Alberto Caeiro, o tal Guardador de Rebanhos | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

busca | avançada
38827 visitas/dia
1,0 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
>>> Leminski, estações da poesia, por R. G. Lopes
>>> Crônica em sustenido
>>> Do inferno ao céu
>>> Meninos, eu vi o Bolsonaro aterrando
>>> Manual para revisores novatos
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
>>> O espelho quebrado da aurora, poemas de Tito Leite
Colunistas
Últimos Posts
>>> 100 nomes da edição no Brasil
>>> Eu ganhei tanta coisa perdendo
>>> Toda forma de amor
>>> Harvard: o que não se aprende
>>> Pedro Cardoso em #Provocações
>>> Homenagem a Paulo Francis
>>> Arte, cultura e democracia
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
Últimos Posts
>>> João Gilberto: o mito
>>> Alma em flor
>>> A mão & a luva
>>> Pesos & Contra-pesos
>>> Grito primal II
>>> Calcanhar de Aquiles
>>> O encanto literário da poesia
>>> Expressão básica II
>>> Expressão básica
>>> Minha terra, a natureza viva.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Arte, cultura e democracia
>>> O Presépio e o Artesanato Figureiro de Taubaté
>>> O Vendedor de Passados
>>> A difícil arte de saber mais um pouco
>>> Modernismo e Modernidade
>>> Casimiro de Brito
>>> Contra um Mundo Melhor, de Luiz Felipe Pondé
>>> Só uma descrição
>>> 7 de Agosto #digestivo10anos
>>> Parangolé: anti-obra de Hélio Oiticica
Mais Recentes
>>> Almanaque Wicca 2006 de N/a pela Pensamento (2019)
>>> Data Science do Zero - primeiras regras com python de Joel Grus pela Alta Books (2016)
>>> Python para Análise de Dados - tratamento de dados com pandas, numpy e ipython de Wes McKinney pela O'Reilly (2018)
>>> A História de The Zondervan Corporation pela Sextante (2012)
>>> Em Guarda de William Lane Craig pela Companhia das Letras (2011)
>>> A vida e as opiniões do cavalheiro Tristram Shandy de Lawrence Sterne pela Companhia das Letras (1998)
>>> The Book of Genesis de Robert Crumb pela W. W. Norton & Company (2009)
>>> Armada de Ernest Cline pela Leya (2015)
>>> Jogador Número 1 de Ernest Cline pela Leya (2015)
>>> Senhorita Christina de Mircea Eliade pela Alaúde (2011)
>>> Introdução à Teoria Geral da Administração - Edição Compacta de Idalberto Chiavenato pela Campus (1999)
>>> Drácula de Bram Stoker; Becky Cloonan pela HarperCollins (2012)
>>> La Misere du Monde de Bourdieu, Pierre pela Seuil (1993)
>>> O Poder Americano e os Novos Mandarins de Noam Chomsky pela Record (2006)
>>> O Banqueiro do Mundo - Lições de Liderança do Diplomata das Finanças Globais de William R. Rhodes pela GloboLivros (2012)
>>> O Sinal - O Santo Sudário e o Segredo da Ressurreição de Thomas de Wesselow pela Paralela (2012)
>>> Conectado - O Que a Internet fez com Você e o Que Você Pode Fazer Com Ela de Juliano Spyer pela Zahar (2007)
>>> Economia nua e crua - O Que é, Para que Serve, Como Funciona de Charles Wheelan pela Zahar (2014)
