Algumas leituras | Eduardo Carvalho | Digestivo Cultural

busca | avançada
45137 visitas/dia
2,3 milhões/mês
Mais Recentes
>>> Projeto Memória leva legado de Lélia Gonzalez ao CCBB BH
>>> DJ Erick Jay participa de A Quebrada É Boa, evento realizado pelo Monarckas em Sapopemba
>>> Circomuns Com Circo Teatro Palombar
>>> Prêmio AF de Arte Contemporânea abre inscrições para a edição comemorativa de 10 anos
>>> Inscrições abertas para o Prêmio LOBA Festival: objetivo é fomentar o protagonismo de escritoras
* clique para encaminhar
Mais Recentes
>>> A pulsão Oblómov
>>> O Big Brother e a legião de Trumans
>>> Garganta profunda_Dusty Springfield
>>> Susan Sontag em carne e osso
>>> Todas as artes: Jardel Dias Cavalcanti
>>> Soco no saco
>>> Xingando semáforos inocentes
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
>>> Esporte de risco
>>> Tito Leite atravessa o deserto com poesia
Colunistas
Últimos Posts
>>> Jensen Huang, da Nvidia, na Computex
>>> André Barcinski no YouTube
>>> Inteligência Artificial Física
>>> Rodrigão Campos e a dura realidade do mercado
>>> Comfortably Numb por Jéssica di Falchi
>>> Scott Galloway e as Previsões para 2024
>>> O novo GPT-4o
>>> Scott Galloway sobre o futuro dos jovens (2024)
>>> Fernando Ulrich e O Economista Sincero (2024)
>>> The Piper's Call de David Gilmour (2024)
Últimos Posts
>>> O mais longo dos dias, 80 anos do Dia D
>>> Paes Loureiro, poesia é quando a linguagem sonha
>>> O Cachorro e a maleta
>>> A ESTAGIÁRIA
>>> A insanidade tem regras
>>> Uma coisa não é a outra
>>> AUSÊNCIA
>>> Mestres do ar, a esperança nos céus da II Guerra
>>> O Mal necessário
>>> Guerra. Estupidez e desvario.
Blogueiros
Mais Recentes
>>> Paciência e imediatismo
>>> Babação do popular
>>> A arte do romance, por Milan Kundera
>>> Micronarrativa e pornografia
>>> Os dois lados da cerca
>>> A primeira vez de uma leitora
>>> Se eu fosse você 2
>>> Banana Republic
>>> Da Poesia Na Música de Vivaldi
>>> Os autômatos de Agnaldo Pinho
Mais Recentes
>>> Livro Inventor de Poesia de Margarete Solange Moraes pela 8 (2014)
>>> Aqui, Agora: O Encontro De Jesus, Moises E Buda de Ian Mecler pela Record (2010)
>>> Remédio Maravilhoso De Jorge, O de Roald Dahl pela 34 (2018)
>>> A Longa Marcha Dos Grilos Canibais de Fernando Reinach pela Companhia Das Letras (2010)
>>> Universo e Vocabulário do Grande Sertão de Nei Leandro de Castro pela Livraria Jose Olympio (1970)
>>> Livro Literatura Estrangeira O Arqueiro e Suas Flechas de Jeffrey Archer pela Difel (1986)
>>> Estrategia Global de Mike W. Peng pela Cengage Learning Nacional (2008)
>>> Vintém De Cobre de Cora Coralina pela Global (2013)
>>> Die Brüder Karamasoff de Fjodor M. Dostojewskij pela C. Bertelmann
>>> Dictionnaire biographique des artistes contemporains 1910-1930 3 volumes de Edouard Joseph pela Art e edition (1930)
>>> Portões de Fogo de Steven Pressfield pela Marco Polo (2017)
>>> Posições Românticas na Literatura Inglesa - Antologia de Coord. Alvaro Pina pela Horizonte Universitario (1984)
>>> HQ Gibi nº 1 - Flash Gordon contra o Homem Elástico de Não Identificado pela Rge
>>> Livro Artes Sintaxe da Linguagem Visual de Donis A. Dondis pela Martins Fontes - Selo Martins (2007)
>>> Crônicas do Espírito Santo de Rubem Braga pela Ufes (1984)
>>> Um novo despertar de Maria Nazareth Dória pela Lúmen (2004)
>>> Les Leçons du Manuscrit - Questions de Génétique Textuelle de Diversos Autores pela Le Presses de Luniversite de Montreal (1992)
>>> Entre a História e a Liberdade de Margareth Rago pela Unesp (2001)
>>> A Longa Marcha Dos Grilos Canibais de Fernando Reinach pela Companhia Das Letras (2010)
>>> Livro Literatura Estrangeira Alta Fidelidade de Nick Hornby pela Companhia Das Letras (2013)
>>> Neoliberalismo Como Gestão Do Sofrimento Psíquico de Vladimir, Junior, Nelson Da Silva, Dunker, Christian Safatle pela Autêntica (2021)
>>> Amanhecer de Uma Nova Era de Divaldo Franco, pelo espirito Manoel Philomeno de Miranda pela Leal (2016)
>>> Espere O Inesperado de Roger Von Oech pela Bertrand (2003)
>>> Das Buch Der Ketzer de Walter Nigg pela Diogenes (1986)
>>> Filosofia Prática. Ética, Vida Cotidiana, Vida Virtual de Marcia Tiburi pela Record (2023)
COLUNAS

