A barbárie contra-ataca | Rafael Azevedo | Digestivo Cultural

busca | avançada
75201 visitas/dia
2,4 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Renato Morcatti transita entre o público e o íntimo na nova exposição “Ilê da Mona”
>>> Site WebTV publica conto de Maurício Limeira
>>> Nó na Garganta narra histórias das rodas de choro brasileiras
>>> TODAS AS CRIANÇAS NA RODA: CONVERSAS SOBRE O BRINCAR
>>> Receitas com carne suína para o Dia dos Pais
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Ao pai do meu amigo
>>> Paulo Mendes da Rocha (1929-2021)
>>> 20 contos sobre a pandemia de 2020
>>> Das construções todas do sentir
>>> Entrevista com o impostor Enrique Vila-Matas
>>> As alucinações do milênio: 30 e poucos anos e...
>>> Cosmogonia de uma pintura: Claudio Garcia
>>> Silêncio e grito
>>> Você é rico?
>>> Lisboa obscura
Colunistas
Últimos Posts
>>> Deep Purple em Nova York (1973)
>>> Blue Origin's First Human Flight
>>> As últimas do impeachment
>>> Uma Prévia de Get Back
>>> A São Paulo do 'Não Pode'
>>> Humberto Werneck por Pedro Herz
>>> Raquel Cozer por Pedro Herz
>>> Cidade Matarazzo por Raul Juste Lores
>>> Luiz Bonfa no Legião Estrangeira
>>> Sergio Abranches sobre Bolsonaro e a CPI
Últimos Posts
>>> GIRASSÓIS
>>> Biombos
>>> Renda Extra - Invenção de Vigaristas ou Resultado
>>> Triste, cruel e real
>>> Urgências
>>> Ao meu neto 1 ano: Samuel "Seu Nome é Deus"
>>> Rogai por nós
>>> Na cacimba do riacho
>>> Quando vem a chuva
>>> O tempo e o vento
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Curriculum vitae
>>> História da Bola da Copa 2010
>>> Rituais de final de ano
>>> Poeirópolis (como no início do século XX)
>>> Ler, investir, gestar
>>> Bombril: a marca que não evoluiu com as mulheres
>>> Os Violinos do Silêncio
>>> Adriane Pasa no Canadá
>>> A rentável miséria da literatura
>>> Alex Grey
Mais Recentes
>>> Rio de Assis: Imagens machadinas do Rio de Janeiro de Aline Carrer (concepção e design) pela Casa da Palavra (1999)
>>> Fala, Preto-Velho de Wanderley Oliveira & Pai João de Angola pela Dufaux (2018)
>>> Um Encontro Com Pai João de Wanderley Oliveira & Pai João de Angola pela Dufaux (2016)
>>> História do Espiritismo de Arthur Conan Doyle pela Pensamento (2015)
>>> Recursos Desumanos de Pierre Lemaitre pela Vestigio (2015)
>>> Os Sete Crimes de Roma de Guillaume Prévost pela Vestigio (2013)
>>> A Voz do Veto - a Censura Católica à Leitura de Romances de Aparecida Paiva pela Autêntica (2017)
>>> O Homem Que Venceu Hitler de Marcio Pitliuk pela Gutenberg (2012)
>>> Medeias Latinas de Márcio Meirelles Gouvêa Júnior pela Autêntica (2014)
>>> Gramática Completa Para Concursos e Vestibulares de Nilson Teixeira de Almeida pela Saraiva (2009)
>>> Os rituais do tombamento e a escrita da história de Márcia Scholz de Andrade Kersten pela UfPr (2000)
>>> Os rituais do tombamento e a escrita da história de Márcia Scholz de Andrade Kersten pela UfPr (2000)
>>> Mini-Enciclopédia do Futebol Brasileiro de Marcelo Damato (Coord.) pela Lance (2001)
>>> A Palavra é... Portugal de Paulo Mendes Campos (org.) pela Scipione
>>> Sartre - Coleção Os Pensadores de Jean-Paul Sartre pela Nova Cultural (1987)
>>> Sartre - Coleção Os Pensadores de Jean-Paul Sartre pela Nova Cultural (1987)
>>> Sartre - Coleção Os Pensadores de Jean-Paul Sartre pela Nova Cultural (1987)
>>> O Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos - Debates Atuais no Judiciário, no Penitenciário e na Previdência Social de CFESS - Conselho Federal de Serviço Social (Organizador) pela Cortez (2018)
>>> A Menina que Roubava Livros de Markus Zusak pela Intrínseca (2013)
>>> Marketing de Serviço Financeiro de Marcos Cobra pela Marketing (2003)
>>> Eu Consigo Emagrecer - A Dieta que está Fazendo os Estados Unidos Emagrecerem de Dr. Joel Fuhrman pela Agir (2013)
>>> O Céu e o Inferno de Allan Kardec pela Feb (2008)
>>> Jesus - A Vida Completa de Juanribe Pagliarin pela Bless Press (2021)
>>> Fortaleza Digital de Dan Brown pela Sextante (2005)
>>> Como Vencer Suas Guerras Pela Fé de Edir Macedo pela Unipro (2019)
COLUNAS >>> Especial Terror nos EUA

