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Domingo, 11/6/2006
Comentários
Leitores


O que não encontro na real
Estava pesquisando sobre amor virtual, para acalmar meu coração e minha razão que não entende como alguém que nem conheço fisicamente pode estar tão forte dentro de mim... No entanto, percebi que isso é bem comum, com todas estas histórias. Para complicar, meu amor virtual mora em outro país e eu, aqui, no Sul do Brasil... Mas esta distância atravessamos magicamente através do telefone e nos sentimos tão perto em longas conversas. Isso já dura + de 4 meses. Ele é tudo o que quero e que não encontro na vida real, mesmo longe ele está mais perto de mim... do que qualquer pessoa. Saio à noite com minhas amigas às vezes, mas ninguém me desperta o que só ele consegue despertar. Às vezes, penso que vai acabar assim, por encanto, mas ele está sempre lá para me dar segurança... Não sei até onde vamos, sofro tanto com sua ausência... mas quando brigamos ou me afasto fico pior ainda. Então só posso seguir em frente e viver esse amor virtual e tão real ao mesmo tempo!

[Sobre "A internet e o amor virtual"]

por Cláudia
11/6/2006 às
18h05 200.203.81.188
(+) Cláudia no Digestivo...
 
Desespero da finitude
Interessante tudo o que vc escreveu no seu artigo. Entretanto, o que mais me chamou a atenção foi o seguinte: "Será que 'minha obra vai entrar para História'? Será que 'estou escrevendo o livro da década'?". Isso mostra claramente a necessidade que a maioria tem de se perpetuar de alguma forma, seja através de algo que fez, dos filhos que teve ou mesmo crendo que terá uma outra vida aqui ou em outro lugar qualquer. O fato é que o homem não aceita sua finitude e com isso inventa mil maneiras de se "religare". Talvez deixe até de viver em plenitude o momento presente na expectativa de ser "alguém" daqui há 150 anos. Feynman tem razão quando diz que devemos fazer o melhor e o mais prazeroso agora, enquanto temos a certeza de sermos ou de estarmos... O amanhã é ainda uma incógnita onde seremos ou não.

[Sobre "A Física da nova geração de autores"]

por regina mas
11/6/2006 às
13h22 200.179.216.211
(+) regina mas no Digestivo...
 
Brasileiro é bicho estranho
Texto excelente, muito bem escrito e bem objetivo. Concordo plenamente. Primeiro que, neste país, não é só na questão de editar livros, tudo funciona assim. Alguém que conhece (ou dorme) com alguém, tem a chance de: editar um livro, gravar um cd, lançar uma exposição ou um papel na televisão. Quantas atrizes já não tiveram que passar pelo famoso "teste do arquivo" para conseguir um papel na próxima novela? Raramente, em qualquer segmento da sociedade, as coisas funcionam de outro jeito. E o pior: as pessoas aceitam isso como modus operandi. E tem a questão das livrarias. As grandes livrias combram "jabá" para colocar o livro lançado em destaque na gôndola. Algo em torno de R$ 5.000,00, dizem por aí. Tal como as rádios fazem para executar uma musica de um novato. E tem o fato também de que muita gente que lê, e defende o lançamento de novos escritores, admite que não compra livros de novos escritores! Logo... Temos que admitir: o brasileiro é um bicho estranho.

[Sobre "Novos escritores? Onde?"]

por Phylos
http://www.livrariaphylos.com.br
11/6/2006 às
12h43 192.168.133.51
(+) Phylos no Digestivo...
 
Parei de ler jornais
Eu também amo jornalismo. Mas não amo alguns meios de comunicação, tendenciosos, comprados, nem jornalistas que falam, às vezes de forma maliciosa, tendenciosa também, e não vão para a cadeia por ofender a moral de alguém de forma leviana. Parei de ler jornais. Só recomeço quando o jornalismo brasileiro (com raras exceções) parar de fazer fuxico ao invés de jornalismo honesto.

[Sobre "Eu amo jornalismo"]

por Phylos
http://www.livrariaphylos.com.br
11/6/2006 às
12h20 201.26.59.57
(+) Phylos no Digestivo...
 
TV made com impostos
Infelizmente, a cultura da arte no Brasil esta' seguindo um caminho completamente equivocado. Subisidios governamentais para se fazer arte, especialmente arte de massa, e' nocivo nao so' para o bolso dos cidadaos, mas especialmente para a criacao da arte popular. Por que eu ou voce temos que financiar uma visao aleatoria de algum produtor ou cineasta? Nao ha' beneficio justificavel em apoio governamental da arte... Se voce quer fazer programa de TV, tem que fazer um e vender. Faz parte... Senao quero subsidio para viver minha vida tambem, pois acredito que ela e' tao benefica para a sociedade quanto o seriado Mandrake. Ridiculamente, depois que TODOS os brasileiros pagaram por Mandrake, so' 10% puderam assistir, pois assinam HBO. Pior: os produtores e "artistas" nunca correm risco algum com seu dinheiro... So' enriquecem, transferindo o risco de qualquer obra para o dinheiro publico, e os lucros para o proprio bolso... Arte NAO PRECISA DE PATROCINIO.

