Também somos violentos | Daniela Sandler | Digestivo Cultural

busca | avançada
36466 visitas/dia
1,2 milhão/mês
Mais Recentes
>>> Banda GELPI, vencedora do concurso EDP LIVE BANDS BRASIL, lança seu primeiro álbum com a Sony
>>> Celso Sabadin e Francisco Ucha lançam livro sobre a vida de Moracy do Val amanhã na Livraria da Vila
>>> No Dia dos Pais, boa comida, lugar bacana e MPB requintada são as opções para acertar no presente
>>> Livro destaca a utilização da robótica nas salas de aula
>>> São Paulo recebe o lançamento do livro Bluebell
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Rinoceronte, poemas em prosa de Ronald Polito
>>> A forca de cascavel — Angústia (FUVEST 2020)
>>> O reinado estético: Luís XV e Madame de Pompadour
>>> 7 de Setembro
>>> Outros cantos, de Maria Valéria Rezende
>>> Notas confessionais de um angustiado (VII)
>>> Eu não entendo nada de alta gastronomia - Parte 1
>>> Treliças bem trançadas
>>> Meu Telefunken
>>> Dor e Glória, de Pedro Almodóvar
Colunistas
Últimos Posts
>>> Revisores de Texto em pauta
>>> Diogo Salles no podcast Guide
>>> Uma História do Mercado Livre
>>> Washington Olivetto no Day1
>>> Robinson Shiba do China in Box
>>> Karnal, Cortella e Pondé
>>> Canal Livre com FHC
>>> A história de cada livro
>>> Guia Crowdfunding de Livros
>>> Crise da Democracia
Últimos Posts
>>> Uma crônica de Cinema
>>> Visitação ao desenho de Jair Glass
>>> Desiguais
>>> Quanto às perdas I
>>> A caminho, caminhemos nós
>>> MEMÓRIA
>>> Inesquecíveis cinco dias de Julho
>>> Primavera
>>> Quando a Juventude Te Ferra Economicamente
>>> Bens de consumo
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Ser intelectual dói
>>> O Tigrão vai te ensinar
>>> O hiperconto e a literatura digital
>>> Aberta a temporada de caça
>>> Se for viajar de navio...
>>> Incompatibilidade...
>>> Alguns Jesus em 10 anos
>>> Blogues: uma (não tão) breve história (II)
>>> Picasso e As Senhoritas de Avignon (Parte I)
>>> Asia de volta ao mapa
Mais Recentes
>>> O Livro da moda de Alexandra Black pela Publifolha (2015)
>>> Rejuvelhecer a saude como prioridade de Sergio Abramoff pela Intrinseca (2017)
>>> O livro das evidencias de John Banville Tradução Fabio Bonillo pela Biblioteca Azul - globo (2018)
>>> O futebol explica o Brasil de Marcos Guterman pela Contexto (2014)
>>> O Macaco e a Essencia de Aldous Huxley pela Globo (2017)
>>> BATISTAS, Sua Trajetória em Santo Antônio de Jesus: o fim do monopólio da fé na Terra do Padre Mateus de Jorgevan Alves da Silva pela Fonte Editorial (2018)
>>> Playboy Bárbara Borges de Diversos pela Abril (2009)
>>> Sarah de Theresa Michaels pela Nova Cultural (1999)
>>> A Bela e o Barão de Deborah Hale pela Nova Cultural (2003)
>>> O estilo na História. Gibbon & Ranke & Macaulay & Burckhardt de Peter Gay pela Companhia das Letras (1990)
>>> Playboy Simony de Diversos pela Abril (1994)
>>> Invasão no Mundo da Superfície de Mark Cheverton pela Galera Junior (2015)
>>> José Lins Do Rego- Literatura Comentada de Benjamin Abdala Jr. pela Abril Educação (1982)