Sexta-feira, 14/9/2001
A barbárie contra-ataca
Rafael Azevedo

+ de 2700 Acessos

Yara Mitsuishi

Ainda não se sabe de quem é a autoria da série macabra de atentados que abalou os Estados Unidos (e o mundo) nesta terça. A suspeita, porém, recai cada vez mais sobre algum grupo fundamentalista islâmico, sejam eles os fanáticos imbecis do Hamas, Hizbollah, ou os caipiras ensandecidos do Taliban. Ao contrário do que foi dito pela imprensa nesses últimos dias, a chance deste ataque ter sido perpetrado por algum grupo ultra-direitista americano, como a milícia à qual pertencia Timothy McVeigh, é praticamente nula. Eles são idiotas, mas não são loucos; até hoje não cometeram nenhum atentado ou ataque suicida. Essa peculiaridade de dar tão pouco valor à própria vida, de menosprezá-la em detrimento de uma causa, é própria do terrorista fundamentalista islâmico; é ele que acha, erroneamente, é claro, que ao cometer um ato desgraçado como esse, matando inúmeros inocentes, irá parar num paraíso magnífico, e será louvado como mártir de seu povo. Um tolo como esse, suicida e assassino, sabe tanto sobre o Corão quanto Edir Macedo sabe sobre a Bíblia.

Horror via satélite.
Interessante notar que o distanciamento das câmeras ao mostrar o fato, e a posterior chuva de poeira que cobriu os arredores do World Trade Center criaram uma impressão estranha, de irrealidade; aquela cena do segundo avião literalmente entrando num dos prédios, repetida ad nauseam por todos os ângulos imagináveis, parece absurdamente incrível, como se fosse de um filme, ou de um videogame. Os próprios apresentadores americanos demoraram para responder ao que acontecia, apalermados pelo horror e incredulidade; estava vendo ao vivo, pela CNN, quando vi o avião bater na torre, e notei a hesitação do locutor em relatar o que acabara de ocorrer. O fato de boa parte das vítimas terem ficado presas dentro dos escombros quando tudo desabou contribuiu para essa impressão "asséptica" transmitida pela TV - eram poucas as cenas transmitidas de vítimas ensangüentadas, como é costumeiro quando ocorre um atentado; mesmo aqueles que se jogavam dos andares em chamas eram focalizados apenas à distância. Mas as fotos da edição de quarta do New York Daily News, no entanto, não deixavam margem à dúvida: uma mão decepada, horripilante em meio aos escombros; um dos fotógrafos do jornal, gritando de agonia ao ter suas pernas quebradas pelos destroços que caíam. Para quem estava lá, in loco, a coisa deve ter sido muito diferente.

