Frida Kahlo e Diego Rivera nas telas | Julio Daio Borges | Digestivo Cultural

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Sexta-feira, 25/4/2003
Frida Kahlo e Diego Rivera nas telas
Julio Daio Borges

+ de 62200 Acessos
+ 27 Comentário(s)

La tragedia es lo más
ridículo que tiene ‘el hombre’
pero estoy segura, de que los
animales, aunque ‘sufren’,
no exiben su ‘pena’
en ‘teatros’ abiertos, ni
‘cerrados’ (los ‘hogares’).
Y su dolor es más cierto
que cualquier imagen
que pueda cada hombre
‘representar’ o sentir
como dolorosa.

(Diário de Frida Kahlo)

O cinema, como toda arte, está à espera de que lhe atribuam significado. E por ser consumido hoje como só (talvez) a música, é fonte de controvérsias e de polêmicas acaloradas. Um filme, que pode representar muito para uma pessoa, pode não representar nada para outra; um longa, que pode arrancar duas horas de lágrimas de um espectador, pode provocar total indiferença em outro, ou até mesmo ódio em um terceiro (quem sabe...). É comum assistir a aquele filme e esperar que ele desperte os mesmos sentimentos (ou muito similares) em alguém próximo, que se pensa conhecer muito bem. Mas, não: eis que a reação vem esmorecida, provavelmente prejudicada pelo excesso de expectativa e pela pressão que normalmente se coloca nessas horas. Então a saída, para o aparente “fiasco”, é tentar racionalizar os prós e os contras – e se justificar, perante o interlocutor: por que aquela média de 100 minutos significou tanto para um e tão pouco para outro?

Assim fazem também os críticos especializados. Mas alguns, mais espertos (ou talvez mais preguiçosos), optam por ressaltar os defeitos antes mesmo de que a fita entre em cartaz. Desse modo, se alguém do público levantar alguma objeção, ou mesmo refugar a produção in totum, o jornalista que apostou na abordagem pessimista está a salvo: afinal, ele não recomendou aquele filme amplamente, enumerando em sua resenha uma diligente lista de “falhas”. Já o outro, que se apaixonou pela fita e que destilou uma série de elogios derramados, passa por “alienado” (no mínimo, mal informado): afinal de contas, como pôde se encantar com um tremendo fracasso de crítica (aqueles sujeitos que, deliberadamente ou não, meteram o pau) e de público (aqueles outros que, em 99% dos casos, ovacionaram um blockbuster ou uma “nova onda” sem graça)? Ou seja: como ele pôde enfrentar esse consenso, quando “o mundo” decidiu que aquele título não prestava? (Nem precisa dizer que, na próxima, vai procurar demolir tudo o que encontrar, como os demais.)

Todo esse preâmbulo para justificar um filme como Frida, de Julie Taymor, que simplesmente não precisa se justificar. Para começar, pode ser abordado de vários ângulos (o pessoal, o artístico, o político), mas a “crítica especializada” preferiu a abordagem descritiva (a mais insípida que há), centrando fogo (como de hábito) nos aspectos técnicos que mais incomodaram. Mas deveríamos, aqui, aboli-la, e estabelecer um outro patamar de interpretação, se quisermos avançar. Para início de conversa, ninguém notou, na história, as acachapantes semelhanças entre o México e o Brasil (apesar do esforço, por parte da nossa intelligentsia, em pairar acima da América Latina: em algum lugar entre a Europa e os Estados Unidos [se é que estes últimos merecem ser considerados]). Depois, não obstante todo o esquematismo (inerente à sétima arte), os paralelos que se pode traçar entre as etapas da vida de uma artista mexicana e as mesmas etapas da vida de um artista brasileiro. Por último, o humanismo presente na fita (para além do sentimentalismo), destacando o que há de universal nas relações amorosas.

