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Terça-feira, 14/4/2009
Jornal: o cadáver impresso
Jardel Dias Cavalcanti

+ de 7000 Acessos
+ 16 Comentário(s)

"O jornal é o cemitério das ideias." (Proudhon)

O jornal se transformou num anãozinho depois que a internet foi inventada. E quanto mais o tempo passa, menor ele vai se tornando. E, por sua vez, maior vai se tornando a internet. A questão da significância da imprensa impressa tem seus dias contados. Doa a quem doer.

Não resta dúvida que ao jornal impresso estão relacionados uma série de pequenos prazeres. Tomar o café da manhã de domingo abrindo e dobrando lentamente aquelas gigantescas folhas de papel, selecionando por uma ordem de importância absolutamente pessoal que notícias ler primeiro, quais ler depois e quais não ler, comentar com o parceiro as novidades do mundo da política, da cultura e dos esportes, ver que filme assistir naquele dia, é realmente um rito social do qual muita gente participa. E gosta de participar.

Segundo disse Hegel, se não me engano com a autoria da frase seguinte, "o jornal é a oração matinal do homem moderno". De fato. Mas não para a nova classe de leitores contemporâneos jovens, que acorda ligada na internet. Ali abundam notícias muito mais variadas, mais rápidas e de enfoques os mais dispares possíveis. Coisa que a mídia impressa não dá conta. E em quantas línguas você puder ler. Universalizando a informação.

Lembro-me que me interessei, certa vez, por começar a ler o Le Monde e o Nouvelle Observatoire para treinar meu francês e ver a ótica da mídia francesa sobre problemas internacionais que me interessavam na época. Onde comprar tais jornais? Como pagar por eles? Eu teria que ir a São Paulo, pois uma cidade caipira como Campinas não abriga esse tipo de importação. Nem tínhamos a FNAC ainda. Muito menos a Livraria Cultura. E as bancas não passavam do trivial. Meu desejo foi para o buraco, pois eu não tinha a mínima condição de gastar com uma passagem até São Paulo e muito menos pagar por um jornal importado.

Veio a internet e com ela a possibilidade de navegar mundo afora, com infinitas possibilidades de receber muito mais informações, como disse acima, em quantas línguas eu conseguisse ler e com velocidade muito maior.

A atualização é outro fator que pesa na questão da maior importância da mídia virtual sobre a impressa. Notícias são atualizadas por minuto. Fotos e vídeos enviados em tempo quase real para os sites que exibem os fatos em tempo real. Quem pode competir com isso?

Outro dado é a questão da liberdade de imprensa. As notícias fornecidas por mídias virtuais alternativas ganhavam em liberdade das mídias controladas por patrocinadores. Por exemplo, as fotos da violência praticada por americanos na sua última guerrinha, estampadas na internet, desconcertaram o poder que camuflava tais fatos. Alterou a opinião pública sobre a invasão americana. Outro exemplo: índios nos confins da Amazônia denunciaram, via internet, para órgãos internacionais, desmatamentos criminosos. A mídia impressa estava longe desse alcance. O conceito de mídia, em casos como esses, vai se alterando significativamente.

O tamanho do universo que cabe e se revela a partir desta caixinha que é o visor do computador não pode ser medido. Estamos no meio de uma revolução que transformará nossos conceitos, inclusive, o de realidade. Revolução sem volta. Transformação acelerada.

A mídia impressa vai perdendo rapidamente seus consumidores. Ninguém mais quer recortar e guardar notícias de jornais se pode tê-la no arquivo do próprio jornal virtual ou num CD ou pendrive. Ninguém mais quer pagar por uma notícia que pode ter de graça, abundantemente, no mundo virtual.

Há os nostálgicos, evidentemente, que não desprezam o dedo sujo com a tinta dos jornais impressos no Brasil. O ritual é mais importante que o significado das notícias. Afinal, passar três horas mergulhado num jornal de domingo nos livra de ter de olhar para nossas esposas ou maridos, ou prestarmos atenção às bagunças de nossos pequenos e ativos filhos. Ou nos faz ter a ilusão de que alguém está olhando para a realidade pra nós, descuidados da mesma que estamos ao sabor do matinal suco de laranja e do cheiro do café. Mais ainda, o jornal é um confortável calmante para as manhãs ensolaradas de domingo. Diferente da internet, que exige quartos de um semi-breu deprimente. Afinal, poucos ainda têm acesso ao laptop. Mas isso é uma questão de tempo. De pouquíssimo tempo, eu garanto. Pois já se pode comprar tal ferramenta por 600 reais por aí. O sol da manhã será salvo e o jornal impresso liquidado quando todos puderem abrir seu pequeno computador sob a sombra de uma árvore, num parque, ou em casa, sob o sol que se deita na nossa pequena varanda.

