Dez Anos que Encolheram o Mundo, de Daniel Piza | Digestivo Cultural

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Quarta-feira, 4/4/2012
Dez Anos que Encolheram o Mundo, de Daniel Piza
Julio Daio Borges

+ de 11700 Acessos




Digestivo nº 487 >>> Dez Anos que Encolheram o Mundo (2011) foi o último livro de Daniel Piza. Dando continuidade a seu bom relacionamento com a editora Leya, a ideia era fazer uma retrospectiva da primeira década dos anos 2000. Assim, Daniel dividiu a tarefa em cinco partes, ou assuntos: Política & Economia, Cultura & Comportamento, Ciência & Tecnologia, Meio Ambiente & Metrópoles e Esportes. No programa Pânico, onde foi para fazer a divulgação (quem diria...), alguém fez a piada de que ele "já tinha o livro pronto", "antes de a década haver terminado". E, de fato, um balanço, em 2011, era mesmo precoce. Mas como Daniel Piza foi precoce em tudo... Infelizmente, porém, seu último livro não é seu melhor livro. Talvez por excessiva influência do jornalismo diário ― Daniel Piza foi editor-executivo do jornal O Estado de S. Paulo ― , a retrospectiva de Dez Anos que Encolheram o Mundo soa um tanto quanto burocrática, como um clipping, onde o desejo de informar prejudica a reflexão, e o pensamento original (uma das marcas registradas de Daniel Piza). A divulgação, aliás, que passou por outros programas inusitados (onde Daniel nunca havia estado, como o de Otavio Mesquita), revela, igualmente, um desejo de mais público. Juntando as peças, Dez Anos que Encolheram o Mundo foi planejado para ser um best-seller, por isso, talvez, as concessões. Para que se tenha uma ideia de como Daniel sacrificou a originalidade, o título, que parece um conceito novo, na realidade deriva do insight de Thomas Friedman, em seu livro O Mundo é Plano, de 2005. Ambos se inspiram na globalização, uma palavra que tinha mais força nos anos 90 (o auge de Daniel na Gazeta Mercantil), e na expressão, quase aposentada hoje, "aldeia global". Ainda assim, Dez Anos... tem bons momentos, como a parte de "Esportes", a melhor de todas ― não à toa uma das editorias às quais Daniel mais se dedicou, nos últimos anos, como colunista e comentarista de futebol. Na parte de "Política & Economia" se destacam os capítulos dedicados a Barack Obama e à era Lula. Na de "Cultura & Comportamento" (outra das especialidades de Daniel) se destaca o capítulo "Literatura Minguante". E na de "Esportes" (já citada), os capítulos "O Negócio do Espetáculo" e "Ídolos, Recordes e Polêmicas". E Daniel Piza, claro, erra, como não poderia deixar de ser (ao abranger um escopo tão grande)... Apesar de "economia" ser um "adendo" da primeira parte, como muitos outros jornalistas brasileiros antes dele, Daniel se atrapalha ao tentar explicar a crise de 2008 e o subprime, quando diz que "dívidas eram repassadas adiante por instituições sem capacidade de lastreá-las" (pág. 22). Na realidade, as instituições que faziam a "originação" (em economês) dessas dívidas não eram necessariamente obrigadas a lastreá-las. Quem deveria "lastreá-las" eram os devedores, mas como não tinham nem renda, nem emprego, nem ativos ("nijas")... O erro, portanto, não foi de lastro, foi de avaliação de risco. Mais adiante (pág. 35), quando fala do WikiLeaks, chama Julian Assange de "jornalista australiano". Assange nunca foi jornalista e, inclusive, menosprezada a inteligência dos jornalistas (como conta seu ex-associado "Daniel Schmitt"). Por fim, na página 60, ao falar de animação, classifica a Pixar como "produtora" e diz que foi batizada assim, em 1986, por Steve Jobs. Bem, primeiro que a Pixar não é uma produtora, é um estudio. Depois, Steve Jobs não a batizou, o nome surgiu num brainstorm com os fundadores da Pixar (Jobs não era orignalmente fundador), que gostavam do verbo "pixer" (a partir de pixel), convertendo-o para o espanhol, "pixar". Enfim: Daniel se ressentia com aqueles que apontavam "pequenos erros" em seus livros, qualificando-os como "bobagens" ― mas, dependendo do erro, pode até não ser "pequeno" e pode estar em jogo a credibilidade de todo o livro. Mas essa é outra discussão... E por falar em discussão, aliás, surpreende que Daniel Piza tenha dado tanto crédito à internet no capítulo "Google, Facebook e a web 2.0" (sendo que criticou a grande rede duramente ao longo dos anos 2000): "Poucas coisas definiram tão bem a década quanto a expansão e a consolidação da internet no dia a dia de pessoas no mundo todo". Continuando: "(...)não foi apenas uma mudança no cotidiano dos consumidores: foi uma transformação profunda, e ainda por ser inteiramente compreendida". Dez Anos que Encolheram o Mundo, agora, serve aos leitores que desejam matar a saudade dos textos de Daniel Piza. Tanto de seus acertos quanto de seus erros, quanto de suas reviravoltas ;-)
>>> Dez Anos que Encolheram o Mundo
 
Julio Daio Borges
Editor

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