Uma vida para James Joyce | Daniel Lopes | Digestivo Cultural

busca | avançada
28258 visitas/dia
890 mil/mês
Mais Recentes
>>> Palavraria Conversa e Versa
>>> Supercombo no Templo Music: Tour “Adeus, Aurora'
>>> Barracão Cultural estreia montagem de rua a partir de livro de Eva Furnari
>>> Marina Peralta lança novo EP, 'Leve'
>>> Dan Stulbach faz ensaio aberto de Morte Acidental de um Anarquista para alunos da Escola Wolf Maya
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A Copa, o Mundo, é das mulheres
>>> O espelho quebrado da aurora, poemas de Tito Leite
>>> Carta ao(à) escritor(a) em sua primeira edição
>>> Paris branca de neve
>>> A cidade e o que se espera dela
>>> De pé no chão (1978): sambando com Beth Carvalho
>>> Numa casa na rua das Frigideiras
>>> Como medir a pretensão de um livro
>>> Nenhum Mistério, poemas de Paulo Henriques Britto
>>> Nos braços de Tião e de Helena
Colunistas
Últimos Posts
>>> Mirage, um livro gratuito
>>> Lançamento de livro
>>> Jornada Escrita por Mulheres
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 3
>>> Juntos e Shallow Now
>>> Dicionário de Imprecisões
>>> Weezer & Tears for Fears
>>> Gryphus Editora
>>> Por que ler poesia?
>>> O Livro e o Mercado Editorial
Últimos Posts
>>> Efervescências
>>> Justoresoluto
>>> Em segundo plano
>>> A ver navios
>>> As esquinas dos amores
>>> Pelagem de flor I: VERMELHO
>>> Idade Mídia
>>> Quando a alma é visível
>>> A MECÂNICA CELESTE
>>> Diagnóstico falho
Blogueiros
Mais Recentes
>>> O assassinato de Herzog na arte
>>> Animismo
>>> Para tudo existe uma palavra
>>> Lendo Virgílio, ou: tentando ler os clássicos
>>> Entrevista com André Fonseca
>>> Google: utopia ou distopia?
>>> Como medir a pretensão de um livro
>>> A Casa do Saber no Rio de Janeiro
>>> Marcel Proust e o tempo reencontrado
>>> Pedro Paulo de Sena Madureira
Mais Recentes
>>> Luna Clara & Apolo Onze de Adriana Falcão pela Salamandra (2002)
>>> A Casa Soturna de Charles Dickens pela Nova Fronteira (1986)
>>> Robinson Crusoé - Português/Inglês - Ilustrado de Daniel Defoe pela Ciranda (2017)
>>> Terrores da Noite - Quando a Noite Cai, os Morcegos Atacam de Martin Cruz Smith pela Record (1977)
>>> Códigos Eternos de Legrand pela Soler (2004)
>>> O Livro das Cortesães de Susan Griffin pela Susan Griffin (2003)
>>> O Mundo e Suas Maravilhas -A Aventura do Homem no Espaço e no Tempo de R. Argentiere pela Anchieta (1945)
>>> Escaldado em água fria de John Straley pela Globo (2002)
>>> O Oitavo Mandamento de Lawrence Sanders pela Nova Cultural (1989)
>>> Ninguém Quer Um Coração de J. M. simmel pela Círculo do Livro (1987)
>>> Leituras Indispensáveis de Aziz Ab'Sáber pela Ateliê (2008)
>>> O Enforcado de Maigtret Simenon pela Nova Fronteira (1983)
>>> De Profundis de Oscar Wilde pela Editorial Tor/ Buenos Aires (1942)
>>> El Ruiseñor y La Rosa de Oscar Wilde pela Edit. Renovacción/ B. Aires (1944)
>>> Perlas Negras - Mistica - las Voces (Pesias) de Amado Nervo pela Editorial Tor/ Buenos Aires
>>> L Tragedia de un Hombre Fuerte de Manuel Galvez pela Editorial Tor/ Buenos Aires
>>> Acampou no meio de nós para orar os mistérios da infancia de Jesus de Alvaro Barreiro,Sj pela Loyola (1995)
>>> Um Longo Lamento de Amanda Stern pela Rocco (2005)
>>> Galvez, Imperador do Acre (Sem uso) de Márcio de Souza pela Record/ RJ. (2001)
>>> Galvez, Imperador do Acre de Márcio de Souza pela Marco Zero (1985)
>>> Galvez, Imperador do Acre de Márcio de Souza pela Civilização Brasileira (1978)
>>> A Maior dádiva e o mais precioso tesouro de Edgar F.Hallock & Swllengrebel,Ph.D. pela Juerp (2000)
>>> Galvez, Imperador do Acre de Márcio de Souza pela Brasília (1978)
>>> Galvez, Imperador do Acre de Márcio de Souza pela Brasília (1978)
>>> Quebra Canela A engenharia Brasileira na Campanha da Itália de General Raul da Cruz Lima Junior pela Biblioteca do Exército (1982)
>>> A arte da dedução de Sherlock Holmes 2 de Vários pela Coquetel (2013)
>>> Striding Folly de Dorothy L. Sayers pela Hodder & Stoughton (1973)
>>> Camanha da Birmânia Campanhas 18 de Michael Calvert pela Renes (1978)
>>> O Vencedor de Frei Beto pela Atica (2002)
>>> Please Pass The Guilt de Rex Stout pela Fontana (1973)
>>> O Livro dos Manuais de Paulo Coelho pela Brmalls (2008)
>>> A Grande Sintese de Pietro Ubaldi pela Lake (1979)
>>> O Processo Maurizius de Jakob Wassermann pela Victor Civita (1982)
>>> Candy (o sexo nos Estados Unidos, depois dêste livro, nunca será o mesmo - Revista Life) de Terry Southern- Mason Hoffrenberg (tradução de Nelson Rodrigues) pela Eldorado (1969)
>>> Mística Cidade de Deus de Tradução e resumo por um vicentino pela Louva Deus (1971)
>>> A Velha Senhora de Georges Simenon pela Nova Cultural (1987)
>>> Economie Sociale: Les Institutions de Progrès Social (Encad) de Charles Gide pela Libr. Recueil Sirey/ Paris (2019)
>>> Homem Total e Parapsicologia de Albino Aresi pela Edições Loyola (1983)
>>> Homem Total e Parapsicologia de Albino Aresi pela Edições Loyola (1983)
>>> Eu Sei Que Vou te Amar de Arnaldo Jabor pela Record/ RJ. (1986)
>>> Miguel Strogoff - A Invasão vol 2 de Julio Verne pela Bertrand (1978)
>>> Técnica da Pintura de João Medeiros pela Cia. Edit. Americana (1972)
>>> Seja Voce Mesmo Seu Melhor Amigo: um Diálogo Com Dois Psicanalistas de Mildred Newman & Bernard Berkowitz pela Livr. José Olympio Edit. (1985)
>>> A Intertextualidade das Formas Simples: Aplicada Ao Romance a Pedra do Reino, de Ariano Suassuna de Elizabeth Marinheiro: Posfácio: Ariano Suassuna pela Rio de Janeiro (1977)
>>> Sofrer e Amar: Psicologia do Sofrimento de Agir pela Agir/ RJ. (1955)
>>> Golem, um Jogo Incontrolável - Volume 1 (Sm uso) de Lorris; Elvire e Marie- Aude Murail pela Record/ RJ. (2002)
>>> Psicoterapia Com L. S. D. e Outros Alucinógenos de Fontana (alberto E) pela Mestre Jou (1969)
>>> Os Meninos da Planície: Histórias de um Brasil Antigo de Cástor Cartelle/ Ilustr.: Sandra Bianchi pela Formato/ Belo Horizonte (2001)
>>> Bioética de Moderna pela Moderna (2001)
>>> Até Parece o Paraíso de John Cheever pela Companhia das Letras/SP. (1986)
COLUNAS

