É Julio mesmo, sem acento | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
35940 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> CONGRESSO DE ENSINO/APRENDIZAGEM DAS ARTES NA AMÉRICA LATINA: COLONIALISMO E QUESTÕES DE GÊNERO
>>> FERNANDA CABRAL SE APRESENTA NA CAIXA CULTURAL BRASÍLIA
>>> Projeto Entrecruzados lança livro e videodança documental
>>> Inscrições Abertas || Residência Artística no Jardim Botânico de Brasília
>>> Gravação de videoclipe quase provoca prisão do irmão de Gabriel o Pensador
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> No palco da vida, o feitiço do escritor
>>> Um olhar sobre Múcio Teixeira
>>> Algo de sublime numa cabeça pendida entre letras
>>> estar onde eu não estou
>>> Nos escuros dos caminhos noturnos
>>> As Lavadeiras, duas pinturas de Elias Layon
>>> T.É.D.I.O. (com um T bem grande pra você)
>>> As palmeiras da Politécnica
>>> Como eu escrevo
>>> Goeldi, o Brasil sombrio
Colunistas
Últimos Posts
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
>>> Mon coeur s'ouvre à ta voix
>>> Palestra e lançamento em BH
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
Últimos Posts
>>> É premente reinventar-se
>>> Contraponto
>>> Aparições
>>> Palavra final
>>> Direções da véspera I
>>> Nada de novo no front
>>> A Belém pulp, de Edyr Augusto
>>> Fatos contábeis
>>> Jaula de sombras
>>> Camadas tectônicas
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Aqui sempre alguém morou
>>> A imprensa dos ruivos que usam aparelho
>>> Entrevista a Ademir Pascale
>>> Leitura vertical e leitura horizontal
>>> O Direito à Estupidez
>>> Simone de Beauvoir: da velhice e da morte
>>> Salinger: uma vida
>>> Pessach: entre o social e o existencial
>>> Entrevista com João Moreira Salles
>>> E a internet está, de novo, mudando o mundo... no Egito, na Líbia...
Mais Recentes
>>> Veja--1649--o silvio que voce nunca viu. de Editora abril pela Abril (2000)
>>> Veja--2219--voo af 447--panico na cabine. de Editora abril pela Abril (2011)
>>> Revista dos curiosos--3--tira-teima das copas. de Editora europa pela Europa
>>> Tadeu Chiarelli de A Fotografia e o Tempo, Prêmio Porto Seguro 2009 pela Matavelli (2009)
>>> Galileu--7--historia--por que israel nao tem paz. de Editora globo pela Globo (2006)
>>> As Mil e Uma Noites, Contos Árabes III Volume de Anônimo pela Vademecum
>>> Introdução à Antropologia Cultural de Mscha Titiev pela Fundação Calouste Gulbenkian (1969)
>>> Tempo Brasileiro 70 Em Torno de Freud de Joel Birman, Chaim Samuel Katz e outros pela Tempo Brasileiro (1982)
>>> Vivências de Hermann Hesse pela Record
>>> Vidas Paralelas (Rainhas do Romance 52) de Linda Lael Miller pela Harlequin (2011)
>>> Caminhos da Sedução (Harlequin Primeiros Sucessos Livro 53) de Diana Palmer pela Harlequin (2014)
>>> O Gosto Do Pecado - Coleção Harlequin Primeiros Sucessos. Número 37 de Diana Palmer pela Harlequin (2013)
>>> Desafio de uma Vida (Harlequin Primeiros Sucessos Livro 49) de Diana Palmer pela Harlequin (2014)
>>> Amor Eterno - Special 81 de Caroline Anderson pela Harlequin (2013)
>>> Negócios À Parte - Sabrina 1618 de Fern Michaels pela Nova Cultural (2010)
>>> Se houver amanhã - Julia 1354 de Suzanne McMinn pela Nova Cultural (2005)
>>> Um Novo Amor! - Sabrina 1617 de Jerri Corgiat pela Nova Cultural (2004)
>>> Sete anos de feitiço - Coleção Desejo Novo, N° 38 de Heidi Betts pela Harlequin (2006)
>>> Amor fora-da-lei - Série Mavericks - Os Indomáveis 06 de Pat Warren pela Harlequin (2008)
>>> Beijos & Desejos - Coleção Harlequin Desejo Clássicos. Número 5 de Charlene Sands pela Harlequin (2014)
>>> Paixão e Atração - Harlequin Paixão #151 de Lucy Monroe e Trish Morey pela Harlequin (2009)
>>> Uma Noite Inesquecível / Doce Proposta - Harlequin Desejo Livro 227 de Brenda Jackson pela Harlequin (2015)
>>> Paixão Total de Jackie Braun pela Harlequin Books (2009)
>>> A ilha dos deuses de Nora Roberts pela Harper Collins (2016)
>>> Bruxa da noite de Nora Roberts pela Arqueiro (2015)
>>> Um Amor Para Recordar de Nicholas Sparks pela Novo Conceito (2011)
>>> Crepúsculo de Stephenie Meyer pela Intrínseca (2005)
>>> Anjos à mesa de Debbie Macomber pela Novo Conceito (2013)
>>> Nunca diga adeus de Doug Magee pela Arqueiro (2012)
>>> O amor mora ao lado de Debbie Macomber pela Novo Conceito (2013)
>>> Melhor que chocolate: Uma história sobre amor, Paris e teimosia de Laura Florand pela Única (2015)
>>> O lago místico de Kristin Hannah pela Novo Conceito (2014)
>>> O Jeito que me Olha de Bella André pela Novo Conceito (2014)
>>> Não Posso me Apaixonar de Bella André pela Novo Conceito (2013)
>>> Quero ser seu de Bella André pela Novo Conceito (2013)
>>> Um Olhar de Amor de Bella André pela Novo Conceito (2012)
>>> Perto de Você de Bella André pela Novo Conceito (2014)
>>> A arte da ilusão de Nora Roberts pela Harper Collins (2015)
>>> O Presente do Meu Grande Amor. Doze Histórias de Natal de Stephanie Perkins pela Intrínseca (2014)
>>> Para Sempre de Kim e Krickitt Carpenter pela Novo Conceito (2012)
>>> Um Perfeito Cavalheiro de Julia Quinn pela Arqueiro (2014)
>>> Felizes Para Sempre de Nora Roberts pela Arqueiro (2014)
>>> Bem Casados de Nora Roberts pela Arqueiro (2014)
>>> Mar de Rosas de Nora Roberts pela Arqueiro (2014)
>>> Álbum de Casamento de Nora Roberts pela Arqueiro (2013)
>>> Á Primeira Vista de Nicholas Sparks pela Arqueiro (2012)
>>> Pode Beijar a Noiva de Patricia Calbot pela Essência (2012)
>>> Professional PHP4 Programming (Programmer to programmer) Importado de Deepak Thomas pela Wrox (2002)
>>> Um Lugar Para o Amor de Sherryl Woods pela Harper Collins (2016)
>>> Como ter uma vida normal sendo Louca de Camila Fremder e Jana Rosa pela Agir (2013)
COLUNAS

