Digestivo nº 73 | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
59670 visitas/dia
1,8 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
DIGESTIVOS

Quarta-feira, 20/3/2002
Digestivo nº 73
Julio Daio Borges

+ de 2300 Acessos




Literatura >>> Auctoritas
A maior parte dos livros tem, sobre nós, o efeito de uma conversa proveitosa: entretém por algumas horas, provoca contentamento e, às vezes, certa contrariedade. “Nenhuma Paixão Desperdiçada”, de George Steiner, logo nas primeiras páginas, parece que vai pelo mesmo caminho: seja através da introdução convidativa; seja pela perspicácia de seus pontos de vista. No fim, contudo, revela-se muito mais que inocentes preliminares poderiam sugerir. Cada ensaio do volume desdobra-se em conseqüências mil, abalando as estruturas do leitor e transformando, para sempre, o seu panorama da Literatura Ocidental. George Steiner teve uma vida pródiga em leituras; é patente. Atravessou literalmente tudo o que havia de importante na língua inglesa (pelo menos). Por isso, suas análises de, por exemplo, Shakespeare não encontram paralelo em nenhuma outra frugalidade que se lê por aí. Ele não apela para os truques fáceis e engodos como o “psicologismo”, a “reconstituição do contexto histórico” e o “autor como ‘ser social’”. George Steiner leu; e pode – finalmente – contrapor a literatura à literatura (como, aliás, se espera de todo e qualquer crítico literário, embora seja raro). Além de Shakespeare (que ele contrabalança com as objeções de Tolstói, T.S. Eliot e Wittgenstein), são imperdíveis os ensaios sobre os muitos “Homeros” e as traduções da Bíblia ao longo dos séculos. Sem contar as passagens por Simone Weil, Freud, Kafka, Kierkegaard e Husserl, dentre outros. Na era do “pós-verbo”, “Nenhuma Paixão Desperdiçada” é mais que um oásis no deserto: é a própria definição de oásis; e de deserto. [Comente esta Nota]
>>> Nenhuma Paixão Desperdiçada - George Steiner - 418 págs. - Record
 



Música >>> O Fino da Fina
E o Brasil podia ter ensinado o mundo, como queria Cazuza. Não ensinou. Outra capsula desse tempo foi aberta por Marcelo Froés e, 20 anos depois da morte do amor, do sorriso e da flor, Elis canta para nós, nessa súmula de compactos. São registros de momentos e de intenções várias. Abrindo com os festivais: Saveiros; Canção de não cantar; Jogo de roda; Canto triste; O cantador. Flertes ocasionais com a Bossa Nova, e a defesa empedernida dos compositores de sua geração: Noite dos mascarados; Lapinha; Um novo rumo; Yê-melê; Upa, neguinho; Samba da bênção; Depois da queda. Até bobagens com (e por) Pelé: Perdão, não tem; Vexamão. Elis Regina - sempre na ponta da língua de qualquer iniciante ou veterana - há muito, não dialoga com a música que se fez depois. Acerta mesmo quando arrisca (em versões para o francês, em incursões pelos anos 70, em tolices de humorista). Sua serenata do adeus, por força da violência, tornou-a ainda mais definitiva. Não nascem duas Elis Regina. Os jazzistas agonizavam por puro desinteresse das gravadoras, e o público debandava para o rock - há coisa de 35 anos atrás, a MPB podia ter assumido o leme, com brilho, e com folga. País de terceiro mundo, periferia da cultura - sorry, não ia mesmo dar. Dá no que dá. Os filhos não merecem o que os pais deixaram. "20 anos de saudade" giram na vitrola. É o máximo que se pode exigir por agora. [Comente esta Nota]
>>> Elis - 20 anos de saudade
 



Imprensa >>> O Show da Vida
No Brasil, as instituições sempre foram frágeis e as classes dirigentes, corruptas até a medula. O que havia, no entanto, até bem pouco tempo, no governo FHC, era a preocupação (censurável? escrupulosa? forjada?) de se manter certa urbanidade. [Repetindo: certa urbanidade.] Oito anos, porém, um dia, acabam. A constatação, temporal, de que o fim está próximo, acelera o desmonte da máquina, e a lona do circo vem sendo levantada antes da hora. Como explicar então a súbita falta de classe do chefe de estado? A postura sucessória de quem, partindo para o vale-tudo, resolve jogar baixo? O atual racha é mesmo histórico. O cenário é de guerra de gigantes. Não se sabe, se por maestria ou por inabilidade, o arranjo foi montado polarizando forças seculares em campos diametralmente opostos. Exemplificando: o PFL (varrido do senado, ou convocado pelo "recall" de Roseana), de repente, disputa queda-de-braço com os Marinho (ainda "no barco", com direito a ajuda do BNDES; apostando na entrada de "players" internacionais, no mercado brasileiro de comunicações). A proclamada maioridade de Fernando Henrique Cardoso, José Serra e do PSDB, virando as costas para o passado, vai-lhes custar caro. Ninguém vende a alma ao diabo assim e depois volta atrás na última hora. Ele, em geral, cobra. E cobra alto. Essas eleições prometem, em termos de "reality show"; com o PT, de lambuja, ávido como nunca por escândalos. Quem acha que, com Big Brother, já viu de tudo é porque ainda não viu nada. [Comente esta Nota]
>>> O jogo do milhão - Bob Fernandes
 



