O melhor presente que a Áustria nos deu | Sérgio Augusto

busca | avançada
28252 visitas/dia
851 mil/mês
Mais Recentes
>>> Sidney Rocha lança seu novo livro, A Lenda da Seca
>>> Oficina de Alegria encerra o mês das crianças com a festa Bloquinho na Praça - 27 de outubro
>>> EMP Escola de Música faz apresentação gratuita de alunos e professores
>>> Miami Ad School Rio promove curso sobre criatividade que desmistifica o padrão do que é ser criativo
>>> Exposição destaca figura feminina com a leveza da aquarela
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> Inferno em digestão
>>> Hilda Hilst delirante, de Ana Lucia Vasconcelos
>>> As pedras de Estevão Azevedo
>>> O artífice do sertão
>>> De volta à antiga roda rosa
>>> O papel aceita tudo
>>> O tigre de papel que ruge
>>> Alice in Chains, Rainier Fog (2018)
>>> Cidades do Algarve
>>> Gosta de escrever? Como não leu este livro ainda?
Colunistas
Últimos Posts
>>> Eleições 2018 - Afif na JP
>>> Lançamentos em BH
>>> Lançamento paulistano do Álbum
>>> Pensar Edição, Fazer Livro 2
>>> Ana Elisa Ribeiro lança Álbum
>>> Arte da Palavra em Pernambuco
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Regina Dalcastagné em BH
>>> Leitores e cibercultura
>>> Sarau Libertário em BH
Últimos Posts
>>> Por um triz
>>> Sete chaves a sete cores
>>> Feira livre
>>> Que galho vai dar
>>> Relâmpagofágico
>>> Caminhada
>>> Chama
>>> Ossos perduram
>>> Pensamentos à política
>>> A santidade do pecado em Padre António Vieira
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Um defeito de cor, um acerto de contas
>>> Cuidado: Texto de Humor
>>> O Oratório de Natal, de J. S. Bach
>>> My fair opinion
>>> Hitler e outros autores
>>> A alma boa de Setsuan e a bondade
>>> Cigarro, apenas um substituto da masturbação?
>>> Conceição Evaristo em BH
>>> Queijos
>>> A trilogia da vingança de Park Chan-Wook
Mais Recentes
>>> Um Sopro de Vida de Clarice Lispector pela Rocco (1999)
>>> Grego Prático - o 1 Passo de Rivaldir Avelino dos Santos pela Do Autor (2005)
>>> Tò Thaumastón: o Maravilhoso. Introdução ao Pensamento Grego Arcaico de Fabricio Possebon pela Ideia/ufpb (2008)
>>> Rig-veda. a Sabdoria das Estrofes de Fabricio Possebon pela Ideia/ufpb (2006)
>>> Obra Completa Volume II de Leão Tolstoi pela Aguilar (1961)
>>> Obra Completa Volume I de Leão Tolstoi pela Aguilar (1960)
>>> As Partes dos Animais Livro I de Aristóteles pela Centro de Logica - Unicamp (1999)
>>> Intermezzo Lírico-filosófico 7 Parte de Ernani Reichmann pela Do Autor (1963)
>>> Projeto de Salvação de Ernani Reichmann pela Artes e Textos (2006)
>>> A Passagem de Ernani Reichmann pela Artes e Textos (2006)
>>> O Sumo Sacerdote, o Publicano e a Pecadora de Soren Kierkegaard pela Do Autor (2001)
>>> Dois Discursos Edificantes de 1844 de Soren Kierkegaard pela Do Autor (2001)