Sexta-feira, 1/4/2005
É Julio mesmo, sem acento
Julio Daio Borges

+ de 10200 Acessos
+ 9 Comentário(s)

Foi, para variar, o Diogo Mainardi que escreveu uma vez, na Veja, uma crônica divertidíssima sobre a criatividade do brasileiro para inventar nomes. Eram coisas do arco-da-velha, tão difíceis que eu nem consegui guardar. E ele tinha razão: somos praticamente insuperáveis na capacidade de flexionar nomes próprios, na apropriação de nomes fora do contexto e na invenção pura e simples — quase sempre desrespeitando as normas da língua pátria (por exemplo, nos acentos) e, volta e meia, as das fontes em que o nome se baseia (quantos "Michael" não viraram "Maicom" no Brasil — ou coisa pior?).

E eu não poderia escapar dessa tradição secular. Como são cada vez maiores (ao menos no meu ponto de vista) as confusões em torno de mim a esse respeito, resolvi escrever esta crônica autobiográfica e fornecer alguns esclarecimentos básicos.

Começando do começo (parece óbvio, mas a maioria dos articulistas não "começa do começo" — já reparou?). Fui batizado Julio Dário. Era o nome, próprio, de um primo do meu pai, de quem ele naturalmente gostava muito, e que faleceu precocemente (aos 22 anos; era aviador). O meu pai me conta que "Julio Dário", que remonta ao tio do meu pai (o pai do seu primo falecido), se refere a um imperador da antigüidade. Não duvido do meu pai, claro. E nem do tio dele, meu tio também. Apenas imagino, pois já procurei outros "Julio Dário" em livros de História, que, na verdade, o nome se compõe não de um, mas, de dois imperadores: "Júlio" (com acento), de Júlio César, o romano; e "Dario" (sem acento), de Dario da Pérsia, aquele derrotado por Alexandre, o Grande (seu maior adversário, diz Plutarco).

Assim, você veja: sou um típico brasileiro. O que facilita algumas coisas: na escola, na universidade, no trabalho, eu era sempre o único Julio Dário. E vou continuar. A não ser que me candidate a algum cargo público e realize, sei lá, um plano econômico tão mirabolante que bebês sejam batizados em minha homenagem nas regiões mais inóspitas. Mas estou divagando.

Existe outro traço tipicamente brasileiro no meu nome próprio, se é que você reparou lá no terceiro parágrafo: os acentos estão trocados. Pois é. E isso tem, também, uma explicação, que nos leva ao título desta crônica. Minha mãe é boliviana (sem gozações aqui, por favor) e "Julio", em castelhano/espanhol, é sem acento mesmo. Eu acho até mais legal. Não queria ser "Júlio", embora muita gente me chame — obedecendo, aliás, corretamente às normas da nossa língua. E o "Dário" se realmente devia ser uma homenagem àquele imperador derrotado por Alexandre, não deveria ter acento, pois se pronuncia "Da-rí-o" e não "Dá-rio".

Então eu sou essa salada que você está vendo. Mas não pára por aí. Antes de entrar no "Daio", uma nova confusão inventada, desta vez, por mim mesmo, vou contar outras histórias engraçadas.

Tenho nome de imperador brasileiro. Você sabia? Provavelmente não sabia. Nos documentos, assino Julio Dário Revollo Porfírio Borges. (Bem, agora você já pode me processar.) Digo imperador brasileiro porque é longo e quase impossível de memorizar, ou acertar de primeira — pelas outras pessoas. Imagine ditar isso para outrem (com os acentos todos). Agora imagine o meu nervoso na hora de tirar a carteira de trabalho (meu pai tinha certeza de que o escrevente iria errar, mas felizmente ele estava bem humorado e não errou). Para completar, imagine transmitir isso por telefone. Para aquelas atendentes de telemarketing; as tais. Revollo já virou "Rebolo"; Porfírio já virou "Corfírio"; "Borges", elas costumam acertar. Bom, citei apenas as variações mais óbvias (pra você não se chocar).

De onde vem essa história de imperador nacional? Revollo vem da minha mãe. Pronuncia-se "Rebolho", e eu também acho legal ter um estrangeirismo no sobrenome. Já Porfírio e Borges vêm da família do meu pai, em Minas Gerais. Porfírio da minha avó e Borges do meu avô (ah, Revollo vem do meu avô materno). Resulta que meu pai quis transferir seus dois sobrenomes pra gente — e ficamos imperiais, eu e meus irmãos (eu até mais do que eles, por causa do precedente Julio Dário). Ainda do lado do meu pai, alguns tios me cobram que eu assine, artisticamente, Porfírio, porque a linhagem do lado da minha avó era muito mais ligada às artes do que a do lado do meu avô (um tio-avô meu, do ramo dela, por exemplo, fundou o mais importante jornal local). Mas eu gosto mesmo é de Borges; mais até do que de Revollo (como, por exemplo, assina meu irmão).

Eu sei, você já está perdido a esta altura do campeonato. Mas aviso que nós ainda nem entramos na principal confusão. Perceba como cada um de nós pode ter uma história rica só de carregar alguns prenomes e sobrenomes, digamos, mais glamorosos...

