Como começar uma carreira em qualquer coisa | Ram Rajagopal | Digestivo Cultural

busca | avançada
57876 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Projeto Nascentes Criativas promove ações culturais gratuitas no interior de Minas
>>> Pekka Pylkkänen (FIN) - Brazil Tour 2024
>>> Domingo, 19, 17h, tem 'Canta Teresa' - Roda Cultural com os rappers Ramonzin e Emitê OG
>>> HOJE E AMANHÃ - JÁ ESTAMOS BEM - IMPROVISO DE DANÇA ABORDA ADOECIMENTO HUMANO E PLANETÁRIO
>>> Selvageria synth pop no Pantera Clube
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
>>> Sim, Thomas Bernhard
Colunistas
Últimos Posts
>>> Comfortably Numb por Jéssica di Falchi
>>> Scott Galloway e as Previsões para 2024
>>> O novo GPT-4o
>>> Scott Galloway sobre o futuro dos jovens (2024)
>>> Fernando Ulrich e O Economista Sincero (2024)
>>> The Piper's Call de David Gilmour (2024)
>>> Glenn Greenwald sobre a censura no Brasil de hoje
>>> Fernando Schüler sobre o crime de opinião
>>> Folha:'Censura promovida por Moraes tem de acabar'
>>> Pondé sobre o crime de opinião no Brasil de hoje
Últimos Posts
>>> A insanidade tem regras
>>> Uma coisa não é a outra
>>> AUSÊNCIA
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
>>> Guerra. Estupidez e desvario.
>>> Calourada
>>> Apagão
>>> Napoleão, de Ridley de Scott: nem todo poder basta
>>> Sem noção
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Mediando a Soninha
>>> O injustificável
>>> 40
>>> Assim rasteja a humanidade
>>> Mário Faustino
>>> A dança das imagens de Murilo
>>> Desligando o Cartoon Network
>>> Leia de ouvido
>>> Cinema Independente (5.1)
>>> Pondé sobre o crime de opinião no Brasil de hoje
Mais Recentes
>>> Mal-entendido Em Moscou de Simone de Beauvoir pela Record (2016)
>>> Leonardo da Vinci - A Alma de Um Gênio de Marislei Espíndula Brasileiro pela Lúmen (2004)
>>> O Corsário e a Rosa de Sveva Casati Modignani pela Círculo do Livro (1995)
>>> Como Era Verde o Meu Vale de Richard Llewellyn pela Círculo do Livro (1985)
>>> O Ultimo Templário de Raymond Khoury pela Ediouro (2006)
>>> O Tempo e o Vento - Volume 2 - O Retrato de Érico Veríssimo pela Círculo do Livro (1986)
>>> A Grande Cozinha - Saladas de Vários Autores pela Abril Coleções (2007)
>>> Hotel de Arthur Hailey pela Nova Fronteira (1966)
>>> O Tigre Branco de Aravind Adiga pela Agir (2015)
>>> Negociação: Fortalecendo o Processo de Eugenio do Carvalhal pela Vision (2004)
>>> Comunidade e Sociedade no Brasil de Florestan Fernandes pela Companhia Nacional (1974)
>>> O Vendedor de Sonhos - O Chamado de Augusto Cury pela Academia (2008)
>>> Indulgência de Francisco Cândido Xavier pela Ide (1989)
>>> Liga da Justiça : A Guerra do Demônio Parte 1 e 2 de Alan Grant pela Mythos (2003)
>>> O Fiel da Balança de Taylor Caldwell pela Globo
>>> Júlia Especial vol. 10: O caso do detetive Baxter de Giancarlo Berardi pela Mythos (2023)
>>> Vida e Sexo de Francisco Cândido Xavier pela Feb (1970)
>>> Júlia Especial vol. 09: O caso do ônibus fantasma de Giancarlo Berardi pela Mythos (2023)
>>> Júlia Especial vol. 07: O caso dos grafites apagados de Giancarlo Berardi pela Mythos (2023)
>>> O Sexo No Casamento de Regina Navarro Lins; Flávio Braga pela Best Seller (2006)
>>> Júlia Especial vol. 06: O caso da Rua Magnólia de Giancarlo Berardi pela Mythos (2023)
>>> Batman - Guardião de Hollywood - Ed. Especial de DC Comics pela Mythos (2002)
>>> A Vida em Família de Rodolfo Calligaris pela Ide (1980)
>>> Dinho e Suas Finanças de David F. Hastings pela Fgv (2015)
>>> Hoje é Dia de Maria - Coletânea de Fotos da 1ª e 2ª Jornadas de Luis Alberto de Abreu, Luiz Fernando Carvalho pela Globo (2006)
COLUNAS

