Alberto Caeiro, o tal Guardador de Rebanhos | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
80302 visitas/dia
2,1 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Liberdade Só - A Sombra da Montanha é a Montanha: A Reflexão de Marisa Nunes na ART LAB Gallery
>>> Evento beneficente celebra as memórias de pais e filhos com menu de Neka M. Barreto e Martin Casilli
>>> Tião Carvalho participa de Terreiros Nômades Encontro com a Comunidade que reúne escola, família e c
>>> Inscrições abertas para 4ª Residência Artística Virtual Compartilhada
>>> Exposição 'Mundo Sensível dos Mitos' abre dia 29 de julho em Porto Alegre
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Marcelo Mirisola e o açougue virtual do Tinder
>>> A pulsão Oblómov
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
Colunistas
Últimos Posts
>>> A melhor análise da Nucoin (2024)
>>> Dario Amodei da Anthropic no In Good Company
>>> A história do PyTorch
>>> Leif Ove Andsnes na casa de Mozart em Viena
>>> O passado e o futuro da inteligência artificial
>>> Marcio Appel no Stock Pickers (2024)
>>> Jensen Huang aos formandos do Caltech
>>> Jensen Huang, da Nvidia, na Computex
>>> André Barcinski no YouTube
>>> Inteligência Artificial Física
Últimos Posts
>>> Cortando despesas
>>> O mais longo dos dias, 80 anos do Dia D
>>> Paes Loureiro, poesia é quando a linguagem sonha
>>> O Cachorro e a maleta
>>> A ESTAGIÁRIA
>>> A insanidade tem regras
>>> Uma coisa não é a outra
>>> AUSÊNCIA
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
Blogueiros
Mais Recentes
>>> A mulher madura
>>> Banheiros
>>> Semana da Canção Brasileira
>>> Poesia vira imagem: Ronald Polito e Guto Lacaz
>>> Um imenso Portugal
>>> 6 anos esta noite
>>> As noites insanas de Zizi Possi
>>> Sobre cafés e diversão 0800
>>> Temporada de Gripe
>>> Você viveria sua vida de novo?
Mais Recentes
>>> Livro Psicologia Memórias Sonhos Reflexões de C. G. Jung pela Nova Fronteira (1963)
>>> Catedral das Sombras de Daniel Mastral, Isabela Mastral pela Agape (2014)
>>> Meu Anjo Da Guarda de Mercedes Llimona pela Paulinas (2009)
>>> Nós Matamos O Cão Tinhoso de Luís Bernardo Honwana pela Kapulana (2017)
>>> Livro Literatura Brasileira As Melhores Crônicas de Fernando Sabino de Fernando Sabino pela Record (1986)
>>> Mauá - Empresário do Império de Jorge Caldeira pela Companhia Das Letras (1995)
>>> Para Entender o Texto Leitura e Redação de Platão & Fiorin pela Ática (2008)
>>> Science 2003 Human Body Student Edition (softcover) Grade 1 de Scott Foresman pela Scott Foresman (2006)
>>> O Livro dos Sustos - O Que Fazer nas Situações Horripilantes da Vida de Rosana Rios pela Atica (2006)
>>> Declarando - se Culpado de Scott Turow pela Record (1993)
>>> Draguinho - Diferente De Todos, Parecido Com Ninguém de Claudio Galperin pela Ática (2005)
>>> Livro Psicologia Eu Sou As Escolhas Que Faço Como Resolver o Dilema Entre o Que o Mundo Espera de Você e o Que Você Quer do Mundo de Elle Luna pela Sextante (2016)
>>> Manual de Direito Comercial1 de Fabio Ulhoa Coelho pela Saraiva (2002)
>>> Psicologia Escolar de Jack I. Bardon ; Virgínia C. Bennett pela Zahar (1975)
>>> Livro Pedagogia Quem Educa Quem? de Fanny Abramovich pela Summus (1985)
>>> O Nome do Vento - A Crônica do Matador do Rei - Primeiro Dia de Patrick Rothfuss pela Arqueiro (2009)
>>> Guilherme de Inglaterra ( Pocket ) de Chrétien de Troyes pela Lacerda (1997)
>>> Que E Respeitar O Shabat?, O - Um Guia Para Seu Cumprimento E Compreensao de Daian Dr. Isidor Grunfeld pela Sêfer (2024)
>>> Diario Sem Data De Uma Gata de Dilan Camargo pela Editora Cassol (2010)
>>> Let's Go 1: Student Book (let's Go Second Edition) de R. Nakata, K. Frazier, B. Hoskins, S. Wilkinson pela Oxford University Press (2000)
>>> Livro Auto Ajuda O Poder Do Agora Um Guia Para Iluminação Espiritual de Eckhart Tolle pela Sextante (2002)
>>> Amado Timóteo - Uma Coletânea De Cartas Ao Pastor de Thomas K. Ascol (compilador) pela Fiel (2008)
>>> A Death in Vienna de Daniel Silva pela Putnam Adult (2004)
>>> Um Porco Vem Morar Aqui! de Claudia Fries pela Brinque-book (2000)
>>> Environments and Energy de Houghton Mifflin pela Houghton Mifflin (2008)
COLUNAS

