Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi | Ricardo de Mattos | Digestivo Cultural

busca | avançada
37883 visitas/dia
1,3 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> Entrevista com Antonio Henrique Amaral
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> Espírito de porco
>>> Não Aguento Mais a Empiricus
>>> Nine Eleven
>>> E a bomba caiu!
>>> Arte é entropia
>>> Impressões sobre São Paulo
Mais Recentes
>>> Zollinger - Atlas de Cirurgia de E. Christopher Ellison, Robert M. Zollinger pela Guanabara Koogan; (2017)
>>> O Hobbit: A batalha dos cinco exercítos : guia ilustrado de Jude Fisher pela WMF Martins Fontes (2014)
>>> Radiografia da Alma de Pe. Hewaldo Trevisan pela Planeta (2010)
>>> Convênios e outros instrumentos de "Administração Consensual"na Gestão Pública do século XXI - Restrições em Ano Eleitoral de Jessé Torres Pereira Junior e Marinês Restelatto Dotti pela Fórum (2010)
>>> Estalos e Rabiscos - Mãos à Obra Literária de Walter Galvani pela Novaprova (2011)
>>> Distrito Federal Paisagem, População e Poder de Marília Peluso e Washington Candido pela Harbra (2006)
>>> Parto de Mim de Vera Pinheiro pela Pallotti (2005)
>>> Deuses americanos de Neil Gaiman pela Intrínseca (2016)
>>> A Ilha dos Prazeres de André Rangel Rios pela Uapê (1996)
>>> A pequena pianista de Jane Hawking pela Única (2017)
>>> Tradição e Novidade na Ciência da Linguagem de Eugenio Coseriu pela Presença- Usp (1980)
>>> Jovens Sem-Terra - Identidade em movimento de Maria Teresa Castelo Branco pela Ufpr (2003)
>>> Os Segredos das Mulheres Inteligentes de Julia Sokol e Steven Carter pela Sextante (2010)
>>> Lettres et Maximes de Épicure pela Librio (2015)
>>> Um Mundo a Construir de Marta Harnecker pela Expressão Popular (2018)
>>> Da RegenciaÀ Queda de Rozas (Rosas)/ Encadernado de Pandiá Calógeras pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> Psicoterapia y Relaciones Humanas de Carl Rogers e G. Marian Kinget pela Alfaguarra (1971)
>>> O Vinho no Gerúndio de Júlio Anselmo de Sousa Neto pela Gutenberg (2004)
>>> Michel Foucault, Filosofia e Biopolítica de Guilherme Castelo Branco pela Autêntica (2015)
>>> Vidas Provisórias de Edney Silvestre pela Intrínseca (2013)
>>> Introdução À Arqueologia Brasileira: Etnografia e História de Angyone Costa pela Cia. Ed. Nacional (1938)
>>> A Glória de Euclides da Cunha ; Edição Ilustrada/ Brasiliana de Francisco Venancio Filho pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> A Glória de Euclides da Cunha ; Edição Ilustrada/ Brasiliana de Francisco Venancio Filho pela Cia. Ed. Nacional (1940)
>>> Viñas, Bodegas & Vinos de Argentina de Austral Spectator pela Austral Spectator (2007)
>>> Alexandre, o Conquistador de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> A Fiandeira de Ouro de Sonia Junqueira pela Positivo (2008)
>>> Feudalismo de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> Alfabeto de Histórias de Gilles Eduar pela Ática (2008)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> As Obsessões de um Executivo Extraordinário: as Quatro Disciplinas... de Patrick Lencioni pela Record/ RJ. (2002)
>>> Marketing Nas Empresas Brasileiras: Organização de Vendas de Joaquim Carlos da Silva pela Record/ RJ.
>>> Dicionário da Língua Portuguesa de Malthus Oliveira de Queiroz pela Sucesso (2014)
>>> Salgueiro 50 Anos de Glória de Haroldo Costa pela Record (2003)
>>> Mitologia Grega de Pierre Grimal pela L&PM (2009)
>>> Além do Bem e do Mal de F. Nietzsche pela Escala (2005)
>>> La Muerte de la Familia de David Cooper pela Paidos (1974)
>>> La Tentation d'Exiter de E. M. Cioran pela Gallimard (1988)
>>> Os Pioneiros - a Saga da Família Kent- Vol. III de John Jakes pela Record/ RJ.
>>> O Conto da Ilha Desconhecida de José Saramago pela Companhia das Letras (2015)
>>> A Vinda da Família Real para o Brasil de Airton de Farias pela Prazer de Ler (2013)
>>> O Quarto Pato de Índigo pela Positivo (2008)
>>> Sociedade do Cansaço de Byung-Chul Han pela Vozes (2015)
>>> O Tempo Escapou do Relógio de Marcos Bagno pela Positivo (2011)
>>> A Sujeição das Mulheres de Stuart Mill pela Escala (2006)
>>> Admirável Ovo Novo de Paulo Venturelli pela Positivo (2011)
>>> Pequenas Confissões de Georgina Martins pela Positivo (2008)
>>> Fantasma Equilibrista de Tânia Alexandre Martinelli pela Positivo (2009)
>>> A História de Cada Um de Juciara Rodrigues pela Scipione (2010)
>>> Exercícios de Admiração de E. M. Cioran pela Rocco (2011)
COLUNAS

