, basta o “NY Times” para ter uma informação mais honesta sobre a Venezuela./// Vou encerrar com o seu comentário de que Chávez “fez por onde”. Concordo e também acho que os golpistas fazem por onde. Precisamos pensar todos uma maneira melhor de lidar com quem “fez por onde”, que não seja através de golpes de estado.
[Leia outros Comentários de Helion]
21/8/2003
07h34min
Meu Deus!! Desdo o amanhecer do futebol nacional os cariocas mandam e desmandam, pintam e bordam, seja nos gramados, via Rezendes de Freitas, seja na CBF e Tribunais, com seus Helenos Nunes, Sergios Szveiters e outras figurinhas absurdas! Tenho dito.
[Leia outros Comentários de Roberto Morrone]
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