Continuando, existem os complicômetros dos sobrenomes (antes de explicar por que eu prefiro o Borges). Porfírio, que eu saiba, deve ter acento no primeiro "i". Mas como ninguém acentua, eu adotei quase a regra de ouro da minha irmã: também não acentuo mais. Ela desistiu no ginásio; eu ainda insisto quando estou num dia bom. Os dois "l" de Revollo são um enigma indecifrável para grande parte das pessoas que encontro; mas são muito comuns em espanhol. Como destaquei, pronuncia-se como o nosso dígrafo "lh". E o "v" como "b", como vocês sabem. Mas eu eternamente vou enfatizar ao telefone: "Re-vo-llo, com 'vô', com 'vê-ó', tá?". E muito pouca gente vai acertar. O "ll" ainda vai; como ninguém quase pensa digitando, acaba que nem questiona muito durante o diálogo...

Depois dessas explicações intrincadas, fica simples entender porque adotei o Borges e só. No trabalho era sempre "Julio Borges", desde o primeiro estágio. No começo, achava simples demais; mas, com o tempo, percebi que era tão mais fácil apenas corrigir o "Julio" (sem acento, tá?) e não mais o "Dário", o "Revollo", o "Porfírio"... que eu resolvi abraçar a causa do "Julio Borges". Um amigo meu da Argentina, da época do banco, pronuncia efusivamente "RRRúlio Bóóór-rês!", mas eu gosto, não me importo. Essas questões de pronúncia estrangeira não costumam me incomodar.

Mas o texto está ficando desinteressante, então eu vou entrar no principal balaio-de-gatos: minha estréia e minha carreira como escrevinhador profissional.

Tudo começou na Poli. Eles tinham um jornalzinho lá e, para variar, como eu metia o pau em algumas coisas e/ou pessoas, enviava minhas colaborações sob a alcunha de "JD". Para não cansar vocês com minhas genealogias familiares, apenas vou dizer que JD foi um jeito que um primo encontrou de me chamar (em vez de Julio Dário, como os demais). O engraçado é que, uma vez, desci a lenha num outro artigo politécnico, sobre mulheres (machista, comme — na engenharia — il faut) sem saber direito quem era o autor. O ridículo está no fato de que eu usava pseudônimo e o autor do texto criticado, também. Estava eu todo airoso por haver demolido suas palavras quando me avisaram que o cara era um amigão meu, na verdade... (Depois os blogueiros acham que essa história de pseudônimos, e suas conseqüentes trapalhadas, foi inaugurada na WWW.) Mas estou divagando de novo.

Virei JD na Poli. Mas, na minha investida mais ambiciosa, virei J.D. Borges. Ou virei antes, no Balela, um jornal por mim fundado, com outros dois comparsas, que não saiu do número inicial. J.D. Borges pegou. Foi até parar na Folha. E como, depois da formatura, mesmo engenheiro, eu não quis abandonar a pena, passei a assinar "J.D. Borges", até segunda ordem.

As piadas não pararam, claro. A Rita Lee, a internet era pequena naquela época (quando comecei a disparar meus comentários), perguntou se eu era "James Dean". Era um elogio. E o Michel Laub, hoje diretor de redação da Bravo!, que uma vez me encontrou numa cabine (na fase pós-Digestivo), me indagou depois por e-mail: "Você é o J.D. Borges da internet? Então eu já li você também..." O Sérgio Augusto, na nossa primeira topada, em 2000 e pouco, me falou uma coisa similar.

Usei "J.D. Borges" de 1997 a 2000, apesar dos percalços. Aí cansou. Eu era muito associado a J.D. Salinger, o escritor americano, e principalmente a J.L. Borges, Jorge Luis Borges, o contista argentino. Não que a associação fosse ruim; mas eu queria ter meu próprio nome, ora bolas. Logo, expandi "J.D. Borges" e readmiti o "Julio" — mas em lugar de "Dário", usei "Daio"...

Eu sou um descerebrado; pode me acusar. (Eu, eu, eu — não está chato esse negócio?)

Nós éramos crianças, eu e meu irmão. Era "Julio Dário", "Julio Dário", "Julio Dário"... mas ele — talvez pressentindo os lapsos futuros pelos quais eu iria passar — não conseguia de jeito nenhum pronunciar. Simplificou e, com aquela habilidade típica das crianças, tascou "Daio" e ponto final. Também pegou. Só que na minha casa. E entre meus familiares.

Sei que fui um irresponsável quando adotei esse apelido de infância na minha assinatura profissional, em 2000. Mas agora já foi. Hoje todo mundo me conhece por Julio Daio Borges (sem acento nenhum, tá?). E também por — eu mereço... — J.D. Borges, Julio Borges, Daio, Borges, Julio... (adote a forma que mais lhe agradar).