Segunda-feira, 24/4/2006
Como começar uma carreira em qualquer coisa
Ram Rajagopal
+ de 19300 Acessos
+ 8 Comentário(s)

Não acredito muito em receitas prontas para vida. Para ser sincero, uma execeção é meu mapa astral indiano, que prevê que eu serei um recluso famoso em uma montanha do conhecimento ou um milionário qualquer. De vez em quando é bom relaxar na sabedoria de que posso ser um recluso numa montanha do conhecimento, já que aprender é uma de minhas atividades preferidas. Pois bem, meus amigos até me perguntam por que procuro aprender tanto. Será que é para encher currículo? Acho que não. Afinal, não faria o menor sentido abrir um livro qualquer que acho interessante e ler até o final simplesmente porque desejo incrementar um currículo. Eu o faço porque é uma das atividades pela qual mais tenho tesão.

Pois então, se você vai começar qualquer coisa na vida, começe algo por que você tenha tesão. Um aluno do curso em que fui assistente de ensino veio me perguntar quais cursos da universidade deveria fazer. Perguntei a ele quais as áreas da engenharia eletrônica que mais o empolgavam. Seriam as formulações matemáticas de sistemas lineares ou as incríveis técnicas para simular circuitos em computador? E ele me respondeu que tudo lhe era indiferente. Afinal, o que ele mais gostava era de História, línguas e de tocar violão clássico persa. O único conselho que lhe dei é: investigue mais então essas coisas, mesmo que, no início, 80% do seu tempo ainda esteja voltado para o curso original... (Uma oportunidade que apareceu, anos mais tarde, para ele foi a de trabalhar com aplicações de eletrônica em música, num centro recém-fundado...)

O que aprendi com alguns dos grandes mestres de Berkeley é que o melhor é nunca pensar no fim da vida. Não estou falando em pensar na morte. A morte é um fato que deve ser eventualmente encarado e aceito. Mas, sim, de pensar no fim da carreira, na glória, na fama. Nada disto se aproxima do prazer que é fazer o que se ama. Daniel Mc Fadden, prêmio nobel em economia e professor da minha universidade, sempre diz que nunca esperava ganhar prêmio algum, que o próprio projeto que lhe deu o Nobel foi algo acidental e não era uma de suas prioridades. Teve até dificuldades para encontrar o que pesquisar. O professor John Doyle, de Caltech, e um dos pioneiros em teoria de controle, penou na universidade até encontrar o que gostava.

Um dos grandes empreiteiros de uma indústria de bilhões de dólares, a análise de circuitos por computador, Joe Costello, contou sua história pessoal que inclui uma breve temporada no programa de pós-graduação de Berkeley, até concluir que fazer pesquisa acadêmica não era a dele, mas que levar a pesquisa até o mercado era algo que sempre lhe dera prazer. Depois de persistir por muitos meses (muitos mesmo) procurando algo para levar ao mercado, se envolveu com CAD. Pois aqui está o segundo elemento importante para alguém que quer fazer o que gosta: encontrar seu próprio caminho.

Encontrar seu próprio caminho, ter tesão. Mas e se nada disso estiver claro? Como pagar as contas do fim do mês? Minha mãe sempre me disse: não se comprometa com o que você não quer. É possível viver com bem pouco por mês, mas é impossível se viver com pouca satisfação. Para sair do marasmo é necessário explorar e tomar riscos. Converse com pessoas que parecem fazer aquilo que você acha interessante. Em 1998, sendo aluno na UFRJ ainda, enviei muitos e-mails para o renomado pesquisador da IBM Jean Paul Jacob para que me convidasse para uma visita ao centro de pesquisas onde trabalha. Nem eu acreditei quando o convite apareceu, e passei um dia inteiro conhecendo pioneiros que inventaram o mouse, o hard disk e os bancos de dados. No fim do dia, o renomado pesquisador me disse: "te convidei aqui porque você é o cara mais chato e persistente que encontrei! E nunca se sabe o que vai inspirar um indivíduo como você". Até hoje é um grande aprendizado ouvir suas idéias sobre tecnologia e o futuro da computação. Já fiz muitas loucuras assim. Algumas deram certo, outras, não. Mas aprendi bastante, que sempre foi o que me dá maior tesão.