>>> A modernidade vienense e as crises de identidade de Jacques Le Rider pela Civilização Brasileira (1993)
>>> Machado De Assis - Literatura Comentada de Marisa Lajolo pela Abril Educação (1980)
>>> A Viena de Wittgenstein de Allan Janik & Stephen Toulmin pela Campus (1991)
>>> O Velho e o Mar de Ernest Hemingway pela Círculo do livro (1980)
>>> Veneno de Alan Scholefield pela Abril cultural (1984)
>>> O Livreiro de Cabul de Asne Seierstad pela Record (2007)
>>> Os Dragões do Éden de Carl Sagan pela Francisco Alves (1980)
>>> O Espião que sabia demais de John Le Carré pela Abril cultural (1984)
>>> Administração de Materiais de Jorge Sequeira de Araújo pela Atlas (1981)
>>> Introdução à Programação Linear de R. Stansbury Stockton pela Atlas (1975)
>>> Como lidar com Clientes Difíceis de Dave Anderson pela Sextante (2010)
>>> As 3 Leis do Desempenho de Steve Zaffron e Dave Logan pela Primavera (2009)
>>> Curso de Educação Mediúnica 1º Ano de Vários Autores pela Feesp (1996)
>>> Recursos para uma Vida Natural de Eliza M. S. Biazzi pela Casa Publicadora Brasileira (2001)
>>> Jesus enxuga minhas Lágrimas de Elza de Almeida pela Fotograma (1999)
>>> As Aventuras de Robinson Crusoé de Daniel Defoe pela LPM Pocket (1997)
>>> Bulunga o Rei Azul de Pedro Bloch pela Moderna (1991)
>>> Menino de Engenho de José Lins do Rego pela José Olympio (1982)
>>> Terra dos Homens de Antoine de Saint-Exupéry pela Nova Fronteira (1988)
>>> O Menino de Areia de Tahar Ben Jelloun pela Nova Fronteira (1985)
>>> Aspectos Endócrinos de Interesse à Estomatologia de Janete Dias Almeida pela Unesp (1999)
>>> Nociones de Historia Linguística y Estetica Literaria de Antonio Vilanova- Nestor Lujan pela Editorial Teide/ Barcelona (1950)
>>> El Estilo: El Problema y Su Solucion de Bennison Gray pela Editorial Castalia/ Madrid (1974)
>>> El Cuento y Sus Claves de Raúl A. Piérola/ Alba Omil (profs. Univ. Tucumán pela Editorial Nova, Buenos Aires (1955)
>>> Las Fuentes de La Creacion Literaria de Carmelo M. Bonet pela Libr. del Collegio/ B. Aires (1943)
>>> As Hortaliças na Medicina Doméstica/ Encadernado de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar (1976)
>>> A Flora Nacional na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Arlington Park de Rachel Cusk pela Companhia das Letras (2007)
>>> Muitas Vidas, Muitos Mestres de Brian L Weiss pela Salamandra (1991)
>>> As Frutas na Medicina Doméstica de Alfons Balbach pela A Edificação do Lar
>>> Coleção Agatha Christie - Box 8 de Agatha Christie; Sonia Coutinho; Archibaldo Figueira pela HarperCollins (2019)
>>> As Irmãs Aguero de Cristina García pela Record (1998)
>>> Não Faça Tempestade Em Copo Dágua no Amor de Richard Carlson pela Rocco (2001)
>>> Um Estudo Em Vermelho - Edição De Bolso de Arthur Conan Doyle pela Zahar (2013)
>>> Eu, Dommenique de Dommenique Luxor pela Leya (2011)
>>> Os Cavaleiros da Praga Divina de Marcos Rey pela Global (2015)
>>> O Futuro da Filosofia da Práxis de Leandro Konder pela ExpressãoPopular (2018)
COLUNAS

