A semente da impunidade | Diogo Salles | Digestivo Cultural

busca | avançada
64948 visitas/dia
2,1 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Rodolpho Parigi participa de live da FAAP
>>> Para fugir de ex-companheiro brasileira dá volta ao mundo com pouco dinheiro
>>> Zé Guilherme encerra série EntreMeios com participação da cantora Vania Abreu
>>> Bricksave oferece vistos em troca de investimentos em Portugal
>>> Projeto ‘Benzedeiras, tradição milenar de cura pela fé’ é lançado em multiplataformas
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Cabelo, cabeleira
>>> A redoma de vidro de Sylvia Plath
>>> Mas se não é um coração vivo essa linha
>>> Zuza Homem de Mello (1933-2020)
>>> Eddie Van Halen (1955-2020)
>>> Prêmio Nobel de Literatura para um brasileiro - II
>>> Vandalizar e destituir uma imagem de estátua
>>> Partilha do Enigma: poesia de Rodrigo Garcia Lopes
>>> Meu malvado favorito
>>> A pintura do caos, de Kate Manhães
Colunistas
Últimos Posts
>>> Zuza Homem de Mello no Supertônica
>>> Para Ouvir Sylvia Telles
>>> Van Halen ao vivo em 1991
>>> Metallica tocando Van Halen
>>> Van Halen ao vivo em 2015
>>> Van Halen ao vivo em 1984
>>> Chico Buarque em bate-papo com o MPB4
>>> Como elas publicavam?
>>> Van Halen no Rock 'n' Roll Hall of Fame
>>> A última performance gravada de Jimmi Hendrix
Últimos Posts
>>> Normal!
>>> Os bons companheiros, 30 anos
>>> Briga de foice no escuro
>>> Alma nua
>>> Perplexo!
>>> Orgulho da minha terra
>>> Assim ainda caminha a humanidade
>>> Três tempos
>>> Matéria subtil
>>> Poder & Tensão
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Breve História do Cinismo Ingênuo
>>> Minha cartomante não curte o Facebook
>>> Geza Vermes, biógrafo de Jesus Cristo
>>> Da Poesia Na Música de Vivaldi
>>> Os olhos brancos de Deus
>>> Alívios diamantinos
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Ser intelectual dói
>>> Simone de Beauvoir: da velhice e da morte
>>> Alice in Chains, Rainier Fog (2018)
Mais Recentes
>>> Contabilidade de Custos de Osni Moura Ribeiro pela Saraiva (2013)
>>> Cachaça artesanal. Do alambique à mesa de Atenéia Feijó & Engels Maciel pela Senac Nacional (2001)
>>> Pirâmides E Soberanos Do Egito de Sérgio Pereira Couto pela Escala (2015)
>>> O Velho Monge do Castelo de Lauro Trevisan pela Mente (2010)
>>> Dinâmica do Desejo de Frei Carmelo Surian pela Vozes (1982)
>>> Testemunho Sem Medo Como Partilhar sua Fé com Segurança de Bill Bright pela Candeia (1988)
>>> Cachaça. The Authentic Brazilian Drink de Diversos Autores pela Abrabe (2010)
>>> Natal a Humanidade e a Jovialidade de Nosso Deus de Leonardo Boff pela Vozes (2000)
>>> Blitzkrieg 1940 de Ward Rutherford pela Bison (1985)
>>> Cantores do Rádio. A trajetória de Nora Ney e Jorge Goulart e o meio artístico de seu tempo de Alcir Lenharo pela Unicamp (1995)
>>> Titeres y marionetas en alemania de Hans R. Purshke pela Neue Darmstädter Verlagsanstalt Darmstadt (1957)
>>> Aritmética da Emília de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Caçadas de Pedrinho de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Histórias Diversas de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Emilia no País da Gramática de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Histórias de tia Nastácia de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> O Saci de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> O Picapau amarelo de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Os 13 Porquês de Jay Asher pela Ática (2009)
>>> Só o Amor é Real de Brian Weiss pela Sextante (2012)
>>> Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis pela Ciranda Cultural (2017)
>>> O clamor do Mundo de Oswaldo Smith pela Vida (2009)
>>> DVD Coleção Mazzaropi Tristeza do Jeca vol. 3 de Direção, Amácio Mazzaropi / Milton Amaral pela Pam filmes (1961)
>>> A Cinco Passos de Você de Rachael Lippincott pela Alt (2019)
>>> O Poço do Visconde de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Peter Pan de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Memórias da Emília de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> O Minotauro de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> História do Mundo para Crianças de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Dom Quixote das Crianças de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> As Aventuras de Hans Staden de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> A chave do Tamanho de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> viagem ao Céu de Monteiro Lobato pela Ciranda Cultural (2019)
>>> Serões de dona Benta de Monteiro Lobato pela Ciranda cultural (2019)
>>> Go Down Together The true Untold story of Bonnie and Clyde de Jeff Guinn pela Simon & Schuster (2009)
>>> Fbi--43--o grande golpe--105--41--67 de Monterrey pela Monterrey
>>> Hh--epopeias de guerra--375--furia e odio--6--160--146--153--158-- 23--141 de Peter kapra pela Monterrey
>>> Rpg--29--anjos e demonios--58--temporada de caça. de Trama pela Trama
>>> Egw--100--call of duty--black ops de Tambor pela Tambor
>>> A Saga dos Cristãos Novos de Joseph Eskenazi Pernidji pela Imago (2005)
>>> Uma Técnica de Viver de Leonard A. Bullen pela Pensamento (1988)
>>> Avaliação de Programas - Concepções e Práticas de Blaine R. Worthen, James R. Sanders e Jody L. Fitzpatrick pela Gente (2004)
>>> Concentração de Mouni Sadhu pela Pensamento (1984)
>>> O Melhor Livro Sobre Nada de Jerry Seinfeld pela Frente (2000)
>>> A República de Platão pela Nova Cultural (2000)
>>> Condenados da Terra de Frantz Fanon pela Edição Popular (1961)
>>> Com Olhos de Criança de Francesco Tonucci pela Instituto Piaget (1988)
>>> Revista Neuro Educação – Nº 4 – Dormir Bem Para Aprender Melhor de Vários Autores pela Segmento (2015)
>>> de Jorge Carvalho do Nascimento pela Criação (2018)
>>> Revista Ciência & Vida Psique – Ano 1 – Nº 2 – Psicopedagogia Pra Que? de Vários Autores pela Escala
COLUNAS

