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Segunda-feira, 7/6/2010
Comentários
C. S. Soares


Nabokov já era hipertextual
Bela resenha, Guilherme. Você pegou um dos aspectos importantes pelos quais "O Original de Laura" deveria mesmo ter sido publicado: a possibilidade de olharmos sobre os ombros do escritor. Nabokov não era um autor linear, não escrevia o capítulo 2, depois do 1, o 3, depois do 2, etc. Ele era hipertextual. Preenchia os espaços, dizia. Em 09/2009, eu participei de uma mesa na Academia Brasileira de Letras com o professor Brian Boyd (maior especista na obra de Vladimir) em que se comparou as obras de Machado de Assis e Nabokov. Na mesma época, o entrevistei para o Prosa Online, dois meses depois, eu mesmo também publiquei uma resenha de "Laura" no JB. Com o advento e popularização da internet, penso que "Laura", 30 anos depois de seu doloroso nascimento - sendo que, para isso, da forma como "nasceu", tenha sido necessária a morte de seu autor -, tenha sido publicado no momento certo. Abs, CS

[Sobre "O Original de Laura"]

por C. S. Soares
http://pontolit.com.br/beta
7/6/2010 às
12h36 189.122.215.181
 
IBM, Microsoft etc.
Inovação ("buzzword" da vez) não está apenas nos produtos que recebem alguma simpatia dos consumidores finais e alcançam sucesso de vendas. Um exemplo: em 2007 (são os números mais recentes que tenho), pelo décimo quinto ano seguido, a IBM recebeu mais patentes nos EUA do que qualquer outra companhia no mundo. Segue firme, em seus quase 100 anos de história (mais de 90 no Brasil), remodelada, apostando em serviços, free software e redes sociais. Sob esse aspecto, não existe derrota alguma. A Microsoft, empresa símbolo da segunda metade do século XX, busca reinventar-se, mas naquela mesma década de 90 ajudou financeiramente a Apple, que recuperou-se. Entretanto, "a maçã" continua apostando em produtos de arquitetura fechada (o que já lhe custou caro uma vez). Google aposta no modelo "cloud", independentemente de plataforma e, a Apple, nos dispositivos de acesso. Deveria se diversificar.

[Sobre "O que significa a Apple maior que o Google"]

por C. S. Soares
http://www.pontolit.com.br
28/8/2009 às
10h27 187.14.157.28
 
O livro, na Web, vira software
Com bastante regularidade, tenho me referido ao tema em meus artigos para o portal de tecnologia iMasters/UOL. Em um dos mais recentes, falei do conceito de Cloud Publishing que, segundo soubemos pela imprensa, o Google adotará até o final do ano, transformando-se assim em uma livraria, que venderá acesso ao conteúdo, não o livro/jornal em si (papel ou digital). Para "resumir a ópera": para entender o que acontece com o mercado editorial, basta lembrar o desenvolvimento do mercado de software: o livro (e o jornal) na web é software.

[Sobre "Os próximos capítulos do negócio do livro"]

por Claudio Soares
http://www.pontolit.com.br
10/7/2009 às
09h12 187.14.171.148
 
O Twitter e a Narrativa
Se "status updates" isolados poderiam ser considerados insignificantes, tomados em quantidade e no tempo, poderão apresentar interessantes padrões. O "life streaming" conta histórias (as anotações do presente - notatios -, descreveu Barthes, preparam a escrita do romance). Atualmente, estou "twitterindo" meu romance de 2006 "Santos Dumont Número 8: O livro das superstições". O projeto @sd8 é inédito no Brasil (e, em sua abordagem, também no mundo). Meu objetivo principal é entender as redes sociais como um novo espaço para a criação de narrativas. Observo, diariamente, os importantes aspectos lembrados pelo professor Johnson. Estou menos preocupado com os rótulos (Twitter, Facebook etc.) do que com os conceitos (Ambient Awareness, Intimacy, Status Uptdates). Pensemos no Twitter principalmente como banco de dados e plataforma inovadora (e aberta) para a qual seus usuários desenvolvem interessantes aplicativos. Jornais e livros, cada vez mais, serão software.

[Sobre "Twitter na capa da Time"]

por C. S. Soares
http://www.pontolit.com.br/blog
12/6/2009 às
11h48 187.14.147.56
 
Escritores escreverão ao vivo
Proponho avançarmos (ainda que no plano das ideias) alguns passos. Há 1 ano escrevi um artigo cujo título era "Mashups + PanFics + Youbook". Em determinado ponto sugeria: "Chegamos à era da personalização das artes por parte do público. Cada um terá à sua disposição uma experiência totalmente pessoal com seus filmes, músicas ou livros prediletos. Teremos inclusive a possibilidade de sermos 'co-autores' de obras inteiramente novas. Em resumo, com um uma ideia na cabeça e um computador nas mãos, todos poderemos criar nosso próprio filme para o YouTube, livro para algum YouBook ou canção para um YouMusic (ok, pode ser iTunes) e distribuí-los através da rede para o nosso seleto e fiel público". Já temos um "YouBook", chama-se Scribd. Escritores, cada vez mais, escreverão ao vivo, a partir das redes sociais. Os blogs são como hubs pessoais, integrando suas diversas "presenças" na rede, o que pressupõe uma relação inteiramente nova com o processo de escrita.