Eu dou risada. Não posso reclamar. Já me perguntaram se "Daio" era alguma influência romana (pelo som semelhante a "Caio"). "Não, não é; mas o Julio é; já o Dário..." E já me cobraram, do tempo da escola e do tempo do estágio: "Mas cadê os outros nomes? Cadê o Dário? O que você fez? Você tirou?". Bem, é uma longa história; leia lá, no Digestivo Cultural, "É Julio mesmo, sem acento"... Fora as correções em público, aquelas que quando acontecem você não sabe onde se enfiar (como se, aliás, as pessoas pudessem errar o próprio nome). Outro dia, eu me apresentei "Julio Borges", para evitar as perguntas, e alguém que já me conhecia (como escrevinhador) disparou: "E o Dário? Você não falou Dário, por quê? Não é Julio Dário?". E nem era Dário, era Daio...

Quando vão me pagar, por colaborar em revistas ou jornais, é a mesma confusão. Só que aumentada. Assim, eu já aviso logo: assino Julio Daio Borges, mas é meu nome artístico; meu nome por extenso é, na verdade, Julio Dário Revollo Porfírio Borges... "Jú-lh-o quê?"

E quando vou comentar, nas caixas de comentários de sites e blogs, para não preencher tudo, ponho "JDB". Pronto — outro rolo...

Minha empresa, que abriga o Digestivo, chamei de JDB Editora. Por essas questões jurídicas, de contrato social, de "objeto" e do ramo de atividade, virou "JDB Editora e Participações LTDA". Por conseqüência, quando vão pagar um serviço do Digestivo Cultural, dou a razão social que não tem nada a ver com o nome do site...

E assim vai.

Ultimamente, aperto a mão das pessoas e digo "Julio Borges". (Ah, como é mais fácil...) Mas não abandono o Julio Daio Borges, pode deixar. Nem o Daio; nem o Borges; nem o J.D.; nem o que mais você puder imaginar.

(A propósito: aposto que você deve ter histórias tão boas, ou melhores, envolvendo o seu nome... Você mora no Brasil, não mora?)


Julio Daio Borges
São Paulo, 1/4/2005


Quem leu este, também leu esse(s):
01. O momento do cinema latino-americano de Humberto Pereira da Silva
02. MPTA, Dança feita de Afetos Condensados de Duanne Ribeiro
03. Discutir, debater, dialogar de Duanne Ribeiro
04. Blindagem das palavras? de Daniel Bushatsky
05. A aura da música de Luiz Rebinski Junior


Mais Julio Daio Borges
Mais Acessadas de Julio Daio Borges em 2005
01. Melhores Blogs - 20/5/2005
02. Não existe pote de ouro no arco-íris do escritor - 29/7/2005
03. O 4 (e os quatro) do Los Hermanos - 30/12/2005
04. Schopenhauer sobre o ofício de escritor - 9/9/2005
05. A volta das revistas eletrônicas - 17/6/2005