Sexta-feira, 19/8/2005
Algumas leituras
Eduardo Carvalho
+ de 6300 Acessos
+ 1 Comentário(s)

Um dos maiores prazeres que tenho é o de ler uns dez livros simultaneamente. Claro que não leio todos com o mesmo ritmo, com a mesma regularidade ou a mesma atenção. Não tem problema. Cada livro exige uma velocidade, um cuidado na leitura. Trato cada um da sua maneira. Leio alguns anotando página por página, pregando post-its e decorando passagens; leio outros suavemente, do táxi ao clube, despreocupado se à noite já terei me esquecido do que li de manhã. Acho bacana misturar Plutarco e Allan Poe, Turguêniev e o The Hedonist's Guide to Tallin. Neste domingo, voltei mais cedo da praia e - empolgado com a quantidade de livros ao lado da minha cama - comecei a ler poucas páginas de cada um. E reli seqüências encantadoras, de autores e sobre assuntos totalmente diferentes.

O último livro que terminei está também junto com esses outros. É que continuo procurando os seus parágrafos mais marcantes. Eu já estava deslumbrando com Henry James, depois de ler The Europeans e Washington Square. Desconfiava que nenhum outro espírito pudesse ser mais fino do que o que escreveu esses pequenos livros. E as páginas que li de Portrait of a Lady me pareceram impecáveis - principalmente pelo ambiente. E passei semanas deslumbrado exatamente com esse aspecto do livro do Colm Tóibin, que descreve, digamos, romanceadamente talvez o período mais interessante da vida de Henry James. Abro agora o livro - O Mestre - numa página marcada, e encontro o motivo pelo qual James não conseguia situar seus romances na Nova Inglaterra: "Não havia soberano, nem corte, nem aristocracia, nem serviço diplomático, nem nobreza rural, nem castelos, nem herdades, nem velhas casas de campo, nem presbitérios, nem chalés com telhados de sapé, nem ruínas cobertas de hera; nenhuma catedral, abadia ou igrejinha normanda; nem literatura, nem romances, nem museus, nem quadros, nem sociedade política, nem classe esportiva. Para os romancistas, ele pensava, se essas coisas ficam de fora, tudo fica de fora. Não há sabor, não há vida a ser dramatizada, apenas escassez de sentimento representada por uma escassez de tradição".