Terça-feira, 10/6/2008
A semente da impunidade
Diogo Salles

+ de 5600 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Se existe uma questão tratada como prioritária pela sociedade, mas que é sempre negligenciada nas urnas, esta questão é a impunidade. Se a corrupção não é exclusividade nossa, a impunidade que a sucede nos permite autografá-la como "brasileira" e distingui-la das rapinagens que acontecem além da fronteira. É reproduzindo a tinta dessa peculiar caligrafia que Daniel Rodrigues Aurélio, ex-colunista do Digestivo, lança A trágica impunidade política no Brasil (Brasport, 2008, 132 págs.).

Formado em Sociologia e Política e pós-graduado em Globalização, é seu segundo livro na área de Ciências Sociais. Segundo ele próprio define, o livro aborda a corrupção e os vícios da política à brasileira, enfocando a dificuldade de distinção entre "público" e "privado", patrimonialismo, clientelismo e outras mazelas. O estilo do texto é ágil, solto, quase descompromissado, e Daniel vai desmontando nossos clichês mais viciosos com sucessivas metáforas.

Ao visitar os intestinos de nosso sistema político, o autor reconduz o leitor a lembranças pouco agradáveis, mas necessárias. O impeachment de Collor, o escândalo dos anões do orçamento e as piruetas fisiológicas e reeleitoreiras de FHC já seriam matéria suficiente para retratar os escaninhos jurídicos de nossa política. Mas naquela época ainda existia o PT, a alternativa ética. Em 2002 o Brasil resolveu "pagar pra ver"... E aqui estamos. Assim, o escândalo Waldomiro Diniz é o pontapé inicial para a ruína ética do PT e, posteriormente, a banalização da corrupção, com o mensalão.