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
10/3/2005
22h34min
Legal seu texto, Dário, parabéns! Meus problemas (e queixas) se devem pelo Silvestre. Sabe como é, as crianças são cruéis. Então, tive de arcar com meus coleguinhas me chamando de Fabio Silvester Stallone (eis minha primeira rusga com esses trocadilhos infâmes). Antes do Digestivo, eu assinava Fabio Cardoso. E só. No máximo Fabio S. Cardoso. Ah, e a opção de não colocar acento é minha, apesar de muita gente reclamar. Mas divago...
[Leia outros Comentários de Fabio Cardoso]
16/3/2005
18h02min
Julio, deixe eu conter o riso depois de sua ótima coluna para contar a minha história também! Meu sobrenome “estrangeiro” (se é que existe isso num país de imigração como o Brasil) é sempre causa de dificuldades. O som “dl”, em Sandler, não existe em português. Mais comumente, eu viro “Daniela Sandra”. Como se eu não tivesse sobrenome. Mas o interessante foi quando vim morar nos Estados Unidos. Em inglês, não só existe o som “dl”, como o conjunto “ndler” é muito comum. Todo mundo entende e escreve “Sandler” quando eu falo, com sotaque americano: “séén-ler”. Mas Daniela é impronunciável. “Daniéul-llll-a”, enrolam a língua, e acabo virando o mais familiar “Danielle”, que eles pronunciam “daniééulll”. Daí morei em Berlim. Adaptei a pronúncia de “Sandler”, cuja grafia já parece bem germânica: “zánndlaah.” E aí a mágica aconteceu: eles entendem tanto o Sandler quanto o Daniela. Sempre acertam meu primeiro nome, que é bastante usado por lá. Só adaptei a pronúncia: “dani-ê-la”, é como eles dizem. E aí está a suprema ironia: tive de ir para a Alemanha para que entendessem meu nome por inteiro!
[Leia outros Comentários de Daniela Sandler]
30/3/2005
22h55min
Julio, na identidade sou "Emilio de Moura". Ninguém nunca pronunciou nem escreveu o "de". Cansei de explicar e abreviei meu já curto nome para "Emilio Moura". Sem acento. Homônimo de poeta famoso. Estou feliz. Até a numerologia me confortou pela falta do "de". Abraço dos Ara-chás. P.S. Li hoje o nome da Ministra do Meio Ambiente: Maria Osmarina Marina da Silva Vaz de Lima, ou, Marina Silva.
[Leia outros Comentários de Emilio (de) Moura]
31/3/2005
01h20min
Bela crônica, Julio, mais uma vez. Meu nome também já foi motivo de chacota, por conta do Miranda - quantos engraçadinhos já ficaram me zombando e chamando de Marcelo MERENDA. "Tem merenda hoje? Vc é merenda de quem?". Grrrr... Mas engraçado é minha mãe contando que não gosta do meu nome completo. Sou Marcelo Miranda da Silva (sim, igual ao presidente e tantos milhões de anônimos), mas limei o "Silva" do trabalho e da vida - exceto em documentos. A mãe fala que ODEIA não o Silva, mas a preposição "da". Ela diz que não entende por que raios foi colocar "Da Silva", como se eu fosse propriedade de algum Silva perdido por aí. Apenas respondo: "Mãe, se vc não entende porque me deu esse nome, não sou eu que vou entender". Coisas da vida. Abraço!
[Leia outros Comentários de Marcelo Miranda]
31/3/2005
09h30min
Tendo lido seu artigo, vou encurtar meu nome de guerra para "Pait." Só Pait. Para evitar uma improvável mas não impossível confusão, escrevo o nome "F Pait" como acima, mas a partir de agora, em cartas e email, assino simplesmente, yours truly, Pait
[Leia outros Comentários de F Pait]
31/3/2005
12h42min