Então o infame terceiro elemento da receita é "criatividade". Não tenha medo de ser criativo. Nem mesmo de acreditar em suas idéias e gostos, por mais mal formulados que lhe pareçam. Algumas coisas muito boas da vida começam num impulso. Mas nenhuma encontra fruição sem persistência. Criatividade não é só "ter idéias" como se propaga por aí. É também ter persistência para levar uma idéia a cabo, até ela dar certo. É também ter muitas idéias para poder escolher a melhor delas para persistir... Durante minhas andanças pelo mundo da tecnologia, conheci um indiano que (co-)fundou cinco empresas. Encontrou o sucesso na sexta empreitada. É um cara que tem vinte idéias por ano. Mas formula todas elas, e repete para sua esposa, que seleciona com carinho aquelas que ela, ao menos, acha compreensíveis...

Ser criativo é também saber usar suas idéias naquilo que você faz. Meu "orientador alemão" Lothar Wenzel, como chamo um dos pesquisadores mais geniais que já conheci, sempre me disse que até mesmo a tarefa mais banal de engenharia pode ser abordada com vigor e criatividade. E que coisas incríveis resultam disso. Uma pessoa teve a idéia de ordenar quase aleatoriamente a ordem de visitas de um serviço de distribuição de alimentos para aposentados incapacitados. Baseado em sua intuição experimentou mudar uma metodologia que estava instituída há muito tempo. Uns anos mais tarde, professores demonstraram que a ordem quase aleatória escolhida é bem próxima da melhor ordem possível...

O mundo clama por criatividade e inovação. Muitas coisas só estão esperando quem as faz, se mexer, sair do marasmo, para encontrar uma nova solução. Mas nunca devemos nos esquecer de que, para inovar, é necessário aprender como fazer o que se faz com competência. Para isso, é preciso se interessar pelo assunto minimamente, seja o que for. Ser curioso. Estudar, ler, e, o mais importante, trocar idéias com pessoas mais experientes, sem no entanto tomar as idéias delas como sendo definitivas. Para trazer o novo à tona, não é necessário ignorar o velho. O melhor é quando se entende o que existe, e quais as suas limitações, para então pensar num novo jeito de fazer. Tudo que falei até aqui parece óbvio e abstrato. Óbvio é mesmo. Abstrato, nem tanto. Mas se você quer um conselho bem prático: que tal investir aquela grana para prestar mais um concurso público - que você só quer por causa do dinheiro - para fazer um curso em algo que você gosta? Senão, porque não investir numa viagem para algum lugar? Necessidade de talento (de repente, seu talento) não falta neste mundo. E você não precisa ser o próximo Einstein. Até mesmo se você tem talento para falar, para uma boa conversa, por que não se dedicar a ensinar, por exemplo, português?

Deixei para o fimzinho aquilo que acho que foi o conselho mais importante que já me deram, e me deram muitas vezes: não se preocupe muito com o caminho que vai seguir na vida. Invista em você mesmo, até descobrir o que você ama fazer. Quando descobrir, se agarre naquilo. Jamais espere pela aprovação da sociedade no que você faz. Nunca se deixe sancionar por ninguém. Fazer os famosos "sanity checks" (testes de sanidade) são importantes de vez em quando, mas quando se começa alguma coisa, o melhor é deixar a sanidade um pouco de lado e seguir o coração. Não estou propondo nada novo, nem descrevendo um mapa para seguir para o sucesso. Como disse um outro grande professor meu: "acabei fazendo este trabalho porque foi o que descobri que gosto de fazer. Imagina se tivesse feito alguma outra coisa. Talvez ganhasse algum reconhecimento rápido, mas para que me escravizar baseado na opinião dos outros?". Ele acabou de ganhar uma das medalhas de mérito mais importantes de sua área, e é amplamente reconhecido por ser um dos melhores orientadores acadêmicos norte-americanos.

E mais uma coisa, de vez em quando faça coisas sem sentido. Compre livros cuja capa lhe agrada, mas o tema parece impenetrável. Se você é aluno, vá para outro departamento e assista a uma aula que lhe parece interessante no site da universidade. Experimente. A minha avó, que é uma das pessoas mais ativas que eu conheço, sempre me disse para nunca deixar nada para amanhã. E sempre complementou: mas também não se condene pela pressa... Um grande mestre espiritual indiano confidenciou comigo, uma vez, "o melhor momento da minha vida foi quando estava descobrindo estas novas experiências". Nem mesmo todo reconhecimento e fama que ele tem mundo a fora, parecem ter feito esquecer a experiência sensacional que é experimentar, descobrir, errar, experimentar mais um pouco, e assim por diante... Nunca é tarde para se esquecer a carreira, e começar a viver suas idéias.