Las dos Fridas (1939)Magdalena Carmen Frida Kahlo y Calderón nasceu a 6 de julho de 1907, filha de um fotógrafo que trabalhava para o governo, Gillermo Kahlo, e de uma mãe que considerava “fria” e “cruel”, Matilde Calderón. Seu nome, Frida, remete diretamente à herança do pai, um judeu alemão que, apesar dos pesares, contraiu matrimônio com uma católica fervorosa. A pintora, bipartida desde as origens, vivenciaria, no México, a cisão entre uma família de ambições aristocráticas (“burguesas”, segundo a terminologia da época) e um país eminentemente agrário, com um forte componente multirracial (indígena, mais do que qualquer coisa). A simbologia desse conflito interno, de personalidade, ficaria mais notoriamente representado no quadro Las dos Fridas (1939), em que a artista se retrata, ao mesmo tempo, como a colonizadora espanhola (à esquerda) e como a índia folclórica (à direita). No longa, é emblemática a cena dos preparativos de seu casamento, quando Frida, de noiva, troca seus trajes com os de sua mucama; e, durante a festa, abre o plano principal com outro quatro, Frida y Diego (1931), onde estão retratados os noivos.

Frida y Diego (1931)O encontro com Diego Rivera, o segundo acidente mais trágico de sua vida (com afirma em um dado momento), aconteceria depois de um primeiro, a bordo de um tranvía (mistura de bonde com ônibus, o mesmo que atropelou, na Espanha, Gaudí). No filme, a meninota de 16 anos que se deslocava a carrera pelos corredores da Escuela Nacional Preparatoria (tencionava cursar medicina), e que precocemente cometia estrepolias sexuais com o namorado, Alejandro Gómez Arias, de repente, se vê confinada a uma cama, a uma coleção de espartilhos e, posteriormente, a uma cadeira de rodas. Na separação forçada do mundo exterior, e da rejeição do primeiro amor (Alejandro anunciaria sua mudança para a Europa), forja-se a artista plástica – pois, como afirma Goethe, o caráter se forma em sociedade, mas o talento, na solidão. A família então assimilaria a sua inclinação pelas artes através de dois gestos bem marcados: primeiro, pela construção de um cavalete especialmente concebido para que Frida pudesse pintar sem se levantar; e segundo, pela instalação de um espelho no dossel da cama, permitindo que compusesse seus primeiros auto-retratos.

Daí, a pintora evoluiria, em paralelo à sua recuperação (segundo a fita), para o retrato de cada um dos membros de sua família. Esse intimismo, da preferência pelo cotidiano, pelo dia-a-dia, acompanharia a artista que, pode-se dizer, cunharia um quadro para cada fase decisiva de sua vida. Contrastando, como em todo casal, com os anseios de grandiosidade e glória de seu marido, Diego, que se lançaria à confecção de vastos murais, com temática social e revolucionária. Em Frida, a sugestão das diferenças entre o “masculino” e o “feminino” é, às vezes, delicada, e, outras vezes, avassaladora. Como quando, por exemplo, se percebe a diferença de altura entre ele e ela, a oposição entre o corpo frágil de Kahlo (sujeito a incessantes intervenções médicas) e o corpanzil insaciável de Rivera, com apetite para devorar o planeta – o mesmo que, de acordo com o filme, conduziu-o até Nova York, até Nelson Rockefeller.

A aparente brutalidade de Diego faria a mãe de Frida comentar (desgostosa com a união dos dois): – “É o casamento de um elefante com uma pomba”. A honestidade bonacheirona do muralista também se faria risível, no instante em que ele pediria a mão da intrépida retratista, prometendo não “fidelidade” mas sim “lealdade”. (Prometendo e não cumprindo: Rivera, nos seus arroubos de mujeriego, não perdoaria nem mesmo a irmã de Kahlo, Cristina.) Ou na ocasião em que a jovem artífice aborda o consagrado artista e lhe pede uma opinião sincera sobre suas telas. Diego, no melhor estilo fatalista-vocacional, sentencia: – “Se você for pintora de verdade, nunca vai conseguir parar de pintar: vai pintar até morrer”. Ao que Frida retruca al tiro: – “Mas eu preciso trabalhar para sustentar meus pais [eis a família aí, novamente] e, se não for boa o suficiente, preciso me dedicar a outra profissão”. (Lógico que era boa. Tanto que o surrealista André Breton viria ao México implorar para que expusesse em Paris; o Louvre aceitaria uma pintura sua [a primeira da América Latina]; e os Estados Unidos a homenageariam com um selo comemorativo [o primeiro dedicado a uma mulher hispânica].)