Quarta-feira, 23/1/2002
Também somos violentos
Daniela Sandler

+ de 5400 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Bruno Weiszflog

Quando eu estive no Brasil, agora no fim do ano, ouvi de tanta gente a pergunta: "Mas você não está com medo?" Ouvi de amigos, gente da família, conhecidos, chofer de táxi, balconista, manicure....

Sim, estou com medo. Mas não, não estou com medo de que enfiem um avião na biblioteca da minha faculdade, nem de receber cartão de natal com antraz. Estou com medo de que aconteça alguma coisa com as pessoas aí, essas mesmas que me perguntaram, meus amigos, minha família, conhecidos, o chofer de táxi.

Desde que mudei para cá, senti o alívio e a beleza de viver com segurança. De não achar que vai surgir um cara armado assim que eu parar o carro no farol. De não ter minha carteira batida quando pego ônibus. De não temer pela vida de uma pessoa só porque ela pegou o carro e foi até o bar na sexta à noite.

Meu alívio sempre foi consciente, proclamado e festejado. Quando a tragédia toda aconteceu em Nova York, repeti para todo mundo que não ia voltar porque ainda me achava mais segura aqui. Com antraz e tudo. Com neura e tudo. Com avião fazendo pouso de emergência a três por quatro e tudo.

Acabei de saber de mais uma - mais uma! - conhecida que foi vítima de assalto a mão armada, em São Paulo, na semana passada. Cercada em seu carro de manhã - às dez horas da manhã - diante de testemunhas. Nem pudor (da luz do dia ou das pessoas) os assaltantes têm mais. Há mais ou menos um ano, uma amiga havia sido seqüestrada, passou a noite rodando com bandidos. Gente da minha família já passou por isso não uma, mas duas, três vezes. Um amigo teve seu pára-brisa arrebentado por uma pedra atirada de viaduto sobre a 23 de Maio - truque tosco para obrigá-lo a parar (não parou).

Endemia de violência

Eu de minha parte me considero sortuda, incólume: apenas fui assaltada uma vez, em que um pretenso vendedor de farol enfiou o tórax pela janela de meu carro (nem cheguei a ver a arma, mas não ia duvidar, né?) e levou R$ 30 - gente, isso não foi nada, nem valeu o susto! Sim, tenho sorte: o mais perto que cheguei de revólver foi quando assaltaram o carro à frente do meu. Isso, aliás, aconteceu duas vezes - pelo visto eu não parecia abonada o suficiente para ser roubada. Isso naquela época, porque agora, ao que me dizem, assaltam até velhinho aposentado e gente no fusquinha velho.

A violência no Brasil - nos grandes centros urbanos em especial, mas não só - se espalhou feito metástase: publicitário seqüestrado, prefeito assassinado, chacina na periferia, opressão nas favelas. Se os crimes são muitos, tão diversos e numerosos, que isso não sirva de desculpa para desconectá-los, como se fossem manifestações isoladas. Pois, se as motivações circunstanciais são específicas, conjunturais, há uma certa qualidade endêmica na violência brasileira.

É como se a gente, coletivamente, tivesse incorporado e aceitasse a violência como parte da vida, como fio do tecido social e político. Às vezes eu me perguntava como alguém conseguia viver em Israel, com tensão, bombas, atentados. Hoje olho para o Brasil e penso numa guerra civil - não tão explícita, talvez. Mas vejam: nas favelas, quadrilhas de traficantes instauram estado paralelo, mantido com metralhadoras. Sim, parece coisa de guerra - a porção de território que um dos combatentes conseguiu tomar.

Que mais? Um prefeito é seqüestrado e assassinado. O segundo do mesmo partido. Circunstâncias obscuras, cheiro de crime político. Crime político, gente! Não é preciso mais que um grau de separação para encontrar alguém que tenha ficado sob mira de arma. Muitos desses estiveram no meio de tiroteio - quando eu era criança, tiroteio era coisa de filme de bangue-bangue, de terras sem lei...

Contrição não enche barriga

Eu tinha uma professora, na faculdade, engajada em movimentos de habitação popular e reforma social. Ela dizia, em tom profético - talvez até um pouco desejoso - que, em alguns anos, seríamos vítimas de nosso próprio descaso pela miséria, prisioneiros de nossas casas e carros entrincheirados. Isso faz dez anos, e ela não estava muito longe da cena atual - com a diferença de que nem em nossas casas estamos seguros.