O livro de Colm Tóibin exprime com precisão essa atmosfera em que vivia e sobre a qual escreveu Henry James. O Mestre tem o espírito da melhor literatura combinado com o estilo - com a descrição viva, forte - das mais famosas reportagens. Não há nenhuma linha em excesso; a principal marca do livro é a sua sutileza, a sua elegância, presente na prosa de Tóibin e na vida de James: a fluência do livro é quase mágica, porque transporta em silêncio o leitor para o cotidiano de James, ao mesmo tempo calmo e inquieto. Em Um peregrino apaixonado, aliás, encontrei praticamente todos os lugares pelos quais passei em janeiro, em Oxford: "Nenhum outro lugar na Europa, imagino, arranca de nosso bárbaro coração tamanha admiração apaixonada.". Os passeios eventuais pelos jardins do Christ Church - "o cenário à beira-rio mais doce, constante e juncado que o coração pode desejar" -, os chás em frente ao New College - "perecem lugares apropriados para que descansemos eternamente sobre o gramado, na ditosa esperança de que a vida não passe de um vasto jardim inglês e o tempo, de uma eterna tarde inglesa" -, e sobre o muro do St. John's, em frente ao apartamento em que fiquei: "essa sensação de isolamento atingiu o clímax, segundo me lembro, na última das três tardes, quando quedávamos sonhadores no jardim espaçoso do St. John's. De todos os lugares, a alta fachada desse college é a que mais imprime ao relvado um ar de propriedade". E assim continua a aventura do Peregrino Apaixonado pela Inglaterra.

Proust também escreveu - de forma absolutamente diferente, claro - sobre esse ambiente elegante e decadente, que serviu para muitos autores explorarem várias dimensões dramáticas. Releio agora Os prazeres e os dias, uma coleção quase juvenil de contos, ensaios e poemas que Proust escreveu entre 20 e 23 anos. A capacidade de expressar com lucidez sentimentos obscuros é evidente em todas as páginas de Proust. Já a abertura do livro - dedicado ao seu amigo Willie Heath - captura a essência dos personagens de Van Dyck: "A elegência deles, na verdade, como a sua [do seu amigo], reside menos na vestimenta do que no corpo, e o próprio corpo deles parece tê-las recebido e continuar incessantemente a recebê-la da alma: é uma elegância moral". Proust descobre expressões - como "elegância moral" - que às vezes nos parecem inéditas. Uma outra: "Jamais pintei a imortalidade senão em pessoas de consciência delicada. Muito frágeis para desejar o bem, nobres demais para deliciarem-se com o mal, não conhecendo senão o sofrimento, só pude falar delas com uma piedade demasiado sincera para que não purificasse estes pequenos ensaios". Apenas escrevendo "consciência delicada" Proust nos apresenta sensações raras, de uma categoria espiritual sempre difícil de encontrar.

E foi Os prazeres e os dias que inspirou - pelo menos no título - Os livros e os dias, de Alberto Manguel. Com o subtítulo que explica a idéia: Um ano de leituras prazerosas. Manguel seleciona um clássico por mês, e mistura as impressões de suas leituras com o que acontece no seu dia-a-dia. Manguel, aliás, concorda totalmente comigo sobre o resultado da leitura no que fazemos na vida, digamos, mais prática: "Uma passagem de um romance iluminava subitamente um artigo do jornal diário; um episódio já quase esquecido era reavivado por uma cena; uma simples palavra incitava uma longa reflexão. Decidi fazer um registro desses momentos". E esses momentos são deliciosos. Manguel é um leitor erudito - cheio de citações e referências - que é, e gosta de ser, acessível ao leitor comum. Não há nenhum jargão nem pedantismo em seu estilo. Muito ao contrário: sua prosa aberta, sincera, é até engraçada: "Com seu sistema de trânsito decaído e preços abusivamente altos, Londres deve ser uma das cidades mais desconfortáveis do mundo para alguém com pouco dinheiro para viver. Com que meios de propaganda o Conselho de Turismo Britânico convenceu o mundo de que as coisas não são assim?". E uma das boas frases do livro, sobre um tema que faz sofrer os mais insensíveis à literatura: "A experiência da vida cotidiana é negada pelo que queremos que ela seja, pelo que esperamos que ela de fato seja."