>>> Quatro Discursos Edificantes de 1843 de Soren Kierkegaard pela Do Autor (2001)
>>> Dois Discursos Edificantes de 1843 de Soren Kierkegaard pela Do Autor (2001)
>>> Attack Upon Christendom de Soren Kierkegaard pela The Beacon Press (1956)
>>> Soren Kierkegaard (1813-1955) Padre del Existencialismo de Peter Rohde pela Ministério de Relações da Dn (1983)
>>> Soren Kierkegaard. Il Filósofo Danés de Peter Rohde pela La Seccionde Prensa
>>> Post-scriptum Aux Miettes Philosophiques de Soren Kierkegaard pela Puf (1949)
>>> Estética do Matrimónio de Soren Kierkegaard pela Presença
>>> Estética y Ética En La Formación de La Personalidad de Soren Kierkegaard pela Editorial Nova (1955)
>>> Budismo claro e simples de Steve Hagen pela Pensamento (2009)
>>> Budismo de Richard A Gard pela Jorge Zahar (1964)
>>> Introdução ao Tantra de Murillo Nunes de Azevedo pela Pensamento (1989)
>>> A Sabedoria do Sutra de Lótus I de Daisaku Ikeda pela Brasil Seikyo (2004)
>>> Cristianismo Zen de William Johnston pela Cultrix (1989)
>>> The Pure Land, N 5 de Vvaa pela Journal of Pure Land Buddhism (1988)
>>> Le Traité de Bodhidharma de Bodhidharma pela Le Mail (1986)
>>> NgelSo Autocura Tântrica III de Lama Gangchen Rimpoche pela Gaia (2003)
>>> NgelSo Autocura Tântrica II de Lama Gangchen Rimpoche pela Gaia (2003)
>>> Uma Jovem ideia de Paz de Lama Michel Rinpoche pela Sarasvati Multimidia (1996)
>>> O Monge e o Lama. Diálogo entre Budismo e Cristianismo de Dom Robert Le Gall, Lama Jigme Rinpoche pela Bertrand do Brasil (2003)
>>> Budismo História e Doutrina de Dennis Gira pela Vozes (1992)
>>> Atenção Plena em Linguagem Simples de Bhante Henepola Gunaratana pela Gaia (2017)
>>> Oito Passos atentos para a felicidade de Bhante Henepola Gunaratana pela Gaia (2014)
>>> A Vida do Buddha e o Caminho de Puhulwelle Vipasi pela Sociedade Budista Brasileira (1991)
>>> Transformando Problemas em Felicidade de Lama Zopa Rinpoche pela Mauad X (2009)
>>> Práctica del Budismo Tibetano de Kalu Rinpoche pela Editorial Barath (1984)
>>> Tantra no Tibete de Tsong-Ka-Pa pela Pensamento (1998)
>>> Grande Amor Um objetivo de vida de Lama Michel Rinpoche, Bel Cesar pela Gaia (2015)
>>> A Expansão da Mente de Tarthang Tulku pela Cultrix (1992)
>>> A Mente Oculta da Liberdade de Tarthang Tulku pela Cultrix (1998)
>>> Reflexões sobre a Mente de Tarthang Tulku pela Cultrix (1990)
>>> Tibete fé e conflito de Cynthia Marcucci pela Desatino (2012)
>>> O Budismo do Buda de Alexandra David-Neel pela Ibrasa (1985)
>>> A Doutrina de Buda de Buda pela Bukkyo Dendo Kyokai (1998)
>>> Um Olhar. Dois Tempos de Carlos Nejar pela José Olympio (1985)
>>> Livro de Gazeis de Lygia Fagundes Telles pela Record (1984)
>>> Antes do Baile Verde de Josué Montello pela Nova Fronteira (1986)
>>> A Luz da Estrela Morta de David R Slavitt pela Nova Fronteira (1981)
>>> Alice aos 80 de Millôr Fernandes pela Rocco (1986)
ENSAIOS