Quinta-feira, 21/1/2010
Uma vida para James Joyce
Daniel Lopes

+ de 5200 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Meu medo natural de adentrar as obras de James Joyce (1882-1941) surgiu em certo momento de 2001, quando li Um retrato do artista quando jovem e não entendi nada, e acabou em novembro de 2007, quando enfim consegui um exemplar daquela maravilha de livro de contos que é Dubliners. Me apaixonei particularmente pela história "Eveline", uma das menores do volume ― rica e acessível.

Como passo seguinte, em agosto de 2008 juntei coragem e comprei um original de A portrait..., e agora, sim, fiquei encantado ― em parte porque já me encantara antes com a completíssima coletânea My oedipus complex and other stories, do também irlandês Frank O'Connor (1903-1966), e os contos deste que lidam com o período da infância guardam alguma semelhança com as aventuras de Stephen Dedalus em Portrait, principalmente na crítica à ortodoxia e à educação católicas. Aguardo agora para adquirir meu exemplar de Ulysses e, em seguida, o Finnegans wake (não, eu não acho que, com a idade e o inglês que tenho, aproveitarei todas as nuances deste romance de linguagem doidona ― sequer acho que perceberei todas as nuances ―, mas vale a pena uma primeira incursão sem grandes pretensões, vocês não acham? Ou será que alguém engoliu Finnegans wake de primeira?).

James Joyce travou muitas guerras, antes, durante e depois da Grande Guerra ― da qual não participou e à qual dirigiu uma indiferença quase irresponsável. Os confrontos do escritor se deram com a Irlanda natal, com o catolicismo, com sua família, com sua esposa, com seus advogados/agentes literários, com a censura puritana da Europa e dos EUA, com seu corpo e com sua mente.