Gastronomia >>> O Conselheiro também come (e bebe)
Osmar Temperani, eleito pela Abredi como empresário do ano e recentemente perfilado pela Gazeta Mercantil, foi convidado pela rede Pathernon para comandar o restaurante de sua mais nova filial, na Zona Norte. A iniciativa vem de encontro aos anseios dos "business men" que participam de convenções em São Paulo e que encontram poucas opções de hospedagem, almoço e jantar, quando se tem em mente um padrão de qualidade internacional, nas proximidades de centros como o Anhembi. Osmar e o clã dos Temperani, advindos de iniciativas bem-sucedidas como o Compadre, estão mais que habilitados para dar conta do recado. A nova casa foi batizada com o nome de Anttares. São basicamente dois salões principais: um deles combinado com terraço, em que se desfruta de vista privilegiada; outro especialmente reservado para o café-da-manhã dos hóspedes e convidados. A cozinha fica a cargo do chef Gustavo Rozzino, que prepara tanto o buffet quanto o cardápio à la carte. A ênfase é na culinária mais leve e requintada, à base de antepastos, risotos e massas. Logo em seguida, as variantes com aves, carnes e pescados. Destacam-se: a Salada de Siri e a de Folhas com Papaya, Cottage e Ervas (como entrada); o Ravióli de Cordeiro, o Risotto de Perdiz e o Filet com molho de Jabuticaba (como prato principal); a Manga flambada no Cointreau (como sobremesa). A decoração é contemporânea; combinando branco com madeira, em formas harmoniosas. O silêncio e a tranqüilidade, além da comida, asseguram ao visitante horas agradáveis. [Comente esta Nota]
>>> Anttares - Rua Luiz Dumont Villares, 400 - Tel.: 6972-8111
 



Cinema >>> You want the moon
Gentleman's Agreement (que pode ser traduzido por "Um Acordo entre Cavalheiros") e A Luz é Para Todos - nenhum dos dois títulos parece dar conta do filme estrelado por Gregory Peck e Dorothy McGuire, com direção de Elia Kazan. Não chega a ser tanto um problema com as palavras, e sim com o roteiro. Talvez soe como má vontade crítica, mas os gêneros "drama" e "romance" se misturam cansativamente, sem que o longa se decida finalmente por um deles. Ainda assim, esse trabalho recebeu três oscars em 1947 (filme, direção e atriz coadjuvante, para Celest Holm); portanto, merece uma análise. A história é a de um articulista que assume a difícil tarefa de escrever toda uma série sobre anti-seminismo, por encomenda da revista que recentemente o havia contratado. Phil Green (Gregory Peck) precisa ser aceito por seu empregador e, por isso, atravessa noites insones atrás de uma idéia luminosa. Descobre que a melhor forma de realizar a tarefa é fazer-se passar por judeu, vivendo o preoconceito na pele e registrando seu testemunho como repórter. Nesse ponto, porém, já havia se envolvido com Kathy Lacey (Dorothy McGuire); não por coincidência, a sobrinha de seu patrão. Daí em diante, leva a armação até as últimas conseqüências, encarnando um Phil Greenberg hipotético (atenção para o sufixo "berg"), envolvendo sua namorada e família. As represálias anti-semitas vêm aos borbotões, como era de se esperar; então Kathy, agora sua noiva, rompe com ele. Quando o mundo parecia desabar, a reportagem acaba e tudo volta ao "normal". Mais de 50 anos depois, não nos parece um desfecho brilhante. Anti-semitismo à parte, "A Luz é Para Todos" ilustra razoavelmente bem até onde um homem pode apoiar uma causa idealista. Mas é tudo. A mensagem que se tira é a de que platônicos somos todos, a diferença está em como cada um maneja as questões eminentemente práticas. [Comente esta Nota]
>>> Gentleman's Agreement
 
>>> SUGESTÃO ESPECIAL DO CHEFE

Nesta semana, o Digestivo Cultural agradece a citação feita por Felipe Campbell, na sua coluna .Web, do jornal Correio Braziliense, no dia 14 de março de 2002.




 
Julio Daio Borges
Editor

* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




GILSON MARTINS - VIAJANDO NO DESIGN
GLÁUCIA CENTENO, GILSON MARTINS
ESTAÇAO DAS LETRAS
(2008)
R$ 37,00



REVISTA LITERÁRIA DO CORPO DISCENTE DA UFMG - Nº 24
UFMG
UFMG
(1979)
R$ 6,90



O HOMEM NO TERNO DE FLANELA CINZA
SLOAN WILSON
A GIRAFA
(2005)
R$ 14,90



TRILHAS DE ORÉADES
JORGE OLIVEIRA
LGE
(2011)
R$ 12,56



PALESTINA
NILTON BOBATO E PAULO PORTO
LIMIAR
(2017)
R$ 35,00



PEQUENOS NEGÓCIOS INTELIGENTES - IDÉIAS E TENDÊNCIAS
VANDERLEI ARAGÃO ROCHA
AGE
(1996)
R$ 6,90



PODEROSA - DIÁRIO DE UMA GAROTA QUE TINHA O MUNDO NA MÃO
SÉRGIO KLEIN
FUNDAMENTO
(2008)
R$ 13,00



SADDAM HUSSEIN E A CRISE NO GOLFO
JUDITH MILLER E LAURIE MYLROIE
SCRITTA
(1991)
R$ 10,00



BRAZIL
JOHN UPDIKE
FAWCETT CREST
(1995)
R$ 21,95



MARCORÉ - LITERATURA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA
ANTÔNIO OLAVO PEREIRA
TRÊS
(1974)
R$ 10,00





busca | avançada
59670 visitas/dia
1,8 milhão/mês