Segunda-feira, 23/9/2002
O melhor presente que a Áustria nos deu
Sérgio Augusto

+ de 12900 Acessos
+ 3 Comentário(s)

Qual é o maior intelectual brasileiro de todos os tempos? Quem disse Otto Maria Carpeaux (1900-1978) só estará errando a nacionalidade. Carpeaux era austríaco, mas passou no Brasil os últimos 37 anos de sua vida. Impossível imaginar alguém mais culto, mais humanista. Mesmo numa geração da qual faziam parte figuras de notável saber, como Agripino Grieco, Alceu Amoroso Lima e Álvaro Lins, Carpeaux sobrava. Entendia de praticamente tudo, exceto esportes e música popular. Era uma enciclopédia ambulante, sem se sujeitar, porém, aos efeitos colaterais do eruditismo. Talvez nem na Europa tenha havido alguém com tamanha amplitude de conhecimentos.

Sua História da Literatura Ocidental, ainda que forçosamente fragmentária e, aqui e ali, idiossincrática, é uma obra sem paralelos no Ocidente. O crítico Mauro Gama não foi o único a considerá-la "a maior e melhor que já se escreveu em qualquer língua e em qualquer país". Além dessa e outras duas histórias (da música erudita e da literatura alemã), produziu centenas de artigos e ensaios, para jornais e revistas, enfeixados em coletâneas há décadas desaparecidas das livrarias, mas em breve estarão de volta ao mercado, graças ao empenho do professor Olavo de Carvalho, admirador de Carpeaux desde a adolescência.

"Estou pagando parte da dupla dívida intelectual e moral que contraí com Carpeaux", disse Carvalho, quando juntou todos os ensaios do mestre num único volume de mil páginas, editado, em conjunto, pela Faculdade da Cidade Editora e a Topbooks. Aproveitando a Bienal do Livro no Rio, as duas editoras – que também relançarão, em três volumes, a História da Literatura Ocidental – promoveram, na ocasião do lançamento, uma homenagem a Carpeaux, com duas palestras (a segunda de Carlos Heitor Cony) e a projeção do curta O Velho e o Novo, dirigido por Maurico Gomes Leite em 1966.

Faz pelo menos 20 anos que um livro de Carpeaux não chega às boas casas do ramo. O último, Reflexo e Realidade (Fontana), planejado e prefaciado por Sebastião Uchoa Leite, reunia ensaios originalmente publicados nos suplementos literários do Correio da Manhã, do Estado de S.Paulo e em jornais de Santos, Porto Alegre, Belo Horizonte e antes coligidos em Retratos e Leituras (1953) e Livros na Mesa (1960). Carpeaux teve a sorte de aqui se estabelecer no auge da imprensa cultural brasileira. Fez carreira no Correio da Manhã onde sua principal função era escrever editoriais e artigos políticos. Foram de sua autoria alguns dos mais furibundos ataques à ditadura militar e à política externa norte-americana. Tive o prazer de ler vários deles em primeira mão, pois praticamente debutei no velho Correio, no início da década de 60.

Minha mesa ficava a poucos metros do Petit Trianon, a sala dos editorialistas, onde, além dele, Cony, Antônio Houaiss, José Lino Grünewald, Luiz Alberto Bahia e outros do mesmo coturno cuidavam da opinião do jornal, por uns tempos comandado por Antônio Callado, um luxo. Não perdia uma oportunidade de conversar com ele e, para cunhar uma frase original, beber seus ensinamentos. Carpeaux conhecia a fundo todos os clássicos, todos os pensadores, todos os compositores eruditos, todos os pintores e ainda se dava ao luxo de analisar refinadamente criadores ditos menores, como Georges Simenon. Compartilhávamos um intenso amor pelos animais. "Eh-eh-eu nã-nã-não tenho a me-me-menor dú-vida de que-que-que eh-eh-eles sã-sã-são me-me-melhores do-do que-que os se-se-seres hu-hu-humanos", confessou mais de uma vez, empacando, como de hábito, em todas as sílabas. Carpeaux tinha enorme dificuldade para falar. Expressava-se em staccato, sacolejando as mandíbulas, que mais pareciam imensas e descontroladas castanholas vocais e muito desconcertavam seus interlocutores.

Era generoso, paciente com jovens ignaros como eu e divertidamente intransigente e irascível quando provocado por fatos e juízos que julgasse equivocados, insultuosos ou apenas absurdos. Adorava uma frase atribuída a Samuel Johnson – "Ortodoxia, senhor, é a minha 'doxia'. Heterodoxia é a 'doxia' de outro homem" –, que por uns tempos julguei ser de sua autoria, tanto a usava para, obliquamente, se autodefinir. Na verdade, não era ortodoxo nem heterodoxo, preferindo uma relação dialética entre esses dois extremos.

Edmund Wilson orgulhava-se de ser um "jornalista cultural". Carpeaux também. Escrevia sem grilhões metodológicos (o que o indispôs com a aristocracia acadêmica) e, embora fosse de esquerda, sem parti pris ideológicos (motivo de algumas brigas com alguns intelectuais comunistas). Terçou armas com a confraria estruturalista e dizimou um livro pseudomarxista de Octávio Brandão sobre Machado de Assis, no qual o autor acusava o bruxo do Cosme Velho de ser demasiado niilista e desprezar a classe operária. Curiosamente, seus amigos mais íntimos ou eram socialistas ou assumidamente comunistas, como o editor Ênio Silveira e Antônio Houaiss, seu parceiro na confecção de duas enciclopédias.