Quinta-feira, 27/11/2003
Stabat Mater, de Giovanni Battista Pergolesi
Ricardo de Mattos

+ de 11200 Acessos

Aquele homem atravessou parte d'uma cidade carregando sobre os ombros um lenho pesadíssimo em comparação com Suas forças do momento. Além de percorrer um labirinto de ruelas estreitas e mal calçadas, esbarrando todo o tempo, caindo e sendo obrigado a levantar-se com presteza, precisou subir uma elevação de terra com aquele peso todo.

Alcançando o local determinado, foi jogado ao chão. Os espinhos da coroa que trazia entraram na pele do crânio. O sangue escorreu pela face e cegou-O. Caído, cabeça ferida pelas farpas - anteriormente fora esmurrada -, sol a pino, calor, sede, olhos cheios de sangue. A multidão em torno vaia e comemora.

Pregos atravessam as mãos e fixam-nas na madeira. As operações são simultâneas pois há um serviço a ser cumprido sem perda de mais tempo. Como Ele será suspenso, Seus pulsos são amarrados para que as mãos não rasguem fazendo cair o corpo. Os pés também são pregados: olha teus pés e imagina o prego necessário para prendê-los firmemente n'um suporte. Cava-se um buraco no chão, arrastam a cruz, encaixam-na neste buraco e içam-na. O corpo cede, os pulsos torcem um bocado nas cordas e os rasgos das mãos aumentam. As costas foram chicoteadas e agora são esfregadas contra os nós da madeira brutalmente preparada. O peso do corpo faz os pés escorregarem e suas feridas também alargam-se. O homem tenta suportar tudo mas ainda é homem, condição revelada pela expressão do rosto. Trançam-se a dor e a dúvida: um instante pôde ser bastante para vir-Lhe à mente Sua real condição. O tumulto dos eventos e a carga de dores embotaram a percepção racional. Portanto, cair em Si quando já condenado à morte e posto para morrer deve ter sido uma aflição a mais. Poderia conhecer Seu futuro mas saberia dos detalhes? Tudo isso é realmente necessário? Alguém aproveitará algo? Haverá de todo este transe uma conseqüência minimamente útil? E se tudo foi o lento desenrolar d'um engano? "Pai, por que Me abandonas"?

Aquele homem questiona sem lamentar. Sabe que o lamento é precipitado e tem objecto parcial. Por que lamentar agora se logo o problema agravar-se-á? Foi crucificado a tanta dor já não mais sente pois até Sua sensibilidade foi superada. A dor precisa ser agravada para ser lembrada e para examinar se Ele ainda vive. O costume mandava quebrar as juntas, mas como Ele parecia ter sucumbido, o lanceiro apenas atravessa-Lhe o lado. Mostra-Se ainda com vida, tem sede, pede água e dão-Lhe vinagre. Se tivesse proferido uma palavra de lamento antes, precisaria repeti-la agora quando um gaiato encosta a escada na cruz, fazendo-a trepidar, e sobe para dependurar um cartaz com fúteis dizeres.

