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Segunda-feira, 12/8/2013
We Are Anonymous, de Parmy Olson
Julio Daio Borges

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Digestivo nº 493 >>> Antes da apoteose do Mídia Ninja, e do escândalo do Fora do Eixo, todo mundo se perguntava quem eram os líderes das manifestações de junho. Como Pablo Capilé não parece satisfazer os jornalistas em suas prestações de contas, e como Bruno Torturra não tem podido iniciar uma rodada de crowdfunding, as especulações, sobre as lideranças nos protestos, voltaram à baila. Depois dos "ninjas" e do "FdE", o noticiário meio que se esqueceu do Anonymous, mas o grupo merece atenção. Nos Estados Unidos, o Anonymous começou num imageboard, uma espécie de fórum só de imagens. Em meio a pequenos trotes, ou "trollagens", o grupo foi se consolidando e promoveu "ataques" que fizeram história, como o direcionado à Cientologia, seita que converteu estrelas de Hollywood, e ao site de pagamentos PayPal (entre outros). De uma dissidência do Anonymous original, surgiu um novo grupo, o LulzSec, que, inclusive, colaborou com o WikiLeaks, chegando a ter contato, pessoal, com Julian Assange. Mas, ao contrário do WikiLeaks, o Anonymous não tem um único líder. E, como próprio nome sugere, seus fundadores, ou suas "lideranças", digamos assim, prezam, acima de tudo, pelo anonimato. Não se trata de covardia ou, mesmo, ausência de coragem. Ocorre que, quando um hacker importante tem sua identidade revelada, a "imunidade" de que ele dispunha, para agir, vira fumaça. No livro de Parmy Olson, que acompanha a trajetória dos fundadores do Anonymous, fica claro que um hacker importante desfruta de grandes poderes, até que é desmascarado. Impressiona que alguns dos mais impactantes "ataques" tenham sido obra de jovens com 20 e poucos anos ou menos. Cultivando uma ideologia que, naturalmente, pega emprestado do anarquismo, e da desobediência civil de Thoreau, os hackers de We Are Anonymous vivem nas franjas do capitalismo, chegando a flertar com a esquerda, mas sempre desligados de partidos e organizações políticas. Contrariando a imagem que deseja aproximar o hacker do "terrorista" padrão, alguns deles têm família, e alguns vivem ainda com os pais. Na história de Olson, o "núcleo duro" que deu origem ao Anonymous nos Estados Unidos acabou tendo de responder por seus "atos", a ponto de nos perguntarmos quem permaneceu "no comando"... até o Anonymous Brasil. No livro, há alguma referência a hackers brasileiros, e a seu inglês precário. No caso de "movimentos" como o Fora do Eixo e de mídias como a dos "ninjas", tem havido críticas recentes a seu modus operandi, ameaçando, inclusive, o futuro de iniciativas oriundas da internet. Os objetivos não são claros, há uma hierarquia difusa, surgem denúncias e suspeitas de malversação de recursos. A expectativa é de que as histórias tanto do Mídia Ninja quanto do Fora do Eixo sejam esclarecidas, e que, se houver culpados, que sejam punidos - a fim de que a internet possa continuar a florescer, no Brasil, como uma ferramenta de apoio à representação política, combatendo o abuso de poder e chamando a atenção para as reais demandas da sociedade.
>>> We Are Anonymous
 
Julio Daio Borges
Editor

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