Carpeaux chegou ao Brasil foragido do nazismo e com seu nome de batismo, Otto Maria Karpfen. Não era judeu, mas havia sido secretário do primeiro-ministro austríaco Engelbert Dollfuss, assassinado pelos nazistas em 1934. Optou pelo novo sobrenome por conhecer o prestígio de que o francês desfrutava entre nós naquela época. Karpfen quer dizer carpa em alemão. Alguns de seus desafetos o apelidaram de "Crapaud", sapo em francês. Se considerarmos seu aspecto simiesco (Paulo Francis, que muito o admirava, comparou-o a "um símio recém-descido da árvore e submetido a um rigoroso processo de depilação") e sua admiração por animais em geral e cachorros em particular, chegaremos a um contraste marcante: um homem com jeito e alma de bicho e uma das mentes mais ilustradas e sofisticadas do planeta.

No curta de Gomes Leite, cujo título é um preito ao Eisenstein de A Linha Geral, Carpeaux é o fio condutor de uma reflexão sobre o Brasil dos militares, tendo ao fundo a frustrada Copa do Mundo de 1966. Fotografado por José Carlos Avellar, abrigava na assistência de direção o jornalista Geraldo Mayrink e o locutor que vos fala. Cabia a mim descontrair Carpeaux antes de a câmera entrar em ação. As tomadas externas, no centro do Rio, foram feitas a bordo do valente Simca Chambord do Cony, conduzido por ele mesmo. Não saiu uma obra-prima, mas tornou-se uma relíquia iconográfica. Do Rio de 30 anos atrás e, sobretudo, do velho e sábio Otto Maria Carpeaux.

Encontros com Kafka
A primeira das muitas histórias que Otto Maria Carpeaux me contou, quando trabalhávamos juntos no legendário Correio da Manhã, no início dos anos 60, foi a de seu encontro com Kafka. Um encontro quase relâmpago, na Berlim de 1921, onde o austríaco Otto Maria Kerpfen, então um jovem com a idade do século, fora estudar e conviver, ainda que à distância, com a elite boêmia do Café Românico: Alfred Döblin, Franz Werfel, Arnold Zweig e outros bambas. Numa das raras vezes em que foi convidado a um reunião dominical daquela turma, em Bayrischer Plaz, lá encontrou um rapaz muito magro e de fala rouca, cujo nome, ao lhe ser apresentado, entendeu ser Kauka. Um dos presentes depois lhe explicou: "Ele é de Praga. Publicou uns contos que ninguém entende. Não tem importância".

Ter estado com Kafka e não estabelecido com ele uma amizade, ainda que fadada a ser curta, pois Kafka morreria três anos depois, foi uma das grandes frustrações de Carpeaux, compensada da melhor maneira possível através da leitura, em primeira mão, de todos os livros do escritor tcheco. O Processo, o primeiro deles, lhe foi dado de presente, em 1926, pelo dono da editora alemã Die Brücke, para a qual fazia traduções, quase sempre a leite de pato. "Pagar não posso, querido", disse-lhe então o editor, "mas se você quiser, pode levar, em vez de pagamento, esse exemplar e, se quiser, a tiragem toda. O Max Brod, que teima em considerar gênio um amigo dele, já falecido, me forçou a editar esse romance danado. Estamos falidos. Nunca vendi três exemplares". Carpeaux também se arrependia de não ter levado toda para casa toda a edição de O Processo.

Nota do Editor
O Ensaio acima se compõe de dois textos gentilmente cedidos pelo autor: o primeiro vai até "Encontros com Kafka"; e o segundo, intitulado "Nosso mestre austríaco, agora completo" (de onde foram extraídos apenas dois parágrafos), refere-se a "Encontros com Kafka". Ambos originalmente publicados no "Caderno2", do jornal O Estado de S.Paulo, em 1997, ano do lançamento dos Ensaios Reunidos, de Otto Maria Carpeaux, pela Topbooks.