Outro fato estrondoso é que a internet possibilita coisas que a mídia impressa não poderia jamais fazer, como é o caso de abrir as portas do mundo para o cidadão de qualquer lugar do planeta, da mais recôndida zona rural até os centros urbanos mais antenados. Os satélites estão a cada dia mais poderosos e distribuídos amplamente na misteriosa escuridão dos céus, misturando-se e confundindo-se no seu brilho com as estrelas reluzentes. Conectar-se à internet vai ser um fato comum no planeta Terra, como beber água, graças à presença dos satélites.

Aviso aos navegantes: só não sabe o tamanho do mundo quem não consegue ir além do tamanho da folha de um cadavérico jornal impresso.


Jardel Dias Cavalcanti
Londrina, 14/4/2009


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01. Notas de leitura sobre Inácio, de Lúcio Cardoso de Cassionei Niches Petry


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COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
14/4/2009
17h34min
Eu também tenho paixão por jornais. Sou um recortador de notícias e adoro arquivar o que me interessa em pastas. Como adoro manusear as folhas de um jornal. O meu texto apenas tenta dar conta de uma realidade que está por vir, se é que já não está aí. Mas aponto os pontos positivos da internet. E pelo que me consta, nunca paguei para ler o Le Monde. Claro, pago o acesso à internet, mas não apenas para ler jornais. Há mil outras utilidades nessa panela. Elas fazem a diferença.
[Leia outros Comentários de jardel]
14/4/2009
23h33min
Prezado Jardel, concordo em gênero, número... epa, tropecei nuns degraus do seu texto! Acredito que o referido escrito já se encontra um tanto datado. Afinal, aspectos atinentes sobre a Revolução da Internet aprendi na década de 90, do século passado, junto aos meus professores da PUC-Campinas e da UNICAMP, em CAMPINAS! Além disso, tenho amigos que trabalham em empresas, aqui em Campinas e região, ligadas aos impulsos das mais avançadas tecnologias. Eles me passam informações sobre as novidades da Pós-Revolução da internet em "primeirão mão"! Que coisa esquisita nomear a metrópole Campinas - cidade voltada ao franco desenvolvimento das novas tecnologias - de caipira, e no péssimo sentido do termo! Não seriam equívocos da sua parte?!
[Leia outros Comentários de Sílvio Medeiros]
15/4/2009
23h27min
Sim, repito, o jornal vai acabar e com ele o modelo de jornalismo restrito ao qual seu meio impunha. Novos meios impõem novos paradigmas...
[Leia outros Comentários de jardel]
22/4/2009
09h41min
Fico enjoado de ver tantos textos anunciando, pregando, vaticinando, desejando o fim dos jornais. Por que tanta pressa em enterrá-los? Será que incomodam tanto assim? Os que abraçam a internet com tamanha devoção e deslumbramento não precisam ser tão apocalípticos com o que eles chamam de "tecnologias ultrapassadas".
[Leia outros Comentários de rené ferri]
27/4/2009
07h24min
Caro Jardel, sem dúvida a internet permite o acesso à informação de um modo inteiramente novo se comparado com os mais de três mil anos de registros escritos da história da humanidade. Entretanto, não me iludo com a questão da gratuidade, pois ela não existe; de uma forma ou de outra, tudo tem um custo, que terá de ser pago por alguém. Minha preocupação é com quem gera as notícias, e o conteúdo da Web, e a reprodução desse conteúdo. No caso do jornalismo, informações precisam ser checadas; precisam de métodos de apuração e seus autores precisam ser juridicamente responsáveis por elas. Isso é liberdade de imprensa e não importa qual é o suporte no qual o conteúdo é veiculado, distribuído... Pra botar mais lenha na fogueira sugiro a leitura do livro "O culto do amador", de Andrew Keen.
[Leia outros Comentários de Jaime Mendes]
27/4/2009
07h40min
Lavoisier perdeu a cabeça na revolução francesa, mas acertou em cheio em seu raciocínio de que "tudo se transforma". Os jornais estão passando justamente por isso, por uma transformação. Aliás, os jornais são o meio, apenas, fadados ao encolhimento. Estamos falando mesmo é de informação, e esta pertence cada vez mais à internet. A própria TV acabará sendo absorvida, também o rádio, enfim, a internet é o caminho, tudo vai girar em torno dela.
[Leia outros Comentários de Seluga]
27/4/2009
09h13min
É bem mais provável que a internet (ou outra tecnologia do tipo) esteja disponível de graça em algum tempo; já o jornal impresso segue uma lógica inversa, na medida em que o papel se torna mais raro e valioso.
[Leia outros Comentários de Clayton Pozzer]
27/4/2009
10h32min
hahaha! Tocou na ferida do maridão que toma café sujando o dedo e olha no que deu. Claro que ler na Web é mais barato, ninguém usa a internet só pra ler notícia. Não é que vá acabar, o que está acontecendo é que o jornal está virando apenas mais uma opinião e não a única. Simples assim.