Mas Frida se faria célebre antes que a consagração a alcançasse (apenas na década de 80 do século XX). Estamos falando do tempo em que, já separada de Diego, abrigaria na Casa Rosa (hoje Casa Azul, de seus pais) um refugiado ilustre: Leon Trotski. Para quem, antes dos 20 anos, discutia o viés político de Hegel (tendo passado por Marx) e lia Schopenhauer, alternando-o com Spengler, fluentemente, a visita de um dos heróis da revolução russa tinha algo de grandiloqüente. No filme, é a seqüência em que a história ganha novo fôlego, alimentada pela chegada de um dos maiores intelectuais dos 1900s e pelo espírito de aventura que pairava no ar, ao se dar guarida a um dos inimigos mais perseguidos por Stalin. Da convivência de uma mente embotada pelo sofrimento e pela inteligência com uma artista original, quase primitiva e ainda fértil, nasceria um caso amoroso que, pelo que se pode concluir, custaria a vida de Leon. É Natalia Sedova, sua esposa, que percebe o arranjo, e decreta uma mudança para um hotel. A mesma que lhes cairia fatal. Frida, então, é presa e interrogada (a respeito do assassinato do revolucionário) e, na cadeia, sofre de gangrena, tendo os dedos dos pés amputados.

No fim, casar-se-ia uma segunda vez com Rivera, que seguiria venerando-a mesmo durante a dependência de morfina e a impossibilidade permanente de andar (teria ainda uma das pernas amputadas). O que o longa não mostra é que esses últimos anos seriam os mais produtivos de Frida Kahlo (ela vivia implorando aos médicos que a remendassem a fim de voltar a pintar). Participaria, nesse estado, da primeira exposição de sua obra em seu próprio país, onde um Diego comovido reconheceria a companheira como “o maior acontecimento de sua vida”. Cada vez mais debilitada, “Friducha” chamaria o seu “Pánzon”, no meio da noite, e o presentearia com um anel por seus 25 anos de casados (contabilizando idas e vindas). Rivera, sem entender, reagiria dizendo que a data não era exatamente aquela (faltava duas semanas), mas Kahlo insistiria em festejar suas bodas de prata. De algum modo, sabia que não lhe restava muito mais: faleceria naquela mesma noite, a 13 de julho de 1954.

Por detrás das câmeras
Frida, o filme, foi baseado na biografia com título homônimo de Hayden Herrera, considerado pela produtora Nancy Hardin “o retrato narrativo definitivo da artista”. Sua realização se deve ao seu empenho e também ao de Salma Hayek, igualmente produtora e atriz (de origem mexicana), que desde os 12 anos de idade ambicionava interpretar Frida Kahlo. Hardin adquiriu os direitos do livro de Herrera na ocasião de seu lançamento, em 1983, mas só conseguiu despertar interesse por parte dos estúdios de cinema nos anos 90. Foi em 1997 que a Trimark Pictures, uma companhia independente, colocou Salma e Nancy em contato (a primeira já havia estreado Um Drink no inferno [From Dusk Till Dawn, 1996] e A balada do pistoleiro [Desperado, 1995], ambos de Robert Rodriguez).

Salma Hayek foi pessoalmente procurar Dolores Olmedo, ex-amante de Diego Rivera e administradora do espólio do casal, que bem impressionada lhe cedeu os direitos de reprodução das pinturas de Frida Kahlo, por cinco anos, falecendo em 2002. A partir dessa conquista, Hayek pôs-se a reunir o elenco: fez questão de Alfred Molina (Diego); era amiga pessoal de Antonio Banderas (Siqueiros) e Edward Norton (Rockefeller); já havia contracenado com Patricia Reyes Spíndola (Matilde), também como mãe e filha, na televisão; e conseguiu aliciar Geoffrey Rush (Trotski), sem nunca havê-lo visto antes, num vôo para Las Vegas. Com o que considerava um “casting de sonhos”, Salma Hayek logrou convencer Harvey Weinstein, da Miramax, que se dispôs a financiar o projeto, indicando a diretora Julie Taymor. Esta última trabalhou intensamente junto a Elliot Goldenthal, compositor da trilha sonora, que é responsável por muito da “amarração” do longa, e que conta ainda com Chavela Vargas, Lila Downs e Caetano Veloso. As filmagens se iniciaram em 2001. O resto é história.