Para ir além






Sérgio Augusto
Rio de Janeiro, 23/9/2002

Quem leu este, também leu esse(s):
01. Ninho vazio de Lélia Almeida
02. O século de Sabato de Mariana Ianelli
03. Ayn Rand ou o primado da razão de J.C. Ismael
04. Conversas com Woody Allen de Ricardo Besen
05. Senhores do tempo de Eugenia Zerbini


Mais Sérgio Augusto
Mais Acessados de Sérgio Augusto
01. Para tudo existe uma palavra - 23/2/2004
02. O frenesi do furo - 22/4/2002
03. Achtung! A luta continua - 15/12/2003
04. O melhor presente que a Áustria nos deu - 23/9/2002
05. Filmes de saiote - 28/6/2004


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
25/9/2002
08h11min
Sergio Augusto escrevendo sobre Otto Maria Carpeaux - um grande jornalista sobre um centauro. Realmente, nem tudo está perdido. Só para constar: o primeiro volume dos Ensaios Reunidos, da Topbooks, foi um empreendimento do prof. Olavo de Carvalho que não é só aquele polemista formidável, mas como também um dos filósofos mais corajosos do nosso tempo e que tem um autêntico carinho pela obra esparsa de Carpeaux. E, para quem sabe, Carpeaux foi o primeiro a falar sobre um filósofo que todo mundo devia ler para o bem de nossa sanidade mental: Eugen Rosenstock-Huessy. Seu livro "A Origem da Linguagem" foi recentemente publicado pela Editora Record. Não percam.
[Leia outros Comentários de Martim Vasques]
26/9/2002
08h01min
Nada mais justo que este erudito e simpático texto sobre o austro-brasileiro Carpeaux. A idade traz problemas, mas freqüentemente é sinônimo de privilégios. Um destes é o ter acompanhado 'ao vivo' as maravilhosas crônicas do Carpeaux no Correio da Manhã, sem dúvida um marco que dificilmente será ultrapassado no jornalismo brasileiro. Ótimo, também, o comentário de Martim Vasques.O Olavo está fazendo um trabalho digno dos caçadores de tesouros do fundo do mar que só trará benefícios a quantos se interessam por verdadeira cultura.
[Leia outros Comentários de Heitor De Paola]
29/9/2002
19h33min
Todos nós, estudantes geração 68, temos uma impagável dívida de gratidão com Otto Maria Carpeaux. Ele sempre esteve do nosso lado. Era comovente vê-lo, já adoentado, participando das nossas passeatas e atos contra a ditadura. Era nosso amigo. Estive com ele algumas vezes. Numa delas, pedi um artigo para uma revista semi-clandestina que publicávamos na velha FNFi. Ele topou no ato; dias depois nos entregou o artigo "Esplendor e miséria da sociologia", um texto manuscrito, que - glória minha! - eu tenho comigo desde então. Sinto saudades do Carpeaux. Considero-o o maior intelectual "brasileiro" do nosso século! Ronaldo Conde Aguiar
[Leia outros Comentários de Ronaldo Conde Aguiar]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.

Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO?
SPENCER JOHNSON
RECORD
(2005)
R$ 4,00



OLD TESTAMENT AND THE FINE ARTS
CYNTHIA PEARL MAUS
HARPER AND ROW
(1954)
R$ 49,90



SEM VESTÍGIOS - REVELAÇÕES DE UM AGENTE SECRETO DA DITADURA
TAÍS MORAIS - 1ª EDIÇÃO
GERAÇÃO
(2008)
R$ 15,00



LÁGRIMAS PERDIDAS - TROVAS
RUY MENEZES / AL DE AZEVEDO
NOVA FRIBURGO
(1962)
R$ 43,46



MULHERES DE AÇO E DE FLORES
PE FÁBIO DE MELO
GENTE
(2008)
R$ 15,00



GUIA DO ESTUDANTE CURSO PREPARATÓRIO ENEM 2010 HISTÓRIA I
ABRIL COLEÇÕES
ABRIL COLEÇÕES
(2010)
R$ 10,00



TEATRO DE SANTA ISABEL GUIA FOTOGRÁFICO
RILDO MOURA
RILDO MOURA
(2008)
R$ 39,20



OS LIMITES DO SENTIDO
EDUARDO GUIMARÃES
PONTES
(1995)
R$ 45,00



EM VERDADE VOS DIGO
SALOVI BERNARDO
CONVICÇÃO
(2012)
R$ 30,00



ACIMA DE QUALQUER SUSPEITA
SCOTT TUROW
RECORD
(2011)
R$ 24,90





busca | avançada
28252 visitas/dia
851 mil/mês