Outro escritor de sensibilidade finíssima - de um apuro estético imbatível - é John Ruskin. A capacidade de observação de Ruskin fascinou Proust, que traduziu As Pedras de Veneza para o francês. Não dá para acreditar que Ruskin escrevia assim - e com essa bagagem - com 26 anos. A vontade é de passar pelo menos um mês na cidade, com o livro em punho, prestando atenção em todos os detalhes que escapam quando passamos com pressa por Veneza. Ruskin é enfático na importância da cidade: "Seria difícil superestimar o valor das lições que o estudo aprofundado dessa estranha e poderosa cidade pode proporcionar". O Palácio de Ducal é "o pivô da arquitetura mundial". E a arquitetura, para Ruskin, tem um valor excepcional: "embora pouquíssima gente cuide de estudar seriamente a pintura, quase todos os homens, num momento de sua existência, tiveram de se haver de uma maneira ou de outra com a arquitetura. Não há grande mal em que um indivíduo perca duzentos ou trezentos francos comprando um quadro ruim, mas é lamentável que uma nação perca duzentos ou trezentos mil fazendo uma construção ridícula." Ruskin tem seus momentos mais literários - "Lastimo aqueles cujo coração já não é acessível às generosas caridades da imaginação" - e os mais divertidos, como quando destrói sistematicamente a arquitetura renascentista: "A inferioridade da obra da renascença é menos fácil de ser provada do que a inferioridade moral de seus operários". E principalmente as suas observações mais reveladoras: "Quase todos os quadros das galerias da Europa moderna foram mais ou menos deteriorados por uma ou outra dessas restaurações, na exata proporção dos valores que lhes é atribuído. E, como as obras menores e mais acabadas são geralmente as menos boas, o conteúdo de nossas galerias mais célebres na realidade tem pouco valor".

Questão de Estilo

Meu sonho seria, se fosse escritor, ter o estilo de vida de Vargas Llosa e o estilo literário de Álvaro Lins. Essa seria uma combinação deliciosa. Vargas Llosa sofre ainda, injustamente, com a imagem batida do escritor latino-americano. Sua obra, em grande parte, explica essa associação. Mas Vargas Llosa me parece, como personalidade, bem mais interessante do que os seus livros. Seus artigos no El Dia ilustram isso: pulando da moda entre os surfistas numa cidadezinha na costa do Peru ao encontro com um velho num sebo em Paris; de Picasso ao Iraque; de Georges Bataille a Henri Matisse. Vargas Llosa é flagrado com a família no camarote da Brahma no carnaval do Rio; está pesquisando um assunto remoto numa biblioteca em Roma; passeia sempre pelo parque em Madri, pelas manhãs, e escreve à tarde. Concorreu à presidência do Peru, ficou rico - ou quase - escrevendo livros e, tenho a impressão, deve se retirar à tarde para tomar um chá. A coletânea mais nova de seus ensaios literários, A verdade das mentiras, é um deleite: com textos sobre Gatsby e Bellow, por exemplo, imperdíveis. Para não falar do último ensaio, "A literatura e a vida", uma defesa necessária e eloqüente da literatura; e da abertura, que fala tudo: "Sonho lúcido e fantasia encarnada, a ficção nos completa - a nós, seres mutilados, a quem foi imposta a atroz dicotomia de ter uma única vida, e os apetites e as fantasias de desejar outras mil".

E o estilo de Álvaro Lins - de quem estou lendo O relógio e o quadrante - é diferente, e me parece o que Vargas Llosa deveria ter em seu texto: "Uma tendência que está se firmando no implexo das nossas consciências artísticas - e bem gostaria de vê-la tomar corpo para vencer - é a da valorização do estilo; a da importância da "forma" na obra literária". É fascinante, por exemplo, quando ele escreve sobre Hemingway: "E parece-me que nenhum destino mais feliz existe para o escritor do que este de Hemingway: o de se comunicar com o povo sem trair em nada a dignidade e a missão de sua arte literária". E acho gozadíssmo quando Álvaro Lins - num comentário difícil e perfeito - abre seu texto sobe livros de viajantes assim: "O espírito do verdadeiro viajante é um espírito de aventura, de poesia e de romantismo. Raramente, no entanto, o livro de viagem terá estas mesmas características". Depois, explica a impossibilidade de um livro de um viajante alcançar a categoria dos grandes livros. Não preciso defendê-lo, como viajante ou diplomata: se Missão em Portugal, aliás, estivesse nessa categoria - na de livros de viagem -, talvez até alcançasse o título. O estilo de Álvaro Lins é natural e envolvente até um ponto quase sobrenatural. Seus textos parecem discursos prontos; não precisam de nenhuma adaptação para serem lidos em voz alta. São de uma naturalidade cristalina, que - me parece - deve estar proibida tanto nos maiores jornais como nas academias. Ninguém escreve mais assim.