Yankees Go Home!
Os atentados causaram muito mais que as mortes e o horror transmitidos para o mundo ao vivo; desencadearam também uma gigantesca tsunami de burrice, que invadiu nossos lares pelas telas das TVs brasileiras, nas vozes de "comentaristas", "analistas políticos", "professores universitários" (juro que se o nível dos professores de nossas universidades for igual ao do sujeito de casaco de couro marrom e cara disforme que vi, a coisa está pior do que pensava!) e cidadãos comuns, todos instados pelos reporterzinhos desorientados e seu dever jornalístico (ah, o dever jornalístico... quantas atrocidades não são cometidas diariamente em nome dele?) a darem suas opiniões. A quantidade de besteira que foi dita é algo que inevitavelmente colocaria em xeque, num país sério, a capacidade da TV de informar. Um dos leitmotivs recorrentes dessa orquestra de seres morônicos era o de que os EUA haviam, de certa maneira, "pedido" pelo que acontecera, com sua "postura arrogante" (!) e sua "truculência" (!!) com relação ao resto do mundo. É de estranhar que alguém que diga isso a sério não tenha sido internado, quando pequeno, diagnosticado como um caso sério de ausência absoluta de massa encefálica no interior de suas frágeis cabecinhas. De novo aquela velha lenga-lenga que já cansou, e não convence nem a velhinha de Taubaté em seus piores dias, de que os US of A são os vilões do mundo, a potência imperialista deste século, sedenta de sangue e que adora matar de fome as criancinhas dos países pobres e indefesos... que saudades tenho da época em que só vociferavam essas sandices os comunistas linha-dura, ou os aiatolás e seus insanos seguidores. Hoje em dia, qualquer boçal que tenha completado o maternal se julga no direito de expor aos quatro ventos todo o fracasso do esforço de seu cérebro no ato de pensar. Um aluno da Faculdade de Direito do Largo São Francisco vociferava as maiores pataquadas sobre o assunto, num programa qualquer da TV Cultura. Ok, ok, dou um desconto por ser um curso de direito - mas essa supostamente é uma das faculdades mais conceituadas do país, onde se espera um mínimo de nível cultural de seus alunos; se a doutrinação esquerdista já chegou por lá, e de tal maneira, é que a coisa está realmente séria. Imagine o que esperar de lugares como a PUC, ou, para nos atermos à USP, uma Faculdade de Ciências Sociais, ou ECA, notórios antros do bicho-grilismo cabeça... campos de treinamento do MST? Futuros pilotos suicidas de Boeing? No Rio Grande do Sul do camarada Olívio dizem que a coisa já anda por esse pé...

Allah u Akbar?
Ainda preso à TV, diante do horror dos acontecimentos, vejo as imagens de refugiados palestinos no Líbano comemorando freneticamente as explosões e mortes. É revoltante. Difícil acreditar que deva existir um lugar no mundo para essas pessoas. Deveriam ser eles os mortos, deveriam ser aqueles bigodudos oferecendo tortas e cumprimentando-se, aquelas estúpidas crianças e seus sorrisos imbecis, aquela mulher horripilantemente feia, com seus dentes e óculos gigantescos envoltos por aquela túnica negra a estarem despedaçados sob os escombros do World Trade Center, e não os inocentes que agora estão sepultados lá, muitos dos quais jamais desejaram mal a ninguém. Nessas horas me sobe o sangue, e sinto que o Ocidente deveria finalizar o que foi começado e jamais terminado pelos Cruzados; é hora de uma guerra santa contra bárbaros que nada trazem ao mundo além de sofrimento e dor, de acabar de vez com esses suicidas de bigode na cara, pano sobre a cabeça e nada dentro dela. O Islamismo já teve seu valor para a humanidade, já foi algo nobre e louvável, e que trouxe coisas admiráveis ao mundo; ensinou o Ocidente, barbarizado e enfraquecido após a queda de Roma, a voltar a ser civilizado. Mas, ao que parece, acabou; e este arremedo dele que sobrou nos países árabes de hoje é das doutrinas mais nocivas na face da Terra, um credo bárbaro e assassino que prega o ódio, a discórdia, e a destruição de tudo o que é diferente. Chamar o que Osama bin Laden, ou o Aiatolá Khomeini ou o Taliban professam de Islamismo é como chamar o credo de um maluco como Jim Jones de Cristianismo.