O homem é executado diante de Sua mãe. Fale-se e ela não escutará; mostre-lhe e ela não enxergará. Tão envolvida com o sofrimento do filho a ponto de não cogitar acerca da ferocidade do acto. Vê o sangue escorrendo e esquece de quem fê-lo vazar. Mesmo sendo a mãe, é com má vontade que a deixam alcançar a base da cruz. "Estava a mãe dolorosa, lacrimosa junto à cruz da qual pendia seu filho".

Como fazer a música transmitir tudo isso? Não basta musicar a oração, o fiel precisa de alguma forma presenciar a cena descrita. O compositor deve ter a intenção de transportar o ouvinte ao Gólgota e fazê-lo testemunhar o episódio. Não é um episódio qualquer, mas o principal de sua fé.

O cânone católico inclui uma oração para lembrar os fiéis deste momento de supino significado. Stabat mater dolorosa/ juxta crucem lacrimosa/ dum pendebat filius... Atribui-se ao franciscano Jacapone da Todi (m. 1.306) a elaboração desta sequentia somada em 1.727 às quatro sobreviventes ao Concílio de Trento realizado no século XVI. O Concílio excluiu-as devido às alterações provocadas nos textos e melodias do canto gregoriano tradicional. As outras permitidas são Victimae Paschali, Veni Sancte Spiritus, Lauda Sion e o já comentado Dies Irae. Entretanto, os dominicanos incluem nas suas celebrações natalinas a sequentia não oficial Laetabundus.

Coube a Giovanni Battista Pergolesi (1.710/1.726) a autoria de uma das peças mais representativas do barroco italiano, do mais expressivo Stabat Mater já composto. Este compositor, nascido no Vaticano e radicado em Nápoles, finado aos 26 anos deixou muitas obras n'este pouco tempo de vida. Antes tivesse vivido mais e composto menos. A sua desorganização incumbiu os críticos, séculos depois, de tentar separar as obras autênticas das atribuídas. É dele também a opereta-cómica La Serva Padrona que ganhou produção brasileira dirigida por Carla Camurati.

O Stabat Mater encomendado pelo Duque Madolini foi a última peça de Pergolesi, concluída no ano de sua morte. Composto para duas vozes - soprano e contralto -, dois violinos, viola e baixo contínuo. Talvez das execuções originais tenham sido encarregados os famosos castrados - castrati. O filme Farinelli é sobre um dos mais famosos destes músicos. Outro deles aparece n'uma cena de Ligações Perigosas. Difere do contratenor. Os testículos dos castrados eram inutilizados visando manter a voz original: um castrado poderia ter a voz de soprano, mezzo-soprano, ou contralto. O contratenor é o homem "inteiro" cantando em falsete, i. e., imitando a voz feminina. Tenho um CD com músicas medievais no qual, para tentar conferir autenticidade às gravações, recorreram aos contratenores em algumas delas. A audição vale para o novo conhecimento porém não é algo marcante.

Pergolesi distribuiu o texto em doze trechos. O primeiro e o último foram escritos em Fá Menor, o que confere coesão ao ciclo. A variação da tonalidade e da marcação do compasso nos trechos intermediários evita a monotonia, acentuando ou atenuando a dramaticidade. Os ornamentos das vozes são devidos mais ao estilo elaborado que a uma aproximação operística, como é o caso do composto por Rossini (1.792/1.868). Possuo três gravações distintas, sendo a melhor aquela com a contralto Teresa Berganza.

A obra é um retábulo musical. O primeiro trecho inicia com a aproximação de alguém. Não é a Virgem, pois ela já estava lá, e sim um narrador quem atinge o local do suplício e fala o que vê. Ainda melhor, considerando o tempo verbal, lembra o presenciado: "Estava a mãe dolorosa/ lacrimosa junto à cruz/ da qual pendia seu filho". A narrativa começa após a conclusão do momento crítico, pois se o Cristo está vivo, não será por muito tempo. Nas segunda, terceira quarta e sexta partes, o observador cogita acerca do estado de espírito de Maria: "Ó quão triste e aflita/ estava a bendita/ mãe do unigênito (...) Viu seu doce filho/ morrendo, desolado/ ao entregar Seu espírito". Quem já presenciou uma mãe no velório ou enterro do próprio filho consegue aproximar as sensações. A ligeireza do quarto trecho é de enganosa leveza, não passando de um fôlego para o drama seguinte, voltado a refletir a respeito do impacto da visão sobre os circundantes: "Qual é o homem que não chora (...) Quem não poderia entristecer-se/ ao contemplar a mãe piedosa/ sofrendo com o filho?".