Para ir além



A Biography of Frida Kahlo
Hayden Herrera
528 págs.
Perennial
2000



The Diary of Frida Kahlo
Carlos Fuentes (Intro)
296 págs.
Abradale Press
2002



Julio Daio Borges
São Paulo, 25/4/2003

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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
27/4/2003
21h46min
Julio, pelo número de letras que você escreveu sobre o filme Frida parece que ovcê gostou bastante. seu texto também demonstra isso. Já não me sinto tão só na minha admiração pelo filme. Gostei muito e encontrei também pessoas que não gostaram, achando-o sentimental. Não tenho esta opinião. O filme não deixa passar a grande questão que é o fervor de Frida pela arte. só por isso, já valeria a pena ver. Mais: a fotografia é de uma poesia sutil em muitos grandes momentos do filme. Basta: adorei. e seu artigo também, muito bom. jardel
[Leia outros Comentários de jardel]
28/4/2003
21h48min
Fui assistir ao filme antes de entrar em contato com qualquer crítica, como de costume. Entre outras coisas, pensei que fosse um filme que só agradaria mulheres. Foi satisfatório saber que estava enganada. Abraço
[Leia outros Comentários de Mari]
1/5/2003
11h07min
Olá, gostei muito do filme. E penso que é pelo mundo da fantasia que os leigos em Arte compreendem e passam a ter um "ganho cultural". Como gosto de artes plásticas, a crítica fica comigo, e vejo o todo. Um abraço nordestino, Rosilda
[Leia outros Comentários de Rosilda]
4/5/2003
13h34min
Julio: Ainda não tive tempo de ver Frida. Mas após ler o seu texto. tive a impressão de que é um ótimo filme. Não vou perder. Abraço, Erika
[Leia outros Comentários de erika horiguchi]
14/5/2003
07h56min
Meu caro Julio Daio:você entendeu mais que o filme,a vida Frida Khalo,uma pintora que fez um diário pictórico,em vez de pintar a revolução.Seu artigo mostra o drama da vida da artista mexicana que, se não era uma grande pintora,surpreendeu o mundo com sua coragem e obsessão pela Arte.Um dos seus melhores artigos.O filme passa todas as informações necessárias de que um crítico precisa para analisar a vida e a obra de Frida Khalo,mas nem todos pensam igual.O drama da pintora mexicana é mais um exemplo de vida que um exemplo de arte, e você teve a lucidez de transportar tudo isso para o seu artigo. Parabéns.AB.
[Leia outros Comentários de AlbertoBeuttenmüller]
15/5/2003
14h16min
Agora é o filme “Frida”...podemos começar falando que ele é superficial, que soa mal por ser narrado em inglês (ela era super nacionalista), mal montado (que pena!), cheio de clichês e querendo, dá para apontar mais alguns deslizes ...mas ele é bonito, bem humorado, com ótimas animações, gostoso de assistir ...pela Frida, Diego Rivera, o México daquela época, as músicas, a revolução, a turma toda (Siqueiros, Trotsky, Rockfeller, André Breton, Picasso...) ...e quando, sem a gente querer, o filme acaba e já estamos de alma lavada...ouvimos Caetano Veloso cantando Burn It Blue. Muito legal!
[Leia outros Comentários de manduka]
22/9/2003
20h21min
Impressionante ! A realidade discutida nua e crua, com suas belezas e tragédias ! Amei a discussão sobre a fidelidade, acredito que um grande tabu hoje, pois apesar de todos sabermos o que ocorre na sociedade há uma negação incessante das vontades humanas ! A luta com a dor ! A grande vontade de viver !!
[Leia outros Comentários de Martha Amanda]
5/10/2003
10h57min
Bom, na minha escola estamos trabalhando com uma música, a qual fala o nome de Frida, então tinhamos que fazer uma pesquisa sobre ela e encontrei esse texto falando sobre o filme, me interesei bastante e não vejo a hora de ve-lo!!! Parabéns por seu trabalho.
[Leia outros Comentários de Bianca Lourenço ]
26/10/2003
18h05min