Quando eu era mais nova, idealista e ingênua, achava até bom que a desigualdade social se agravasse, porque aí os pobres, sem outra alternativa, talvez se revoltassem e fizessem um movimento em massa para mudar a ordem social.

Sim, nossa ordem social está abalada - mas não por revolta construtiva, e sim por violência dispersa, vingativa e egoísta. Por quê?

Porque talvez não sejamos tão diferentes assim dos assaltantes (e dos homicidas, e dos corruptos). Antes de explicar, quero rejeitar a versão simplista, que aponta vagamente a elite econômica como culpada pela disparidade social, e esta por conseguinte como causa imediata dos crimes. Estamos caducos de ouvir essa versão, estamos roucos de tanto repeti-la sem resultado, talvez tentando apaziguar nossas consciências ao admitir o pecado. Mas não basta confessar e rezar três-aves-marias: contrição não enche barriga nem pára bala de revólver. Também não expia nossa culpa, apenas nos distrai de nossas responsabilidades.

Sim, somos responsáveis. Mas de um modo mais profundo e perturbador do que gostaríamos. Somos violentos também. A violência - que, como vimos, é latente, não explícita como uma guerra - está na gente, em todos nós, na nossa cultura. Quando digo nós, falo de agentes históricos, de forças sociais. Nós forçamos pessoas para o meio do esgoto e achamos normal. Vemos crescer o menininho que vende chiclete no farol - seis, dez anos a fio, o mesmo menino, o mesmo farol - e achamos normal. Passamos na frente da favela, lemos sobre a última chacina do Jardim Ângela, temos uma faxineira que mora no Jardim Ângela - e estamos cegos para a nossa própria violência.

Peixes-obesos-mórbidos

Somos violentos com nós mesmos. Pagamos uma batelada de impostos, que pesam no salário médio (e no médio-alto também), enquanto os verdadeiros peixes-gordos - quero dizer, os peixes-balofos, peixes-sapo, peixes-obesos-mórbidos - sonegam e evadem taxação (e, ainda que não o fizessem, pagariam muito menos, proporcionalmente, do que as classes médias) sem que a gente solte um grito.

Sempre me horroriza pensar que o assaltante se sente no direito não só de roubar o dinheiro de outra pessoa, como também de atacar e matar. Falta escrúpulo moral básico. Bem, quando penso na sociedade em que esse assaltante nasceu e cresceu, não me surpreendo (mas ainda me horrorizo, e mais, pois falta escrúpulo moral básico em muito mais gente que os ladrões). Se eu fosse o menino do farol, talvez me horrorizasse diante do desfile diário de carros bacanas e gente estudada, cheirosa e bem-alimentada.

E, quando alguém tenta gritar - como o MST e outros movimentos sociais de base -, a gente sufoca o grito apontando defeitos, irregularidades, corrupções, violência. Somos rapidíssimos em detectar os problemas (naturais e inevitáveis) de grupos de reforma social. Os mesmos problemas que vemos no governo e na cidade e diante dos quais nos calamos. (Claro, o governo tem muito mais influência sobre o que e como aparece nas capas de revista do que o MST. Nós compramos a revista e compramos a sua versão dos fatos. Já vimos esse filme.)

Chega de calmante

Não sou louca de achar que o Brasil é o único país de violência endêmica. Aqui nos EUA, são os franco-atiradores, Unabombers e adolescentes frustrados. No Oriente Médio, são os estados beligerantes, intransigentes, seus exércitos, milícias e terroristas. Na China há uma ditadura; na África, lutas tribais; na Europa, um pouco de tudo: racistas, terroristas políticos. Não que o passado tenha sido muito melhor (imagine viajar de um feudo a outro na Idade Média). Acho mesmo que a violência é humana, inerente, que não há nada de novo nessas pulsões destrutivas - o que não significa que elas devam dominar e tomar conta de tudo. Afinal, os impulsos construtivos, criadores, de preservação da vida são igualmente humanos e inerentes.

A questão, para cada sociedade (para cada grupo, família, pessoa), é se esse embate de impulsos ou forças será dominado por violência, ou se a destrutividade será dominada (o que não significa eliminada).