Sexta-feira, 30/6/2006
Alberto Caeiro, o tal Guardador de Rebanhos
Julio Daio Borges
+ de 19600 Acessos
+ 7 Comentário(s)

"(...) E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz."

Alberto Caeiro

A poesia é um dos gêneros literários mais maltratados hoje. Todo mundo essencialmente acha que, dadas as devidas condições de temperatura e pressão, pode sair por aí "poetando" (aliás, ô verbinho horroroso). Fazer poesia, para muitas pessoas, é como abrir uma determinada válvula e passar a liberar - feito gás - seu mau gosto.

Poeta, então, é qualquer coisa. Ou qualquer um que desperte, nos outros, uma sensibilidade mais recôndita. Assim, desde o cameraman até o subproduto de rock, todos, de vez em quando, são apontados como "poetas" por algum tolo ignorante.

Fazer poesia e ser poeta, atualmente, tem pouco a ver com conhecer uma tradição poética e exercitá-la.

Vinicius e Leminski propagaram a noção errada de que basta estar sentado à mesa de um bar, suficientemente alcoolizado, para rabiscar guardanapos e produzir, num rompante, um "Soneto da Separação". Vale dizer que, para muita gente séria, só vale - como poeta - o Vinicius de Moares da primeira fase (que não tem nada a ver com esse retrato); e que Paulo Leminski não passou de um fazedor de slogans (um marqueteiro que nunca devia ter saído das agências de propaganda).

Os "poetas" de hoje, claro, se esquecem - e vão vender seus garranchos em frente ao Masp, no intervalo das salas do Espaço Unibanco ou nos botecos da Vila Madá... Não compre: não tem nenhum valor. Ou, se é para fazer desse jeito, peça a sua cerveja e cometa, ali mesmo, de próprio punho, uns poemas também. Provavelmente não terão, igualmente, nenhum valor, mas certamente apelarão mais à sua sensibilidade.

Fernando Pessoa, vamos ser francos agora, é um pouco responsável por esse estado de coisas. João Cabral de Melo Neto nunca o perdoou por transmitir a falsa sensação de que fazer poesia não custava nada. É de Ana Cristina Cesar - da mesma leva do Leminski - a conclusão de que, depois de ler Pessoa, todo mundo acha que é... Fernando Pessoa.

Os modernistas todos, ao instituir o verso livre (sem métrica) e o branco (sem rima), sem querer espalharam a crença de que, como não havia mais parâmetros, era poesia qualquer coisa escrita em primeira pessoa, e era poeta qualquer semi-analfabeto que amanhecesse "diferente", assassinando versos, mais contente ou mais choroso.

Conseqüentemente, é espantoso que a nossa sensibilidade poética não tenha sido para sempre estragada, depois de tanto poeta que não vale um centavo e de tanta poesia literalmente vagabunda. Por incrível que pareça, há esperança.

E há esperança, justamente, no que é tão óbvio e está logo ali ao lado. Estou falando de Alberto Caeiro, o popular "Guardador de Rebanhos" de Fernando Pessoa.

Pessoa, somos ensinados na escola, era aquele sujeito dos heterônimos. Grande coisa. Qualquer esquizofrênico de chat de internet (ou de blog) pode ter múltiplas personalidades. Em Pessoa - na escola esqueceram de contar - a poesia é que vale. O resto pode jogar tudo fora. OK, ele escreveu em forma de heterônimos, mas isso não deveria ser, em nenhum momento, a coisa mais importante.

E para começar a ler Fernando Pessoa - e até poesia, se você quiser -, eu indicaria o Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, mais alguma coisa dos Poemas Inconjuntos, e um ou outro "fragmento" (esqueça O Pastor Amoroso, que é por demais... xaroposo?). Ricardo Reis - Pessoa mesmo escreveu - é "disciplina mental", Álvaro de Campos é muita "emoção" e Bernardo Soares cansa com aquela insistência dele no "sonho" (isso sou eu mesmo que estou falando, tá?). Caeiro deve ser a sua porta de entrada para a poesia de Fernando Pessoa.