Gostei do filme Frida, apesar de algumas falhas de filmagem. É uma história de vida triste, que nos leva a repensar o sentido da própria existência. O colorido dos figurinos e dos cenários enriquecem o filme sobremaneira. Vale a pena assisti-lo.
[Leia outros Comentários de Kátia Torres]
16/11/2003
10. Frida
20h32min
Nossa, fico impressonada com a historia da Frida, ela era uma mulher muito forte, se fosse eu, jamais conseguiria sboreviver a tanta coisa, so no acidente, ja teria morrido. Me interessei demias pela historia de sua vida.
[Leia outros Comentários de Vanessa Brasil Marti]
28/11/2003
11. Frida
11h08min
Confesso que fiquei chocada com a historia de Frida confesso ainda que, eu numa situação dessa não teria resistido tanto, embora o que se percebe nitidamente, é que ela se agarrou a arte da pintura como um corda de salvação e desabafo de toda sua dor e sofrimentos,tenho profunda admiração por Frida, ainda não assisti o filme por desconhecer que existisse, mas pretendo assistir.
[Leia outros Comentários de Joice Marinho Cortes]
11/1/2004
09h41min
Muito bom! Parabéns!
[Leia outros Comentários de Flavia Avila]
26/1/2004
19h41min
Quando criança minha mãe me mostrou um livro de quadros surrealistas. Os quadros eram lindos mas incompreeensíveis... Nunca havia ouvido falar em uma mulher que fosse tão expressiva quanto os mais renomados pintores ditos surreais... Assisti ao filme recentemente e pude conhecer um pouco mais sobre a vida de Frida Kahlo a atuação de Salma é muito boa. Confesso que desconhecia os inúmeros infortúnios que cercaram a vida da pintora... Recentemente li o diário no qual ela relata o amor ao México e ao marido Diego Rivera, seus sonhos, suas frustrações e alegrias. O livro é uma confirmação do filme, Frida é um exemplo de determinação e força de vontade.
[Leia outros Comentários de josinaldo]
15/6/2004
15h28min
Assisti Frida pela HBO sábado, dia 12. Já conhecia todo o drama da pintora. Tomo gosto pela pintura surrealista, desde pequena, embora não saiba desenhar nada. Achei o filme primoroso como, também, o texto sobre o filme e a vida de Frida. Um abraço.
[Leia outros Comentários de Maura Soares]
2/1/2006
14h13min
Ontem 'a noite vi o filme fiquei apaixonada por essa mulher, que, no seu momento de dor, conseguiu se monstra uma mulher forte, corajosa e batalhadora.
[Leia outros Comentários de fabiana]
2/1/2006
22h40min
Assisti o filme, na TV, no dia 01/01/06, a vida de Frida relatada no filme é fascinante e envolvente. Apesar de seu sofrimento, ela nos mostra que é necessário lutar, ser forte para sobreviver e encarar tudo de frente. É um grande exemplo de vida.
[Leia outros Comentários de Margareti Quinteiro]
8/1/2006
22h02min
Vi o filme pela pela TV, no dia 01/01/06, e enquanto admiradora da pintura surrealista que sou... Frida é um belo exemplo de amor pela arte, já o incluí em minha lista de melhores filmes, tem conteúdo, um roteiro bem construído e personagens cativantes, filmes assim nos fazem perceber que a sétima arte tem muito o que oferecer.
[Leia outros Comentários de Wanda Fortunato]
9/5/2006
11h16min
Bem penso que a vida dela foi muito trágica. Mas Frida é sem dúvida um exemplo de coragem e determinação. Penso que, por todas as coisas más que lhe aconteceram, os problemas que pensamos ter são, na verdade, pequenas dificuldades ou dúvidas que se tem na vida...
[Leia outros Comentários de Margarete Moreira]
29/6/2006
18h31min
Oi, Julio, por incrivel que pareça, nunca assisti ao filme Frida, pois estava pesquisando alguns sites e logo me deparei com o seu... Muito me chamou atenção, comecei a ler, chegando até aos comentários... Desde já fiquei muito entusiasmada, prometo que irei assisti e, em breve, voltarei a escrever-te... Um abraço.
[Leia outros Comentários de Nalva]
13/8/2006