Pois Edna O'Brien percorre com desenvoltura todos esses campos de batalha em James Joyce, uma das mais breves e célebres biografias de todos os tempos. São menos de 200 páginas em tom de conversa com o leitor, uma conversa rigorosa e inteligível.

Depois de uma saída da Irlanda que mais se assemelhou a uma fuga, com a mulher Nora, o jovem Joyce iria se estabelecer em algumas cidades da Europa continental ― Trieste, Zurique, Paris. Deixou o país natal porque já não aguentava mais o catolicismo carola, o eterno clima de rivalidade com os protestantes, e também porque já não podia mais com as intempéries do pai e a docilidade dos irmãos e irmãs. No exílio voluntário, correspondia-se mais com a mãe e com o irmão Stanislaus, mas mesmo com estes dois sua relação era ambígua. Chegou a chamar Stanislaus para passar uma temporada em sua casa em Trieste, mas só para depois cair em profundo arrependimento. O tom de suas missivas para a mãe variava de um esnobismo e arrogância pueris a sinceras, embora contidas, mostras de carinho.

O relacionamento com a esposa também era difícil e inconstante. Em um momento trocavam mensagens abertamente pornográficas, excitavam um ao outro e se entregavam a lascivos encontros que, mesmo na linguagem bem comportada de Edna, deixa a nós leitores com alguns pêlos em pé. Em outros dias, ele ameaçava deixá-la, e ela fazia o mesmo. Houve algumas separações, mas não duraram muito. Parece claro que Joyce não seria inteiramente Joyce sem sua Nora. E, bem, Joyce também não seria Joyce sem as suas muitas escapadas ― adorava tavernas e bordéis, que dizia serem os locais mais interessantes de qualquer cidade.

Desse infinito passeio de Joyce de uma mulher a outra ― suas alunas, inclusive ―, alguns críticos concluíram que ele as desprezava. Isso não é verdade, diz Edna O'Brien. "Como grande artista, Joyce tinha ideias radicais e mutáveis sobre tudo. (...) Em sua primeira ficção, as mulheres eram criaturas sacrificiais modeladas nas que o cercavam, as mães e irmãs submissas aos homens a que serviam. (...) No mais estético Portrait of the artist, as mulheres são criaturas idealizadas, aves marinhas de saias erguidas, entrando mar adentro numa inocência infantil, mas assim que conheceu Nora Barnacle suas mulheres passaram a encarnar o etéreo e o sexual. Não mais vítimas, evoluíram para tentadoras e feiticeiras. (...) O credo de Molly [personagem de Ulysses] era: 'Primeiro vamos nos divertir um pouco'. Indiferente à política, expande-se sobre cada um e todos os aspectos da vida, invoca aventuras sexuais mesmo já tendo visitado o amante Blazes Boylan ('Não distingue poesia de um repolho') nesse mesmo dia, e fala do marido a mandriar pela cidade (...). Só a Esposa de Bath de Chaucer rivaliza com Molly em sua visão franca e desbragadamente irônica dos homens."

Obviamente, romances com mulheres que se acham no direito de ter um amante ― mesmo quando, como é o caso aqui, isso não fere de morte o sagrado casamento, pelo contrário, conta com a complacência (e troco na mesma moeda) do marido Leopold ―, romances assim não eram muito populares entre as cortes que tinham o trabalho de autorizar ou não a circulação de livros, na Europa e no Novo Mundo. E a moralidade de uma obra, tal qual entendida pelos juízes puritanos, era quesito fundamental na aprovação ou reprovação de um livro. Assim, Joyce tem problemas para ter seu livro publicado mesmo aos pedaços, em revistas literárias.

Isso desde Dubliners, que tem um conto ― "An encounter" ― com, segundo os censores, referências ao homossexualismo. O enredo é: um senhor encontra dois garotinhos em um parque, tem prazer ao espezinhá-los verbalmente e depois se afasta para fazer algo, hum..., esquisito? ― "Look what he's doing!", diz um dos meninos; o outro prefere não olhar, e limita-se a dizer, "In case he asks us for our names, let you be Murphy and I'll be Smith." O velhinho podia estar apenas fazendo xixi no lago ou atrás de uma árvore, mas haviam outras imagens povoando as cabeças dos bem educados juízes.

O Ulysses de Molly e Leopold Bloom só pôde sair nos Estados Unidos vinte anos após escrito. No julgamento, a Sociedade para a Prevenção do Vício fez as vezes de promotoria. Ao final de um longo processo de libera/não libera, o juiz responsável concluiu que tratava-se de uma obra obscena, "mas não obscena por obscena", e o veto ao livro caiu junto com a Lei Seca ― "o que levou um dos aliados de Joyce a observar que mentes e garrafas haviam sido abertas ao mesmo tempo", escreve Edna.