[Sobre "TV Made in Brazil"]

por Ram
10/6/2006 às
22h14 24.5.199.45
(+) Ram no Digestivo...
 
Imparcialidade, graças a Deus!
Parabéns pelo comentário sobre o livro "Os Criadores", de Paul Johnson. Tive a oportunidade de ler uma outra crítica sobre a obra, contudo, não me identifiquei muito... Aprecio mais a sua "versão". Infelizmente muitos autores tem essa mania: quando vão descrever alguma coisa, ou falar sobre, tendem a reafirmar sua posição a respeito, fazendo uma análise nada imparcial, o que prejudica nosso entendimento sobre o assunto que estão abordando. Se não conhecemos aquilo ou a pessoa de que falam, tenderemos, também, a interpretar o tema sob a mesma ótica do crítico. Isto, para com o leitor, não é justo. Temos que ter em mente que a maioria das pessoas que lêem o que escrevemos são completamente leigas no assunto, assim não podemos incutir em suas mentes aquilo que achamos (ou acreditamos que seja) certo a respeito de outra pessoa. Um abraço, Milena.

[Sobre "Digestivo nº 282"]

por Milena Froes
9/6/2006 às
13h47 143.107.173.23
(+) Milena Froes no Digestivo...
 
Joyce jovem e Beckett velho
Entre James e Samuel (Joyce e Beckett) havia um espaço muito maior do que a proximidade física entre os dois deixava perceber. Joyce, mais velho, é um brilhante adolescente. Beckett já era velho aos vinte e poucos anos. Joyce nunca saiu de dentro dos seus textos, andava por ali meio deslumbrado com o labirinto de suas próprias palavras e, se o problema de Joyce for a tradução para o português, tudo bem, que seja, mas Joyce escreve de um jeito meio infantil. Beckett saiu do labirinto, como Dédalo, e o único risco que correu foi se afastar demais dele (do labirinto) a ponto de perdê-lo de vista. Ambos tinham em comum interesses literários, cultura, inteligência e poucos outros amigos. Se entendiam muito bem. Mas é tentador imaginar o que Beckett pensava de seu ilustre e mais velho colega: "Não vou escrever dessa maneira".

[Sobre "Beckett e Joyce"]

por Guga Schultze
http://gugasic.blogspot.com
9/6/2006 às
03h43 200.151.14.58
(+) Guga Schultze no Digestivo...
 
Eu, escritor, vivo ou morto
Que artigo tão lúcido e sagaz. Eu vi um rapaz dizer numa peça: "escritor não precisa escrever algo, mas pensar em escrever algo". A Clarice Lispector se dizia escritora amadora. Quem escreve para não morrer, sendo escritor ou não, de repente lê seu artigo, morre. Sejam ou estejam, mas não morram.

[Sobre "Ser escritor ou estar escritor?"]

por Caiocito Campos
http://dublesdepoeta.zip.net
9/6/2006 às
02h21 201.17.206.139
(+) Caiocito Campos no Digestivo...
 
Copacabana poderia ser melhor
Eu devo admitir que não sou um morador típico de Copa. Embora esteja no meio do bairro, a vista da minha janela é mata com micos e nenhuma favela. Gosto do meu silêncio mas só porque posso pisar na rua e ter a civilização ao meu alcance. Mas adimito que Copa seria bem melhor se o bairro fosse mais cuidado, com um planejamento sério. Também investir na Zona Sul não atraia votos para prefeitos.

[Sobre "Copacabana e a cultura urbana carioca"]

por Lefebvre
http://www.saboya.org
8/6/2006 às
17h48 201.17.105.97
(+) Lefebvre no Digestivo...
 
Advogados e Bajuladores 2
Carlili, se “bajular” ou “advogar” for algumas das características necessárias neste tipo de fórum, juro que eu preferia fazer o papel de “advogado do diabo”, afinal eu fui a primeira a criticar o texto em questão. Mas, droga, o que falar de uma criatura que ora me parece a sensibilidade em pessoa (veja os textos: "Dos amores possíveis" e "A educação atual de nossas crianças") e ora parece não enxergar um metro diante de seu nariz? A verdade é que o Marcelo Maroldi é uma incógnita, pois é capaz de nos fazer amá-lo por causa de alguns textos e detestá-lo por causa de outros. Creio que você chegará à mesma conclusão se ler os textos que mencionei. (Nota: Caríssimo Marcelo Maroldi, juro por Deus que esta é última vez que te defendo (rsrs). Caso contrário, vou ter cobrar por meus honorários.)