[Sobre "Um Twitter só para escritores"]

por Claudio Soares
http://www.pontolit.com.br/blog
1/6/2009 às
08h05 201.29.246.193
 
O que é um jornal?
1] Jornalismo [atividade] > jornal [dispositivo]

2] Jornal = software {configurável}, entretanto...

3] [email protected] [8 generativos de Kevin Kelly] = Imediatismo + Personalização + Interpretação + Autenticidade + Acesso + Incorporação + Publicidade e/ou Patrocínio + Encontrabilidade.

[Sobre "Fim dos jornais? Desconfie"]

por Claudio Soares
http://twitter.com/sd8
19/5/2009 às
13h49 201.29.210.99
 
Informação aos pedaços
Precisamos exercitar nossa visão periférica. Não se trata do "fim dos jornais", "fim do livro" etc. Muitas questões importantes a respeito do consumo da informação on-line estão sendo levantadas já há algum tempo [a revista Wired, mar/2007, estampava na capa a "Snack Culture", a cultura cujo consumo se dá aos pedaços]. Semana passada, o testemunho de Marissa Mayer, do Google, no senado americano apontou o epicentro do problema: a unidade atômica de consumo on-line. No caso dos jornais, Marissa afirma que essa unidade de consumo migrou do jornal inteiro para artigos individuais. Logo, é necessária a adaptação aos novos tempos. Tudo isso já aconteceu no mercado de informática. Como o "jornal" [escrevi em um artigo recente no iMasters/UOL] é o software, cada vez mais é o leitor que monta o seu jornal. A era do broadcast dá lugar à do narrowcast ou até ao unicast [com base em personalização e interatividade].

[Sobre "Jornal: o cadáver impresso"]

por Claudio Soares
http://twitter.com/sd8
13/5/2009 às
10h26 201.29.170.77
 
Os escritores por si mesmos
Para os que gostam do tema [como funciona um escritor?], sugiro, após a leitura deste excelente artigo da Claudia Lage, uma atenciosa consulta ao Interview Archive Index no site da Paris Review. Abs.

[Sobre "As pessoas, os escritores"]

por Claudio Soares
http://twitter.com/sd8
11/5/2009 às
07h11 201.29.192.91
 
Zeitgeist + Serendipity
A contraposição entre zeitgeist e serendipity, angústia cada vez maior do homem moderno, me lembra aquela entre algoritmo e heurística. Há poucas semanas, em minha coluna web writing no iMasters/UOL, ao analisar o Times Reader do NYT afirmei [e penso não estar só na opinião] que o jornal é o software. Bem, não só o jornal, mas o livro, a revista, ou seja, interagimos com a informação e o conhecimento através de software, que é configurável, personalizável, anseia moldar-se às preferências do usuário. A internet é, em termos gerais de uso, software. Somos reducionistas pela ciência, mas precisaremos, cada vez mais, assumir uma postura holística em relação a ela [que é a mesma e outras, sobre o TCP/IP]. Desde o início de abril, realizo um experimento na Web, em que vou aglutinando software no contexto de uma ideia: a internet é um espaço para a criação de narrativas. É porque assim é a própria vida [os aglutinadores de lifestream não me desmentem].

[Sobre "Troquei meus feeds RSS pelo Twitter"]

por Claudio Soares
http://www.santosdumontnumero8.com.br
22/4/2009 às
09h17 201.29.184.111
 
Time travel: Google to Chronic
Creio que este artigo de Jeff Jarvis lhes interesse...

[Sobre "Steve Brill salvando o New York Times"]

por Claudio Soares
http://www.pontolit.com.br
25/2/2009 às
19h37 189.122.150.128
 
O valor agregado da informação
A questão primordial não é se o trabalho do jornalista/escritor deve ou não ser remunerado: ora, é claro que deve ser. O problema é que a informação é [como ensina a microeconomia] um bem não rival, ou seja, seu consumo por alguém em nada prejudica o consumo simultâneo ou posterior por outra pessoa. Assim, pode ser difícil convencer alguém a pagar por algo que não é exclusivo, entende? De que forma se resolveria esse problema? Ora, agregando-se valor [e personalização] à informação.

[Sobre "Steve Brill salvando o New York Times"]

por Claudio Soares
http://www.pontolit.com.br/blog
25/2/2009 às
18h23 189.122.150.128
 
The gift economy
Se por um lado, Julio, Chris Anderson mostra que à medida em que as empresas se tornam cada vez mais digitais, os serviços se tornam software e os produtos, downloads, a tendência é que serviços e produtos tornem-se "grátis". Kevin Kelly nos esclarece que ainda existem características [generativos] que nos motivam a pagar por produtos que até poderíamos obter grátis. Nesta emergente "gift economy", todas as empresas, ao se tornarem digitais, eventualmente, tornarão seus produtos e serviços "grátis". Jornais e editoras incluídos. Em um mundo globalizado, integrado em rede, a grande massa populacional, o grande público consumidor potencial, torna-se um aspecto que não pode ser descartado do modelo de negócios das empresas. Entretanto, esse público consumidor de informação deve ser, necessariamente, letrado [mais profundo o nível da informação, maior o grau de instrução necessário ao seu processamento].

[Sobre "Steve Brill salvando o New York Times"]

por Claudio Soares
http://www.pontolit.com.br/blog
25/2/2009 às
10h00 189.122.150.128
 
Julio Daio Borges
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