>>> A Era do Inconcebível - a Desordem do Mundo Não Deixa de nos Surpreender de Joshua Cooper Ramo pela Companhia Das Letras (2010)
>>> A sacada - Como empreendedores Inteligentes Superam Desafios de Norm Brodsky e Bo Burlingham pela Best Business (2009)
>>> Blowback - Os custos e as consequências do império americano de Chalmers Johnson pela Record (2007)
>>> Um breve história do século xx de Geoffrey Blainey pela Fundamento (2008)
>>> A Virada - O CEO que Ergueu os Negócios na AT&T e GM de Ed Whitacre e Leslie Cauley pela Elsevier (2013)
>>> A Doutrina dos 20% de Ryan Tate pela Elsevier (2012)
>>> Descubra o Seu Economista Interior de Tyler Cowen pela Record (2009)
>>> A Crise e Seus Efeitos - As Culturas Econômicas da Mudança de Manuel Castells, Gustavo Cardoso, João Caraça pela Paz e Terra (2013)
>>> Surtando em Wall Street - Memórias de um operador do Lehman Brothers de Jared Dillian pela Zahar (2014)
>>> Java Como Programar 6º Edição de Paul Deitel e Harvey Deitel pela Pearson Prentice Hall (2007)
>>> Gestão de Riscos nos Modelos de Negócios de Karan Girotra e Seguei Netessine pela Elsevier (2014)
>>> Código de Processo Civil Anotado... Atual. Até a Lei N. 10. 444, De... de Sálvio de Figueiredo Teixeira/Min. STJ/STE/ Autografado pela Saraiva (2003)
>>> Para Viver em Paz. O Milagre da Mente Alerta de Thich Nhat Hanh pela Vozes (1985)
>>> Uma Paixão no Deserto de Honoré de Balzac pela Paulinas (1988)
>>> Direito Penal - Volume 1/ Encadernado de Giuseppe Bettiol pela Revista dos Tribunais (1966)
>>> Bicho-do-mato de Martha Azevedo Pannunzio pela José Olimpio (1985)
>>> O jogo do bicho como jogar e ganhar de Gehisa Saldanha pela Ediouro (1986)
>>> Contos da Carochinha (Biblioteca Infantil- 11 Volumes Encadernados) de Figueiredo Pimental (e Colaboradores) pela Livr. Quaresma/ RJ. (1956)
>>> 30 anos à frente do Museu Lasar Segall de Mauricio Segall pela Museu Lasar Segall (2001)
>>> Da Prescrição Penal de Antonio Rodríguez Porto pela José Bushatsjy (1977)
>>> Cuerpo Del Derecho Civil de Bartolomé Rodriguez de Fonseca pela Tip.de Narciso Ramirez Y.C (1874)
>>> Freakonomics. O Lado Oculto E Inesperado De Tudo Que Nos Afeta de Steven D. Levitt e Stephen J. Dubner pela Campus (2007)
>>> A Semântica de Pierre Giraud pela Difel (1975)
>>> As 48 Leis do Poder de Robert Greene pela Rocco (2000)
>>> Convenções da Oit de Sérgio Pinto Martins pela Atlas (2009)
>>> Manual de Português- 3ª e 4ª Séries (ginasiais) de Celso Cunha pela Livr. São José/ RJ. (1964)
>>> As Nulidades no Direito do Trabalho de Ari Pedro Lorenzetti pela Ltr (2008)
>>> O Sucesso Segundo DEUS de Antônio Carlos Costa pela Pórtico (2016)
>>> O Que É Correto: A Verdade na Analise... (Num. Autenticado) de Dr. Candido Lago pela Typographia Am. / RJ. (1932)
>>> Projetos Culturais - técnicas de modelagem de Hermano Roberto Thiry-Cherques pela FGV (2008)
>>> Dama de Copas de Cecília Costa pela Record/ RJ. (2003)
>>> Guinada de Cecília Vasconcellos pela Record/ RJ. (2001)
COLUNAS