[Leia outros Comentários de fabricio]
27/4/2009
15h08min
Creio que o tema "preservação ambiental" deve ser levado em consideração ao discutirmos todo e qualquer assunto referente aos nossos dias. A internet, ao contrário da imprensa escrita, vem se mostrando uma mídia muito menos agressiva do ponto de vista ecológico. Neste aspecto, ela é mais do que bem-vinda.
[Leia outros Comentários de Renato Assis]
28/4/2009
12h08min
Artigos como estes me lembram a morte anunciada de muitas coisas, que de fato não ocorreram: do teatro (face ao cinema), do cinema (face à TV), do livro, do rádio etc. A internet, como está hoje, é uma torre de Babel: de fato, rechada de informação, mas ainda recheada de boatos. Coisa que atinje menos o jornalismo impresso. Tem-se acesso a informações de forma rápida, mas de que jeito? Perde-se mais tempo separando o joio do trigo (e o trigo é bem pouco) do que realmente se informando. Tem-se, é lógico, fontes confiáveis. Mas o joio é repassado numa velocidade estonteante, alimentando uma rede de boatos de fazer inveja às velhas fofoqueiras de bairro...
[Leia outros Comentários de Alvaro Domingues]
28/4/2009
14h00min
[Leia outros Comentários de Julio Daio Borges]
4/5/2009
08h56min
Quando eu falo em morte do jornal, me refiro apenas à sua morte física, do papel que pouca gente vai comprar daqui a alguns anos. Os jornalistas continuarão sua tarefa jornalística como sempre, só que dentro de outro suporte. E os mesmo jornais, Le Monde, Folha de SP etc., vão continuar existindo também, dentro desse novo suporte. Alguns leitores têm entendido mal meu texto, creio...
[Leia outros Comentários de jardel]
13/5/2009
10h26min
Precisamos exercitar nossa visão periférica. Não se trata do "fim dos jornais", "fim do livro" etc. Muitas questões importantes a respeito do consumo da informação on-line estão sendo levantadas já há algum tempo [a revista Wired, mar/2007, estampava na capa a "Snack Culture", a cultura cujo consumo se dá aos pedaços]. Semana passada, o testemunho de Marissa Mayer, do Google, no senado americano apontou o epicentro do problema: a unidade atômica de consumo on-line. No caso dos jornais, Marissa afirma que essa unidade de consumo migrou do jornal inteiro para artigos individuais. Logo, é necessária a adaptação aos novos tempos. Tudo isso já aconteceu no mercado de informática. Como o "jornal" [escrevi em um artigo recente no iMasters/UOL] é o software, cada vez mais é o leitor que monta o seu jornal. A era do broadcast dá lugar à do narrowcast ou até ao unicast [com base em personalização e interatividade].
[Leia outros Comentários de Claudio Soares]
13/5/2009
14h55min
Aviso ao autor: essas profecias sobre a morte dos jornais já foram feitas... quando surgiu a televisão. Aliás, há várias semelhanças entre o advento da internet e o da TV, eis que a principal "virtude" pregada pela televisão também foi a instantaneidade da informação. Em nome desta instantaneidade, negligenciou-se a checagem de fontes e fatos. Tudo é muito urgente e superficial, depois é só ir corrigindo sem necessariamente dizer que se errou. Eu acho que a internet é um grande e útil instrumento, não por acaso estou aqui, mas é apenas mais um. Sem dúvida é ótimo acessar o "El País" sem sair de casa, mas para entender a minha aldeia eu prefiro o papel mesmo. De preferência reciclado. O mundo, penso, é maior até do que meu notebook.
[Leia outros Comentários de Marcelo Idiarte]
1/6/2009
02h07min
Acredito que os cometários estão cheios de mal-entendidos, sim, Jardel. Sabe como é, leitor de internet só "escaneia", não está mais habituado ao tal domingo de manhã na frente do papel que suja o dedo. Duvido que ainda façam isso com o esmero dos seus pais. Estão interessados em afirmar seus pontos de vista, e não em discutir ou refletir profundamente sobre o tema. Leva tempo, e gasta neurônio.
[Leia outros Comentários de Fernando Miranda]
2/6/2009
12h02min
Apesar de toda paixão que carrego no peito pelo jornal impresso devido às experiências que adquiri na área, tenho que admitir que preciso me preparar para este funeral. Mas creio que, devido a sua sustenção histórica e especialmente seu cunho documental, os jornais impressos ainda vão iluminar cabeças pensantes por um bom tempo. A sentença final certamente será quando essas mentes se abrirem para o fato de que o jornal que recebemos hoje e carrega a notícia escrita ontem, sobre o fato que aconteceu anteontem, poderá ter seus textos bem substituídos pelas revistas semanais, que fazem uma análise profunda sobre os assuntos com uma ótica voltada para crítica construtiva da formação de opinião... Com isso, vestiremos nosso pretinho para o velório do jornal de ontem, com notícias de anteontem.
[Leia outros Comentários de jaqueline]
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