Se na primeira metade do Stabat Mater o fiel contempla os instantes finais da Paixão, na segunda ele deseja participar das dores como forma de aproximação de Cristo. Sofrer com Ele o martírio, declarando irrestrita fidelidade: "Eia ,Mãe, fonte de amor/ Faça-me sentir a violência da (sua) dor/e que contigo eu pranteie". Até o sétimo trecho mantém-se certa sobriedade. Sobriedade barroca, mas sobriedade. Sofrimento contido, de força interna. No dueto do oitavo trecho é que temos a explosão da dor, tão forte a demonstrar a insuficiência da força humana em contê-la. Pergolesi concentrou n'este trecho as notas mais altas, os ornamentos mais rebuscados, toda a tensão até agora represada. Daí a impressão de prostração do nono trecho. A tempestade passou, as conseqüências são apuradas, mas ainda vemos relâmpagos esporádicos. Por toda esta segunda parte, em suma, o desejo do crente é partilhar agora o sofrimento de Jesus para depois usufruir o Paraíso ao Seu lado.


Ricardo de Mattos
Taubaté, 27/11/2003


Quem leu este, também leu esse(s):
01. A barata na cozinha de Luís Fernando Amâncio
02. Super Campeões, trocas culturais de Brasil e Japão de Luís Fernando Amâncio
03. Nós, os afogados, de Carsten Jensen de Ricardo de Mattos
04. Regras de civilidade (ou de civilização) de Julio Daio Borges
05. Monticelli e a pintura Provençal no Oitocentos de Humberto Pereira da Silva


Mais Ricardo de Mattos
Mais Acessadas de Ricardo de Mattos em 2003
01. Da Poesia Na Música de Vivaldi - 6/2/2003
02. Poesia, Crônica, Conto e Charge - 13/11/2003
03. Da Biografia de Lima Barreto - 26/6/2003
04. Estado de Sítio, de Albert Camus - 4/9/2003
05. A Euforia Perpétua, de Pascal Bruckner - 5/6/2003


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




BRINCANDO COM FOGO
GORDON RANSAY
BEST SELLER
(2010)
R$ 30,00



METODOLOGIA PARTICIPATIVA: UMA INTRODUÇÃO A 29 INSTRUMENTOS
MARKUS BROSE
TOMO EDITORIAL
(2010)
R$ 47,00



DICIONÁRIO BÁSICO ESCOLAR DE FILOSOFIA - 1ª ED. - MAIS DE 360 VERBETES
MARLY N. PERES
GLOBAL
(2013)
R$ 49,95



DOUBLE TAKE: AN FBI THRILLER FIRST TIME IN PAPERBACK
CATHERINE COULTER
BERKLEY
(2008)
R$ 31,28



CONSTRUÇÃO DA INTELIGÊNCIA PELA CRIANÇA
MARIA DA GLÓRIA SEBER
SCIPIONE
(1995)
R$ 10,00



PROCESSO PENAL - PERGUNTAS E RESPOSTAS
CAPEZ FERNANDO
SARAIVA
(2008)
R$ 26,28



FESTA NO CEU
MATEUS RIOS; MARIA VIANA
POSITIVO LIVROS
(2013)
R$ 25,00



DIREITO CONSTITUCIONAL DESCOMPLICADO
VICENTE PAULO . MARCELO ALEXANDRINO
METODO
(2009)
R$ 50,00



CASA DE BONECAS
HENRIK IBSEN
NOVA CULTURAL
(2003)
R$ 26,91
+ frete grátis



A ESCOLA EM CUBA - IMPRESSÕES DE UMA EDUCADORA BRASILEIRA
TANIA ZAGURY
BRASILIENSE
(1988)
R$ 11,49





busca | avançada
37883 visitas/dia
1,3 milhão/mês