Sexta-feira, 30/6/2006
Alberto Caeiro, o tal Guardador de Rebanhos
Julio Daio Borges

+ de 15100 Acessos
+ 7 Comentário(s)

"(...) E me deito ao comprido na erva,
E fecho os olhos quentes,
Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,
Sei a verdade e sou feliz."

Alberto Caeiro

A poesia é um dos gêneros literários mais maltratados hoje. Todo mundo essencialmente acha que, dadas as devidas condições de temperatura e pressão, pode sair por aí "poetando" (aliás, ô verbinho horroroso). Fazer poesia, para muitas pessoas, é como abrir uma determinada válvula e passar a liberar - feito gás - seu mau gosto.

Poeta, então, é qualquer coisa. Ou qualquer um que desperte, nos outros, uma sensibilidade mais recôndita. Assim, desde o cameraman até o subproduto de rock, todos, de vez em quando, são apontados como "poetas" por algum tolo ignorante.

Fazer poesia e ser poeta, atualmente, tem pouco a ver com conhecer uma tradição poética e exercitá-la.

Vinicius e Leminski propagaram a noção errada de que basta estar sentado à mesa de um bar, suficientemente alcoolizado, para rabiscar guardanapos e produzir, num rompante, um "Soneto da Separação". Vale dizer que, para muita gente séria, só vale - como poeta - o Vinicius de Moares da primeira fase (que não tem nada a ver com esse retrato); e que Paulo Leminski não passou de um fazedor de slogans (um marqueteiro que nunca devia ter saído das agências de propaganda).

Os "poetas" de hoje, claro, se esquecem - e vão vender seus garranchos em frente ao Masp, no intervalo das salas do Espaço Unibanco ou nos botecos da Vila Madá... Não compre: não tem nenhum valor. Ou, se é para fazer desse jeito, peça a sua cerveja e cometa, ali mesmo, de próprio punho, uns poemas também. Provavelmente não terão, igualmente, nenhum valor, mas certamente apelarão mais à sua sensibilidade.

Fernando Pessoa, vamos ser francos agora, é um pouco responsável por esse estado de coisas. João Cabral de Melo Neto nunca o perdoou por transmitir a falsa sensação de que fazer poesia não custava nada. É de Ana Cristina Cesar - da mesma leva do Leminski - a conclusão de que, depois de ler Pessoa, todo mundo acha que é... Fernando Pessoa.

Os modernistas todos, ao instituir o verso livre (sem métrica) e o branco (sem rima), sem querer espalharam a crença de que, como não havia mais parâmetros, era poesia qualquer coisa escrita em primeira pessoa, e era poeta qualquer semi-analfabeto que amanhecesse "diferente", assassinando versos, mais contente ou mais choroso.

Conseqüentemente, é espantoso que a nossa sensibilidade poética não tenha sido para sempre estragada, depois de tanto poeta que não vale um centavo e de tanta poesia literalmente vagabunda. Por incrível que pareça, há esperança. E há esperança, justamente, no que é tão óbvio e está logo ali ao lado. Estou falando de Alberto Caeiro, o popular "Guardador de Rebanhos" de Fernando Pessoa.

Pessoa, somos ensinados na escola, era aquele sujeito dos heterônimos. Grande coisa. Qualquer esquizofrênico de chat de internet (ou de blog) pode ter múltiplas personalidades. Em Pessoa - na escola esqueceram de contar - a poesia é que vale. O resto pode jogar tudo fora. OK, ele escreveu em forma de heterônimos, mas isso não deveria ser, em nenhum momento, a coisa mais importante.

E para começar a ler Fernando Pessoa - e até poesia, se você quiser -, eu indicaria o Alberto Caeiro, O Guardador de Rebanhos, mais alguma coisa dos Poemas Inconjuntos, e um ou outro "fragmento" (esqueça O Pastor Amoroso, que é por demais... xaroposo?). Ricardo Reis - Pessoa mesmo escreveu - é "disciplina mental", Álvaro de Campos é muita "emoção" e Bernardo Soares cansa com aquela insistência dele no "sonho" (isso sou eu mesmo que estou falando, tá?). Caeiro deve ser a sua porta de entrada para a poesia de Fernando Pessoa.

É engraçado encontrar em Caeiro muitos dos lugares-comuns atribuídos a Pessoa, que, sempre fora do contexto, é moda citar. Como: "Não tenho ambições nem desejos/ Ser poeta não é ambição minha/ É a minha maneira de estar sozinho". Ou como: "Sinto-me nascido a cada momento/ Para a eterna novidade do mundo...". Ou ainda: "Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos./ Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer".

Antes que você interprete como se costuma interpretar (conforme o gosto do cliente), vale esclarecer que o primeiro trecho não é um convite - direcionado aos solitários - à poesia. Se fosse assim, os maiores poetas seriam os cobradores de pedágio. Depois, o segundo trecho não indica que Caeiro, ou Pessoa, seja um novidadeiro fashion. O que ele quer dizer é que, para quem tem olhos como os seus, a novidade pode estar em qualquer lugar. Por último, o terceiro trecho não é - hello, hedonistas - um reforço à máxima do carpe diem. "Aqui" e "agora", para Alberto Caeiro, não querem necessariamente dizer uma festa ou uma rave: pode ser um ponto de ônibus, uma fila do INPS ou mesmo uma prova do vestibular.