Álvaro Lins foi crítico profissional; provavelmente o maior que nasceu aqui. E não há um livro seu disponível nas melhores livrarias. Isso não são modos de tratar a literatura! Vargas Llosa, como escritor, vendeu muito, mas me interessa pouco. Suas observações sobre a literatura e sobre a vida, no entanto, são perfeitas, mesmo que às vezes não pareçam grandes novidades. É trabalho do escritor relembrar verdades que, de vez em quando, esquecemos. E um escritor assim - combinando Álvaro Lins e Vargas Llosa - repetiria este tipo de verdade: como a de que a vida pode ser expandida pela literatura, mas não se encerra nela.

Para ir além












Eduardo Carvalho
São Paulo, 19/8/2005

Mais Eduardo Carvalho
Mais Acessadas de Eduardo Carvalho em 2005
01. Por que eu moro em São Paulo - 8/7/2005
02. Minha formatura - 5/8/2005
03. A prática e a fotografia - 25/2/2005
04. Uma conversa íntima - 11/2/2005
05. De volta às férias I - 17/6/2005


* esta seção é livre, não refletindo necessariamente a opinião do site

ENVIAR POR E-MAIL
E-mail:
Observações:
COMENTÁRIO(S) DOS LEITORES
19/8/2005
08h34min
O homem e a cópula não suportam longas intensidades. Borges deve ter pensado nessa frase quando atribuiu a Bioy Casares a famosa citação em Tlön, Uqbar: “Os espelhos e as cópulas são abomináveis, porque multiplicam o número dos homens” – in Alberto Manguel, Os trabalhos, ops!, livros e os dias...
[Leia outros Comentários de Erwin Maack]
COMENTE ESTE TEXTO
Nome:
E-mail:
Blog/Twitter:
* o Digestivo Cultural se reserva o direito de ignorar Comentários que se utilizem de linguagem chula, difamatória ou ilegal;

** mensagens com tamanho superior a 1000 toques, sem identificação ou postadas por e-mails inválidos serão igualmente descartadas;

*** tampouco serão admitidos os 10 tipos de Comentador de Forum.




Digestivo Cultural
Histórico
Quem faz

Conteúdo
Quer publicar no site?
Quer sugerir uma pauta?

Comercial
Quer anunciar no site?
Quer vender pelo site?

Newsletter | Disparo
* Twitter e Facebook
LIVROS




Sonhos: a primeira mediunidade
Márcio de Carvalho
Nova Era
(2001)



Retazos Quebrados de La Vida
Romulo Pardo Urias
Chiado
(2018)



O Filme Perfeito
Jodi Picoult
Planeta do Brasil
(2009)



Eça de Queirós - Ensaios e Estudos - Volume 2
Sylvio Lago
Biblioteca 24horas
(2015)



Livro Literatura Estrangeira Quarto
Emma Donoghue
Verus
(2016)



Secrets Of The Unified Field
Joseph P. Farrell
Aup
(2008)



O Sul e os Trópicos - Ensaios de Cultura Latino-Americana
Ana Pizarro
EdUff
(2006)



Economia
Paul a Samuelson & William D Nordhaus
Mcgraw Hill
(1982)



Prêmios Nobel na scientific American- Volume 4
Dulbecco, Edelman, Bishop, Prusiner, Brown e Goldstein
Vários autores



Livro Infanto Juvenis João e Maria
Vários Autores
Ciranda Cultural
(2011)





busca | avançada
45137 visitas/dia
2,3 milhões/mês