Sociedades mais seguras, ou desenvolvidas, conseguiram de certa forma controlar sua violência latente. Digo isso num sentido amplo. Não só porque o patrulhamento, os mecanismos judiciários e a seriedade das punições contenham o crime. Mas também porque nesses países a disparidade social - que existe, sempre - é muito menor e menos aviltante que a brasileira. A violência quotidiana, invisível, mas nem por isso menos arrasadora da miséria está controlada. Não é que a pobreza não exista - mas não é ubíqua e escandalosa como a nossa: nem a pobreza, nem a violência.

Não cabe falar aqui dos meios pelos quais os países desenvolvidos controlaram sua violência (social, econômica, criminal). Esses meios têm seus problemas e complicações, por certo. Não vêm ao caso justamente porque não é questão de importar modelos. O que é preciso é que tenhamos a coragem de enxergar e entender nossa própria violência. De verdade, sem nos apaziguar com tranqüilizantes do tipo "é a estrutura social, vem de anos, de séculos, um indivíduo sozinho é impotente..." Sem o reconhecimento de nossos próprios crimes, nunca conseguiremos enfrentá-los - que dirá vencê-los.


Daniela Sandler
Rochester, 23/1/2002


Quem leu este, também leu esse(s):
01. Do canto ao silêncio das sereias de Cassionei Niches Petry
02. Os Doze Trabalhos de Mónika. 10. O Gerador de Luz de Heloisa Pait
03. A fotografia é um produto ou um serviço? de Fabio Gomes
04. Breve resenha sobre um livro hediondo de Cassionei Niches Petry
05. Existe na cidade alguém, assim como você... de Elisa Andrade Buzzo


Mais Daniela Sandler
Mais Acessadas de Daniela Sandler em 2002
01. Virtudes e pecados (lavoura arcaica) - 9/1/2002
02. Nas garras do Iluminismo fácil - 10/4/2002
03. Iris, ou por que precisamos da tristeza - 24/4/2002
04. Crimes de guerra - 13/3/2002
05. Somos diferentes. E daí? - 30/1/2002


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
25/1/2002
03h42min
Há muito não lia uma opinião com tanta lucidez!!! É exatamente isso. Concordo em número, gênero e grau.
[Leia outros Comentários de Elaine Carvalho]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




TRES RUSSOS E COMO ME TORNEI ESCRITOR
GORKI, MAXIMO
MARTINS
R$ 51,43



HITCHCOCK
RUY GARDNIER/ISMAIL XAVIER E OUTROS
CCBB/SESC
(2011)
R$ 145,00
+ frete grátis



AEROBICA MENTAL
STEVE SIMMS
MADRAS
R$ 12,00



USO DE LA GRAMÁTICA ESPAÑOLA JUNIOR INTERMEDIO
RAMÓN PALENCIA
ELDESA
(2008)
R$ 35,00



POETAS DIFÍCEIS? UM MITO
TERESA GUEDES
CAMINHO
(2002)
R$ 45,32



O CRISTIANISMO EM XEQUE
SÉRGIO OLIVEIRA
REVISÃO
(1996)
R$ 20,00



MATERIAIS ELÉTRICOS - VOLUME 1: CONDUTORES E SEMICONDUTORES
WALFREDO SCHMIDT
EDGAR BLÜCHER LTDA
(1979)
R$ 12,00



A MORENINHA
JOAQUIM MANUEL DE MACEDO
DCL
(2006)
R$ 8,00



O CORAÇÃO DE LEÃO VOLUME 3 DA SAGA PLANTAGENETA
JEAN PLAIDY
BESTBOLSO
(2008)
R$ 10,00



O RIO DE JANEIRO, CAPITAL DO REINO
ILMAR ROHLOFF DE MATTOS, LUIS AFFONSO SEIGNEUR DE ALBUQUERQUE, SELMA RINALDI DE MATTOS
ATUAL
(1997)
R$ 13,00





busca | avançada
36466 visitas/dia
1,2 milhão/mês