Post Scriptum
Enquanto escrevia este texto, pensei num amigo meu aqui em Berkeley. Ele deixou o doutorado para abrir uma pequena loja de modificações de bicicletas. Hoje, usando um software que ele mesmo desenvolveu, está projetando peças inovadoras para suas bicicletas. Tem patentes e tudo. Outro dia, eu o encontrei na sorveteria, e ele comentou comigo: "como é bom estar sujo de graxa de bicicleta!". Isto, sim, é expressão de prazer.

Post Scriptum II
Para você ver como nada é impossível, este autor está envolvido com um projeto de aprender a tocar violão. Quando começou, não sabia nem contar as batidas de uma música... Mas, graças ao apoio de vários outros violeiros de plantão, hoje ele já é capaz de tocar uma música orgulhosamente mal. Se isto é possível, hoje ele acredita que quase tudo é possível...!

Nota do Editor
Leia também "A ousadia de mudar de profissão".


Ram Rajagopal
Berkeley, 24/4/2006

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Alguém para correr comigo, de David Grossman de Julio Daio Borges


Mais Ram Rajagopal
Mais Acessadas de Ram Rajagopal em 2006
01. Sobre responsabilidade pessoal - 1/5/2006
02. Como o Google funciona - 14/3/2006
03. Como começar uma carreira em qualquer coisa - 24/4/2006
04. Reflexão para eleitores - 4/9/2006
05. Música é coração, computadores, não? - 28/2/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
26/4/2006
10h09min
Ram, não pretendo comentar o conteúdo do seu texto, quero apenas dizer: adorei. Quando tudo o que se encontra por aí são extremos - ou a patética auto-ajuda ou o sarcasmo rasgado, como em outras colunas daqui mesmo - é muito bom ler algo rico, cujo tom é ponderado, mas otimista e até gentil. Um abraço e parabéns.
[Leia outros Comentários de Lívia Santana]
26/4/2006
11h57min
Engraçado, estava em busca de respostas, e achei. Suas palavras serviram para me inspirar numa tomada de decisão. Um texto claro, direto e motivador... Obrigada. Vou redirecionar o meu rumo...
[Leia outros Comentários de Eloah Pimenta]
26/4/2006
17h10min
Tudo de bom: vale como estímulo aos mais inquietos. Que venham outros assim. Um abraço da leitora do DF.
[Leia outros Comentários de Gisele Lemper]
24/4/2007
16h28min
Ram; tudo o que eu precisava ler neste momento da minha vida. Aliás, vou ler de novo...
[Leia outros Comentários de Anna]
11/11/2007
01h19min
Ram, este momento para mim é de grande incentivo, pois amanhã estarei prestando prova de vestibular para Direito com 58 anos. Grato por este texto, pois quem quer galgar na vida tem que ser perseverante nos seus propósitos, parabéns pela sua mensagem.
[Leia outros Comentários de João Batista ]
8/7/2008
11h48min
Me incentivou bastante; não só a mim, como a meus amigos que leram, também. Parabéns pela força que vocês dão.
[Leia outros Comentários de Jeová Alexandrino]
18/12/2009
00h37min
Olá, Ram Rajagopal! Excelente a sua mensagem! Muito motivadora e inspiradora! Grata por tê-la escrito e disponibilizado. Realmente, ótima! Parabéns! Saudações, Virgínia
[Leia outros Comentários de Virgínia ]
18/6/2011
18h04min
Um texto eterno, de compreensão e incentivo. E de alívio, para aqueles que querem mudar e tem coragem para fazer o que gostam. Parabéns!
[Leia outros Comentários de Cilas Medi]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




The Complete Works of William Shakespeare - Comedies
William Shakespeare
New York
(2008)



Meus Filhos
A. Balbach
A Edificação do Lar



Livro Literatura Estrangeira A Sogra
Emma Southworth
Companhia Ed. Nacional
(1984)



Em Obras - os Trabalhadores da Cidade de São Paulo Entre 1775 e 1809
Amália Cristovão dos Santos
Alameda
(2018)



Memórias Emotivas
Izaías Almada
Mania de Livro
(1996)



O Príncipe
Nicolau Maquiavel
Abril Cultural
(1973)



Frutas Brasil Frutas
Silvestre Silva e Helena Tassara
Melhoramentos
(2005)



O Que Vale é a Intenção
Mallika Chopra
Gente
(2015)



O Que São os Sentimentos?
Oscar Brenifier
Caramelo
(2005)



Marley & Eu
John Grogan
Ediouro
(2006)





busca | avançada
57876 visitas/dia
2,4 milhões/mês