Alberto Caeiro, se costuma afirmar, é um "poeta da natureza". Mas não um ecopoeta (chato), que curte esportes de aventura ou que se preocupa com a camada de ozônio, com os índios ou com a floresta amazônica. Ele tem a natureza dentro de si, como um estado de espírito. Assim, ele diz: "O único sentido íntimo das cousas/ É elas não terem sentido íntimo nenhum". Ou ele diz: "O meu misticismo é não querer saber./ É viver e não pensar nisso". Ou, ainda, ele diz: "O único mistério é haver quem pense no mistério". Para terminar: "Há metafísica bastante em não pensar em nada". (Você não sabe o que é metafísica? Como quer ser poeta então?!)

Pessoa considerava Caeiro uma de suas maiores criações. Porque ele era um "pensador", mas, ao mesmo tempo, era antifilosófico. Como Clarice Lispector escreveria depois, ele procurava "viver" e "dispensar todo entendimento". Não menciona Nietzsche em nenhum ponto, mas seguramente acreditava também num retorno às coisas naturais. Como Descartes, procurou se "despir" de todo conhecimento, de todo aprendizado e encarar a vida como se o mundo estivesse apenas começando. Como Heidegger, enxergava no homem um "descolamento" em relação à natureza, mas, ao contrário deste, não aceitava bem o fato e propunha uma volta, uma reintegração. (Ambos tinham como contraponto o reino animal, que nunca "pensa" em nada, simplesmente está lá.) Talvez a maior ambição de Caeiro fosse morrer como Espinosa, perfeitamente integrado ao todo - como um santo.

Pessoa - conta-nos o posfácio - planejava, para Caeiro, algo retumbante. Como era seu costume, antes mesmo de que seus versos viessem à tona, tratou de redigir, para ele, alguma fortuna crítica. Em inglês, anotou: "Caeiro is the only poet of Nature. In a sense he is Nature: he is Nature speaking and being vocal". E, para dissipar todas as nuvens, completou: "Caeiro has created (1) a new sentiment of Nature, (2) a new mysticism, (3) a new simplicity".

Como muito do que Alberto Caeiro produziu, grande parte desses versos permaneceu no famoso baú de Fernando Pessoa, com uma ou outra aparição em revistas. Pessoa ele mesmo - ao contrário de nossos "poetas" contemporâneos - tinha sérias dúvidas sobre seu valor e, como sabemos todos, publicou um único livro em vida. É possível que tivesse assimilado, do "mestre" Caeiro, ainda uma última lição: "A realidade não precisa de mim".

"Diferente de tudo, como tudo."
Alberto Caeiro

Para ir além






Julio Daio Borges
São Paulo, 30/6/2006


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Sobre mais duas novelas de Lúcio Cardoso de Cassionei Niches Petry
02. Neste Natal etc. e tal de Elisa Andrade Buzzo
03. Preparar Para o Impacto de Marilia Mota Silva
04. Super Campeões, trocas culturais de Brasil e Japão de Luís Fernando Amâncio
05. O que não fazer em época de crise de Fabio Gomes


Mais Julio Daio Borges
Mais Acessadas de Julio Daio Borges em 2006
01. Novos Melhores Blogs - 17/3/2006
02. O Gmail (e o E-mail) - 3/3/2006
03. Por que os blogs de jornalistas não funcionam - 22/9/2006
04. Desconstruindo o Russo - 21/7/2006
05. The Search, John Battelle e a história do Google - 6/1/2006