Com citações a Gilberto Freyre, Sérgio Buarque de Holanda e Caio Prado Jr., o livro traz interpretações históricas e sociológicas que nos levam de volta à Colônia, ao Império e à República Velha. A Constituição Federal de 1988 também serve de suporte para entendermos como as leis são constantemente subvertidas em favor de conveniências e leniências. Encontramos também pequenos quadros explicativos em forma de infográficos, contendo as listas negras de nomes e fatos que tanto nos envergonham. Tudo isso traz um tom professoral ao livro, mas de uma maneira menos esquemática que o usual no meio acadêmico. Dessa forma, os delitos de hoje são explicados pelo ontem, onde houve uma acomodação em relação à corrupção, que se tornou cotidiana. "A persistência da impunidade, a 'trágica normalidade', são assegurados por uma certa costura política do Estado com elites patrimonialistas", ratifica o autor.

Fruto de nossa trajetória de formação sociopolítica, a impunidade incrustou-se na política nacional através de dispositivos que impedem qualquer tentativa de moralidade. A cultura da malandragem, a "Lei de Gérson" e nossa carapaça de povo "alegre, matreiro e cordial" explicam tanta elasticidade ética. A imunidade parlamentar e o foro privilegiado provam essa permissividade e explicam como não houve ruptura, mas, sim, uma adaptação até que se chegasse ao modelo atual, de barganha e cooptação.

Somado a isso, temos as novas tecnologias que permitiram à sociedade uma maior participação no debate político através de blogs, e-mails, vídeos e fóruns em sites de relacionamento. O anfiteatro do mensalão transmitiu seus horrores ao vivo, via internet, e proporcionou essa nova gama de debates em rede. Porém, não evitou que velhos maniqueísmos e ranços ideológicos ressurgissem, devolvendo a questão primordial ― a impunidade ― ao obscurantismo. Bom para os políticos e partidos, que perceberam a aridez de novas idéias e passaram a usar a Web para atrair novas militâncias, empobrecendo debates e emburrecendo leitores. E eleitores, bem entendido.

É visando recuperar neurônios para este debate que Daniel se pautou. O tragicômico enredo possui furos, óbvio, e fica impossível seguir uma linha contínua. Dadas as inúmeras e tortuosas vertentes de nossa política, só é possível encontrar o ponto culminante quando os corruptos contam o dinheiro na lavanderia ao mesmo tempo em que a pizza esquenta no forno.

É visível que o autor mistura acidez e sublevação à linguagem. E esse dedo em riste poderia arruinar suas pretensões iniciais e transformar o livro numa passeata literária. Mas ele reverte a caminhada a seu favor, pois seu texto possui uma qualidade cada vez mais escassa nos dias de hoje: o apartidarismo. Num mundo onde as ideologias se pulverizaram, é "moderno" se dizer apartidário, mas poucos o são, de fato. A verdade é que, ainda hoje, sobra pouca gente que passa pelo velho mata-burro da Guerra Fria, mostrando como nosso debate político ainda não chegou ao século XXI. Não se consegue esconder visões enviesadas, tanto à esquerda, quanto à direita, onde sempre haverá dois pesos e duas medidas para tudo.

Sem cair na guerra ideológica de petistas e tucanos, Daniel escapou das bravatas e politicagens rasteiras do "quem faz mais" e do "quem rouba menos", em voga na nossa blogosfera política. Ao contrário, ele mostra como dois partidos de origens tão parecidas disputam fatias de poder, trocam acusações e se entopem em prevaricações, tudo em detrimento do país. Assim o Brasil caminha numa socialdemocracia torpe, enquanto a sociedade vacila entre a subserviência e o golpismo.

Escândalos estão servidos à fartura no buffet da corrupção. O caso Renan Calheiros, que paralisou o congresso em 2007, ganha destaque, assim como a máfia dos sanguessugas. O valerioduto também recebe menção "honrosa", desde sua origem com o PSDB em Minas Gerais até chegar ao PT, e tomar proporções nacionais (até rimou).

O único "escorregão", se assim podemos definir, é ter sido algo complacente com uma certa Ângela Guadagnin (aquela). Porém, esta é apenas uma passagem do livro, não alterando o produto final. A deputada é mera coadjuvante entre tantos canastrões premiados com o Oscar de maquiagem. E todos os royalties da patusca bailarina não deixaram de ser devidamente creditados.

O último tema debatido é a farra dos cartões corporativos. Um tema que poderia até ter sido evitado, já que o livro foi escrito antes que o cadáver estivesse devidamente exposto. Mas, como estamos no Brasil, dossiês podem ser rebatizados de "banco de dados" e muitas verdades nunca verão a luz do dia. E quem quiser saber como acabou o escambo de dossiês e tapiocas, não precisa ir muito longe. Basta dar uma rápida olhada na capa do livro. Ali, no formo à lenha das pizzas em série, jaz mais uma CPI...