É engraçado encontrar em Caeiro muitos dos lugares-comuns atribuídos a Pessoa, que, sempre fora do contexto, é moda citar. Como: "Não tenho ambições nem desejos/ Ser poeta não é ambição minha/ É a minha maneira de estar sozinho". Ou como: "Sinto-me nascido a cada momento/ Para a eterna novidade do mundo...". Ou ainda: "Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos./ Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer".

Antes que você interprete como se costuma interpretar (conforme o gosto do cliente), vale esclarecer que o primeiro trecho não é um convite - direcionado aos solitários - à poesia. Se fosse assim, os maiores poetas seriam os cobradores de pedágio. Depois, o segundo trecho não indica que Caeiro, ou Pessoa, seja um novidadeiro fashion. O que ele quer dizer é que, para quem tem olhos como os seus, a novidade pode estar em qualquer lugar. Por último, o terceiro trecho não é - hello, hedonistas - um reforço à máxima do carpe diem. "Aqui" e "agora", para Alberto Caeiro, não querem necessariamente dizer uma festa ou uma rave: pode ser um ponto de ônibus, uma fila do INPS ou mesmo uma prova do vestibular.

Alberto Caeiro, se costuma afirmar, é um "poeta da natureza". Mas não um ecopoeta (chato), que curte esportes de aventura ou que se preocupa com a camada de ozônio, com os índios ou com a floresta amazônica. Ele tem a natureza dentro de si, como um estado de espírito. Assim, ele diz: "O único sentido íntimo das cousas/ É elas não terem sentido íntimo nenhum". Ou ele diz: "O meu misticismo é não querer saber./ É viver e não pensar nisso". Ou, ainda, ele diz: "O único mistério é haver quem pense no mistério". Para terminar: "Há metafísica bastante em não pensar em nada". (Você não sabe o que é metafísica? Como quer ser poeta então?!)

Pessoa considerava Caeiro uma de suas maiores criações. Porque ele era um "pensador", mas, ao mesmo tempo, era antifilosófico. Como Clarice Lispector escreveria depois, ele procurava "viver" e "dispensar todo entendimento". Não menciona Nietzsche em nenhum ponto, mas seguramente acreditava também num retorno às coisas naturais. Como Descartes, procurou se "despir" de todo conhecimento, de todo aprendizado e encarar a vida como se o mundo estivesse apenas começando. Como Heidegger, enxergava no homem um "descolamento" em relação à natureza, mas, ao contrário deste, não aceitava bem o fato e propunha uma volta, uma reintegração. (Ambos tinham como contraponto o reino animal, que nunca "pensa" em nada, simplesmente está lá.) Talvez a maior ambição de Caeiro fosse morrer como Espinosa, perfeitamente integrado ao todo - como um santo.

Pessoa - conta-nos o posfácio - planejava, para Caeiro, algo retumbante. Como era seu costume, antes mesmo de que seus versos viessem à tona, tratou de redigir, para ele, alguma fortuna crítica. Em inglês, anotou: "Caeiro is the only poet of Nature. In a sense he is Nature: he is Nature speaking and being vocal". E, para dissipar todas as nuvens, completou: "Caeiro has created (1) a new sentiment of Nature, (2) a new mysticism, (3) a new simplicity".

Como muito do que Alberto Caeiro produziu, grande parte desses versos permaneceu no famoso baú de Fernando Pessoa, com uma ou outra aparição em revistas. Pessoa ele mesmo - ao contrário de nossos "poetas" contemporâneos - tinha sérias dúvidas sobre seu valor e, como sabemos todos, publicou um único livro em vida. É possível que tivesse assimilado, do "mestre" Caeiro, ainda uma última lição: "A realidade não precisa de mim".

