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Quarta-feira, 22/8/2018
Otavio Frias Filho
Julio Daio Borges

+ de 3300 Acessos

Em 2004, fui fazer um curso na Casa do Saber com o Otavio Frias Filho. Um curso sobre a História dos Estados Unidos.

Para quem vê a Folha como um jornal de esquerda, não parece fazer muito sentido um curso sobre os EUA com o diretor de redação - e dono - do jornal...

Mas qual não foi a minha surpresa ao descobrir que Otavio Frias Filho sabia muito da História dos Estados Unidos e não tinha nada da visão “esquerdista”, esquemática, dos EUA.

Lembro da sua admiração por Tocqueville - “sociólogo de gênio”, segundo ele -, que escreveu Democracia na América. E, também, por Thoreau, cuja Desobediência Civil pauta nossa discussão política até hoje (quando ameaçamos nos revoltar contra o governo...).

Para o diretor de um jornal que teve seus momentos de histeria política nos últimos anos (a meu ver), Otavio Frias Filho era um sujeito surpreendentemente equilibrado - que, no curso, hesitava em opinar sobre os EUA, para não ter de assumir, justamente, um “lado”.

Ele deixou bem claro que admirava os Estados Unidos pelo aspecto “humanista” da nação, mas que talvez os condenava pelo seu aspecto “beligerante” - embora reconhecesse que sempre foi muito difícil separar uma coisa da outra...

Lembro que pedi a ele uma indicação de “História dos Estados Unidos” - uma indicação bibliográfica -, mas ele se limitou a me indicar a História escrita pelo Paul Johnson, que eu já conhecia e que, portanto, que não me impressionou muito (porque não era novidade).

No final daquele ano, encaminhei, para o professor Otavio, como eu passei a chamá-lo, a revista que o Digestivo fez com a GV-executivo. Ele foi muito polido, receptivo, e acabou saindo uma nota a respeito na Ilustrada.

Eu agradeci e desejei-lhe “Boas Festas” - ao que ele me respondeu com “Felicidade”.

Ainda lembro de um e-mail que o Daniel Piza enviou, copiando a mim, a ele ([email protected]), e ao Luiz Schwarcz, da Companhia das Letras - e me lembro de que me senti importante ;-)

Tudo bem que aproveitei para encaminhar um e-mail direto para o Luiz Schwarcz, mas ele nunca me deu resposta ;-(

Conheci gente muito culta que não tinha muita paciência para o Otavio Frias Filho, e o chamava de “Otavinho”, fazendo referência ao pai - verdadeiro business man, que adquiriu a Folha e a transformou n’O Maior Jornal do País, terminando por nomear a nossa “ponte estaiada”...

Mas eu não tenho nenhuma reclamação. Na verdade, admiro, inclusive, que Otavio Frias Filho tenha assumido a Folha, embora não fosse sua vocação mais forte. Numa entrevista para o extinto “No Mínimo”, ele confessava que seu sonho era ter sido professor universitário.

Fez Ciências Sociais na USP, onde recrutou Marcelo Coelho, para a Folha, seu colega de curso. Lembro, também, que ficaram conhecidos seus questionamentos a Lula, em 2002, então candidato. Reza a lenda que, cobrado intelectualmente pelo professor Otavio, Lula teria abandonado o recinto...

Surgem, agora, especulações sobre o futuro da Folha - numa época tão desafiadora para o jornalismo em geral (quanto mais para o jornalismo brasileiro).

O que eu sei é que o irmão de Otavio Frias Filho, Luiz Frias, é o criador do UOL. Lembro de uma história de quando começou a internet comercial no Brasil e Luiz se reuniu com Roberto Civita, do grupo Abril, e este achou um exagero o nome “Universo On Line”, preferiu “Brasil On Line” (BOL)...

No fim, a Abril não conseguiu se associar à Globo no negócio de tevê a cabo - e, na internet, o BOL nunca obteve o sucesso do UOL.

Até segunda ordem, Luiz Frias criou o PagSeguro, que se destacou na recente “guerra das maquininhas” - e que estreou na bolsa de Nova York com o mais bem-sucedido IPO de empresa brasileira nos últimos anos...

Enquanto isso, a Abril pediu recuperação judicial.

Claro que não significa que a Folha terá um futuro brilhante. Luiz Frias pode, simplesmente, ser o irmão “business” da família - e querer “cortar” o jornal, que, como todo o jornal, não deve ser o negócio mais lucrativo do mundo...

A última vez em que avistei o professor Otavio foi na bilheteria da Sala São Paulo. Se não me engano, em uma montagem de “Pedro e o Lobo”, de Prokofiev, quando levamos a Catarina para conhecer a Sala.

Ele estava com uma ou duas meninas, deviam ser suas filhas, e eu pensei que as recentes coleções que a Folha lançou, para crianças, deveriam ser para elas. Tive vontade de agradecê-lo pela iniciativa, afinal, eu e a Catarina colecionávamos, líamos e ouvíamos... Mas o espetáculo iria começar, poderíamos nos atrasar... Acabou passando.

Em “uma lágrima para Otavio Frias Filho”, Daniel Piza provavelmente escreveria que, “para um intelectual tão influente na vida nacional”, era uma pena que ele não tivesse “nos deixado” nenhum “grande livro”. Mas, pensando nisso, me ocorreu que sua “grande obra” talvez tenha sido... justamente... a Folha. A Folha de S. Paulo de 1984 pra cá - que, independente da ideologia, foi uma obra de monta.

Descanse em paz, professor Otavio.

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Postado por Julio Daio Borges
Em 22/8/2018 às 08h27


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