Ao final da obra, encontramos uma espécie de sumário político-policialesco, com lições (ou mandamentos) sobre crises, um curioso minidicionário contendo os principais jargões de nosso cotidiano tragicômico, seguido de uma bibliografia básica que pode ajudar a entender tanta agonia. Para fechar, uma breve lista de blogs e sites sobre política que cobrem o ciberespaço de forma bastante plural, enfocando todos os ângulos (nunca pensei que Diogo Mainardi e Mino Carta pudessem dividir o mesmo espaço, mas aí está).

Mesmo não conseguindo explicar o porquê das não-punições (há explicação?) nem fechar todas as lacunas, o livro é muito bem recomendado aos mais indignados com o nosso modus operandi político. Não, não me refiro àqueles que ficam "revoltados" ao ver o Jornal Nacional enquanto esperam pela novela, mas, sim, a quem realmente se importa com aquilo em que nos transformamos... A estes, o livro pode servir como um manual básico para quem não sabe por onde (e nem como) começar a reivindicar justiça no deserto da ética.

Se, ao final da leitura, você desconfiar da máxima que diz "se criticar o PT, é porque é tucano; e, se criticar o PSDB, é porque é petista", diga adeus às polarizações anacrônicas e seja bem-vindo a um novo patamar do debate político.

Por ora, ainda é doloroso reconhecer, mas só mesmo num país como o nosso é que A trágica impunidade política no Brasil consegue ser classificado como livro de "não-ficção"...

Para ir além
Conheça o blog do autor.






Diogo Salles
São Paulo, 10/6/2008


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Nem tudo é pessoal de Marta Barcellos
02. Um menino à solta na Odisseia de Carla Ceres
03. 150 anos de Miguel de Unamuno de Celso A. Uequed Pitol
04. Philomena de Marta Barcellos
05. A odisseia do homem tecnomediado de Guilherme Mendes Pereira


Mais Diogo Salles
Mais Acessadas de Diogo Salles em 2008
01. Solidariedade é ação social - 2/12/2008
02. Preconceitos - 8/1/2008
03. Caricaturas ao vivo - 8/7/2008
04. Voto obrigatório, voto útil... voto nulo - 12/8/2008
05. 1998 ― 2008: Dez anos de charges - 23/12/2008


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
10/6/2008
23h24min
Sem comentário. Retrato do Brasil. Retrato sem retoque, impossível de melhorar.
[Leia outros Comentários de Franklin Netto]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




PARIS: AMERICAN EXPRESS
CHRISTOPHER MCINTOSH
GLOBO
(1992)
R$ 5,00



O SEGREDO DE EMMA CORRIGAN (EDIÇÃO DE BOLSO)
SOPHIE KINSELLA
BESTBOLSO
(2015)
R$ 29,88



ESCRITORES DO BRASIL
APARICIO FERNANDES (ORG.)
FOLHA CARIOCA
(1983)
R$ 6,90



AMOR DE PERDIÇÃO
CAMILO CASTELO BRANCO
KLICK
(1997)
R$ 5,00



BASTIDORES O LIVRO OFICIAL DA SÉRIE ARQUIVO X
BRIAN LOWRY
MERCURYO
(1996)
R$ 24,90



SINAIS DE ESPARANCA UMA LEITURA SUPREENDENTE DOS ACONTECIMENTOS ATUAIS
ALEJANDRO BULLON
CASA PUBLICADORA
(2008)
R$ 5,00



O ENIGMA DO OITO
KATHERINE NEVILLE
BESTSELLER
R$ 26,00



MANUAL DE PROCESSO PENAL BRASILEIRO VOL II
JOSÉ LISBOA DA GAMA MALCHER (CAPA DURA)
FREITAS BASTOS (RJ)
(1980)
R$ 26,82



COVER GUITARRA JOE SATRIANI - 5951
DIVERSOS
COVER GUITARRA
R$ 10,00



ATE QUANDO ?
JACK SIQUEIRA
S D
(1990)
R$ 6,90





busca | avançada
64948 visitas/dia
2,1 milhões/mês