Olá, Sr. Revollo! Bom, como o Marcelo Miranda, eu também sou um Silva. Creio que todos os Silvas de muitos sobrenomes deveriam se unir contra a discriminação, mas não falo muito disso, porque eu mesmo seria um alvo. Eu escolhi abolir o pobre Silva em quase todas as ocasiões por achar "Alessandro de Paula" mais sonoro do que "Alessandro de Paula e Silva". E esta é a história do meu nome... eh eh eh!!! Um abraço, Sr. Borges!
[Leia outros Comentários de Alessandro de Paula]
31/3/2005
16h54min
Julio, legal a breve história do teu nome. O meu, gaúcha com mãe filha de barão alemão com índia guarani (só no Brasil, mesmo) e pai bem brasileiro, era muito mais complicado. Irene von Groskopft Schlottfeldt Fagundes. Estes dois "t" eram um beta, som de dois esses em alemão, só para complicar. Eu mesmo tinha que soletrar lentamente a cada assinatura. Imagina em ficha de cadastro, portarias, chamadas, etc. Aí casei com um Silva (um atrativo a mais do meu marido) e, imediatamente, tirei os alemães. Agora, depois da morte da minha mãe e convivendo com as reclamações dos filhos, até me arrependo um pouquinho. Tenho um filho guitarrista que adotou o nome artístico de Lucas Schlotts e a minha filha recebe muita gozação por ser loira de olhos azuis e Silva. Agora que o Código Civil mudou, brinco que vou pedir o divórcio e casar de novo - com o mesmo Silva, só para recuperar o meu nome e mudar o dele. Mas dá uma preguiça de soletrar ... Abraços.
[Leia outros Comentários de Irene Fagundes Silva]
3/4/2005
12h51min
Olá Júlio, ops... Julio, eu também passei por alguns percalços por causa do meu sobre nome. Ainda no colégio, a professora dividiu a sala em grupos para a realização de um trabalho. E todos deveriam citar nome e sobrenome em voz alta para que os grupos fossem formados. Na minha vez gritei "Marco Garcia", e a professora não titubeou, tascou em letras garrafais no quadro negro: Marco "Galia". Que mais tarde virou Marco "Galinha"...
[Leia outros Comentários de Marco Garcia]
10/4/2005
20h28min
Amigo Julio. Ser ou não ser, parece que esta continua sendo a grande questão. Com acento ou sem acento, seu cabelo continua o mesmo. A Júlio o que é de Julio: Daio Borges. Não se preocupe você não é o unico que sofre com essas histórias de nomes trocados, não. Conheço cada uma que daria para escrever um livro. Mas Julio em Agosto e Setembro estaremos esperando novas histórias. Abraços. Clovis Ribeiro
[Leia outros Comentários de Clovis Ribeiro]
26/7/2010
23h53min
Taí, gostei da sua combinação! É forte e soa bem! A história do meu nome eu gosto de contar. Porque meu nome também não é comum assim. Na escola, diziam que Lissa rima com linguiça. É Lissa que gosta de Pizza? Pra falar a verdade, eu dava risada das invenções ginasiais, porque nesta fase tudo é motivo pra rir. Eis que um dia, frequentando as aulas do Cursinho da Paulista, o professor de História me fez uma pergunta sobre a aula e respondi "na lata". Na sequência, quis saber o meu nome. Disse firme e forte: LISSA! Que era pra não gerar dúvidas nem perguntas do tipo: Lisa? Larissa? Mas ele me surpreendeu, dizendo que Lissa era o nome das batalhas medievais em que os cavaleiros lançavam suas lanças entre muros inimigos. E o mais interessante é que o nome do veneno que ia na ponta da flecha era "Lissa". Uau... Sou fatal (pensei). Fiquei pálida, estupefata! Mas adorei saber de tudo aquilo. Nunca mais me esqueci daquele professor tão inteligente: CIRO - O CRUEL!
[Leia outros Comentários de LISSA CRISTINA]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