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
29/6/2006
15h52min
Maiakovski, Rimbaud, Castro Alves, Augusto dos Anjos e a radicalidade do seu texto está coberta de razão.
[Leia outros Comentários de Joel Macedo]
30/6/2006
11h39min
Esse texto poderia fazer parte de um ótimo e essencial livro sobre poesia. É raridade. O texto é deliciosamente exato, possui esse "mau-humor" necessário - e paradoxalmente divertido - a toda crítica séria. Situa muito bem Fernando Pessoa; Julio vai direto ao "x" da questão dos heterônimos, por exemplo. Nada mais direto e, não resistindo à rima, fico com a opinião de João Cabral de Melo Neto. Pessoa é, de certa forma, uma referência para essa poesia de almanaques, cheia de dísticos e "pensamentos". Claro, era mais que isso, mas a irritação do João Cabral é por conta dessa aparência meio popular demais. Entre os extremos do verso "espirituoso" e o da taquigrafia inarticulada dos super-cult vivem alguns poetas. "Meu nome é legião" - poderiam dizer os possuídos pelo desejo de ser poeta - "porque somos muitos". Mas os poetas, ainda bem, não são tantos assim.
[Leia outros Comentários de Guga Schultze]
1/7/2006
21h33min
A poesia às vezes apresenta-se nas palavras, mas ela está na beleza, no olhar arquitetônico, no brilho das estrelas, na calçada que abriga os sem-residências, no olhar empoeirado perdido no vazio de quem deseja plantar a esperança, mas a poesia encontra-se na urbanidade, nas vidraças das janelas, no pentear das loiras, no sorriso das crianças, na alegria das passaradas, a poesia é a leveza da chuva fria, e no aconchego de dois braços que se tocam num abraço, a poeisa é isto, um espaço sem fim, com vontade de encontrar um fim e servindo como meio.
[Leia outros Comentários de Manoel Messias]
3/7/2006
09h40min
OK, concordo quando você fere os poetas de botequim e aqueles que tentam ganhar a vida vendendo suas poesias. Porém, quem são os bons poetas contemporâneos de língua portuguesa? Quem são os bons e jovens poetas brasileiros? Onde está a esperança de nossa poesia?
[Leia outros Comentários de Fabio Damasio]
3/7/2006
09h47min
Fabio, três textos para você ler sobre: um, dois e três. Abraço forte, Julio
[Leia outros Comentários de Julio Daio Borges]
31/5/2011
17h28min
Belo texto, Julio! Fernando Pessoa faz muito mal para leitores ingênuos, que a partir dele e sem entendê-lo começam a achar que não precisam pensar, ler, conhecer a tradição... e acabam virando "poetas" da noite para o dia e por causa de dor de cotovelo. O mesmo que você disse para os poetas, poderia ser dito para praticantes de artes plásticas, que depois de Duchamp pensam que qualquer porcaria deve ser chamada de arte e qualquer imbecil de artista.
[Leia outros Comentários de jardel]
31/5/2011
17h30min
Fernando Pessoa deveria ser proibido para adolescentes...
[Leia outros Comentários de jardel]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




DO VALOR DA CAUSA E SUA IMPUGNAÇÃO
LUIZ CLAUDIO AMERISE SPOLIDORO
LEJUS
(1997)
R$ 5,00



MEMORIAS REVISITADAS: O INSTITUTO AGGEU MAGALHAES NA VIDA DE SEUS
ANTONIO TORRES MONTENEGRO E TANIA FERNANDES
FIOCRUZ
(1997)
R$ 17,82



TURISMO IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS
AMALIA INES G. DE LEMOS
HUCITEC
(1996)
R$ 10,00



A SOCIOLOGIA DA VIDA ECONÔMICA
NEIL J. SMELSER
BIBLIOTECA PIONEIRA
R$ 11,00



ANTOLOGIA - AMOR ENTRE LETRAS
VÁRIOS AUTORES
ALL PRINT
(2011)
R$ 8,30



AS AVENTURAS DE ALENCAR ALMEIDA
GUILHERME AZEVEDO
V
(2005)
R$ 4,20



A SEMÂNTICA DE DAVIDSON
JONATAN HENRIQUE PINHO BONFIM
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 349,00



CASE SOLARI LOCALI
PETER VAN DRESSER
FRANCO MUZZIO & C
(1979)
R$ 20,00



MENINO ANTIGO
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
JOSÉ OLYMPIO
(1974)
R$ 10,00



GUIA INTERNET DE CONECTIVIDADE
CYCLADES BRASIL
CYCLADES
(1996)
R$ 4,00





busca | avançada
38827 visitas/dia
1,0 milhão/mês