"Diferente de tudo, como tudo."
Alberto Caeiro

Para ir além






Julio Daio Borges
São Paulo, 30/6/2006

Quem leu este, tambm leu esse(s):
01. E assim se passaram dez anos... de Julio Daio Borges
02. Reforma na Paulista e um coração pisado de Elisa Andrade Buzzo
03. Twitter e as amebas de Rafael Fernandes
04. Geração Coca Zero de Marcelo Spalding
05. O cânone na berlinda de Luiz Rebinski Junior


Mais Julio Daio Borges
Mais Acessadas de Julio Daio Borges em 2006
01. Novos Melhores Blogs - 17/3/2006
02. Por que os blogs de jornalistas não funcionam - 22/9/2006
03. O Gmail (e o E-mail) - 3/3/2006
04. Desconstruindo o Russo - 21/7/2006
05. O náufrago, de Thomas Bernhard - 4/8/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
29/6/2006
15h52min
Maiakovski, Rimbaud, Castro Alves, Augusto dos Anjos e a radicalidade do seu texto está coberta de razão.
[Leia outros Comentários de Joel Macedo]
30/6/2006
11h39min
Esse texto poderia fazer parte de um ótimo e essencial livro sobre poesia. É raridade. O texto é deliciosamente exato, possui esse "mau-humor" necessário - e paradoxalmente divertido - a toda crítica séria. Situa muito bem Fernando Pessoa; Julio vai direto ao "x" da questão dos heterônimos, por exemplo. Nada mais direto e, não resistindo à rima, fico com a opinião de João Cabral de Melo Neto. Pessoa é, de certa forma, uma referência para essa poesia de almanaques, cheia de dísticos e "pensamentos". Claro, era mais que isso, mas a irritação do João Cabral é por conta dessa aparência meio popular demais. Entre os extremos do verso "espirituoso" e o da taquigrafia inarticulada dos super-cult vivem alguns poetas. "Meu nome é legião" - poderiam dizer os possuídos pelo desejo de ser poeta - "porque somos muitos". Mas os poetas, ainda bem, não são tantos assim.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
1/7/2006
21h33min
A poesia às vezes apresenta-se nas palavras, mas ela está na beleza, no olhar arquitetônico, no brilho das estrelas, na calçada que abriga os sem-residências, no olhar empoeirado perdido no vazio de quem deseja plantar a esperança, mas a poesia encontra-se na urbanidade, nas vidraças das janelas, no pentear das loiras, no sorriso das crianças, na alegria das passaradas, a poesia é a leveza da chuva fria, e no aconchego de dois braços que se tocam num abraço, a poeisa é isto, um espaço sem fim, com vontade de encontrar um fim e servindo como meio.
[Leia outros Comentários de Manoel Messias]
3/7/2006
09h40min
OK, concordo quando você fere os poetas de botequim e aqueles que tentam ganhar a vida vendendo suas poesias. Porém, quem são os bons poetas contemporâneos de língua portuguesa? Quem são os bons e jovens poetas brasileiros? Onde está a esperança de nossa poesia?
[Leia outros Comentários de Fabio Damasio]
3/7/2006
09h47min
Fabio, três textos para você ler sobre: um, dois e três. Abraço forte, Julio
[Leia outros Comentários de Julio Daio Borges]
31/5/2011
17h28min
Belo texto, Julio! Fernando Pessoa faz muito mal para leitores ingênuos, que a partir dele e sem entendê-lo começam a achar que não precisam pensar, ler, conhecer a tradição... e acabam virando "poetas" da noite para o dia e por causa de dor de cotovelo. O mesmo que você disse para os poetas, poderia ser dito para praticantes de artes plásticas, que depois de Duchamp pensam que qualquer porcaria deve ser chamada de arte e qualquer imbecil de artista.
[Leia outros Comentários de jardel]
31/5/2011
17h30min
Fernando Pessoa deveria ser proibido para adolescentes...
[Leia outros Comentários de jardel]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Dicas de Como Chegar Lá
Ernesto Haberkorn
Netas
(2013)



Livro Pedagogia Série Educação Didática Geral
Claudino Piletti
Ática
(1997)



O Menino de Brodósqui
Candido Portinari
O Boticário
(2001)



Manual sobre a montagem teatral para amadores e profissionais
Richard Southern
Moraes



Morte De Um dissidente
Alex Goldfarb
Companhia Das Letras
(2007)



Do Reclame a Comunicação
Ricardo Ramos
Atual
(1985)



Alexandre e Outros Heróis
Graciliano Ramos
Martins
(1969)



Livro Infanto Juvenis Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
Edson Roch Braga
Scipione
(2001)



Livro Literatura Brasileira Biblioteca Folha 3 Iracema
José de Alencar
Ediouro
(1997)



Livro Ensino de Idiomas The Narrative Of Arthur Gordon Pym Of Nantucket - Young Adult Readers Volume A1 + CD
Edgar Allan Poe
Hub
(2013)





busca | avançada
80302 visitas/dia
2,1 milhões/mês