PAVANA PARA UM MACACO DEFUNTO - ANTÔNIO GALVÃO NACLÉRIO NOVAES (TEATRO BRASILEIRO)
ANTÔNIO GALVÃO NACLÉRIO NOVAES
SNT/MEC
(1967)
R$ 25,00



UM CONTO DE BATMAN: LÂMINAS: MINI SÉRIE EM 3 EDIÇÕES
N/D
ABRIL JOVEM
(2017)
R$ 20,00



HITCH GIRL - EXPERT EM SEDUÇÃO
LA BARONNE
LUA DE PAPEL
(2011)
R$ 15,69



OS DESVALIDOS - 1ª EDIÇÃO
FRANCISCO J. C. DANTAS
COMPANHIA DAS LETRAS
(1993)
R$ 15,00



MYSTERYUM CONIUNCTIONIS
C.G. JUNG
VOZES
(1990)
R$ 42,00



EDUCAÇÃO COMO EXERCÍCIO DO PODER
VITOR HENRIQUE PARO
CORTEZ
(2010)
R$ 20,00



ART A HISTORY OF PAINTING SCULPTURE ARCHITECTURE VOL 1
FREDERICK HARTT
PRENTICE HALL
(1976)
R$ 80,00



BIOLOGIA 2 - BIOLOGIA DOS ORGANISMOS - BOX COMPLETO 4 LIVROS
AMABIS; MARTHO
MODERNA
(2014)
R$ 40,00



LUNA CARA DE CONEJO - TERESA VALENZUELA (TEATRO INTANTIL)
TERESA VALENZUELA
LIBROS DEL RINCON
(1999)
R$ 20,00



ESTETICA DE LÉVIS STRAUSS
JOSE GUILHERME MERQUIOR
LOYOLA
(2018)
R$ 44,90





busca | avançada
35940 visitas/dia
1,0 milhão/mês