Não se pode acreditar como legítima uma motivação que leva pessoas a cometer tais barbáries. Nada, repito, NADA justifica a perda da vida de inocentes, especialmente em tão grande escala. Nenhuma causa, nenhuma meta, nenhuma luta - tudo perde o valor diante de tanto horror. Aqueles últimos atentados em Tel-Aviv e Jerusalém já vinham sendo um aviso da monstruosidade e do potencial destrutivo contido nestes indivíduos. Se essas pessoas não dão o devido valor à vida humana, é necessário que isso lhes seja ensinado. Ainda que isso lhes custe a religião. Ainda que isso lhes custe suas próprias vidas. A humanidade não pode continuar sofrendo determinados males, apenas por um suposto "respeito" a outras culturas, tão pregado por intelectuais e acadêmicos que fazem parte do grupo que Robert Hughes chama de "multi-culti". Tais atos intolerantes têm se demonstrado perigosos demais para o resto do globo, e têm atravancado o que poderia ser uma era de harmonia e prosperidade única na história do homem. Explodir bombas apenas porque não se quer ter como vizinho alguém de outra religião é, para dizer o mínimo, um ato criminoso da pior espécie.

E, como se não bastasse, os países árabes estão entre os mais ricos do mundo, graças ao petróleo que extraem de maneira irresponsável da Terra; o que dão ao mundo em troca? Algo de valor cultural, ou mesmo social? Nada, absolutamente nada. Seus líderes são as pessoas mais filistinas de nosso mundo, de costumes repulsivos, que dominam seus países através de regimes feudais, mantendo a população em completa miséria e analfabetismo, muitas vezes sob o jugo da escravidão e dominância religiosa. Chega. Esses sheiks assassinos já tiveram poder por muito tempo. É hora de alguém acabar com a festa.


Rafael Azevedo
São Paulo, 14/9/2001


Mais Rafael Azevedo
Mais Acessadas de Rafael Azevedo em 2001
01. A TV é uma droga - 23/11/2001
02. Os males da TV - 6/7/2001
03. A primeira batalha do resto da guerra - 30/11/2001
04. La Guerra del Fin del Mundo - 16/11/2001
05. Só existe um Deus, e Bach é seu único profeta - 2/11/2001


Mais Especial Terror nos EUA
* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site



Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A Crise dos 29 Como Ultrapassar a Barreira dos 30 Classe e Elegância
Julie Tilsner
M Books
(2008)



A Agricultura Familiar da Soja na Região Sul
Sergio Schlesinger
Fase
(2008)



Comentarios a Lei do Mandado de Segurança
Luiz Manoel Gomes Junior
Revistas dos Tribunais
(2011)



Personalidade
Rotter
Interamericana
(1980)



Positivismo Jurídico – Lições de Filosofia do Direito - 1ª Edição
Norberto Bobbio
Ícone
(1995)



Picanhas - Autografado
Hilton Luiz Araldi
Berthier
(2010)



Florestas, Mudanças Climáticas e Serviços Ecológicos 2
Antonio Herman Benjamin e Outros (coord.)
Imprensa Sp
(2010)



Escola e Desenvolvimento Humano
Roberto A. Algarte
Livre
(1994)



Na Trilha de Macunaima ócio e Trabalho na Cidade
Célio Turino
Senac
(2011)



Mestres as Artes Claude Monet
Mike Venezia
Moderna
(2004)





busca | avançada
75201 visitas/dia
2,4 milhões/mês