21h12min
Na verdade, o filme me fez pensar muito: na vida de uma mulher que supera limitações, enfrenta um homem, e suas amantes, de forma igualitária, mas sem se vulgarizar, e que se torna um ser humano visivelmente vencedor... que tem espiritualidade. Me fez pensar.
[Leia outros Comentários de monica cristina wenz]
24/8/2006
15h06min
O incrível na hitória Frida é como ela transformou a tristeza dela em arte. Ela materializou toda sua dor em obras muitas vezes assustadoras, porém, de suma intensidade. Eu acho essa faceta dela impressionante!
[Leia outros Comentários de Coletti]
28/8/2006
21h29min
esse site me ajudou mto na escola pq eu fiz uma pesquisa sobre frida e encontrei tudo o q eu precisava. mto obrigada....
[Leia outros Comentários de rosineia]
18/11/2006
09h23min
Levei Frida para os alunos do ensino médio assistirem, percebi que era um filme ótimo para que eles identificassem as inovações presentes nele, do Modernismo. Ninguém melhor do que a protagonista para romper com padrões pré-estabecidos no que se refere à política, a arte e, acima de tudo, à vida pessoal. É um dos filmes que me impressiona toda vez que volto a assisti-lo.
[Leia outros Comentários de alessandra]
16/5/2007
09h46min
Adorei o texto, apesar de ser suspeita para falar, já que gosto muito do trabalho da Frida, e quando gosto de um determinado artista, gosto de saber tudo o que se escreveu e se escreve sobre tal. O texto é jornalísitco sem ser chato nem massante. Gostei das imagens também. No entanto, quando abri o Google, a intenção era pescar na rede imagens de telas da Frida para uma pesquisa de figurino, para um trabalho em cima da vida e obra da Frida. É apenas uma semente que se germina dentro da minha cabeça, mas daqui a pouco começará a botar as folhinhas de fora, e, quando isso começar a acontecer, eu quero estar preparada com material suficiente para dar um início bem seguro a tudo o que pretendo fazer com a obra dessa grande mulher...
[Leia outros Comentários de Dora Nascimento]
18/12/2007
10h45min
O filme "Frida" é uma lição de vida. Muitas pessoas não sabem se valorizar e nem dar valor ao próximo, então sugiro que assistam ao filme e vejam a realidade e o sofrimento que varias pessoas sofrem mas não perdem o talento...
[Leia outros Comentários de Emanuelle M Pereira]
30/1/2008
22h13min
Percebe-se que você se apaixonou pelo filme "Frida", Julio, e sentiu necessidade de tentar justificar o encanto sentido. Aliás, paixão é uma palavra que pode definir as motivações dessa artista em relação à arte e à vida. Frida Kahlo era movida por paixão; podia não ser uma pintora genial, mas era uma pintora apaixonada, que se entregou à obra e ao mestre aparentemente com a mesma intensidade. E lutou contra todas as adversidades pelo direito de pintar. Algumas atividades são solitárias, se desenvolvem na solidão, como afirmou Goethe, apesar de serem alimentadas pelo contato com os outros, pelo social; o acidente que a deixou de cama, impossibilitada de andar durante um período, forçou Frida a estar sozinha, trabalhando a sua arte, amadurecendo o seu talento. Talvez o filme não agrade a muitos, pois o que representa para alguns pode não ser o mesmo para outros, mesmo próximos, que pensamos conhecer, saber dos gostos, antever as apreciações. Nossas paixões são subjetivas, surpreendem!
[Leia outros Comentários de Cristina Sampaio]
7/11/2008
22h36min
Frida é maravilhosa, não posso descrevê-la, não tenho palavras, pois as mesmas se tornam pequenas diante Frida Kahlo. Só a admiro e me deslumbro com esta pequenina e grandiosa mulher, que é um exemplo. Obrigada, Frida! Sua história de vida fez com que eu valorizasse a minha.
[Leia outros Comentários de Joseilda Gomes]
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