Esses constantes processos concorriam para deixar Joyce ainda mais próximo da loucura. E como em sua história de vida não há espaço para desgraça pouca, ele teve que lidar ainda com um problema de vista que praticamente o deixou cego. Ao escrever Finnegans wake, seu último romance, utilizava canetas de diversas cores e traçava letras maiores que o normal, para tornar possível os processos de releitura e correção. Na verdade, enquanto produzia esse livro repleto de firulas, subversões e invenções linguísticas ― que não seriam compreendidas por nove em cada dez críticos da época ―, é provável que o autor já tivesse atingido o estágio pleno da loucura. Gritava e gargalhava sozinho enquanto tecia suas frases diabólicas ― há uma personagem "Quaseplena, Sempreviva, a trazedora de Plurabilidades"; outro que trabalha num "esquiarcéu"; e um terceiro prega que "os delírios de Honah Jon abrigam fulgoraucloma". A barulheira não deixava a pobre Nora pegar no sono.

Seus livros "imorais" decepcionaram inclusive à família em Dublin. E, apesar de tê-la abandonado, Joyce não se lixava para sua opinião (assim como, apesar de ter abandonado a provinciana Dublin, acabou por imortalizá-la em Ulysses). Porque, já dissemos, James Joyce era muita coisa e seu oposto ao mesmo tempo. "É um belo tipo de canalha", foi a opinião que teve de sua pessoa o pai, John, ao folhear um exemplar de Ulysses para ele enviado pelo próprio escritor. Mas a ambiguidade no trato com pessoas e lugares James parece ter herdado exatamente do pai, pois se este se fazia de difícil e durão, quando estava à beira da morte pediu a quem estava perto: "Diga a Jim que ele nasceu às seis horas da manhã".

A morte do velho John Joyce na penúria, logo quando o filho pela primeira vez tinha alguma folga financeira, seria o último grande motivo de tormenta para James.

Nota do Editor
Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado no Amálgama.


Daniel Lopes
Teresina, 21/1/2010


Quem leu este, também leu esse(s):
01. De volta à antiga roda rosa de Elisa Andrade Buzzo
02. Gosta de escrever? Como não leu este livro ainda? de Renato Alessandro dos Santos
03. Os olhos de Ingrid Bergman de Renato Alessandro dos Santos
04. A falta que Tom Wolfe fará de Rafael Lima
05. Minha plantinha de estimação de Elisa Andrade Buzzo


Mais Daniel Lopes
Mais Acessadas de Daniel Lopes
01. Não gostar de Machado - 3/6/2008
02. Chris Hedges não acredita nos ateus - 1/7/2008
03. Umas e outras sobre Franz Kafka - 27/8/2007
04. O romance espinhoso de Marco Lacerda - 11/7/2007
05. Quem é Daniel Lopes - 28/2/1984


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
20/4/2010
10h28min
Belo artigo, mas você forçou um pouco. Desde quando "Gritar e gargalhar sozinho enquanto tece suas frases diabólicas" é sinal de loucura?
[Leia outros Comentários de Amâncio Siqueira]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




A IRMANDADE DO CRIME
EDGAR WALLACE
CIRCULO DO LIVRO
R$ 5,00



TERAPIA DA PAZ
CARLOS ANN MORROW
PAULUS
(1998)
R$ 10,00



HANNAH AND THE HURRICANE
JOHN ESCOTT
LONGMAN
(1995)
R$ 10,00



BLINK-182 - A BIOGRAFIA
JOE SHOOMAN
EDICOES IDEAL
(2012)
R$ 27,00



QUERIDO DIÁRIO OTÁRIO - EU! (IGUALZINHA A VOCÊ, SÓ QUE MELHOR)
JIM BENTON
FUNDAMENTO
(2011)
R$ 14,99



EXPORTAÇÕES BRASILEIRAS
FERNANDO RUIZ
SENAC
(2007)
R$ 17,85



CINDERELA - UM LIVRO POP-UP DE CONTOS
TODOLIVRO EDITORA
TODOLIVRO
(2015)
R$ 7,00



VICTORIAN COSTUME AND COSTUME ACCESSORIES
ANNE BUCK
RUTH BEAN PUBLISHERS
(1984)
R$ 168,00
+ frete grátis



A CASA DA PRAIA
JANE GREEN
NOVA FRONTEIRA
(2011)
R$ 10,00



TEMPO, ESPAÇO E SIMBOLOGIA
JUSSARA NEVES REZENDE
NOVAS EDIÇÕES ACADÊMICAS
R$ 391,00





busca | avançada
28258 visitas/dia
890 mil/mês