[Sobre "Novos escritores? Onde?"]

por Janethe Fontes
http://palavreando.zip.net/
8/6/2006 às
15h05 200.161.230.8
(+) Janethe Fontes no Digestivo...
 
Os paradoxos de Copacabana
Caro LEM, adorei seu texto! Uma das coisas que mais me atraem no Rio é justamente a arquitetura, e nesse ponto, Copacabana é imbatível. Como você mesmo disse, as fachadas dos prédios são belíssimas, remontam a um outro tempo. É impossível não ficar imaginando histórias acontecendo por trás daquelas pomposas portas de latão, sempre bem guardadas por um indefectível porteiro. O que mais me intriga nesse bairro, porém, é a convivência do provinciano com o moderno. Em Copacabana estão, ao mesmo tempo, cosmopolitas de todas as partes do mundo e velhos moradores com hábitos idem. E por mais que seja o bairro de uma das capititais brasileiras mais economicamente ativas, suas lojas e comércios mantêm placas e luminosos como há muito não se vê, ou que se vê apenas em cidadezinhas do interior. Enfim, um lugar de constrastes, mesmo. Não me admira que você seja apaixonado por ele.

[Sobre "Copacabana e a cultura urbana carioca"]

por Adriana
7/6/2006 às
16h04 200.192.254.27
(+) Adriana no Digestivo...
 
blog também é vaidade
Há, senhor Julio, um outro motivo, para se fazer um blog, além dos quatro mencionados: vaidade. É um motivo, digamos, quase proibido, por causa da nossa cultura judaico-cristã. Eu assumo: tenho um blog também por vaidade e conclamo a todos que visitem. Se não aprovarem o meu blog, eu imagino: "Também não gostariam se fosse do Machado de Assis".

[Sobre "por que blogar"]

por Joel Rogerio
http://cronicasdojoel.blogspot.com
7/6/2006 às
15h42 200.216.113.142
(+) Joel Rogerio no Digestivo...
 
Muy interesante, la verdad
Bueno, lo que está haciendo el texto que presenta el texto de los dos autores es justamente la operación que señala el segundo texto. Muy interesante, la verdad. Saludos.

[Sobre "Lecto-escritura esquizofrénica"]

por Juan López
7/6/2006 às
13h11 200.71.239.68
(+) Juan López no Digestivo...
 
Uma cama de gato
É duro para muitos o esforço de pensar, calcular e entender. Há pouco, estive num workshop do mítico baixista Arthur Maia, grande músico brasileiro (mundial, por que não?), que nos brindou com sua presença e dicas técnicas. O local era habitado por músicos em sua maioria, mas aberto a qualquer um que preferisse a qualidade. Pois bem, em certo momento, sua banda executou um originalíssimo "brazillian jazz" de "entortar" ouvidos, tamanha a beleza e complexidade harmonica, rítmica e melódica. Matemática e arte numa mescla perfeita, quase tangível. Pensei: "Isso não é pra qualquer um. Há requisitos mínimos para entender tudo isso e encontrar a proposta do artista. Estou feliz.". Vi (ou melhor, "ouvi") que, se não há uma apurada auto-exigência, pessoal, primária, não há objetivo: absorver algo, ligar-se à linguagem do autor, seja qual for sua ferramenta, e formar uma crítica opiniao a respeito. Essa exigência não existe nas massas, que seguem caminhos já pavimentados pelos que pensam por elas.

[Sobre "O elogio da ignorância"]

por Hudson Malta
7/6/2006 às
11h07 201.8.59.227
(+) Hudson Malta no Digestivo...
 
Argentina e Brasil 2/2
Se gosto de tudo isto, por outra parte, confesso que não saberia, hoje, morar numa outra cidade que não seja a paulicéia. Curto muito desta cidade de contradições e de belezas ocultas como diz Caetano. Gosto e como cidadão naturalizado da participação e de estar presente 'as discussões nacionais. Gosto da língua portuguesa e do castelhano e de um infinito de coisas que nos une. Porque não curtir isso? Ao longo de todo este tempo, 46 anos (repito), sempre quis saber das "razões" das rivalidades. Nunca ninguém, absolutamente ninguém, me deu uma explicação que fizesse sentido. Olha, que indaguei pessoas de alta consideração intelectual... O silencio ou encaminhamento para o futebol foram as respostas mais freqüentes. Interessante que o Mauricio Pereira levante a poeira do debate, vamos conversar sobre isso, sim, sobre o que nos une e nos separa. Não vamos deixar esse diálogo só com os vendedores de geladeiras da Fiesp e com os idiotas da Union Industry.

[Sobre "De repente, a Argentina"]

por RfN
6/6/2006 às
15h40 201.0.84.139
(+) RfN no Digestivo...
 
Julio Daio Borges
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